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Conselho de energia eólica da ABIMAQ realiza primeira reunião


Criado com o objetivo de atuar no interesse da indústria brasileira de equipamentos e partes para o setor de geração de energia elétrica de fonte eólica, o Conselho de Energia Eólica da ABIMAQ realizou, no dia 30 de março, na sede da associação, a sua primeira reunião.

Formado por diretores e associadas da ABIMAQ, além de representantes da Petrobras, do BNDES, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério de Minas e Energia (MME), o Conselho de Energia Eólica da ABIMAQ, faz parte do Conselho de Mercado Interno e pretende discutir ações e medidas que possam fortalecer toda a cadeia produtiva instalada no país, com foco nos fabricantes nacionais.

Durante a reunião, Roberto Veiga, superintendente de operações da Wobben Windpower e coordenador do Conselho, ressaltou as metas do grupo: “Temos muita gente trabalhando em prol dos investidores do setor no País, mas nossa meta é fortalecer a indústria local. O importante aqui é entendermos como o mercado eólico se desenvolve e como podemos pleitear, com a ABIMAQ, junto ao governo, medidas para incentivar nosso setor. Pretendemos manter um grupo pequeno e coeso, mantendo o sentido e a direção na atuação do Conselho, com foco na indústria nacional”, afirmou Veiga.

Entre os principais temas de discussão do Conselho, estão: o financiamento dos projetos eólicos no Brasil; a isonomia tributária do produto fabricado no Brasil com o produto importado; a exigência de um mínimo de conteúdo local para investimentos na indústria eólica nacional e a competitividade da geração eólica (evolução da tecnologia e ganho de escala de produção).

“O governo está comprando bem na área eólica, e precisamos de mais incentivos para o que está sendo feito no Brasil. Hoje temos aproximadamente quatro mil MW contratados na área eólica nos dois últimos leilões de energia pelo governo, simbolizando um investimento de R$16 bilhões para os próximos três anos. Se não tivermos um mínimo de conteúdo como exigência para os próximos leilões, com o câmbio no patamar que está e com as não isonomia tributária que se apresenta no momento, não teremos nunca uma indústria nacional de base forte”, afirmou Veiga, ressaltando também a importância fundamental da isonomia em relação ao importado.

“Se para o produto que vem do exterior paga-se um preço menor devido aos incentivos externos à exportação e se não a isonomia tributária com o produto nacional, daqui a pouco as indústrias do setor no País chegarão à conclusão de que é mais vantajoso atuar como representantes, do ponto de vista financeiro. Se não fizermos nada que beneficie o investidor a adquirir um produto fabricado aqui, vai haver uma invasão de produtos importados”, opinou Veiga.

Ainda de acordo com Veiga, o Conselho precisa se estruturar para reverter estas questões que prejudicam a competitividade do fabricante nacional. “Para conseguirmos a exigência de conteúdo mínimo nacional par os futuros leilões, temos que começar a trabalhar agora”, afirma.

O Conselho, que realizará reuniões mensais, tem como próximo passo a elaboração de um documento contendo as informações e problemas levantados na reunião, para em seguida, montar uma comissão que levará estes pleitos aos órgãos competentes do governo. “Vamos integrar tudo isso que está sendo discutido e atuar juntos, para que tenhamos competitividade e possamos evitar a invasão de componentes importados”, reforçou o coordenador do Conselho.

Na primeira reunião do Conselho, estiveram presentes: Luiz Edmundo Sutter e Rodrigo Cunha, do BNDES; Wagner Setti, da WEG; Livaldo Aguiar dos Santos, Indústrias Romi; Marcelo Prado, GE Energy; Márcio Ribaldo, DIA/ABIMAQ e Germano Fehr, CSPEP/ABIMAQ.



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Número: 143
Abril/2011

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