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ABIMAQ participa de encontro empresarial com Barack Obama


A ABIMAQ, representada por seu vice-presidente José Velloso Dias Cardoso, participou da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, realizada no dia 19 de março, em Brasília, com a presença do presidente norte-americano Barack Obama.

O evento, que reuniu cerca de 400 empresários brasileiros e norte-americanos, foi promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo Conselho Empresarial Brasil-EUA e pela Câmara Americana de Comércio Brasil-EUA (Amcham). Tendo como foco a expansão do comércio bilateral e as oportunidades em infraestrutura e no setor energético, o encontro debateu, entre outros temas, o papel do etanol neste contexto entre os dois países. “Podemos dizer que um importante passo foi dado para que, no futuro, os EUA venham a ser um importador de etanol do Brasil”, declara Velloso.

O vice-presidente da ABIMAQ ressalta que, para o setor de máquinas e equipamentos, os EUA, como principal destino das nossas exportações e primeiro no ranking de importações, são o parceiro comercial mais importante do País. No ano passado, o Brasil exportou US$ 9,26 bilhões, sendo 17% para  os Estados Unidos e importou US$ 25 bilhões, sendo cerca de  25% de produtos americanos.

No entanto, segundo ele, a vinda do presidente Obama ao País não teve um  caráter comercial importante no que tange o setor. “Já tínhamos esta expectativa por uma visita de conteúdo mais político do que comercial. A aproximação do ex-presidente Lula com países que são antigos desafetos dos EUA provocou um distanciamento na relação entre os dois países, e esta visita representou uma reaproximação. Esperávamos mesmo um encontro diplomático, portanto, para a ABIMAQ, não houve nenhum efeito prático”, afirma Velloso, acrescentando que um dos principais focos do presidente Obama foi buscar negociar acordos comerciais de empresas americanas para participar dos projetos de  infraestrutura no Brasil, referentes à Copa do Mundo e às Olimpíadas.

Além disso, o vice-presidente da ABIMAQ destaca o interesse dos EUA em importar commodities como o petróleo, açúcar e etanol no futuro, e em exportar para o Brasil bens de alto valor agregado, reforçando que o setor precisa estar atento à sua postura, para evitar trocar commodities por bens de valor agregado. “Precisamos usar nossas riquezas em prol do desenvolvimento do próprio País, alavancando diversos setores industriais”, declara.



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Número: 143
Abril/2011

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