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ABIMAQ apresenta sugestão para sustentar trajetória de desenvolvimento em reunião do CDES



Os investimentos necessários para aceleração do desenvolvimento estiveram na pauta das discussões na realização da 40ª Reunião Plenária do CDES - Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), no  final de  fevereiro, onde o presidente da ABIMAQ,  Luiz Aubert Neto, proferiu palestra em nome do setor.

Apesar de o início da apresentação vir em tom de agradecimento, Aubert deixou claro que, embora tenha manifestado apoio ao modelo de desenvolvimento em curso no Brasil, com as medidas adotadas pelo governo Dilma no ano passado, especialmente em relação à desoneração tributária, redução dos juros e esforços para não permitir a valorização do real frente ao dólar, nunca a indústria de transformação brasileira esteve tão ameaçada.

Reconhecendo o esforço do governo e dando destaque especial à implementação do programa PSI – Finame, Aubert chamou atenção para o Custo Brasil, elogiou a redução da taxa básica de juros e o enfrentamento aos altos juros cobrados na economia real, com ações incisivas dos bancos públicos.

Em sua explanação,  Aubert salientou que os esforços do Governo Federal não pararam por aí. Foram adotadas medidas para fortalecer o setor produtivo e diminuir a perda de competitividade, como a desoneração do IPI, o combate à guerra fiscal dos portos e o Plano de Investimentos em Infraestrutura, entre outras.

Logo após, entretanto, Aubert frisou a necessidade de programar ações continuadas rumo à competitividade do Brasil. Como problemas, enumerou o Custo Brasil, a defesa comercial e o ambiente de negócio, a alta carga tributária, as taxas de investimento, e a guerra cambial. Reforma tributária, eliminação de impostos na cadeia produtiva e redução do custo do dinheiro na economia real foram algumas medidas defendidas e enfatizadas com urgência pelo presidente da ABIMAQ e conselheiro do CDES.

“Sem dúvida, é necessário um esforço coordenado dos setores público e privado – aqui representados neste Conselho por empresários, trabalhadores, acadêmicos, ONG e Governo – na construção das mudanças estruturais comprometidas com um novo modelo de desenvolvimento”, afirmou Luiz Aubert.

Sustentar o crescimento econômico nos próximos anos, aumentando a taxa de investimentos para cerca de 25% do PIB e expandindo a base industrial, é desafio que com certeza precisará ser enfrentado pela atual política econômica e que, de acordo com Luiz Aubert, apesar de se constituir uma meta difícil de ser alcançada, é imprescindível que seja atingida, como forma de garantir a  sobrevivência do setor de transformação, que isoladamente respondeu por 33,9% do total de toda a arrecadação em 2010.

“Como sua participação no PIB foi de 16,2% - argumentou – concluímos que 40,3% do preço dos produtos industriais são impostos e contribuições. É UM NÚMERO ASSUSTADOR.

 Durante o evento, os conselheiros Jacy Afonso de Melo (CUT), Luiz Aubert Neto (ABIMAQ) e Germano Rigotto (Instituto Reformar) entregaram à presidenta Dilma Rousseff parecer que resume o debate de conselheiros e convidados, desde 2012, sobre o desenvolvimento brasileiro e a conjuntura internacional.

“A resposta que a gente precisa é a seguinte. Como é que um país está em pleno emprego, batendo recorde de arrecadação e não cresce?”, conclui  Luiz Aubert Neto.

SOBRE A REUNIÃO

Aberta pelo secretário executivo do CDES, ministro Moreira Franco (Assuntos Estratégicos), a 40ª Reunião Plenária do CDES contou com apresentações dos ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Nelson Barbosa (ministro da Fazenda em exercício), Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), e dos conselheiros Paulo Godoy (ABDIB), Jacy Afonso de Melo (CUT), Luiz Aubert (ABIMAQ) e Germano Rigotto (Instituto Reformar).

Ao avaliar o cenário internacional, a presidente  Dilma  afirmou que, neste ano, as perspectivas econômicas estão melhores. Diante disso, reiterou o convite aos empresários para participarem do programa de concessão em infraestrutura, que prevê R$ 470 bilhões em investimentos, dos quais cerca de R$ 250 bilhões só em logística. Também garantiu que está comprometida a aumentar a competitividade do país e que as medidas adotadas pelo governo, como desonerações da folha, redução do custo de energia e o programa de concessões, foram em direção ao aumento da eficiência e à redução dos gargalos que travam o crescimento. Ela ressaltou ainda que, para o Brasil ser uma nação desenvolvida, um país de classe média, é preciso cumprir uma trajetória de investimentos. “Queremos que a taxa de investimento seja de 25% (do PIB)”, afirmou.



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Número: 164
Março/2013

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