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Edição 20166 de 25/03/2020

Destaque

01 - ABIMAQ apresenta medidas emergenciais


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) se reúne constantemente com o gabinete de crise do Ministério da Economia para apresentar sugestões com medidas econômicas emergenciais voltadas às pequenas e médias empresas (máquinas e equipamentos) no sentido de mitigar os efeitos deletérios da crise do coronavírus.

A entidade encaminhou três documentos com iniciativas que visam manter saudável a vida financeira das empresas durante o período mais crítico da pandemia de coronavírus, além de garantir a manutenção do emprego. Em relação à manutenção das atividades empresariais, a ABIMAQ propõe a utilização dos R$ 140 bilhões que tem no caixa do BNDES para financiar capital de giro e assim facilitar o pagamento das principais obrigações das empresas, sendo salários, impostos, os bancos e seus fornecedores.

Outro ponto sugerido é a criação de uma linha de capital de giro sem que sua liberação tenha que passar por banco intermediário. Mais uma proposta é a flexibilização do FGI- Fundo Garantidor para Investimentos para que as empresas não precisem apresentar garantias exigidas pelas instituições financeiras que são difíceis de serem atendidas, como os prazos de carência e amortização, taxa de juros e valor de entrada. Para as empresas que possuem financiamentos no BNDES ou no Banco do Brasil, a associação solicitou uma moratória de 90 a 120 dias.

A ABIMAQ pede também a liberação de depósito compulsório que está depositado no Banco Central no sentido de aumentar a liquidez das pequenas e médias empresas, além de reduzir os altos spreads cobrados nos empréstimos para capital de giro, além da liberação da CND - Certidão Negativa de Débito, por seis meses, para empresas que procurarem bancos oficias a fim de renegociar financiamentos. A entidade também solicitou a prorrogação por pelo menos 90 dias de impostos federais (PIS, COFINS, IPI, INSS, Imposto de Renda pessoa jurídica) e sugeriu ainda ao Governo Federal que peça ao Congresso Nacional autorização para ampliação do déficit público autorizado pelo orçamento.

A ABIMAQ enviou a todos os Governadores solicitação às Secretarias de Fazenda Estaduais para a liberação de créditos acumulados de ICMS, a flexibilização da burocracia para liberação destes créditos e a postergação em 90 dias do recolhimento do ICMS. Na questão dos empregos, a ABIMAQ propõe o parcelamento do salário, lay off, banco de horas de 24 meses, férias coletivas, redução da jornada de trabalho com a redução proporcional do salário e jornada flexível. Além disso, a postergação por 90 dias dos encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamentos, ainda que o empregador possa colocar seus funcionários em férias sem pagar o bônus de férias, ou seja, um terço do salário e também metade do décimo terceiro salário.

A entidade pede ainda que o Governo reative as obras paradas desde o tempo da Lava Jato, assim como prioriza junto ao Legislativo a aprovação no Senado da votação do marco do saneamento e também da aceleração do Projeto de Lei que trata da PPP- Parceria Público Privada e das concessões públicas.

Fonte: Usinagem Brasil

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02 - Confira empresas que estão ajudando o Governo a combater o coronavírus


Diageo

A empresa britânica que é dona da Ypióca vai produzir 50 mil litros de álcool 70% para doar na próxima a rede pública de saúde do Ceará. A Secretaria de Saúde do Ceará fará a distribuição em unidades de assistência a saúde e hospitais da rede pública.

Renner

As lojas vão apoiar instituições hospitalares para atendar às necessidades do país no combate ao coronavírus. O apoio total será de R$ 4,1 milhões, que será utilizado na aquisição dos suprimentos necessário na luta contra a doença.

Marfrig

A companhia de alimentos começou a produzir álcool em gel em uma das unidades da empresa no interior de São Paulo. A meta será disponibilizar 10 mil toneladas mensais do produto utilizado na prevenção da Covid-19. Os lotes serão doados para instituições e hospitais.

Grupo Boticário

A empresa também vai atuar na produção de álcool gel em sua fábrica. Com isso, serão doados 1,7 tonelada do produto ao sistema público de saúde. O álcool doado será o de 78%, que elimina cerca de 99,9% das bactérias.

Facebook

A rede social vai auxiliar até 30 mil pequenas empresas com a doação de US$ 100 milhões. A ação foi divulgada pela empresa após a vice-presidente de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, afirmar, na última terça, 17, que a crise causada pelo coronavírus impacta nas pequenas empresas.

Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ)

A associação anunciou, no última sábado, 21, que vai desenvolver um trabalho para produzir uma cadeia produtiva de respiradores. A tendência é que tudo seja concluído e entregue para os hospitais em abril, quando provavelmente será o pico da doença.

Petrobras

A empresa divulgou em nota oficial a compra de 600 mil testes para o diagnóstico do novo coronavírus. Os testes serão importados do Estados Unidos e devem chegar ao Brasil em abril. Com isso, 400 mil serão entregues ao Ministério da Saúde e 200 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: O Povo

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03 - Três indústrias de máquinas agrícolas paralisam fábricas no Brasil por coronavírus


Três fabricantes de máquinas e implementos agrícolas anunciaram oficialmente a paralisação de suas operações devido aos efeitos da pandemia de coronavírus no Brasil.

Os grupos paulistas Jacto e o gaúcho Stara já fecharam unidades. Já a John Deere, uma das maiores fabricantes do segmento, interrompe as atividades a partir desta quarta-feira (25/3).

Outros fabricantes devem seguir o mesmo caminho e descontinuar o funcionamento das unidades industriais até o começo de abril, segundo o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Pedro Estevão Bastos.

"Nós imaginamos que deva ocorrer a paralisação total"

Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA da ABIMAQ

"Parte das empresas já está em férias coletivas. As empresas estão mantendo o atendimento de peças de reposição porque as operações precisam continuar. Mas quem não entrou agora (em férias coletivas), deve entrar na semana que vem", afirma Bastos.

Perdas imediatas

O impacto das paralisações do setor de máquinas e implementos agrícolas no volume de negócios é imediato. É que faltam peças e implementos para a montagem e venda das máquinas e não se sabe até quando essa situação permanecerá.

Até o começo da semana passada, o problema estava mais localizado com a importação de implementos da China, maior fornecedor de peças importadas do mundo, como os chips usados em monitores, displays e computadores acoplados às máquinas.

No entanto, a escalada da pandemia obrigou muitos fornecedores a interromper o expediente para evitar mais casos de contágio.
John Deere

A John Deere afirmou que interrompe, por período "ainda a ser definido", as fábricas de Horizontina (RS), de colheitadeiras e plantadeiras, e de Porto Alegre (RS), onde está localizada a unidade produtiva da Ciber, fabricante de equipamentos rodoviários da Wirtgen Group, pertencente à Deere&Co.

O objetivo é reorganizar as operações no Brasil para “contribuir na contenção da curva de contaminação pelo novo Coronavírus (COVID-19), e visando proteger a saúde dos colaboradores e suas famílias, sem deixar de atender seus clientes nas áreas agrícola e de construção".

A partir da semana que vem, a medida se estende para as fábricas de tratores em Montenegro (RS), de pulverizadoras PLA em Canoas (RS), de máquinas de construção em Indaiatuba (SP), incluindo a planta em joint-venture Deere-Hitachi, e de colhedoras de cana e pulverizadores em Catalão (GO).

O centro de distribuição de peças para a América do Sul da companhia, que fica em Campinas (SP), atuará em regime de escalonamento para não interromper o atendimento e fornecimento aos agricultores.

Jacto

Em nota, o Grupo Jacto, focado na produção de pulverizadores, colhedoras de café e adubadoras, além de peças, anunciou que "está paralisando, gradualmente, as atividades em suas unidades de negócio".

"Nosso maior objetivo é agir rápido para proteger a saúde e o bem-estar de nosso colaboradores, familiares, parceiros de negócio e sociedade em geral", afirma. A nota diz ainda que alguns colaboradores passam a exercer suas atividades remotamente. Para aqueles que não for possível, será usado o banco de horas ou entram em férias.

Stara

Já a Stara suspendeu totalmente as atividades por 15 dias e diz que "vem permanentemente acompanhando informações relativas a este fato" e que "o objetivo da empresa sempre foi preservar a saúde de seus colaboradores, clientes, fornecedores e amigos".

Estão em férias coletivas desde segunda-feira (23/3) os colaboradores da matriz em Não-Me-Toque, assim como as filiais em Carazinho e Santa Rosa, todas no Rio Grande do Sul.

Sem impacto na colheita

Segundo Bastos, da ABIMAQ da crise. Mas ele confia na retomada das atividades. “Deve ter uma parada brusca, porque tem todo uma questão psicológica sobre os investimentos. Mas, uma vez passada essa incerteza, os investimentos devem voltar ao normal”, avalia.

Apesar da paralisação da maior parte dos setores da economia, o problema com o coronavírus não deve afetar a colheita de soja e do milho. “A decisão de compra da máquina para a colheita ocorre entre quatro e seis meses antes da operação, porque tem o processo de escolha, de financiamento e da entrega do maquinário”, explica o executivo.

Falta de peças preocupa

Por meio de nota, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou que o interrompimento das atividades por falta de peças é "uma possibilidade a ser considerada", mas acredita, também, que é "facilmente contornável após o período mais agudo da pandemia".

No início do ano, a associação previa aumentar as vendas de máquinas agrícolas em até 2,9% no país, para 45 mil unidades em 2020. Agora, diz ser difícil prever algo o novo panorama econômico.

"Impossível falar em números enquanto não soubermos a duração e a intensidade desse período de extrema crise global. Sem dúvida, o impacto negativo será muito grande para todos os agentes econômicos".

Fonte: Globo Rural

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Comércio Internacional

01 - EUA chegam a acordo de US$ 2 trilhões para aliviar impactos do coronavírus na economia


Nos Estados Unidos, senadores dos partidos Republicano e Democrata e a Casa Branca chegaram na madrugada desta quarta-feira (25) a um acordo sobre um plano federal de estímulos de US$ 2 trilhões para aliviar as consequências da pandemia do coronavírus sobre a economia do país. O pacote deverá auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde.

"Por fim, temos um acordo", afirmou o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, antes de citar um "nível de investimentos de tempos de guerra".

O valor equivale a aproximadamente R$ 10,2 trilhões, o que representa um montante maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em valores correntes, que em 2019 totalizou R$ 7,3 trilhões.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na véspera que que está vendo "aceleração muito grande" em número de casos de coronavírus nos Estados Unidos, o que representa potencial para o país se tornar o novo epicentro da epidemia.

O acordo, porém, ainda precisa ser afinado e detalhado. O pacote de estímulo poderá ser o mais amplo da história moderna americana. O texto do acordo só deve ser disponibilizado mais tarde nesta quarta-feira.

Senado e Casa dos Representantes precisam aprovar a proposta antes de enviá-la à sanção do presidente Donald Trump.

O que está previsto

O pacote prevê remuneração direta à maioria dos americanos, ampliação de benefícios de seguro-desemprego, dinheiro para estados e um programa para pequenas empresas poderem remunerar funcionários que precisam ficar em casa para conter o contágio do coronavírus no país.

Entre outras provisões, segundo a agência Reuters, o plano deve incluir:

US$ 500 bilhões para fundo voltado a ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia similar para pagamentos diretos de até US$ 3 mil para milhões de famílias dos EUA

US$ 350 bilhões para empréstimos a pequenas empresas e 250 bilhões para auxílio-desemprego

US$ 100 bilhõespara hospitais e sistemas de saúde, junto com dinheiro adicional para outras necessidades ligadas a saúde

US$ 150 bilhões para ajuda a governos locais e estatais para combaterem o surto

Negociações

A maratona de negociações envolveu senadores republicanos e democratas e a equipe do presidente Donald Trump.

O pacote quase não saiu porque legisladores democratas insistiram numa proteção mais ampla de trabalhadores e apontaram que um novo fundo de US$ 500 bilhões para auxiliar empresas em dificuldades devido à crise havia sido ignorado. Os democratas chegaram a barrar o acordo duas vezes, pedindo mais concessões.

Os democratas desejavam uma supervisão maior dos empréstimos para as grandes empresas, além do pagamento de salários para os funcionários demitidos e mais recursos para os hospitais.

Covid-19 nos EUA

Desde o primeiro caso nos Estados Unidos em janeiro, o novo coronavírus matou 796 pessoas, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins.
Mais de 55.000 pessoas foram infectadas no país.

Para evitar contágios que poderiam provocar o colapso dos hospitais, 100 milhões de pessoas, quase um terço da população, receberam determinações para permanecer em suas casas, provocando a suspensão de aulas, o fechamento de milhares de estabelecimentos comerciais e a demissões de milhões de trabalhadores.

Três congressistas foram diagnosticados com a COVID-19 e pelo menos 10 estão em quarentena, impedidos de votar.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - IPCA-15 tem menor taxa para março desde o início do Plano Real


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) ficou em 0,02% em março, a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, o indicador – que é considerado uma prévia da inflação oficial – havia ficado em 0,22%; em março de 2019, em 0,54%.

O recuo do IPCA-15 foi puxado pela queda de 16,88% no preço das passagens aéreas, setor que tem sido especialmente impactado pela pandemia do coronavírus, com cancelamentos generalizados de voos e paralisação de operações. O item contribuiu com -0,11 ponto percentual no indicador.

Com o resultado, o IPCA-E (IPCA-15 acumulado trimestralmente) ficou em 0,95%. Em 12 meses, o índice alcançou 3,67%, abaixo dos 4,21% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Transportes

Entre os grupos de despesas, os transportes exerceram a maior influência de queda sobre o IPCA-15, com deflação de 0,8%. Além das passagens aéreas (que recuaram pelo terceiro mês seguido), também tiveram quedas os preços de:

gasolina (-1,18%)
etanol (-1,06%)
óleo diesel (-1,95%)
gás veicular (-0,89%)
Outros grupos de despesas

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro tiveram deflação em março. Já no lado das altas, a maior contribuição veio do grupo saúde e cuidados pessoais, refletindo altas nos itens de higiene pessoal (2,36%).

O grupo alimentação e bebidas (0,35%) também apresentou alta em março, após queda de 0,10% no mês anterior. A alimentação no domicílio, que havia registrado queda em fevereiro (-0,32%), subiu 0,49% em março. Já a alimentação fora do domicílio (0,03%), observou-se desaceleração na comparação com o mês anterior (0,38%).

Fonte: G1

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Industria

01 - Firjan: restrição de transporte pode prejudicar indústria do Rio


A decisão do governo do estado do Rio de Janeiro de restringir o transporte coletivo intermunicipal desde o último sábado (21) traz uma preocupação para a indústria fluminense. Pelo decreto, estão autorizados a circular pela região metropolitana apenas trabalhadores de serviços considerados essenciais.

“Quando você fala em indústria, você não pode esquecer o encadeamento produtivo. Nenhuma indústria é verticalizada, quando ela produz todas as etapas. Isso não é assim há anos e anos. A indústria compra insumos de uma outra indústria, compra embalagens de uma terceira, componentes dos equipamentos ou que vão levar ao produto final de outra”, adverte a presidente do Sindicato das Indústrias do setor Metalmecânico do Rio de Janeiro (Simme), Erica Machado de Melo, que também é conselheira da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O decreto nº 46.983 impôs o controle do acesso no embarque de passageiros em trens e barcas que ligam a região metropolitana do Rio de Janeiro à capital. Estão autorizados a circular os trabalhadores de serviços considerados essenciais, como servidores públicos em serviço; profissionais do setor de saúde em geral; do setor de comércio relacionados aos gêneros alimentícios, farmácias e pet shops; e do setor de transporte e logística.

No setor industrial, está liberada a circulação de profissionais das atividades de “alimentos, farmacêutica, material hospitalar, material médico, produtos de higiene, produtos de limpeza, ração animal, óleo e gás, serviços de apoio às operações offshore, refino, coleta de lixo, limpeza urbana e destinação de resíduos, distribuidoras de gás e energia elétrica e companhias de saneamento”, segundo informação do governo do estado.

A conselheira da Firjan explica que o setor industrial funciona em cadeias e se uma atividade parar, pode paralisar a produção das demais.

“Quando você fala de equipamentos hospitalares, por exemplo, uma indústria que fabrica macas e camas hospitalares. Mas a de colchão, uma coisa simples, não pode funcionar. E não tem cama hospitalar sem colchão. Parafusos, porcas, molas, arruelas, revestimento que vão compor essas macas, é outro setor da indústria que vai fornecer e não está contemplado”, adverte Erica e completa:

“Nenhuma indústria é verticalizada, não produz todas as etapas. Isso não é assim há anos e anos. A fábrica compra insumos de uma outra indústria, compra embalagens de uma terceira, componentes dos equipamentos ou que vão levar ao produto final de outra”.

Perguntado sobre as restrições à indústria, o governo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o setor não foi afetado pelo decreto nº 46.980, publicado no dia 19. Porém, há sim o controle de acesso no transporte público.

Fonte: G1

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Setor

01 - Após 2 meses de queda, setor de serviços cresce 0,6% em janeiro puxado por transportes


O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,6% em janeiro, na comparação com dezembro, após 2 meses seguidos de queda, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta foi puxada pelo segmento de transportes, serviços auxiliares e correio, que avançou 2,8% na passagem de dezembro para janeiro, recuperando a perda nos últimos dois meses de 2019.

Em comparação com janeiro do ano passado, o volume de serviços cresceu 1,8%, alcançando a quinta taxa positiva consecutiva.

O IBGE revisou, porém de -0,4% para -0,5% a queda do setor no mês de dezembro.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 1% – o mesmo ritmo de recuperação registrado em dezembro –, mantendo a trajetória ascendente iniciada em setembro de 2019 (0,7%).

A receita nominal dos serviços prestados no país, entretanto, caiu 0,3% em janeiro, na comparação com dezembro. Ante janeiro de 2019, houve alta, de 4,3%. Em 12 meses, o crescimento acumulado é de 4,4%.

Alta em 4 das 5 atividades pesquisadas

Quatro das cinco atividades investigadas na pesquisa tiveram avanço em janeiro.

Além do setor de transportes, tiveram altas outros serviços (1,2%), serviços prestados às famílias (0,7%) e serviços profissionais administrativos e complementares (0,1%). O único setor a apresentar queda no período foi o de informação e comunicação (-0,9%).

“O setor de transporte, que é o segundo maior peso entre os cinco setores investigados, foi impulsionado pelos transportes ferroviários e rodoviários de carga. Eles estão inseridos no transporte terrestre, que avançou 4% em janeiro, também depois de dois resultados negativos consecutivos”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destacando que o transporte de carga sofre influência significativa do setor industrial, que cresceu 0,9% em janeiro.

Veja a variação do volume de serviços em janeiro, por atividade e subgrupos:

Serviços prestados às famílias: 0,7%
Serviços de alojamento e alimentação: 0,2%
Outros serviços prestados às famílias: 5,2%
Serviços de informação e comunicação: -0,9%
Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -1,2%
Telecomunicações: -0,2%
Serviços de tecnologia da informação: -2,2%
Serviços audiovisuais: -0,6%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,1%
Serviços técnico-profissionais: 0,1%
Serviços administrativos e complementares: 0,3%
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 2,8%
Transporte terrestre: 4%
Transporte aquaviário: 5,2%
Transporte aéreo: 0,2%
Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,6%

Outros serviços: 1,2%

Já o índice de atividades turísticas teve variação negativa de 0,3%, após avançar 1,9% em dezembro.

São Paulo e Rio de Janeiro têm queda em janeiro

Na análise por regiões, 16 das 27 unidades da federação registraram crescimento. São Paulo e Rio de Janeiro, porém, que juntos somam quase 60% de todo o volume de serviços, tiveram queda de 0,3% e 0,4%, respectivamente, na comparação com dezembro.

Os destaques de alta no mês foram Distrito Federal (7,4%), Mato Grosso (14,1%), Minas Gerais (2,2%) e Pernambuco (6,7%). Já o maior recuo foi verificado no Rio Grande do Sul (-1,6%).

Risco de recessão no ano

O setor de serviços fechou 2019 com uma taxa de crescimento de 1%, interrompendo uma sequência de 4 anos de perdas.

Na véspera, o IBGE divulgou que as vendas comércio caíram 1% em janeiro, maior recuo para meses de janeiro desde 2016. Já a indústria teve crescimento de 0,9% no primeiro mês do ano.

As preocupações em torno dos impactos do coronavírus tem derrubado tem elevado os temores de uma recessão mundial e pesado também nas nas projeções para o crescimento da economia brasileira em 2020.

Para o setor de serviços, a quarentena e interrupção de atividades em diversas regiões do país em razão da quarentena eleva os temores de fortes perdas no ano.

O mercado brasileiro reduziu para 1,4% a previsão a alta do PIB em 2020, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, mas diversos bancos e consultorias já estimam que o país irá registrar retração neste ano.

O governo federal também revisou sua estimativa para o PIB e passou a prever uma expansão de apenas 0,02% para este ano, admitindo o risco de recessão.

Fonte: G1

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