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Mais de 300 empresários acompanham palestra do BNDES na ABIMAQ


Refletindo o real interesse em financiamentos por parte do empresariado brasileiro, evento em que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) apresentou suas formas de apoio à indústria, no dia 24 de março, na sede da ABIMAQ em São Paulo, lotou o auditório da entidade, com a participação de mais de 300 pessoas.

No evento, os técnicos do Banco palestraram sobre possibilidades de financiamentos, seus requisitos, suas denominações e, ao final, responderam às dúvidas dos presentes.

Juliana Santos, chefe da área de operações indiretas - departamento de relacionamento com agentes financeiros e outras instituições, iniciou os trabalhos com a apresentação das novas condições do BNDES PSI (Programa BNDES de Sustentação do Investimento), em vigor desde 01 de abril de 2011,no qual a aquisição de máquinas e equipamentos pelas micros, pequenas e médias empresas (MPMEs) – ver tabela de classificação de porte utilizada pelo BNDES – estão com taxas de 6,5% ao ano, com participação máxima por parte do BNDES de 90%; as empresas médias-grande e de grande porte, taxas de 8,7% ao ano, com participação de 70%. Para financiamento de bens de informática e automação com tecnologia nacional, a taxa é de 5% ao ano e com participação do BNDES de 100%.

Como apoio às exportações do setor, o BNDES disponibiliza dentro do BNDES PSI, um subprograma de apoio à exportação, chamado Pré-Embarque, onde MPMEs têm taxa de 7% ao ano, prazo de financiamento de 24 meses e participação máxima do Banco de 90%; as demais empresas têm taxa de 9% ao ano, com participação do Banco de até 80%. 

Vitor Hugo Justino Ribeiro, administrador da área de exportação, também do BNDES, falou sobre o Cartão BNDES, destinado a facilitar o financiamento das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Para as empresas cadastradas, o limite é de até R$ 1 milhão, por banco emissor, as prestações são fixas em até 48 meses, a taxa de juros é atrativa: 1,01% ao mês (abr/11); usuários do Cartão possuem crédito pré-aprovado, e seu uso é automático.

Apoio à Inovação

Flávia Kickinger, gerente da área de planejamento - departamento de programas e políticas, apresentou as ferramentas de apoio nesta área. “Inovação não é modismo. Embora a palavra esteja banalizada, o assunto é muito sério. No atual contexto, torna-se ferramenta fundamental contra a concorrência internacional, pois permite que a indústria fique mais capacitada, mais competitiva e sustentável”, afirma.

Através da modalidade Capital Inovador, podem ser financiados ativos tangíveis e intangíveis, além de infraestrutura física, com valor mínimo de R$1 milhão. Durante a vigência do BNDES PSI e para contratações até 31 de dezembro de 2011, a taxa é de 5% ao ano, e o prazo de pagamento é de 8 anos.

Outra modalidade é a Inovação Tecnológica, que visa apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com risco tecnológico e oportunidade de mercado, compreendendo o desenvolvimento de produtos e/ou processos novos (para o mercado nacional) ou significativamente aprimorados. O valor mínimo também é de R$ 1 milhão e, durante a vigência do PSI, a taxa é de 4% ao ano, com prazo de 10 anos.

Para apoiar projetos de investimento que visem à implantação, expansão e modernização da capacidade produtiva, necessárias à absorção dos resultados do processo de pesquisa e desenvolvimento ou inovação; e projetos de pesquisa e desenvolvimento ou inovação que apresentem oportunidade comprovada de mercado, inclusive o desenvolvimento de inovações incrementais de produtos e/ou processos, a linha Inovação Produção tem, durante a vigência do PSI, taxa de 7% e prazo para pagamento de 8 anos; o valor mínimo é de R$ 3 milhões e a participação do Banco é de 90% dos itens financiáveis para as MPMEs e 80% para grandes empresas.

“O BNDES entende que o setor de máquinas e equipamentos tem grande potencial de empurrar a inovação para toda a cadeia produtiva”, explica a gerente.

Apoio à Exportação

Em um momento em que o setor de máquinas e equipamentos enfrenta várias adversidades para exportar, pelo Custo Brasil, câmbio desvalorizado etc. é importante termos conhecimento de ferramentas que podem auxiliar as empresas que ainda conseguem exportar.

Com o objetivo de apoiar a exportação de bens e serviços de maior valor agregado, aumentar a base exportadora do país e expandir a capacidade de geração de renda e empregos no país, o BNDES EXIM financia:

- Bens de maior valor agregado que necessitem de maior prazo de fabricação e/ou comercialização;
- Bens cadastrados conforme regra do FINAME;
- Produtos enquadrados no Processo Produtivo Básico (PPB);
- Serviços de engenharia e software.

Guilherme Pfisterer, que apresentou a modalidade BNDES EXIM, explica que o Banco reconhece a importância das exportações para as empresas, por isso mantém essa linha há 20 anos.
O BNDES EXIM tem duas modalidades: Pré-Embarque e Pós-Embarque.

No Pré-Embarque, as operações são indiretas, onde o exportador contrata o financiamento do BNDES por meio dos agentes financeiros. Durante a vigência do BNDES PSI, a taxa é de 7% ao ano para as MPMEs, enquanto que para as Grandes Empresas, é de 9% ao ano. O prazo total é de é de 24 meses e a vigência desta condição é até 31/12/2011.

Já no Pós-Embarque, as operações são diretas, e o exportador contrata o financiamento direto com o BNDES. Nesta operação, o banco mandatário realiza as atividades de suporte à operação.

Produção e venda são apoiados em operações distintas, conforme tabela comparativa:

Linhas de Crédito para Bancos no Exterior

Seguindo a estratégia do BNDES de expansão internacional, de estabelecimento de rede de agentes financeiros no exterior aptos a operar linhas de financiamento do Banco e como mais uma forma de apoio às exportações brasileiras de bens de capital, o BNDES abriu uma linha de crédito para bancos no exterior. Segundo Pfisterer, os procedimentos operacionais são ágeis e é o próprio banco no exterior quem origina operações com importadores.

Existem duas estruturas para esta linha de crédito: via Banco Devedor, onde o Banco no exterior é o devedor da linha de crédito. Neste formato, o banco emite uma autorização ao BNDES para desembolso de recursos ao exportador. Uma das principais vantagens deste, é a redução de custo operacional e administrativo do financiamento.

No formato Banco no exterior, ele assume como garantidor do importador, e emite uma carta de crédito ou presta aval nos títulos de crédito (“pagaré” ou letra de câmbio). Como solução alternativa (adaptada à legislação de cada país), este sistema permite garantias bancárias usuais em trade finance.

Para obter mais informações, bem como a relação de bancos no exterior que têm limites de crédito com o BNDES, utilizem o Posto de Informações ABIMAQ/BNDES, através do telefone: (11) 5582-6361 ou e-mail: defi@abimaq.org.br




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Número: 143
Abril/2011

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