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Edição 1099 de 19/01/2015

Destaque

01 - Acordo isola o Brasil e abre a porta da América do Sul à China


O acordo Argentina-China disparou um alarme na indústria brasileira. Enquanto refaz para baixo suas projeções de exportação para o país vizinho, o setor culpa o governo brasileiro por não ter concedido financiamento especial para a Argentina, mesmo com o alto risco da operação. A omissão, para industriais brasileiros, permitiu à China isolar o Brasil e fazer da Argentina a sua porta de entrada para a América do Sul. O acordo pode ainda dar um golpe de misericórdia no Mercosul.

"Houve falha estratégica do Brasil, que fará da China o maior exportador de manufaturas para a Argentina", afirmou Klaus Curt Müller, diretor de Comércio Exterior da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). "A perda de mercado dos produtos brasileiros para os chineses na Argentina vai aumentar agora, com o acordo, em prejuízo da indústria nacional", disse Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria.

O governo brasileiro preferiu não se manifestar. O Ministério do Desenvolvimento disse não conhecer os detalhes do acordo - disponível na página do Senado argentino na internet - e ser essa uma questão do Itamaraty. A diplomacia brasileira silenciou ao ser procurado pelo Estado.

Müller e Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, explicaram ser esse acordo o resultado da situação financeira crítica da Argentina e da ausência de resposta do Brasil. Em 2009, o Planalto avalizou o financiamento em moeda local de US$ 3,5 bilhões à Argentina, que preservou a importação de produtos brasileiros ao país vizinho, o terceiro maior mercado do Brasil. Nos últimos dois anos, o apelo argentino ficou sem resposta de Brasília.

A China, como parte do acordo, aprovou um swap de US$ 11 bilhões para o país vizinho em setembro de 2014. Os recursos engrossam as reservas internacionais do país e serão usados em projetos de infraestrutura, entre eles duas hidrelétricas.

Para Zanotto, a "gritaria" no Brasil sobre o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para a renovação do Porto de Mariel, em Cuba, impediu a concessão de crédito nacional para a construção das hidrelétricas por empreiteiras brasileiras. O governo argentino tentara atrair empresas do País em dois eventos no primeiro trimestre de 2013, em São Paulo. "A principal reclamação das nossas construtoras é a falta de mecanismos de garantia de crédito para que possam competir em pé de igualdade com as chinesas."

Africanização. O acordo, segundo Müller, atende aos critérios chineses de investimento em economias vulneráveis, em troca de matérias-primas e de mercado. Trata-se do mesmo modelo adotado pela China em acordos com Angola e Nigéria. Nesses casos, a China trouxe tudo o que era necessário para levantar as obras, incluindo a mão de obra. "Em dificuldade financeira, a Argentina tornou-se a grande porta de entrada da China na América do Sul. O Brasil poderia ter evitado e, agora, tem de agir imediatamente", disse o diretor da ABIMAQ.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, lamenta o fato de o governo brasileiro não ter incluído essa questão nas últimas reuniões do Mercosul. "Se houver isenção de impostos para a importação de produtos chineses para essas obras, o Mercosul será ferido de morte."

Um tema desconsiderado pelo bloco, segundo Abijaodi e Castro, é o deslocamento de produtos brasileiros na Argentina pelos concorrentes chineses. Dados da CNI mostram a redução de 11% nas importações totais da Argentina de janeiro a novembro de 2014 ante igual período de 2013. Do Brasil, a queda foi de 25%. Da China, 4%. O caso mais grave está no setor de máquinas e equipamentos: as compras de itens brasileiros caíram 34%, enquanto as de chineses aumentaram 14%.
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Fonte: O Estado de S. Paulo, Defesa na Net

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02 - Gestão da Inovação


Inscrições abertas para Curso Online Gratuito de Gestão da Inovação (E-nova), promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina no modelo de Ensino a Distância/EaD. O curso ensina por meio de vídeo-aula e apostilas on-line como as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos podem estruturar um processo interno de inovação dos seus produtos e processos. O E-nova é organizado em oito tópicos, e tem a duração de 56 horas. O E-nova é uma ação do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação da ABIMAQ, que conta com recursos da Agência Brasileira de Inovação - Finep. Inscrições no site http://egc.ufsc.br/enovaipdmaq/. 

Fonte: Diário do Comércio – MG

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03 - Para entidades, entraves não prejudicam o setor


Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio brasileiro, o segmento consegue ser altamente competitivo, avalia Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Porém, há aspectos apontados no estudo da CNA que precisam ser trabalhados, na opinião dele. Um deles é a educação no campo, cujo índice foi muito ruim entre os estados. 

O presidente da Abag avalia que algumas instituições, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Social da Indústria (Sesi), têm feito um bom trabalho. "O problema da educação é gravíssimo, pois há uma barreira na qualificação da mão de obra", observa. Carvalho destaca que resolver o problema em curto prazo é complicado, mas salienta que cada setor tem que treinar e qualificar a sua mão de obra. Ele reclama também dos altos custos trabalhistas, que são maiores do que os índices de produtividade. "Se corrigirmos esses defeitos, seremos imbatíveis", salienta o dirigente da Abag. 

Setor industrial

As indústrias ligadas diretamente ao agronegócio também reclamam que há uma dificuldade no treinamento da mão de obra, a exemplo das fabricantes de maquinários agrícolas. Mesmo com essas e outras dificuldades, esse segmento é considerado um dos mais competitivos do mundo, na avaliação de Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). 

"No setor de maquinários, somos altamente competitivos", comemora o representante da ABIMAQ. Porém, avalia ele, sempre há o que melhorar. Na sua avaliação, é necessário investir mais em pesquisa e inovação. Estevão completa que as indústrias de máquinas e equipamentos fabricam hoje praticamente tudo o que é usado no campo, com poucos produtos importados. Isso, assegura ele, ajuda a garantir a competitividade no setor. 

Fonte: Folha Rural

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ABIMAQ no Canal Rural


Conheça a Agropecuária JAN, que integrou a lavoura à pecuária e serve de apoio para testar as tecnologias desenvolvidas pela empresa.  Veja também a ferramenta criada pela Universidade Federal de Lavras voltada para a Cafeicultura de precisão. 


Fonte: Canal Rural

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Carnes: FIPPPA discute inovações para cadeia de proteína animal


A FIPPPA - Feira Internacional de Produção e Processamento de Proteína Animal entra na sua fase final de preparativos. As últimas áreas de exposição na feira estão sendo comercializadas e todos os detalhes da programação sendo concluídos. O evento acontece nos dias 28, 29 e 30 de abril no ExpoTrade em Curitiba (PR). Com um conceito inovador, a FIPPPA 2015 congrega em um único local duas das mais importantes feiras de negócios da cadeia produtiva de proteína animal: a AveSui e a TecnoFood Brazil. 

"O visitante terá a oportunidade de conhecer diversas inovações tecnológicas apresentes pelos expositores, participar de seminários, workshops e uma série de outras atividades que envolvem todos os elos da cadeia produtiva de proteína animal, desde a produção até a mesa do consumidor; o participante com certeza irá se surpreender", comenta Andrea Gessulli, diretora da Gessulli Agribusiness, empresa que ao lado da G5 Promotrade organiza a FIPPPA 2015. 

O evento tem o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), assim como de duas de suas câmaras setoriais: Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) e Câmera Setorial de Máquinas para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial (CSMIAFRI); além da Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas) e de uma série de outras entidades representativas do setor produtivo. Em sua primeira edição como FIPPPA, o evento irá abrigar discussões relevantes para o setor de proteína animal. Entre as atividades programadas está o I Seminário de Políticas Públicas para o Desenvolvimento das Cadeias de Proteína Animal, que tem o apoio da Secretária de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Também, será realizado o Seminário do Agronegócio para Exportação (AgroEx), parceria com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI/Mapa). 

Um workshop sobre bem-estar animal é outro destaque da programação, cujo tema será: "Bem-estar animal e consumo: como dialogar com consumidores mais informados e exigentes". Além disso, o evento traz ainda painéis específicos sobre sanidade e nutrição de suínos e aves dentro do XIV Seminário Técnico Científico de Aves e Suínos, acompanhado de diversas outras atividades. "É um evento completo, com a presença de um público qualificado e com poder de decisão, possibilitando discussões de alto nível e que contribuem para a constante evolução de todo o setor", enfatiza Andrea. Paraná A FIPPPA será realizada em um dos principais polos produtivos de aves, suínos e leite do País. 

O Paraná ocupa a liderança na produção e exportação brasileira de carne de frango, sendo ainda responsável por mais de 20% da produção nacional de carne suína, ficando na terceira posição entre os maiores Estados exportadores desta proteína. No segmento leiteiro, dos 300 mil produtores de leite da região Sul, 118 mil deles estão no Paraná. Além disso, sua capital Curitiba possui uma grande infraestrutura hoteleira, gastronômica e de mobilidade, facilitando o acesso e visitação à feira. Com informações da assessoria de imprensa do evento. 

Fonte: Agência CMA, Setor Avícola

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Comércio Internacional

Apex reforça estratégia para atrair Investidores


Com o objetivo de ampliar a atração de capital para o Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) reforçará em 2015 a estratégia de encontrar estrangeiros interessados em adquirir participações em empresas nacionais.

Até 2011, além de promover exportações, a agência focava o trabalho na atração de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o país. Desde então, porém, há uma calibragem nessa atuação. "Isso passa por ver o investimento como meio, e não como objetivo final", explicou ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a gerente-executiva de investimentos da Apex, Maria Luisa Cravo, em referência à exigência de profissionalização geralmente atrelada aos aportes de capitais.

Além disso, disse Maria Luisa, esse é um investimento que ocorre de forma mais rápida. "As conversas duram no máximo seis meses, enquanto no IED elas são de até três anos. "Para 2015, a tendência é fortalecer essa atuação."

Essa estratégia tem duas frentes. Na primeira, a Apex faz uma ponte para viabilizar as conversas entre fundos de participação estrangeiros e congêneres brasileiros. Depois, acompanha a gestora nacional na identificação de empresas adequadas para receber o investimento. 

Esses investimentos vão para "empresas mais consolidadas, porque os fundos brasileiros têm certa aversão ao risco", afirmou a gerente da Apex. Entre os principais setores contemplados, ela listou varejo, tecnologia da informação, educação e energia. "São as áreas que mais crescem hoje no país." 

No ano passado, as atividades da área de investimento da Apex ajudaram a atrair US$ 4,7 bilhões para o país, sendo que US$ 3,4 bilhões vieram na forma de investimento em fundos gestores brasileiros e US$ 1,3 bilhão entrou como investimento produtivo, englobado na categoria de IED.

"As questões macroeconômicas não têm afetado, porque as empresas estão olhando no longo prazo. Estamos otimistas, acreditamos que não haverá queda, porque somos uma democracia consolidada e um mercado grande", disse Maria Luisa. Segundo ela, os volumes registrados no ano passado foram quase os mesmos obtidos em 2013.

O outro braço da estratégia atua junto a "startups", buscando apresentá-las a investidores estrangeiros e promover suas soluções a exportadores brasileiros. O próximo passo, já para o segundo semestre deste ano, será colocar as "startups" em contato com o braço de capital de grandes empresas. A ideia é que elas vendam seus produtos e serviços para essas grandes companhias.

Em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Apex demonstra as tecnologias desenvolvidas pelas startups brasileiras em grandes eventos do setor, como o Demo Day, realizado em San Francisco, nos EUA. Essas iniciativas garantiram aporte externo de US$ 15 milhões a seis empresas brasileiras em 2014.

De acordo com o secretário de Política de Informática do ministério, Virgílio Almeida, o programa Startup Brasil credencia entidades do setor privado conhecidas como aceleradoras, que oferecem a infraestrutura adequada para as startups e assessoria jurídica. Além disso, a pasta repassa R$ 200 mil para cada empresa selecionada como incentivo. "Cada uma recebe R$ 200 mil por um ano e tem esse período para desenvolver o produto."

De acordo com Almeida, nos quatro editais já lançados foram recebidas 2,8 mil propostas de startups, das quais 20% são internacionais. Desse total, 190 foram selecionadas, sendo 40 na primeira edição e 50 na segunda. "Da primeira turma, o investimento privado recebido já é maior do que o do governo, de R$ 12 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente."

Fonte: Valor Econômico

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Consumo e emprego em alta dão impulso à economia americana


A confiança do consumidor americano cresceu com força nos últimos meses, num cenário marcado pelo tombo dos preços dos combustíveis e pela melhora do mercado de trabalho. Esse movimento confirma a expectativa de que o consumo terá um desempenho bastante positivo em 2015, garantindo um crescimento da economia 3% ou mais neste ano. Para completar, a queda dos juros de longo prazo tem levado muitos americanos a refinanciar as suas hipotecas, o que reduz os gastos mensais com as prestações e abre espaço para outras despesas.

Um sinal claro da melhora da confiança do americano é o comportamento do índice do sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Em janeiro, o indicador teve uma alta de quase 5%, atingindo 98,2 pontos, o nível mais alto desde 2004. Houve um avanço tanto na avaliação sobre as condições atuais quanto na percepção sobre as perspectivas futuras para a
economia, como nota a Capital Economics. 
Economista­chefe da Moody's Analytics, Mark Zandi destaca o impulso da gasolina barata para esse salto da confiança, uma vez que o combustível tem um peso expressivo na cesta de consumo de muitos americanos. De acordo com o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), as cotações da gasolina recuaram 21% nos 12 meses até dezembro, um reflexo do mergulho do petróleo. Nesse quadro, o CPI subiu apenas 0,8% em 2014.

Zandi estima que, a cada centavo a menos nos preços da gasolina, os americanos economizam US$ 1,25 bilhão por ano. Se na média de 2015 o galão (3,8 litros) ficar um dólar mais barato do que os US$ 3,44 registrados em 2014, a economia será de US$ 125 bilhões, ajudando especialmente famílias de renda baixa ou média baixa, segundo ele. Nem todo esse dinheiro será gasto, observa Zandi, mas ele estima que cerca de dois terços do montante tendem a ser destinados para outras despesas. Segundo o mais recente relatório da Administração de Informação de Energia, divulgado no dia 12, o galão ficou em US$ 2,14, na média nacional.

O mercado de trabalho também tem ajudado a melhorar a confiança dos americanos, diz o economista Chris Christopher, da IHS Global Insight. Embora os salários continuem a crescer a um ritmo modesto, o país criou no ano passado uma média de 246 mil empregos por mês, um número significativo. A taxa de desemprego, por sua vez, terminou o ano em 5,6%, consideravelmente abaixo dos 6,7% de dezembro de 2013.

Para Zandi, esse quadro fará os salários subirem mais nos próximos meses, a um ritmo mais forte que o 1,7% registrado nos 12 meses até dezembro. Além da queda do desemprego e da expressiva geração de vagas, uma fatia maior dos americanos tem saído dos seus empregos por iniciativa própria, ressalta Zandi. É um sinal de que eles já têm uma outra oferta de trabalho ou estão mais confiantes de que podem arrumar outra vaga.

Além da gasolina barata e do mercado de trabalho mais robusto, a queda dos juros de longo prazo ajuda a melhorar a confiança do consumidor, avalia a Capital Economics. Na sexta­feira, a taxa dos títulos do Tesouro de dez anos ficou em 1,83% ao ano, uma queda significativa em relação aos 2,86% registrados um ano antes. O recuo das expectativas de inflação, devido à queda dos combustíveis, e a fraca demanda global têm derrubado os juros desses papéis.

Segundo Zandi, a queda das taxas tem feito mais americanos refinanciarem as suas hipotecas, resultando numa redução do valor das prestações. "Isso se acelerou nas últimas quatro a seis semanas", afirma ele. É outro fator a aumentar a renda disponível de parte da população.

Mais confiantes, os americanos tendem a gastar mais, num país que o consumo responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB). Christopher aposta que o consumo vai crescer 3,4% neste ano, consideravelmente acima dos 2,5% estimados para 2014. Isso vai ser fundamental para economia a saltar de uma expansão de 2,4% no ano passado para 3,1% em 2015, segundo estimativas da IHS. Zandi é ainda mais otimista, vendo o consumo em alta de 3,8% neste ano e o PIB, de 3,5%.

Com inflação baixa especialmente devido aos preços dos combustíveis, a valorização do dólar e o decepcionante crescimento do resto do mundo, esse consumo mais firme não deve levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a antecipar o aumento dos juros. A maior parte do mercado aposta numa alta no meio do ano, e analistas como Zandi consideram possível até mesmo que o Fed demore um pouco mais para agir, dado o cenário tranquilo para a inflação. 

Fonte: Valor Econômico

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Conjuntura

Expectativa do mercado para inflação de 2015 sobe para 6,67%


Mercado também baixa sua previsão de alta do PIB de 2015 para 0,38%. Expectativa é que juro suba novamente nesta semana, para 12,25% ao ano.

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa de inflação para este ano, que passou de 6,6% para 6,67%, segundo pesquisa conduzida pelo Banco Central na semana passada com mais de 100 instituições financeiras. Essa foi a terceira alta seguida da previsão. 

O levantamento dá origem ao relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central. Para 2016, a expectativa de inflação do mercado financeiro permaneceu em 5,7% na última semana, informou o BC.

Com isso, a estimativa do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015 segue acima do teto do sistema de metas. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação somou 6,41%, o maior valor desde 2011.

Produto Interno Bruto

Para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, os economistas reduziram a estimativa de alta de 0,4% para 0,38% na última semana – na terceira queda consecutiva. Para 2016, a estimativa de expansão da economia ficou estável em 1,8%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

No fim de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior. De janeiro a setembro, a economia teve expansão de 0,2% frente ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado em quatro trimestres até setembro, a alta foi de 0,7%.

Taxa de juros

Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou para 11,75% ao ano no fim do ano passado, a expectativa do mercado é de um novo aumento nesta semana, para 12,25% ao ano. A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada na noite da próxima quarta-feira (21). Para o fechamento de 2015, a estimativa continuou em 12,50% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 2,80 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 2,83 para R$ 2,85 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 permaneceu estável em um superávit de US$ 5 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 10 bilhões para US$ 13 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil caiu de US$ 60 bilhões para US$ 58,2 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável também em US$ 60 bilhões. 

Fonte: G1

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IGP-M sobe 0,55% na 2ª prévia de janeiro, aponta FGV


O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou de 0,65% para 0,55% da segunda prévia de dezembro para o mesmo período em janeiro, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Taxas menores no atacado puxaram o indicador para baixo. No varejo, a inflação subiu por causa de alimentos mais caros. O IGP-M serve de referência para o reajuste de contratos, com os de aluguel.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% nos IGPs - desacelerou de alta de 0,71% para avanço de 0,37%. A alta do IPA de preços agropecuários cedeu de 1,20% para 1,13% e a dos preços industriais saiu de 0,53% para 0,09%, da segunda prévia de dezembro para a segunda de janeiro.

Entre as principais influências negativas para os preços no atacado estão o minério de ferro, leite in natura, laranja, aves e farelo de soja. A maiores altas foram de batata, feijão, mandioca, óleo combustível e adubos e fertilizantes.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou para 1,06% em janeiro, de 0,66% em dezembro. Cinco das oito classes de despesa do índice tiveram taxas maiores, com destaque para alimentação, que subiu de 0,64% para 1,49%, puxada por hortaliças e legumes (5,07% para 11,74%).

Habitação (0,67% para 1,37%), transportes (0,76% para 1,04%), despesas diversas (0,15% para 0,76%) e comunicação (0,44% para 0,50%) também subiram. As maiores contribuições foram de tarifa de eletricidade residencial (2,54% para 6,86%), tarifa de ônibus urbano (-0,20% para 3,34%), cigarros (-0,07% para 1,27%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,40% para 1,51%), respectivamente.

Em contrapartida, três grupos registraram taxas mais baixas: saúde e cuidados pessoais (0,52% para 0,31%), vestuário (0,42% para 0,05%); e educação, leitura e recreação (1,19% para 1,04%). Nessas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (0,06% para -0,23%), roupas (0,44% para -0,03%) e passagem aérea (27,33% para -7,89%), respectivamente.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu de 0,28% para 0,46%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços avançou de 0,29% para 0,47%. O custo da mão de obra subiu de 0,28% para 0,46%. 
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Fonte: Valor Econômico

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IPC-S sobe em seis de sete capitais na 2ª quadrissemana de janeiro


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou aceleração em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Da primeira para a segunda quadrissemana de janeiro, o indicador subiu no Rio de Janeiro (de 1,36% para 1,68%), a maior taxa entre as capitais, São Paulo (de 0,79% para 1,40%), Belo Horizonte (de 0,70% para 1,20%), Salvador (0,78% para 0,94%), Brasília (de 0,59% para 0,87%) e Recife (de 0,82% para 0,97%).

Apenas em Porto Alegre a inflação desacelerou, de 1,26% para 1,20%. Em todas as capitais, a conta de luz esteve entre os principais itens que influenciaram o aumento da inflação no período. Em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador também pesou o aumento da passagem de ônibus.

Na média das sete capitais, o IPC-S subiu de 0,96% para 1,28%, segundo a FGV. 

Fonte: Valor Econômico

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Industria

Empresa deve enviar Rais até 20 de março


Documento pode começar a ser entregue ao Ministério do Trabalho a partir de amanhã; atraso pode acarretar multa. Declaração é tida como censo do mercado formal de trabalho e deve conter valores pagos aos empregados. 

Começa nesta terça-feira (20) a entrega da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) deste ano, referente ao ano-base de 2014. O prazo final de entrega é 20 de março próximo.

A empresa que não entregar o documento até essa data ficará sujeita a multa a partir de R$ 425,64, acrescida de R$ 106,40 por bimestre de atraso.

A Rais é considerada um censo do mercado formal de trabalho e deve ser preenchida por todos os empregadores, entre os quais os órgãos da administração direta e indireta, empresas com ou sem empregados e estabelecimentos inscritos no CEI (Cadastro Específico do INSS).

As informações para seu preenchimento estão no "Manual de Orientação da Rais", edição 2014, disponível na internet nos endereços portal.mte.gov.br/rais e www.rais.gov.br.

Deverão ser citados todos os valores pagos durante o ano e na rescisão do contrato de trabalho, como férias indenizadas; verbas correspondentes ao saldo de horas extras que não foram pagas durante o contrato de trabalho; acréscimo salarial negociado em dissídio e só pago na rescisão, além de gratificações.

Segundo o Ministério do Trabalho, a Rais processa informações sociais relativas aos vínculos empregatícios formais, visando a identificar os beneficiários do abono salarial (também chamado de 14º salário, pago a quem ganhou até dois salários mínimos mensais), bem como gerar estatísticas sobre o mercado de trabalho formal, a serem utilizadas na elaboração, no monitoramento e na implementação de políticas públicas de trabalho, emprego e renda, entre outros.

As empresas que possuem a partir de 11 empregados ou mais deverão utilizar a certificação digital para transmitir a declaração. Além da declaração do estabelecimento, o arquivo que tiver 11 vínculos ou mais deverá ser transmitido por meio de certificação digital.

As declarações poderão ser transmitidas com o certificado digital de empresa, emitido em nome do estabelecimento, ou do responsável pela entrega da declaração. 

Fonte: Folha de S. Paulo

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Indústria do plástico teme perda de competitividade


O aumento do preço da energia previsto para este ano deve diminuir ainda mais a competitividade da indústria brasileira do plástico.

A preocupação é do presidente da Abiplast (associação do setor), José Ricardo Roriz Coelho: "Enquanto lá fora a energia cai, aqui sobe. Nossos concorrentes terão acesso a energia, mão de obra e matéria-prima mais baratos do que nós".

A indústria registrou queda de 2,7% na produção e de 6,45% no faturamento em 2014, de acordo com estimativa da entidade.

Diante desse cenário, o executivo afirma que o setor poderá ampliar suas demissões em 2015. No ano passado, 3.000 vagas foram fechadas -a indústria emprega cerca de 353 mil pessoas.

"Em um primeiro estágio de crise, as empresas dispensam o mínimo possível, porque não querem perder o pessoal treinado. No segundo estágio, os desligamentos tendem a ser mais numerosos."

Coelho afirma também que as empresas de transformação de plástico ainda não sentiram a queda do preço do petróleo (com o qual é produzida a nafta, que, por sua vez, é utilizada na fabricação de resinas plásticas).

"No Brasil, praticamente só existe uma fornecedora [a Braskem] de matéria-prima [resinas plásticas, como polietileno e polipropileno]. É difícil a negociação [de preços] chegar a nós."

A Braskem afirmou, por meio de nota, que, desde dezembro, os preços das resinas no mercado brasileiro são ajustados seguindo a tendência internacional.

Acrescentou que o alinhamento de preços na cadeia "varia ao longo do tempo, a depender do volume de estoques, equilíbrio de oferta e demanda por produto e por região, oscilações das taxas de câmbio, entre outros fatores". 

Fonte: Folha de S. Paulo

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STF retoma este ano processos de grande repercussão para empresas


Empresários esperam que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida este ano disputas que podem reduzir encargos e, com isso, elevar a competitividade das companhias. "O que hoje mais atormenta o empresariado são os aspectos trabalhistas e tributários. Mas dependendo da companhia, essa ordem pode ser invertida", afirma o gerente jurídico da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Cássio Borges.

Só em um dos processos estão em jogo cerca de R$ 250 bilhões. Essa é a estimativa da Receita Federal a respeito do impacto nos cofres públicos, se o Supremo decidir que para calcular o PIS e a Cofins a pagar, deve-se excluir os valores relativos a outro tributo: o ICMS. Para a CNI, o imposto estadual não pode ser incluído no cálculo do PIS e da Cofins, que incidem sobre o faturamento, pois torna o lucro da companhia artificialmente mais elevado.

Os ministros do Supremo já entenderam, em julgamento de recurso extraordinário no ano passado, que o ICMS não compõe a base de cálculo do PIS e da Cofins. No entanto, o caso era antigo e não tinha ainda a chamada repercussão geral - mecanismo que reconhece a importância do tema e que serve de parâmetro para ações em andamento sobre o mesmo assunto. Atualmente, está pendente de julgamento no STF uma ação declaratório de constitucionalidade (ADC) que trata do assunto.

"Se o Supremo reafirmar o que ele julgou no ano passado, isso terá um impacto grande e muito bom para a indústria", ressaltou Borges. Para ele, há a perspectiva de que essa questão seja analisada ainda em 2015 por ser um processo que "não é setorial, e sim de interesse geral".

Essa é a mesma característica de outra ação tributária, mas que tem efeitos significativos no mercado de trabalho: o pedido para acabar com a multa adicional de 10% sobre o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) nos casos de demissões sem justa causa. Os empresários gastam cerca de R$ 4 bilhões por ano com os 10% do FGTS, segundo estimativas
do governo e do empresariado.

Esse valor é somado ao percentual de 40% sobre o FGTS que a empresa tem de pagar ao demitir um funcionário - forma encontrada pelo governo, em 2001, para compensar as perdas dos trabalhadores relativas ao FGTS, com as mudanças instituídas pelos planos econômicos Verão (1998) e Collor (1990).

Um caso semelhante já foi analisado pela Corte, que manteve a cobrança adicional. Mas a CNI apresentou argumentos diferentes em uma ação direta de inconstitucionalidade, que tem efeito sobre todos. "A multa é uma contribuição, o que diferentemente de um imposto tem que ter um propósito específico. Mas, nesse caso, o objetivo já foi alcançado", afirma Borges. "Sendo assim, não há mais propósito legal a justificar a cobrança do adicional", diz. 

Fonte: Valor Econômico

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BNDES aprova R$ 1,7 bilhão para 22 parques eólicos no Brasil

 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou neste final de semana, a aprovação, em dezembro, de R$ 1,7 bilhão para 22 parques eólicos.

Com isso, a instituição de fomento encerrou 2014 com R$ 6,6 bilhões em aprovações para projetos de geração de eletricidade a partir da força dos ventos, equivalentes a 2.585,8 megawatts (MW) de potência instalada. O valor é 83,3% superior ao montante aprovado em 2013, de R$ 3,6 bilhões.

Desde 2003, o BNDES acumula uma carteira de R$ 20 bilhões em empréstimos a projetos eólicos que correspondem a 7.287,8 MW em capacidade. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o País fechou o ano passado com 4.708 MW de energia eólica e a projeção para este ano é chegar a 10.354 MW instalados - equivalente à capacidade da hidrelétrica de Belo Monte.

Os empréstimos já aprovados são liberados aos poucos, conforme o andamento das obras. Em 2014, foram R$ 3,3 bilhões desembolsados, abaixo dos R$ 3,6 bilhões de 2013.

Para 2015, o BNDES prevê manter o crescimento das aprovações, mas ainda não há uma estimativa para o ritmo de alta. Segundo Ana Raquel Paiva, gerente do Departamento de Energias Alternativas do banco de fomento, a constância dos leilões para contratação de energia eólica, em 2011, 2012 e 2013, ajuda a explicar o recorde em aprovações no ano passado.

“Às vezes, projetos vencedores do leilão num ano são aprovados apenas nos anos seguintes, por razões específicas”, explicou Raquel. Assim, projetos vitoriosos do último leilão de contratação, no ano passa-do, poderão ficar para a aprovação do BNDES neste ano.

Os 22 parques eólicos cujos empréstimos foram aprovados em dezembro têm capacidade instalada de 590,4 MW, em Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul. Todos os projetos, , têm previsão de início de operação no primeiro semestre deste ano.

A principal vencedora foi a Casa dos Ventos, do Grupo Salus, do empresário cearense Mário Araripe. A companhia é dona Complexo Eólico Caetés, com sete parques eólicos nos municípios de Paranatama, Pedra e Caetés, em Pernambuco, investimento de R$ 846,8 milhões, com empréstimo de R$ 580,8 milhões.

Também é da Casa dos Ventos o projeto de construção de sete parques eólicos em Marcolândia, Padre Marcos e Simões, no Piauí. São R$ 845 milhões de investimento, com empréstimo de R$ 555 milhões.

Os outros dois projetos são da Eletrosul - Complexo Eólico Chuí, com seis parques eólicos em Chuí, Rio Grande do Sul, e empréstimo de R$ 379,6 milhões - e pela Copel - duas centrais em João Câmara, Rio Grande do Norte, com financiamento de R$ 154,6 milhões. 

Fonte: O Progresso

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