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Número:
94
Setembro/ 2006
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UMA APROXIMAÇÃO COM A CHINA MODERNA
Mostrar para o fabricante de máquinas um pouco da realidade da concorrência chinesa e ativar o recém-inaugurado escritório em Pequim. Com esses objetivos o vice-presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, realizou uma viagem de uma semana ao país asiático, visitando Xangai, seu principal pólo industrial, Nantong e a capital Beijing (Pequim), em julho.
Segundo o empresário, a indústria chinesa de máquinas “está em boa medida voltada para o atendimento de seu crescente mercado interno, e várias empresas ainda estão se preparando para exportar”. Pastoriza pôde ver também que o nível tecnológico é semelhante ao brasileiro, e a qualidade varia do ruim ao excelente, dependendo do fabricante.
“Surpreende”, diz o vice-presidente, “que a China tenha 100 fabricantes de automóveis, 300 de compressores e 60 de injetoras, por exemplo. Mas tudo indica que haverá uma depuração desse número elevado de empresas e as grandes absorverão as menores ou de menor nível de qualidade”, acredita.
Pastoriza manteve contato com as brasileiras WEG e Embraco, e com o Itaú, único banco privado nacional atuando na China. Daniel Covre, executivo da instituição, colocou o escritório de representação, em Xangai, à disposição para financiamento de operações de comércio exterior com a China, compra de participação societária e capital de giro no caso de investimentos diretos, abertura e confirmação de carta de crédito, entre outros.
Beijing, origem da indústria de bens de capital
Na capital chinesa, berço da indústria de bens de capital do país, o empresário esteve na planta da Embraco e em três indústrias chinesas de máquinas. Com 1,6 mil funcionários, a “Beijing nº 1 de máquinas-ferramenta” - cuja denominação é uma herança do maoísmo, que substituiu as marcas próprias por números -, é um exemplo da moderna indústria do país, fabricante de grandes mandriladoras e centros de usinagem. “Organizada, tem ISO 9000, equipamentos modernos, área de montagem com ar condicionado para manter a temperatura controlada. Não fica nada a dever para uma planta fabril de Primeiro Mundo”, avalia Pastoriza, que foi recebido pelo gerente-geral Liu Yonglu.
Já a “Beijing nº 2” fabrica retificadoras. Sua produção anual de 1,2 mil unidades garante 70% de participação no mercado chinês. Emprega 800 funcionários e dribla a incipiente inflação de mão-de-obra importando técnicos do interior do país. “Na China, a população não tem mobilidade geográfica, devendo manter-se na sua cidade de nascimento, a menos que tenha oferta firma de trabalho em outra região. A Nº 2 está preparando-se para exportar”, relata o empresário, que conversou com Li Fang, gerente de exportação. Para se lançar no mercado externo, a empresa vem conquistando certificações internacionais, obtendo por parte da TÜV alemã um certificado de conformidade para seu sistema de controle de qualidade.
Ainda em Beijing, Pastoriza conheceu a Titan, fabricante de injetoras para plástico, que ao ser privatizada foi adquirida por seus executivos e um capitalista chinês. Embora seja o contrário das anteriores em termos de organização e nível de desenvolvimento, seus preços são imbatíveis, garante o executivo Liu Zhengkun.
Inaugurada há 3 meses, a 70 quilômetros de Beijing, a nova fábrica da Embraco tem 70% de capital próprio e 30% da Snowflake. Considerada uma das mais competitivas do mundo na fabricação de compressores para linha branca tem 1,5 mil funcionários, e foi projetada para fabricar 5 milhões de compressores por ano. Aos poucos substituirá a primeira unidade da empresa nacional instalada em solo chinês em 1994, no centro do Pequim, que tende a ser desativada. A companhia mantém um time de dez executivos e técnicos brasileiros liderados pelo CEO João Lemos.
WEG: a ousadia da multi brasileira
A WEG é um exemplo de como a China pode ser uma oportunidade a ser explorada. Maior multinacional brasileira de capital privado, com fábricas em Portugal, México e Argentina,<
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