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Edição 1084 de 07/05/2015

Destaque

01 - Produção de máquinas deve cair neste ano, diz associação


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) não tem boas perspectivas para o mercado de bens de capital mecânicos em 2015, apesar do crescimento de 8,7% no faturamento no primeiro trimestre.

De acordo com a entidade, a variação positiva se deve ao aumento de participação das exportações no faturamento das empresas, que teria subido de 30% das vendas para 50%. O valor, portanto, teria sido inchado pela variação cambial do primeiro trimestre, com desvalorização de 20% da moeda local frente ao mesmo período de 2014.

Para o diretor de competitividade da associação, Mario Bernardini, o efeito deve se diluir ao longo do ano, caso o patamar de câmbio fique relativamente estável, uma vez que o dólar já passou por um processo de fortalecimento na segunda metade do ano passado. Assim, reduziria a diferença em relação ao patamar de R$ 3,00 que tem sido visto nos primeiros meses deste ano.

“O que temos visto com nossos associados é que há um compasso de espera, com corte de pessoal”, afirmou Bernardini, destacando que o aumento de faturamento passa uma ideia de melhora que não é verdadeira. O diretor afirma que a previsão da entidade é de uma queda forte na fabricação de máquinas e equipamentos em 2015. 

“A nossa curva de preços continua praticamente estável, enquanto a de custos continua subindo”, observou Carlos Pastoriza, presidente da ABIMAQ.

Segundo o executivo, apesar das conversas que a entidade vem travando com o governo, ainda não há nada de concreto para que o setor vislumbre uma nova política industrial. 

Fonte: Valor Econômico

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02 - Alta no faturamento da indústria de máquinas é explicada pela variação cambial


O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Carlos Pastoriza, relativizou a alta de 16,8% no faturamento do setor, em março, por causa da variação cambial. “Metade do nosso faturamento é em dólar ou em moeda forte. Quando se transforma isso em real, para mostrar o ganho total do setor – em tempos como este em que o dólar subiu de cotação –, isso acaba inchando o faturamento, o que não significa que se tenha produzido mais”, avaliou hoje (6), ao divulgar o balanço do setor.

Os dados mostram que as exportações representam cerca de 50% do faturamento, quando, normalmente, esse percentual é em torno de 30%. De acordo com Carlos Pastoriza, isso ocorre não pelo aumento das exportações, mas pela queda do mercado interno. Quando se avaliam somente as vendas internas, o decréscimo é fica em 16,8%. Ele destacou que a produção física do setor tem ficado em patamar próximo ao do primeiro trimestre do ano passado. Segundo o presidente da associação, a estimativa da ABIMAQ é uma queda de 5% a 7% da produção neste ano.

“O que nós vendemos é investimento. Nós vendemos máquinas. No Brasil, por conta das incertezas políticas e econômicas, os nossos clientes estão com receio de fazer investimento. Então, ficam retraídos, e sentimos fortemente nas nossas vendas”, disse. Ele citou, como exemplo, a queda nas vendas da Agrishow, feira de tecnologia agrícola, que ocorreu na semana passada. “É um setor que está muito bem, mas as vendas de máquinas caíram 30%. Apesar de os clientes terem ido à feira, eles dizem que não vão fazer investimento. É uma crise de expectativa”, apontou.

Pastoriza informou que aguarda reunião com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, para tratar das perdas financeiras de empresas associadas à ABIMAQ, por causa da Operação Lava Jato. Ele explicou que empreiteiras investigadas deixaram de pagar os equipamentos adquiridos, por terem os contratos suspensos com a estatal. “Nos casos em que a empreiteira não consegue mais fazer pagamentos, que a Petrobras assuma o contrato, tome posse dos equipamentos, assuma o saldo a pagar e depois se entenda com a empreiteira para que haja acerto de contas entre eles. Não estamos propondo que a Petrobras tenha prejuízo”, declarou. 

Fonte: Agência Brasil, SBA, Comex do Brasil

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03 - ABIMAQ diz ser contra flexibilização da política de conteúdo local


O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Carlos Pastoriza, afirmou nesta quarta-feira, 6, que a Associação é contra qualquer flexibilização na política de conteúdo local. "Deveríamos, pelo contrário, fazer com que a atual legislação de conteúdo local fosse de fato cumprida", afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse na segunda-feira, 4, em Houston (Texas, Estados Unidos), que o governo estuda mudanças na política de conteúdo local para o setor de petróleo - que exige que boa parte dos equipamentos usados nos blocos de exploração sejam construídos no País. Segundo ele, o ministério trabalha para apresentar em 30 a 60 dias uma proposta para o governo, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

"Nós somos contra flexibilização. Para mim, é querer encontrar culpado, querer justificar incompetências de várias ordens", afirmou Pastoriza. "Somos contra qualquer tipo de conversa nessa linha", completou.

Para Pastoriza, diminuir o uso de conteúdo nacional significa comprar tecnologia e produtos de fora e fazer do País apenas "um apertador de parafusos". "Se quiserem preservar um pouco da cadeia produtiva não podem flexibilizar, pelo contrário, tem que aperfeiçoar os mecanismos existentes e ampliar a fiscalização e o controle", disse. 

Fonte: Agência Estado, DCI, Paraná Online, Diário do Grande ABC, O Povo

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A indústria está doente


Esse mau desempenho da indústria não pode ser debitado à política de ajuste, que apenas começou; Tem tudo a ver com decisões equivocadas de política econômica a partir da segunda metade do primeiro mandato Lula.

A produção da indústria teve mais uma queda forte em março. Foi de 0,8% em relação a fevereiro, mês mais curto com feriados de carnaval.

No trimestre, o recuo foi de 5,9%, o maior desde 2009. E essa retração aponta para um avanço do PIB neste 1.º trimestre também negativo, provavelmente de magnitude de menos 0,3% a menos 0,5%. No período de 12 meses terminado em março, a indústria produziu menos 4,7% do que nos 12 meses anteriores.

Número mais preocupante é o desempenho ainda pior do setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), que acumula queda de produção de 13,8% nos últimos 12 meses. Indica que o investimento vai mal e, portanto, que o aumento de produção futura também está comprometido.

Por enquanto, o desemprego ainda não atingiu em cheio a indústria. Mas todos os dias há notícias de dispensas de pessoal, lay-off (suspensões temporárias de contratos), planos de demissão voluntária e férias coletivas. A perspectiva é de que o mercado, tão esquentado até recentemente, comece a virar.

Esse mau desempenho da indústria não pode ser debitado à política de ajuste, que apenas começou. Tem tudo a ver com decisões equivocadas de política econômica a partir da segunda metade do primeiro mandato Lula.

A política industrial tem sido caótica, baseada em puxadinhos e remendos, que logo em seguida não podem ser mantidos, seja porque o Tesouro está espremido demais, seja porque não dão resultado, como aconteceu com as reduções tributárias na compra de veículos e aparelhos domésticos ou nas desonerações, que depois se mostraram excessivas.

Os critérios para distribuir favores são esdrúxulos. Quase sempre, recebe mais quem grita mais, tem mais lobby ou mais contribui para campanhas eleitorais.

E mais, o governo preferiu alianças comerciais com vizinhos esfarrapados que trancam suas importações para o Brasil (embora as abram para a China) do que com países de melhor poder aquisitivo.

A indústria está doente. Durante muitos anos, os dirigentes das entidades representativas dos empresários culparam o câmbio baixo e os juros altos demais e, até mesmo, o excessivo custo Brasil pelas agruras do setor. Hoje, parece consolidada a percepção de que a baixíssima competitividade da indústria vai além dos suspeitos de sempre. Está envelhecida e mal-acostumada com excesso de proteção e de reservas de mercado. Para tudo quer altas barreiras alfandegárias e reluta em modernizar-se.

Até países que se industrializaram anteontem, como a Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura, conseguem ser mais dinâmicos e colocar no mercado internacional produtos de melhor qualidade do que a indústria brasileira. Alguém bota defeito em carro coreano? E, no entanto, não há setor industrial no Brasil que tenha obtido mais favores do que o de veículos.

O empresário é vítima, mas também tem sido conivente com esse jogo. Tende sempre a abanar o rabo a cada torresmo que o governo lhe atira e se mostra menos disposto a batalhar por decisões estruturais que deem horizonte e sustentabilidade. 

Exportações

Os números divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) apresentam aparente discordância com os do IBGE. A ABIMAQ mostra que o faturamento bruto do 1º trimestre cresceu 8,7%. Para o IBGE, a produção caiu 18,0%. Em parte a diferença se explica pelo aumento das exportações, beneficiadas pela desvalorização do real ante o dólar. As vendas no mercado interno recuaram 16,8%.

Fonte: O Estado de S. Paulo – Coluna Celso Ming

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ABIMAQ: faturamento da indústria de máquinas e equipamentos sobe no 1º trimestre


A indústria de máquinas e equipamentos fechou o primeiro trimestre de 2015 com faturamento bruto real de R$ 18,756 bilhões, aumento de 8,7% ante o mesmo período de 2014. Em março, o faturamento bruto real registrou alta de 16,8% na comparação com fevereiro, ao chegar a R$ 7,023 bilhões. Já em relação a março do ano passado, a alta foi de 16,1%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

O consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu R$ 29,832 bilhões nos três primeiros meses de 2015, elevação de 3,9% ante o mesmo período do ano anterior. Em março ante fevereiro houve alta de 16,2%. Já na comparação com o mesmo mês de 2014, a alta foi de 10,2%.

O déficit comercial do setor apresentou retração de 12,6% no trimestre, para US$ 3,082 bilhão. Em março, na comparação com março do ano passado, houve queda de 29,3%. Já na comparação com fevereiro, o déficit comercial caiu 9,1%, para US$ 939 milhões.

As exportações somaram US$ 2,812 bilhões no acumulado do ano até março, queda de 11,9% ante os três primeiros meses de 2014. Em março, as vendas externas chegaram a US$ 1,235, alta de 55,9% em relação a fevereiro e de 21,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Já as importações totalizaram US$ 6,614 bilhões neste primeiro trimestre, queda de 12,7% ante o primeiro trimestre de 2014. Na comparação mensal, as importações, que chegaram a US$ 2,173 bilhões, subiram 19,1% na comparação com fevereiro e caíram 7,1% ante março do ano passado.

Os dados da ABIMAQ mostram ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor fechou março em 69,7%, uma queda de 0,3% ante fevereiro e uma retração de 8,8% na comparação com março de 2014.

A indústria brasileira de máquina e equipamentos registrou ainda queda de 1,1% no seu quadro de pessoal em março de 2015 ante fevereiro. Foram fechadas no período 2.606 vagas. No mês, o setor somou 241.036 empregados. 

Fonte: Agência Estado, Diário de Pernambuco, O Povo, Brazil.Shafaqna, Investmax, Onde Ir, Folha PE, Jornal Primeira Página, Diário de Goiás, Paraná Online, Estado de Minas, Folha Vitória, Diário da Região, DCI, Diário do Grande ABC, O Diário de Maringá

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Agrishow estima queda de 30% no volume de negócios em relação a 2014


Pela primeira vez em 22 edições, a Agrishow estima queda no volume de negócios em relação ao ano anterior, que foi de R$ 2,7 bilhões.

De acordo com as entidades realizadoras (Abag, ABIMAQ, Anda, Faesp e SRB), a alta dos juros e a incerteza política econômica foram as principais responsáveis pela grande queda na realização de negócios.

O Brasil vive hoje uma crise de confiança generalizada e sentida também pelo produtor rural. A esperança dos realizadores da feira é que o Plano Safra, previsto para ser anunciado no dia 19 de maio, possa voltar a fornecer as condições necessárias para a retomada dos investimentos.

A Agrishow 2015 recebeu um grande público, dentro da média dos anos anteriores, provenientes de vários estados brasileiros e do exterior, segundo os organizadores. 

Fonte: Jornal Sindipesa

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Câmbio puxa alta de 16% das máquinas


Com real mais fraco, exportações fazem setor crescer, mesmo com indústria em queda.

Apesar da queda de 5,9% da indústria em geral no primeiro trimestre, o faturamento do setor de máquinas e equipamentos cresceu 16,1% em março, sobre o mesmo mês de 2014, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Na comparação com fevereiro, houve avanço de 16,8%.

O setor faturou R$ 7,023 bilhões, em março, puxado pelas exportações, que tiveram incremento de 55,9% sobre fevereiro, para US$ 1,235 bilhão. Sobre março do ano passado, houve elevação de 21,9%. 

O presidente da ABIMAQ, Carlos Pastoriza, destacou o papel da variação cambial no incremento do faturamento: “Metade do nosso faturamento é em dólar ou em moeda forte. Quando se transforma isso em real, para mostrar o ganho total do setor – em tempos como este em que o dólar subiu de cotação – isso acaba inchando o faturamento, o que não significa que se tenha produzido mais”, afirmou.

No acumulado do primeiro trimestre, o faturamento de US$ 2,812 bilhões relativo às exportações, porém, é 11,9% menor do que nos três primeiros meses de 2014. Na análise de exportações por setor, apenas o de máquinas para indústria de transformação teve queda: 1,7%.

O destaque foi o setor de máquinas para petróleo e energia renovável, com crescimento de 191,1% em relação a fevereiro. O segmento que mais impulsionou o crescimento foi o de infra-estrutura e indústria de base, com alta de 94,1% e 27,7% de taxa de participação no setor.

De acordo com a ABIMAQ, o setor de indústria de máquinas e equipamentos mecânicos registrou queda de 1,1% no quadro de pessoal em relação fevereiro, representando 2.606 empregados retirados do mercado. Esse segmento emprega 241.036 pessoas. 

Fonte: Monitor Mercantil

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Cresce exportação de bens de capital


As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos somaram US$ 1,235 bilhão em março, um aumento de 55,9% em relação a fevereiro e de 21,9% sobre março do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (06) pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

No acumulado do primeiro trimestre, as vendas externas renderam US$ 2,812 bilhões, uma queda de 11,9% em comparação com o mesmo período de 2014.

Segundo a ABIMAQ, as exportações de quase todos os segmentos da indústria cresceram em março, com destaque para os de máquinas para petróleo e energias renováveis, e de infraestrutura e indústria de base.

No primeiro trimestre, houve avanço apenas nos embarques de máquinas e equipamentos para área de infraestrutura e indústria de base. Os principais mercados das exportações brasileiras de bens de capital são a América Latina, Estados Unidos e Europa.

Na outra mão, as importações brasileiras de máquinas e equipamentos somaram US$ 2,173 bilhões. Houve um crescimento de 19,1% sobre fevereiro, mas um recuo de 7,1% em relação a março do ano passado.

De janeiro a março, as compras externas totalizaram US$ 6,614 bilhões, uma queda de 12,7% em comparação com o mesmo período de 2014.

Os Estados Unidos ocupam a primeira posição entre os fornecedores de bens de capital do Brasil, seguidos da China, Alemanha e Itália.

Com estes resultados, a balança comercial do setor registrou déficit de US$ 939 milhões em março, com uma redução de 9,1% sobre fevereiro, e de US$ 3,082 bilhões no acumulado do primeiro trimestre, um recuo de 12,6% sobre os três primeiros meses de 2014. 

Fonte: ANBA, Brazil Modal

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Crise no setor de bens de capital é a pior em 15 anos


Fabricantes de máquinas e equipamentos preveem retração de 7% no faturamento.

A indústria mineira de bens de capital enfrenta a pior crise dos últimos 15 anos e deve encolher em 2015, com previsão de queda no faturamento superior à que deve ser registrada no restante do país. Enquanto a estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) estima uma redução de 5% nas receitas do setor, a regional de Minas Gerais da entidade projeta que as perdas no Estado podem chegar a 7%. Em função da valorização do dólar, o faturamento do setor em nível nacional cresceu 16,8% em março ante fevereiro, atingindo R$ 7,023 bilhões. 

Fonte: Diário do Comércio - MG

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Exports of capital goods go up


External sales of Brazilian machinery and equipment amounted to US$ 1.235 billion in March, an increase of 56% from February and 22% over the same month of 2014.

Brazilian exports of machinery and equipment fetched US$ 1.235 billion in March, a 55.9% increase over February and 21.9% over March of last year, according to data released this Wednesday (6th) by the Brazilian Machinery and Equipment Industry Association (ABIMAQ).

Counting the cumulative amount in Q1, external sales fetched US$ 2.812 billion, a drop of 11.9% in comparison to the same period of 2014.

According to ABIMAQ, exports from almost all industry sectors went up in March, with emphasis on oil and sustainable energy, infrastructure and basic industry machinery.

In Q1, the only increase in machinery and equipment shipments occurred in infrastructure and basic industry. The main markets for Brazilian exports of capital goods are Latin America, United States and Europe.

On the other end, Brazilian imports of machinery and equipment totaled US$ 2.173 billion. There was an increase of 19.1% over February, but a drop of 7.1% when compared to March of last year.

From January to March, foreign purchases amounted to US$ 6.614 billion, a drop of 12.7% in comparison to the same period of 2014.

United States are on the top of the list among capital goods supplier to Brazil, followed by China, Germany and Italy.

With these results, the trade balance of the sector posted a deficit of US$ 939 million in March, a decline of 9.1% over February and of US$ 3.082 billion in Q1, a drop of 12.6% over the 2014 Q1. 

Fonte: ANBA

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Faturamento


O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceu 16,8% em março na comparação com o mês anterior. Os dados foram divulgados pela ABIMAQ. Em relação ao mesmo mês do ano passado, foi registrada alta de 16,1%. No total, o setor faturou R$ 7,023 bilhões. 
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Fonte: O Diário

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Faturamento cresce 16% em março


O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos somou R$ 7,023 bilhões em março, 16,1% acima do mesmo mês de 2014. Na comparação com fevereiro, houve avanço de 16,8%. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). No primeiro trimestre, o faturamento bruto da indústria nacional soma R$ 18,756 bilhões, 8,7% acima do valor do mesmo período de 2014.

Apesar da melhora no indicador, a entidade não tem boas perspectivas para o mercado de bens de capital mecânicos. A variação positiva se deve ao aumento de participação das exportações no faturamento, de 30% para 50%. O valor teria sido inchado pela variação cambial do trimestre. Para o diretor de competitividade da associação, Mario Bernardini, o efeito deve se diluir ao longo do ano, caso o patamar de câmbio fique relativamente estável, pois o dólar passou por fortalecimento na segunda metade do ano passado. 

Fonte: Valor Econômico

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Faturamento da indústria de máquinas e equipamentos sobe, mas emprego cai


A indústria de máquinas e equipamentos fechou o primeiro trimestre de 2015 com faturamento bruto real de R$ 18,756 bilhões, aumento de 8,7% ante o mesmo período de 2014. Em março, o faturamento bruto real registrou alta de 16,8% na comparação com fevereiro, ao chegar a R$ 7,023 bilhões. Já em relação a março do ano passado, a alta foi de 16,1%. Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (06), pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). O déficit comercial do setor apresentou retração de 12,6% no trimestre, para US$ 3,082 bilhão. Em março, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 29,3%. Já na comparação com fevereiro, o déficit comercial caiu 9,1%, para US$ 939 milhões. A indústria brasileira de máquina e equipamentos registrou ainda queda de 1,1% no seu quadro de pessoal em março de 2015 ante fevereiro. Foram fechadas no período 2.606 vagas. No mês, o setor somou 241.036 empregados. Para se ter uma ideia, em Minas Gerais, só em março do ano passado foram demitidas duas mil pessoas, segundo o diretor regional da ABIMAQ Marcelo Veneroso. É esperada mais demissões para este ano. 

Fonte: Blog do PCO

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Faturamento da indústria de máquinas sobe mais de 16% em março


Faturamento da indústria de máquinas sobe mais de 16% em março O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos somou R$ 7,023 bilhões em março, 16,1% acima do valor verificado no mesmo mês do ano passado. Na comparação com fevereiro, houve avanço de 16,8% no faturamento das companhias de bens de capital mecânicos.

No acumulado do primeiro trimestre, o faturamento bruto da indústria nacional soma R$ 18,756 bilhões, 8,7% acima do valor do mesmo período de 2014. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), que representa o setor.

A ABIMAQ afirma que a melhora no faturamento se deve basicamente à exportação, pois as vendas no mercado interno registraram queda de 16,8% quando comparadas com o mês anterior.

Segundo a associação, as exportações do setor subiram 21,9% em março na comparação anual, somando US$ 1,235 bilhão. Enquanto isso, as importações totalizaram US$ 2,173 bilhões, queda de 7,1% em um ano.

Com isso, o setor teve déficit comercial de US$ 939 milhões em março e acumula déficit de US$ 3,082 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que representa uma redução de 12,6% na comparação com igual intervalo de 2014.

A ABIMAQ mostra ainda que o setor de máquinas e equipamentos operou com uma utilização de 69,7% de sua capacidade instalada em março, praticamente estável em relação a fevereiro e 6,7 pontos percentuais menor ante março do ano passado. De fevereiro para março, o setor cortou 2,6 mil vagas de trabalho. 

Fonte: Valor Econômico, O Globo, Extra

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Faturamento do setor de máquinas cresceu 16,8% em março


As exportações de máquinas e equipamentos somaram em março US$ 1,235 bilhões.
  
O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceu 16,8% em março na comparação com o mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Em relação ao mesmo mês do ano passado, foi registrada alta de 16,1%. No total, o setor faturou R$ 7,023 bilhões.

As exportações tiveram incremento de 55,9% na comparação com fevereiro, somando US$ 1,235 bilhões. Comparado a março do ano passado, houve elevação de 21,9%. No acumulado do primeiro trimestre, o valor de US$ 2,812 bilhões representou queda de 11,9% sobre os três primeiros meses de 2014.

Na análise de exportações por setor, apenas o de máquinas para indústria de transformação registrou queda de 1,7%. O destaque foi o setor de máquinas para petróleo e energia renovável, com crescimento de 191,1% em relação a fevereiro. O segmento que mais impulsionou o crescimento foi o de infraestrutura e indústria de base, com alta de 94,1% e 27,7% de taxa de participação no setor.

De acordo com a ABIMAQ, o setor de indústria de máquinas e equipamentos mecânicos registrou queda de 1,1% no quadro de pessoal em relação fevereiro, representando 2.606 empregados retirados do mercado. Esse segmento emprega 241.036 pessoas.

No balanço desta terça-feira, a ABIMAQ revisou dados anteriores para acompanhar as recentes alterações metodológicas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A iniciativa resultou na ampliação da quantidade de empresas presentes à amostragem, pois foram incorporados serviços ligados à produção industrial.

Com as mudanças, a média de faturamento líquido entre 2011 e 2014 foi revisto para 42% e de pessoal ocupado para 46%. 

Fonte: Agência Brasil, Portogente

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Faturamento do setor de máquinas e equipamentos cresceu em março 16,8%


O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceu 16,8% em março na comparação com o mês anterior. Os dados foram divulgados hoje (6) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Em relação ao mesmo mês do ano passado, foi registrada alta de 16,1%. No total, o setor faturou R$ 7,023 bilhões.

As exportações tiveram incremento de 55,9% na comparação com fevereiro, somando US$ 1,235 bilhões. Comparado a março do ano passado, houve elevação de 21,9%. No acumulado do primeiro trimestre, o valor de US$ 2,812 bilhões representou queda de 11,9% sobre os três primeiros meses de 2014.

Na análise de exportações por setor, apenas o de máquinas para indústria de transformação registrou queda de 1,7%. O destaque foi o setor de máquinas para petróleo e energia renovável, com crescimento de 191,1% em relação a fevereiro. O segmento que mais impulsionou o crescimento foi o de infraestrutura e indústria de base, com alta de 94,1% e 27,7% de taxa de participação no setor.

De acordo com a ABIMAQ, o setor de indústria de máquinas e equipamentos mecânicos registrou queda de 1,1% no quadro de pessoal em relação fevereiro, representando 2.606 empregados retirados do mercado. Esse segmento emprega 241.036 pessoas.

No balanço de hoje, a ABIMAQ revisou dados anteriores para acompanhar as recentes alterações metodológicas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A iniciativa resultou na ampliação da quantidade de empresas presentes à amostragem, pois foram incorporados serviços ligados à produção industrial.

Com as mudanças, a média de faturamento líquido entre 2011 e 2014 foi revisto para 42% e de pessoal ocupado para 46%.

Em relação ao mercado externo, foram revisados os números de Nomenclaturas Comum do Mercosul (NCM), código que padroniza as informações sobre serviços. Antes, eram 1.271 NCMs. Agora, o setor passa a ter 1.168 NCMs, gerando queda na média de 2011 a 2014 de 18% nas exportações e 9% nas importações. 

Fonte: EBC, Aquidauana News, Portal Regional, Jornal da Mídia

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Feira Internacional de Movimentação de Materiais e Logística acontece em SP


A expectativa do evento é gerar R$ 50 milhões em negócios. 

A terceira edição da CeMAT South America 2015, que acontece na capital paulista entre os dias 30 de junho e 2 de julho,  é realizada em um período em que as empresas têm como expectativa que o setor logístico receba investimentos de mais de R$ 110 bilhões entre 2014 e 2016, de acordo com o planejamento do BNDES.

Dentre as novidades da CeMAT South America, a área interna da feira foi ampliada em mais de 50% para atender aos 300 expositores de 25 países e os mais de 25 mil visitantes. A Hannover Fairs Sulamérica é a empresa responsável pela realização da CeMAT South America.

Na esteira desta expansão, já estão confirmados os apoiadores oficiais Dabo Clark, Hyster, Jungheinrich, Linde, Paletrans, Still, Toyota e Yale. Além deles, o evento já tem garantidas as participações da Águia Sistemas, Bertolini, Cassioli, Continental, Crown, Trelleborg e Ulma Handling.

Realizada a cada dois anos no Brasil, a segunda edição da CeMAT South America reuniu, em 2013, 237 expositores de 24 países – Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Chile, China, Coréia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Malásia, Singapura, Sri Lanka, Suécia, Suíça, Taiwan e Turquia. Além do mercado nacional, a CeMAT também ocorre na China, Rússia, Turquia e Índia.

No total, foram 18,2 mil visitantes profissionais, entre os quais, executivos, consultores e técnicos especializados. “As tecnologias e soluções voltadas à logística e movimentação de materiais são complexas e demandam um perfil de visita e de exposição que, mais do que técnico, tenha poder de decisão. Por isso, a feira é considerada um grande gerador de negócios”, diz Valério Regente, diretor-geral da Hannover Fairs Sulamérica, destacando que a previsão, para 2015, é que a CeMAT South America resulte em movimentação de mais de R$ 50 milhões.

O executivo reforça que, direta e indiretamente, mais de 2,4 mil pessoas estão envolvidas na organização da feira, promovida em cooperação com a Câmara Setorial de Equipamentos para Movimentação e Armazenagem de Materiais (CSMAM), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ),  Associação dos Fabricantes Alemães de Máquinas e Equipamentos (VDMA), Associação Brasileira da Indústria da Armazenagem Frigorificada (ABIAF), Câmara Brasil-Alemanha (AHK), Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo e São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPC&VB), além do Instituto Logweb.
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Fonte: Revista M&T

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Ministro discute parceria para ampliar o programa Mais Alimentos


O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, recebeu o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Carlos Pastoriza para discutir estratégias de ampliação para o programa Mais Alimentos, a fim de estimular a modernização produtiva das propriedades familiares. 

Segundo o ministro, o Mais Alimentos permite que a agricultura familiar tenha acesso à tecnologia de ponta, além de fortalecer a indústria interna. “O Mais Alimentos é um programa que têm dado ótimos resultados, que influencia positivamente na vida das famílias e contribui para o desenvolvimento do País. Queremos fortalecer o programa e ampliar a participação no mercado externo. Já temos parcerias com Gana, Senegal, Moçambique, Zimbábue, Quênia e Cuba, por meio do Mais Alimentos Internacional. Vários outros países também desejam aderir ao programa”, ressaltou. 

Durante o encontro, o presidente da ABIMAQ, Carlos Pastoriza, ponderou que o programa teve papel fundamental no crescimento da indústria brasileira de máquinas e na garantia de empregos, além de superar a imagem ultrapassada relacionada à agricultura familiar. “O MDA foi imprescindível para mudar a imagem de que apenas grandes agricultores podiam financiar e utilizar máquinas de alta tecnologia”, disse. 

Mais Alimentos 

Criado em 2008 pelo MDA, o Mais Alimentos é uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que financia investimentos em infraestrutura produtiva para a agricultura familiar, como a aquisição de máquinas, equipamentos e insumos agrícolas. 

O programa fornece crédito a juros de 1% a 2% ao ano, com até três anos de carência, e prazos de até dez anos para pagar. A iniciativa financia projetos individuais de até R$ 300 mil e coletivos de R$ 750 mil. 

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Blog Elena Santos

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Receita do setor de bens de capital de Minas pode cair 7%


Características da economia mineira afetam mais os fabricantes do Estado.

A indústria mineira de bens de capital enfrenta sua pior crise nos últimos 15 anos e deve encolher em 2015, com previsão de queda no faturamento superior à que deve ser registrada no restante do País. Enquanto a estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) estima uma redução de 5% da receita do setor, a regional de Minas Gerais da entidade aposta que as perdas serão ainda maiores no Estado, podendo chegar a 7%.

"A queda deverá ser maior exatamente pelas características da indústria de máquinas e equipamentos de Minas, mais voltada para setores como mineração, siderurgia e óleo e gás, todos muito impactados pelo atual cenário econômico do País", afirmou o diretor regional da entidade, Marcelo Luiz Veneroso.

Segundo ele, as empresas têm percebido uma redução no mercado interno nos últimos anos, que se intensificou bastante desde o ano passado. E a produção das empresas tem sido bastante impactada, com forte redução da carteira de pedidos.

"Ainda temos o agravante de que o nosso ano produtivo é menor. As fabricantes de grandes máquinas, que dependem de encomendas, precisam contabilizar os pedidos no máximo até junho, para que eles sejam faturados a tempo. Ou seja: 2015 já está quase acabando para nosso setor", ressaltou.

A crise também já teria chegado ao segmento de máquinas agrícolas, que até então vinha passando sem grandes dificuldades pelas turbulências do atual cenário econômico.

"O diretor de uma grande empresa do setor nos contou que no ano passado vendeu 120 máquinas agrícolas durante a Agrishow (tradicional feira agrícola realizada anualmente em São Paulo). Este ano ele conseguiu fechar a venda de somente 30 unidades", afirmou a diretora-executiva da entidade, Regiane Nascimento.

O principal problema, segundo ela, é a dificuldade para aquisição de financiamento. O PSI-Finame, programa de crédito do BNDES voltado para o setor, foi renovado este ano. No entanto, os empresários alegam que o volume de recursos disponíveis caiu e a burocracia para a liberação do dinheiro aumentou. "O setor de máquinas e equipamentos, principalmente os agrícolas, é muito dependente de financiamento", observou.

Câmbio - Por outro lado, a desvalorização do real frente ao dólar (que em março ultrapassou a barreira dos R$ 3) é vantajosa para a indústria de bens de capital, principalmente no que diz respeito às exportações. De acordo com o presidente nacional da ABIMAQ, Carlos Pastoriza, a alta de 16,8% registrada no faturamento do setor no país, em março, se deu em função da variação cambial.

"Metade do nosso faturamento é em dólar ou em outra moeda forte. Quando se transforma isso em real, para mostrar o ganho total do setor - em tempos como este em que o dólar subiu de cotação -, isso acaba inchando o faturamento, o que não significa que se tenha produzido mais", avaliou ontem, durante coletiva para divulgação do balanço do setor.

Fonte: Diário Comércio – MG

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Comércio Internacional

França patina, apesar de retomada no euro


A contração da produção industrial e de novas encomendas na França se acelerou em abril, apesar de um ambiente ligeiramente mais favorável na economia da zona do euro. Globalmente, a produção industrial se expandiu no menor ritmo em quase dois anos em abril, conforme indicador elaborado pela consultoria Markit. 

Houve quase estagnação de novas encomendas de exportações em várias partes do mundo, o que mostra a que ponto o comércio mundial é afetado. O Brasil foi o país onde a indústria mais declinou, entre as grandes economias. 

No caso da França, segundo maior PIB da zona do euro, houve quase estagnação industrial, refreando as esperanças do governo de François Hollande de ter uma retomada mais segura da economia. A produção industrial recuou pelo 11º mês seguido em abril. Essa queda afetou todos os setores, em especial bens de consumo.

A situação da Grécia é apontada como um dos culpados desse cenário. Empresas e clientes mostram¬-se mais refratários a qualquer tomada de risco, o que explica a baixa da demanda.

A França segue na lanterna entre as economias da zona do euro. Para Chris Williamson, economista-¬chefe de Markit, esse mau desempenho pode refletir "um mal estar profundo. Após um início de ano promissor, a economia francesa dá poucos sinais de melhora". 

O Banco Central da França alerta há semanas que, apesar da conjuntura excepcional de petróleo em queda, desvalorização do euro e juros muito baixos, o crescimento seguirá muito limitado. Para o BC, "freios poderosos" afetam vantagens naturais da economia francesa e impedem uma verdadeira retomada. Reformas, por exemplo, para flexibilizar o mercado de trabalho, continuam travadas. 

Em 2015, a França deve crescer 1,1%, segundo a Comissão Europeia. É acima do 1% que o governo estimativa. Mas inferior ao esperado para Alemanha (1,9%), Reino Unido (2,6%) e a zona do euro (1,5%). A fraqueza do investimento e a falta de competitividade seguem pesando sobre a França. Após três anos de marasmo, o governo aposta em maior consumo privado. A taxa de desemprego deve ficar por volta de 10,3%. As empresas visivelmente priorizam aumento da produtividade, mais do que novas contratações. 

Fonte: Valor Econômico

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Saída da UE preocupa empresários


Mais de metade dos líderes empresariais britânicos dizem que o referendo planejado pelo premiê David Cameron sobre a saída do país da União Europeia está prejudicando suas companhias, apesar de muitos acreditarem que ele é a melhor opção para o cargo de primeiro¬ ministro. 

Em uma consulta a 600 empresas, cerca de 57% disseram que a perspectiva do referendo é prejudicial para sua atividade, e quase três quartos disseram que a intervenção estatal em algum nível afeta a confiança nos negócios. 

"Nossa pesquisa revela que o mundo dos negócios espera, e preferiria, um governo liderado pelos conservadores", disse Simon Collins, presidente da KPMG. "Mas os gerentes estão preocupados com a incerteza e o potencial de intervenção [governamental] e até mesmo a demonização dos políticos." 

Fonte: Valor Econômico

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Conjuntura

Inflação acumulada no ano pode superar 4,5% em abril


O choque de preços administrados no primeiro trimestre deve ter levado a inflação acumulada no ano a superar o centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%, já em abril, estimam economistas. 

De acordo com a média das projeções de 21 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,75% no mês passado. Embora seja quase a metade do avanço de 1,32% observado em março, ainda é uma variação superior à registrada em igual mês do ano passado, quando o índice oficial de inflação aumentou 0,67%. As projeções para a variação mensal do índice, que será divulgado amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variam entre alta de 0,7% até aumento de 0,83%. 

Além disso, como a inflação subiu mais de 1% ao mês entre janeiro e março, o IPCA deve acumular alta de 4,6% no ano até abril, caso as projeções dos economistas para o mês passado se confirmem. No acumulado em 12 meses, a inflação deve ter subido de 8,13% em março para 8,22% no mês passado. 

Para Luis Otávio Leal, economista-¬chefe do Banco ABC Brasil, a inflação deve ter cedido ao longo de abril, principalmente por causa do aumento menor da tarifa de energia elétrica, mas esse movimento foi um pouco mais lento do que se esperava. 

O IPCA¬15, espécie de prévia do índice oficial, subiu 1,07% no mês passado, acima das estimativas, o que elevou as projeções para o indicador no mês, comenta. 

Leal estima alta de 0,74% para o IPCA de abril. "Ainda não é um ritmo que indica tranquilidade para a inflação", afirma o economista, até porque a desaceleração deve ficar bastante concentrada em um grupo. 

Em março, o grupo habitação aumentou 5,29%, principalmente por causa dos reajustes extraordinários concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que levaram a tarifa de energia elétrica a subir 22,08% naquele período. Para abril, estima Leal, a conta de luz ainda deve ficar um pouco mais cara, mas o aumento será significativamente menor, com alta esperada de 2%, enquanto o grupo habitação deve ceder para avanço de 1,18%. 

Para Eduardo Velho, economista-¬chefe da INVX Global Partners, esse grupo deve "tirar" 0,6 ponto da inflação na passagem mensal, explicando assim parte relevante da variação do IPCA no período. A estimativa do economista é que o índice ceda de 1,32% para 0,73% entre março e abril.

Com menor pressão dos itens de habitação, os alimentos e bebidas devem ser responsáveis por cerca de um terço da inflação de 0,7% esperada para abril, com contribuição de 0,25 ponto percentual, estima a equipe macroeconômica do Itaú, em relatório. 

Para Leal, do ABC Brasil, o grupo alimentação e bebidas deve ceder pouco, ao passar de 1,17% em março para 1% no mês passado, por causa de alimentos in natura, carnes, leite e derivados, que estavam desacelerando, mas voltaram a subir ao longo do último mês. Para o economista, porém, não há indícios de choque climático e esses aumentos podem estar relacionados com a greve de caminhoneiros em alguns pontos do país. "Por isso, acreditamos que a tendência é de descompressão dos preços de alimentos e bebidas ao longo de maio", diz. Para o economista, a inflação deve subir 0,5% em maio, número levemente superior a alta de 0,46% em igual período de 2014. "Se essa taxa for anualizada, ainda é um ritmo que indica inflação próxima de 6%, 6,5% no ano", afirma Leal. 

Por enquanto, diz, não existem sinais mais pronunciados de que o IPCA está perdendo força. A desaceleração da variação mensal do índice, depois de altas superiores a 1% no início do ano, é resultado do fim dos efeitos dos reajustes de administrados no primeiro trimestre, com aumentos de energia, transporte público e gasolina, e não uma mudança de tendência para a inflação. O índice de difusão (que mostra o porcentual de itens com alta no período) continua acima de 70%, mostrando que boa parte dos produtos ainda estão subindo. Por isso, Leal estima que o IPCA encerre o ano em 8,3%, mas avalia que o risco ainda é de uma surpresa para cima. 

Fonte: Valor Econômico

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Industria

Indústria encolhe há 13 meses, período que já supera queda vista no pós-crise de 2008


A trajetória recessiva da indústria se aprofundou em março, quando a produção recuou 0,8% em relação a fevereiro, feitos os ajustes sazonais, depois de já ter diminuído 1,3% na comparação anterior ¬ dado que foi revisado de uma queda de 0,9%. O novo resultado negativo divulgado ontem pelo IBGE na Pesquisa Industrial Mensal ¬ Produção Física (PIM¬PF) veio pior do que o esperado pelos analistas ¬ que previam recuo de 0,3%, de acordo com as projeções colhidas pelo Valor Data ¬ e poderia ser ainda pior não fosse o setor extrativo mineral, que avançou 0,5% no mês. 

O desempenho ruim da produção se mostra também persistente. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a indústria encolheu 3,5%, mesmo contando com três dias úteis a mais do que março de 2013. Esse foi o 13º recuo seguido sob essa ótica, um novo recorde na série iniciada em janeiro de 2002 ¬ a comparação com igual mês do ano anterior só começou portanto em 2003. Até então, a maior sequência de quedas eram os 12 meses entre novembro de 2008 e outubro de 2009. 

Com o número de março, a atividade industrial fechou o primeiro trimestre de 2015 com retração de 2,4% ante os últimos três meses de 2014, sétima contração seguida nessa comparação, comportamento que reforçou previsões também negativas para o Produto Interno Bruto (PIB) neste início de ano (Ver análise em Setor fica pior que o esperado no 1º tri). 

Em março, a retração frente a fevereiro foi espalhada em todas as categorias econômicas pesquisadas pelo IBGE e em 14 dos 24 ramos de atividade analisados, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (¬ 4,2%) e máquinas e equipamentos (¬3,8%). "O mercado interno contribui pouco para retirar a indústria dessa situação, e o resultado está bem disseminado em termos de queda" disse André Macedo, gerente da coordenação de indústria do IBGE. 

Para Rodrigo Myiamoto, do Itaú Unibanco, além do elevado nível de estoques acumulado principalmente pelos segmentos de bens de capital e bens duráveis, em linha com o enfraquecimento da demanda, alguns fatores "extraordinários" prejudicaram ainda mais a produção neste começo de ano. "Houve uma queda da confiança maior que a observada no período recente, puxada por setores específicos, como a construção civil. Os ajustes fiscais também provocaram uma demanda menor no curto prazo, o que afeta a produção." 

O economista Caio Megale, também do Itaú, acrescenta que a volatilidade da taxa de câmbio foi outro ponto que influenciou negativamente a confiança do empresariado. Junto às incertezas domésticas e aos efeitos restritivos do ajuste no curto prazo, a combinação para a indústria foi muito ruim neste primeiro trimestre, diz Megale. 

Um sinal adicional de fraqueza do setor vem da constatação de que, em março, a produção se situou 11,2% abaixo do pico alcançado em junho de 2013, ficando no mesmo nível de janeiro de 2007, nos cálculos de Alberto Ramos, chefe de pesquisa para América Latina do Goldman Sachs. "Isso mostra, entre outras coisas, que a política recente de desenvolvimento de campeões nacionais por meio de relaxamento do crédito, junto a benefícios fiscais a setores selecionados, regras de conteúdo nacional, acesso preferencial às compras do setor público e proteção comercial falhou", argumentou. 

Na avaliação de Ramos, esse modelo não funcionou porque a inflação elevada e os ganhos salariais acima do crescimento da produtividade pressionaram os custos industriais, ao mesmo tempo em que o período de real sobrevalorizado ¬ devido, em parte, a intervenções no mercado de câmbio ¬ minou a competitividade externa da indústria. Como restrições a uma possível melhora nos próximos meses, o economista menciona, entre outros fatores, o acúmulo de inventários, os baixos índices de confiança, aumentos de custos com energia e impostos e a demanda externa também desaquecida. 

Os primeiros indicativos para o segundo trimestre estão em linha com este cenário. Segundo Bruno Rovai, economista para Brasil do Barclays, o resultado de março ainda não foi o piso da indústria, que deve ter continuado em queda no mês passado. Em relatório, Rovai afirma que os indicadores antecedentes conhecidos até agora apontam para um período de fraqueza prolongado da atividade industrial. 

São eles o Índice de Confiança da Indústria (ICI) medido pela Fundação Getulio Vargas, que atingiu em abril o menor nível da série histórica, iniciada em outubro de 2005, e a trajetória decadente do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor, também calculado pela FGV, que passou de 80,4% para 79,9% de março para abril ¬ mesmo patamar de julho de 2009. 

Myiamoto, do Itaú, também avalia que a tendência para o segundo trimestre é de deterioração, após a esperada queda de 0,4% do PIB de janeiro a março. "Os estoques estão muitos altos e a confiança não está voltando." 

Fonte: Valor Econômico

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Setor

Governo lança Plano Nacional de Defesa Agropecuária para desburocratizar setor


Plano vai reduzir de 24 meses para um prazo de 4 a 8 meses a análise de processos e custos da defesa podem cair em até 30% em algumas áreas.

O governo lançou nesta quarta-feira, 6, o Plano Nacional de Defesa Agropecuária, que tem como objetivo otimizar a fiscalização e a defesa agropecuária do País. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse que o novo plano vai desburocratizar e melhorar a defesa agropecuária do Brasil. "Temos de considerar que a defesa agropecuária contribuiu muito para que chegássemos até aqui", disse a ministra, que afirmou que a defesa agropecuária é a prioridade número um do ministério.    

A ministra também falou sobre burocracia e destacou que vai reduzir de 24 meses para um prazo de 4 a 8 meses a análise de processos. Ela ponderou que, quando chegou ao ministério, haviam 4,1 mil processos e que 80% deles eram de defesa agropecuária. Segundo a ministra, com o plano nacional, essa burocracia vai ganhar agilidade. "O Brasil vai passara a contar com referência para balizar todos os agentes envolvidos na produção", disse.  
 
Segundo Kátia Abreu, a partir do plano, será possível reduzir os custos da defesa agropecuária em até 30% em algumas áreas. "Até julho saberemos quando custa cada cabeça de gado com febre aftosa", garantiu. Ela afirmou que o governo vai regulamentar o fundo de defesa agropecuária para dar sustentabilidade ao financiamento da defesa agropecuária.

Aftosa. De acordo com a ministra, um dos objetivos é fortalecer e ampliar os planos de controle, começando pela erradicação da aftosa. "Na América do Sul, estamos fazendo cooperação com a Venezuela para que possamos colaborar e findaremos, seremos o primeiro continente do mundo livre da aftosa", disse.  

Ela garantiu ainda que haverá monitoramento constante das metas de forma transparente para que ele seja implantado dentro dos seus prazos. "A presidente assinará atos que desburocratizam e facilitam a vida de quem produz", disse a ministra. Kátia Abreu ainda explicou que com o Sistema Brasileiro de Produtos de Origem Animal (Sisbi), os Estados recebiam a missão de fiscalizar os estabelecimentos em parceria com o ministério e centenas de pequenos produtores não conseguiam vender aos estados vizinhos por não terem conseguido autorização do ministério.  

"Com a Plano lançado hoje, 2,5 mil agroindústrias receberão sua emancipação por entrarem no sistema nacional de inspeção. É a fábrica do carimbo e do pequeno poder que chegou ao fim", afirmou a ministra.  

Medicamentos genéricos veterinários. Entre os atos assinados no Plano de Defesa Agropecuária, a presidente Dilma Rousseff assinou a regulamentação dos medicamentos genéricos veterinários. "Essa regulamentação vai dar desconto de até 70% nesses medicamentos", afirmou Kátia Abreu. A presidente também assinou o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). Com ele, a inspeção não ocorrerá em todas as agroindústrias, vai haver uma separação das que terão de ser inspecionada e as que não. 
 
Kátia Abreu ainda relatou que está em fase de testes, com dez plantas, o programa Canal Azul, que dá lacre eletrônico para contêineres e elimina a necessidade de nova inspeção no porto. Até dezembro o programa estará 100% em operação.
  
A presidente Dilma Rousseff disse que o setor agropecuário não só gera renda para o produtor como também para toda a cadeia, incluindo a agroindústria. "Sabemos que hoje a competitividade do País nessa área (agropecuária) é imensa, mas não podemos nos descuidar", afirmou a presidente ao explicar o porquê do plano de defesa.
   
"Acesso e produtos mais saudáveis, mais seguros, vai nos capacitar ainda mais pra superar barreiras sanitárias que vocês sabem que hoje são exigências internacionais em qualquer negociação comercial que se faça sobre essa área", argumentou Dilma. Segundo ela, esse plano vai capacitar o Brasil ainda mais para superar barreiras sanitárias. "Isso vai trazer maior presença no mercado internacional", disse. 

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Setor de veículos reflete as dimensões da crise


O descompasso entre a oferta e a demanda de veículos ampliou-se muito em abril, com a queda das vendas de autos e comerciais leves ao consumidor final de 6,36%, em relação a março, e de 24,35%, em relação a abril de 2014, segundo a Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos (Fenabrave). Sem perspectivas de retomada no curto prazo, montadoras dão férias coletivas ao pessoal, mantêm trabalhadores em lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho), criam bancos de horas ou interrompem a produção.

A Volkswagen decidiu paralisar a produção por dez dias na fábrica de São Bernardo do Campo, o mesmo ocorrendo com a fábrica da General Motors em São Caetano do Sul. Juntas, as duas empresas respondem por 1/3 das vendas no mercado interno e estão com estoques excessivos.

A crise atual é pior que a de 2008, disse o presidente da GM América do Sul, Jaime Ardila, à repórter Cleide Silva, do Estado. Já não há instrumentos disponíveis para abrandar a queda, como a redução do IPI, notou Ardila. Muitos consumidores se endividaram e os juros subiram, o que desestimula a aquisição de veículos financiados.

Entre os primeiros quadrimestres de 2014 e de 2015, as vendas de autos e comerciais leves diminuíram 18,39%, de 1,054 milhão para 860 mil unidades. Também caíram as vendas de caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e máquinas agrícolas.

Em março, a Fenabrave estimava em 10% a redução das vendas de veículos neste ano. Mas, agora, prevê uma queda de 18,93%, de 3,497 milhões para 2,835 milhões de unidades. Já foram fechadas 250 revendedoras e esse número poderá atingir 800, se a crise persistir até o fim do ano. As demissões poderão alcançar de 35 mil a 40 mil pessoas, calcula o presidente da entidade, Alarico Assumpção Junior.

As vendas de veículos cresceram ininterruptamente entre 2004 e 2012, estabilizando-se em 2013 e caindo quase 6% no ano passado. Se as estimativas da Fenabrave se confirmarem, a queda das vendas, neste ano, será muito mais intensa do que a de 2014.

Sem um horizonte claro - o ajuste fiscal "é bem-visto para o futuro, mas, no curto prazo, terá efeitos negativos no bolso e na psique dos consumidores", disse ao Estado o presidente da GM do Brasil, Santiago Chamorro -, os investimentos tendem a diminuir e a retomada do mercado poderá ficar para 2017, se a política econômica for bem-sucedida.  

Fonte: O Estado de S. Paulo

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