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Edição 20171 de 31/03/2020

Destaque

01 - Respiradores a zap


Tiago Winter, empresário de 37 anos, é dono de uma ferramentaria que leva seu sobrenome, em Joinville, Santa Catarina. Fabrica moldes de plástico para montadoras de carro. Fabricava, até a chegada da quarentena contra o coronavírus. Agora ele adaptou a linha de produção para manufaturar algo mais simples: um pequeno tubo verde do tamanho de um polegar, no formato da letra T. A peça é comprada em lojas de construção civil, em estado bruto, e transformada de modo que possa se encaixar em um respirador pulmonar – máquina usada para tratar pacientes que não conseguem mais respirar por conta própria e que se tornou crucial para tratar os pacientes graves da Covid-19. Equipado com um tubo desses, um mesmo equipamento pode atender até quatro pacientes de uma só vez.

“O ideal é que cada respirador atenda a uma pessoa só, mas estamos trabalhando com o pior cenário. É tática de guerra”, afirmou Winter, empolgado com o projeto. O empresário tem coordenado as ações com outros ferramenteiros de vários estados, tudo por meio de grupos de WhatsApp. Ficou responsável pelos conectores de plástico e planeja produzir mil peças até a semana que vem, a serem distribuídas em Santa Catarina. O material já foi testado e aprovado pela empresa de engenharia clínica que administra as máquinas do Hospital Municipal São José, principal centro médico de Joinville. Não há consenso entre os médicos sobre a eficácia desse adaptador. Mas, na falta de uma alternativa, ele vem sendo usado em hospitais que sofrem com superlotação na Itália e nos Estados Unidos, países que, juntos, têm quase 260 mil casos de Covid-19. “Uma moto só pode carregar duas pessoas, em tese. Mas se você está fugindo de um furacão, vai botar até cinco pessoas na garupa”, define Winter.

Enquanto o empresário catarinense fabrica os adaptadores de plástico, outros de seus colegas produzem protetores faciais para profissionais de saúde – a Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer) estabeleceu uma meta de entregar ao Ministério da Saúde 500 mil faceshields, como são chamadas as máscaras, até o dia 8 de abril. A produção está em curso. Os ferramenteiros são só uma fração das dezenas de grupos de WhatsApp formados por empresários, pesquisadores, voluntários e representantes do governo que vêm tentando bolar formas de preparar o sistema público de saúde para a fase mais crítica da pandemia. Os respiradores são o principal gargalo.

Os grupos de WhatsApp sobre o assunto começaram a se multiplicar no último dia 20, uma sexta-feira, quando empresários da indústria automotiva receberam uma solicitação do Ministério da Economia para que ajudassem a aumentar a produção desse tipo de aparelho no Brasil. A iniciativa partiu de coordenadores do extinto Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, hoje alocados na Economia. “O governo escolheu algumas pessoas para orquestrar todo o parque industrial que tivesse condições de ajudar nesse momento”, explicou Erwin Franieck, executivo da Bosch, multinacional alemã especializada em engenharia e ferramentas elétricas. Franieck é um dos principais responsáveis por coordenar os vários projetos que têm despontado no aplicativo de mensagens.

As conversas envolvem representantes de grandes montadoras – como Mercedes, Ford e General Motors, que paralisaram suas linhas de produção nas últimas semanas – e pesquisadores de várias universidades – como a UFRJ e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP. O grupo já fez ao menos três reuniões virtuais, com participação de membros do governo, para definir quais devem ser as prioridades neste momento.

Há vários projetos simultâneos em curso, alguns mais viáveis do que outros. Engenheiros da UFRJ estão desenvolvendo um protótipo de respirador que poderia ser reproduzido de forma barata e rápida, mas que ainda depende de conseguir financiamento. Já um grupo apoiado pela Unifesp tem reunido pessoas e empresas com acesso a impressoras 3D para tentar fabricar máscaras de proteção em larga escala.

O entendimento do governo e dos principais empresários envolvidos nas conversas, no entanto, é de que o principal objetivo a ser atingido neste momento é aumentar a produção de respiradores no Brasil, auxiliando as fabricantes que já existem e têm autorização para operar. As inovações, ainda que sejam funcionais no longo prazo, provavelmente não ficariam prontas a tempo de ajudar durante o pico de atendimentos do SUS, previsto para abril e maio. “Esses projetos de inovação são bacanas, mas também são complicados. É preciso especificar o projeto, fazer o design, certificar todas as peças, e isso demora”, explica um engenheiro que participa dos grupos de WhatsApp.

A meta estabelecida pelo governo federal é fabricar 15 mil aparelhos até o final de abril. O Ministério da Saúde publicou, no dia 26, um chamamento convocando empresas interessadas em fornecer os equipamentos em regime de contratação direta – ou seja, sem licitação. Empresários ouvidos pela piauí afirmaram que, além disso, haverá um novo chamamento emergencial para a compra de outros 15 mil aparelhos portáteis, que possam ser transportados de acordo com a necessidade do sistema de saúde. É um aumento expressivo para uma indústria que até então nunca teve grande demanda. O Brasil tem pouco mais de 60 mil respiradores, levando em conta tanto o SUS quanto os hospitais privados. O país tem apenas quatro fabricantes nacionais, com produção mensal de cerca de mil a dois mil aparelhos.

A importação de respiradores não é uma opção neste momento, ao menos não em larga escala. Há cerca de duas semanas, a União Europeia proibiu a exportação de equipamentos médicos, para garantir seu estoque. Índia e Turquia proibiram a exportação de respiradores. O Ministério da Saúde brasileiro fez o mesmo, e determinou que todos os aparelhos produzidos no país pelos próximos seis meses serão retidos pelo governo.

O presidente americano, Donald Trump, usou o Twitter na última sexta-feira (27) para ordenar que a General Motors e a Ford produzam respiradores para atender aos doentes de Covid-19 – “AGORA!!!”, e “RÁPIDO!!!”, escreveu, em caixa alta. A pressa é devida. Assim como acontece há semanas na Itália, o aparelho passou a ser um dos pontos mais críticos da pandemia nos Estados Unidos. O jornal The New York Times noticiou esta semana que um hospital nova-iorquino já adotou o compartilhamento de respiradores entre duas pessoas.
O cenário pode se repetir no Brasil, caso o número de contaminados continue crescendo em ritmo acelerado. Um estudo realizado em fevereiro com mais de cinquenta pessoas contaminadas em Wuhan, primeiro epicentro da pandemia, na China, constatou que, dos pacientes em estado grave, 71% precisaram ser tratados com ventilação mecânica. A disponibilidade dos respiradores, portanto, tem impacto direto sobre a mortalidade do vírus.

No Brasil, não houve ordem para que empresas de outros setores fabricassem respiradores. A General Motors, por aqui, tem se empenhado em consertar aparelhos quebrados ou desatualizados. O projeto é tocado em parceria com o Senai, que está fazendo um mapeamento da quantidade de respiradores fora de uso no país. A estimativa é de que há quase 4 mil equipamentos defeituosos no Brasil. Um dos envolvidos nessa iniciativa, o engenheiro clínico Samir Fernandes, diretor da SLS Hospitalar – empresa que atua nos estados do Sul, fazendo a manutenção de respiradores e outros equipamentos hospitalares –, calcula que cerca de 70% dos aparelhos defeituosos podem ser consertados.

Por ser de menor escala, no entanto, o projeto de manutenção é apenas complementar. “Nosso intuito é aumentar a produção de respiradores que já existe. Precisamos disso para daqui a um mês”, explicou João Alfredo Delgado, diretor de tecnologia da ABIMAQ – a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que reúne 7 mil empresas. Dessas, mais de cem disponibilizaram suas fábricas para ajudar no processo de montagem dos aparelhos, afirma a entidade. Mas, por enquanto, continuam paradas.

O objetivo principal do governo brasileiro tem sido colocar as fabricantes em contato com empresas que possam fornecer componentes e matéria-prima para os respiradores. Até agora, no entanto, quase nada saiu do papel. Todo dia, uma das coordenadoras do Ministério da Economia, Margarete Gandini, compartilha uma mensagem nos grupos de WhatsApp atualizando o status do projeto. As quatro fabricantes brasileiras de respiradores, segundo ela, seguem “realizando o mapeamento de componentes críticos” – em outras palavras, mapeando os pontos nos quais precisam de ajuda para poder aumentar sua produção de equipamentos.

Há empecilhos técnicos – algumas companhias, por exemplo, precisam ser licenciadas para produzir componentes da indústria hospitalar, como válvulas pneumáticas e placas eletrônicas. “Nós não fabricamos itens hospitalares, mas nossas linhas de produção estão à disposição para montar e testar os produtos”, afirmou João Alfredo, da ABIMAQ. “Assim que essa questão dos componentes for resolvida, a produção vai ser rápida.”

Nesta segunda-feira (30) foi anunciada a primeira parceria para a fabricação de respiradores. A WEG, multinacional brasileira que produz motores e peças elétricas, vai usar suas instalações em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, para fabricar 500 respiradores em parceria com a Leistung, uma das fabricantes nacionais, sediada na mesma cidade. No momento, a WEG ainda está tentando comprar os componentes necessários para montar os respiradores. A previsão é de que os aparelhos comecem a ser entregues na segunda quinzena de maio.

Cerca de duzentas empresas estão envolvidas ativamente nas conversas, segundo Erwin Franieck, da Bosch. Conforme as notícias surgiam na imprensa, mais e mais empresários se juntavam às conversas de WhatsApp, oferecendo conhecimentos técnicos. Novas mensagens aparecem a cada minuto no aplicativo, e se perdem em meio às outras. Aos poucos, os grupos se ramificam: há conversas que tratam exclusivamente dos “componentes críticos” de respiradores, outras que tratam de soluções inovadoras e experimentais, e outras criadas só para organizar um repositório de projetos de engenharia e de modelos de impressão 3D.

Há desde empregados de gigantes como a Embraer e Microsoft até pequenas empresas de tecnologia, professores de engenharia e voluntários isolados. Até mesmo um colecionador de carros antigos ofereceu ajuda com peças industriais, em um dos grupos de conversa. “Tem muita gente envolvida, muitas ações, e aí são ideias demais, não fico acompanhando tudo. Eu coloquei nossa indústria à disposição. Agora estamos esperando o governo federal nos acionar para dizer do que precisa”, disse o presidente da Abinfer, Christian Dihlmann.

Frente à urgência por novos respiradores, o ritmo das conversas e ações precisa se apressar. Diante da complexidade dessa operação industrial, os únicos projetos que decolaram até aqui foram os de pequenos e médios empresários independentes, como Tiago Winter, de Joinville. Todas as peças que ele está fabricando serão doadas. “Minha empresa está só esperando o sinal verde do governo e dos hospitais para fazer fabricação em massa.”

É o mesmo que tem feito seu colega de profissão, Alexandre Mori, um empresário de 46 anos, diretor comercial de uma ferramentaria que também atende o setor automotivo, em Vinhedo, interior de São Paulo. Em vez de fabricar conectores para aparelhos de respiração, Mori tem se empenhado em fazer o plástico usado em máscaras de proteção. “Estamos fazendo tudo por WhatsApp, dividindo as tarefas. Já tenho oito ou dez grupos pra coordenar.”

O empresário contou que começou a se engajar nesse esforço industrial no último final de semana, às vésperas de a quarentena começar a valer para todo o estado de São Paulo.

“Estava um clima bem pesado. Eu fiquei conversando com alguns colegas, cada um na sua casa, e a gente não sabia o que iria fazer na semana seguinte, se iria mandar todo os funcionários para casa. Mas aí o papo começou: vocês viram essa história dos respiradores? Será que dá para ajudar? E as máscaras de proteção? A gente começou a correr atrás de informação, e fomos entendendo o que dava ou não para fazer. E aí tudo isso começou a ganhar corpo.”

Fonte: Revista Piauí – Folha de S. Paulo

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02 - Eventos são adiados em meio à pandemia


As recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação ao avanço da pandemia do novo coronavírus têm adiado eventos metroferroviários e de logística que aconteceriam no primeiro semestre deste ano. Seguem confirmados aqueles que estão programados para o segundo semestre, como o Fórum de Mobilidade da ANPTrilhos, marcado para o dia 26 de agosto, em Brasília; e a 26° Semana de Tecnologia Metroferroviária da Aeamesp e Metroferr, que acontecerá entre os dias 01 e 04 de outubro, em São Paulo. No âmbito internacional, a InnoTrans 2020, programada para os dias 22 a 25 de setembro, está confirmada, embora a organizadora Messe Berlin tenha avisado que monitora com as autoridades de saúde a situação da Covid-19.

VI ENCONTRO ANTF DE FERROVIAS 2020

A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) confirmou o adiamento do VI Encontro ANTF de Ferrovias 2020, que estava programado para os dias 28 e 30 de abril, em Curitiba (PR). De acordo com o diretor-executivo, Fernando Paes, o evento deverá acontecer em setembro ou outubro deste ano. "As novas datas serão informadas o mais breve possível, assim como a reabertura das inscrições aos congressistas e o novo prazo para envio da versão final dos trabalhos selecionados", afirmou Paes, em nota.

Os que já efetuaram a inscrição e que decidirem pelo ressarcimento, podem entrar em contato com a OTM Editora pelo telefone (011) 5096-8104 ou pelos e-mails barbaraghelen@otmeditora.com,karolinejones@otmeditora.com e vidalrodrigues@otmeditora.com .

INTERMODAL SOUTH AMERICA 2020

Inicialmente programado para os dias 17 a 19 de março, em São Paulo, a Intermodal South America 2020 foi postergada para a segunda quinzena de julho deste ano, diz a Informa Markets, organizadora do evento. A decisão pelo adiamento foi tomada, segundo a organizadora, após consulta aos expositores e apoiadores do evento. A feira, voltada para os setores de logística, intralogística, transporte de cargas e comércio exterior, reuniu na última edição (no ano passado) mais de 400 marcas expositoras, de 22 países e atraiu mais de 38 mil profissionais.

IV SIMPÓSIO DE ENGENHARIA FERROVIÁRIA

O Comitê Organizador do IV Simpósio de Engenharia Ferroviária decidiu adiar a data da realização do evento devido ao crescente avanço do coronavírus, "visando preservar a segurança dos inscritos e palestrantes". O evento aconteceria nos dias 20 e 21 de maio, em Campinas (SP).

O Simpósio de Engenharia Ferroviária é um fórum organizado pela Unicamp, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo (IFSP) e a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que reúne representantes da academia, de concessionários de ferrovias e de fabricantes de material ferroviário, com discussões técnicas, divulgação de resultados das pesquisas e projetos sobre tecnologia ferroviária.

Em comunicado, o comitê informou ainda que todas as inscrições estão temporariamente suspensas e que a nova data será definida em função dos acontecimentos nos próximos meses.

FEIMEC 2020

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), entidade realizadora, e a Informa Markets, organizadora da Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (Feimec), emitiram nota informando a decisão de postergar o evento, que aconteceria entre os dias 05 e 09 de maio, em São Paulo. A nova data ainda não foi definida.

A feira é a maior do setor na América Latina e apresenta os principais lançamentos e novas tecnologias. Esta é a terceira edição do evento.

Fonte: Revista Ferroviária

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03 - CNI reúne ações de empresas de apoio ao combate à covid-19


Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) reúne ações de empresas para auxiliar no enfrentamento à epidemia do novo coronavírus (covid-19). Com uma série de atividades produtivas paralisadas, as empresas têm apoiado iniciativas como a construção de centro de tratamento à covid-19, a produção de álcool 70%, além do aumento na produção e conserto de respiradores mecânicos, essenciais para os pacientes graves nas unidades de terapia intensiva (UTIs).

Segundo a CNI, as iniciativas são articuladas com os governos estaduais e as prefeituras. De acordo com a confederação, as Lojas Renner vão destinar R$ 4,1 milhões para hospitais públicos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, e o Itaú Unibanco vai doar R$ 150 milhões, por meio da Fundação Itaú Social e do Instituto Unibanco, para infraestrutura hospitalar, compra de equipamentos, cestas de alimentação e kits de higiene a serem distribuídos para comunidades carentes.

Em São Paulo, cidade com o maior número de casos confirmados até o momento, a prefeitura, a Ambev, a Gerdau e o Hospital Albert Einstein fizeram parceria para construir um novo centro de tratamento para a covid-19, com 100 leitos que atenderão o público exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Respiradores

De acordo com o levantamento, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está articulando com as empresas fabricantes dos componentes de respiradores mecânicos a organização de uma linha de produção capaz de atender à demanda de dois mil respiradores por mês.

Segundo a CNI, o grupo que engloba a MRV, Banco Inter e LOG CP anunciou a compra, no valor de R$ 10 milhões, de respiradores mecânicos para a rede hospitalar do estado de Minas Gerais, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.

Em Santa Catarina, um grupo de empresas, lideradas pela Federação de Indústrias do Estado de Santa Catarina, importou 200 respiradores mecânicos, em parceria com o governo do estado. Os equipamentos serão doados ao SUS.

A Associação Nacional dos Fabricante de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou que as montadoras estudam usar as 37 fábricas que estão paradas no Brasil para produzir respiradores. Uma das ideias é usar impressoras 3D para fabricar peças de ventiladores a serem montadas por empresas especializadas, informa a CNI.

Testes para diagnóstico

A mineradora Vale comprou 5 milhões de kits de testes rápidos para o novo coronavírus, com os quais o resultado sai em 15 minutos. Eles foram adquiridos da China. A estimativa é de que a primeira remessa, de 1 milhão de kits, chegue ao Brasil ainda esta semana.

Os 4 milhões restantes têm sua entrega prevista pelo fornecedor chinês até meados de abril. A quantidade adquirida representa metade das unidades que o Ministério da Saúde avalia necessitar neste momento, de acordo com a companhia.

A Petrobras também anunciou que vai doar ao Sistema Único de Saúde (SUS) 600 mil testes para diagnóstico da covid-19. Desse total, 400 mil serão entregues ao Ministério da Saúde e 200 mil à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Os kits foram comprados dos Estados Unidos.
Álcool 70%

As usinas sucroalcooleiras da Bahia vão produzir para a rede pública de saúde do estado 190 mil litros de álcool a 96%. Com a diluição para 70%, a Bahia terá cerca de 260 mil litros de álcool para apoiar o combate ao coronavírus.

As indústrias ligadas ao Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso estão produzindo álcool 70% para ser distribuído em áreas emergenciais a pedido do governo do estado.

Segundo a CNI, a Ambev também começou a produzir álcool em gel para doar a hospitais públicos. A unidade de produção da cervejaria em Piraí (RJ) será usada para fabricar etanol e garrafas onde serão envasadas 500 mil unidades de álcool em gel, que serão doadas a hospitais públicos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Fonte: Agência Brasil, IstoÉ, Portal Agora no RS, Banzeiro News, UOL, Portal Rondônia, O Bom da Notícia, BOL Notícias, Sergipe Notícias, Datagro, Jornal Dia Dia, Diário Corumbaense, Portal de Finança, Gazeta do Dia, Região Noroeste, GR News

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Comércio Internacional

01 - Bolsas da China fecham em alta, mas registram pior mês desde maio


As ações chinesas subiram nesta terça-feira (31) depois que o país divulgou uma atividade industrial melhor do que a esperada, embora os temores de uma queda econômica decorrente da pandemia de coronavírus tenham levado o mercado de ações ao seu pior trimestre desde 2018.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,33%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,11% com a esperança de que a segunda maior economia do mundo possa se recuperar em breve do choque inicial causado pelo surto.

O impacto do coronavírus em rápida expansão arrastou a referência de Xangai para uma queda de 4,5% este mês e de 9,8% no primeiro trimestre, enquanto o CSI300 caiu 6,4% no mês e 10% no trimestre.

Ambos os índices marcaram seus pior mês desde maio passado e pior trimestre desde o quarto trimestre de 2018.

Nesta terça-feira, o subíndice do setor financeiro recuou 0,8%, o de consumo teve alta de 3,9% e o setor imobiliário caiu 1,3%, enquanto o subíndice de saúde avançou 1,4%.

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,88%, a 18.917 pontos.
Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,85%, a 23.603 pontos.
Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,11%, a 2.750 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,33%, a 3.686 pontos.
Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 2,19%, a 1.754 pontos.
Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,82%, a 97.708 pontos.
Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 2,69%, a 2.481 pontos.
Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 2,02%, a 5.076 pontos.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Confiança dos empresários tem maior queda desde a crise de 2008, aponta FGV


A confiança dos empresários recuou 6,5 pontos em março – a maior queda desde a recessão de 2008-2009, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o recuo, o indicador atingiu 89,5 pontos no mês, o menor nível desde setembro de 2017.

"A pandemia de coronavírus impactou significativamente a confiança empresarial em março", afirmou em nota o economista da FGV Rodolpho Tobler. "Houve piora expressiva das expectativas em todos os setores, especialmente no Comércio e em Serviços, enquanto a percepção sobre a situação corrente piorou relativamente pouco", apontou, ressaltando que, enquanto persistirem os impactos da pandemia no país nos próximos meses, o cenário de confiança em queda deve se manter.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

Professor da FGV Márcio Holland de Brito fala sobre impacto do coronavírus na economia

A confiança de todos os setores integrantes do ICE recuaram em março. As maiores quedas ocorreram nos setores de serviços e comércio, com recuos de 11,6 e 11,7 pontos, respectivamente, seguidos da indústria e construção, com variações negativas de 3,9 e 2,0 pontos.

Todos os setores foram influenciados principalmente pela deterioração das expectativas, com destaque às do comércio, que despencaram 24,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, todos os setores também recuaram no mês.

Fonte: G1

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Industria

01 - Desemprego sobe para 11,6% em fevereiro, e atinge 12,3 milhões


A taxa de desemprego no Brasil subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de pessoas, segundo divulgou nesta terça-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento, na comparação com o trimestre terminado em novembro (11,2%), interrompeu dois trimestres seguidos de quedas significativas no desemprego. A taxa, porém, é inferior a registrada no mesmo período do ano passado (12,4%).

No trimestre encerrado em janeiro, o desemprego ficou em 11,2%, atingindo 11,9 milhões de brasileiros. O IBGE, no entanto, só considera comparáveis os resultados de um mesmo trimestre e de 3 meses de intervalo.

Os dados do IBGE mostram que o desemprego aumentou no país antes mesmo do inicio das medidas restritivas e de isolamento impostas no país para tentar frear a propagação do coronavírus.

Segundo o IBGE, o número de desempregados aumentou em 479 mil em relação ao trimestre encerrado em novembro, mas caiu em 711 mil na comparação com 1 ano atrás.

Já a população ocupada somou 93,7 milhões, o que representa uma redução de 0,7% em relação ao trimestre anterior anterior (706 mil pessoas a menos). Frente ao mesmo trimestre do ano interior, porém, houve alta de 2% (mais 1,8 milhão de pessoas).

"Não tínhamos visto essa reversão em janeiro, no entanto, ela veio agora no mês de fevereiro, provocada por uma queda na quantidade de pessoas ocupadas e um aumento na procura por trabalho”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Informalidade cai, mas ainda tinge 38 milhões de pessoas

Já a taxa de informalidade caiu para 40,6% no trimestre encerrado em fevereiro, ante de 41,1% no trimestre de setembro a novembro de 2019. O país, no entanto, ainda reúne um total de 38 milhões de informais. Nesse grupo estão os trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregadores sem CNPJ, os conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

A queda da informalidade foi puxada pela redução de contingentes de trabalhadores por conta própria sem CNPJ e também de trabalhadores empregados sem carteira.

“A gente ainda vive sob a influência do mês de dezembro, em que tivemos um desempenho muito bom das contratações com carteira trabalho. Muitas pessoas foram contratadas via carteira de trabalho no comércio, o que deu um pouco mais de consistência aos dados de formalidade. Isso pode estar contribuindo para a queda na quantidade de informais”, avaliou a pesquisadora.

Recorde de pessoas fora da força de trabalho

A Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) do IBGE mostrou ainda que o total de pessoas fora da força de trabalho chegou a 65,9 milhões, patamar recorde desde o início da pesquisa, no primeiro trimestre de 2012, com alta de 1,3% (mais 815 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior.

Neste grupo estão as pessoas que não procuram trabalho, mas que não se enquadram no desalento (pessoas que desistiram de procurar emprego).

Os desalentados somaram 4,7 milhões no trimestre encerrado em fevereiro quadro estatisticamente estável em relação ao trimestre móvel anterior e ao mesmo período do ano passado.

26 milhões de subutilizados

Segundo o IBGE, a população subutilizada somou 26,8 milhões de pessoas e ficou estatisticamente estável frente ao trimestre móvel anterior (26,6 milhões) e caiu 3,6% (menos 998 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019. A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 23,5%.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 6,5 milhões, com queda de 6,7% (menos 463 mil pessoas) frente ao trimestre móvel anterior, e estável em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Fonte: G1

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Setor

01 - Contas do setor público têm déficit de R$ 20,9 bi em fevereiro, pior para o mês em 3 anos


A taxa de desemprego no Brasil subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 12,3 milhões de pessoas, segundo divulgou nesta terça-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento, na comparação com o trimestre terminado em novembro (11,2%), interrompeu dois trimestres seguidos de quedas significativas no desemprego. A taxa, porém, é inferior a registrada no mesmo período do ano passado (12,4%).

No trimestre encerrado em janeiro, o desemprego ficou em 11,2%, atingindo 11,9 milhões de brasileiros. O IBGE, no entanto, só considera comparáveis os resultados de um mesmo trimestre e de 3 meses de intervalo.

Os dados do IBGE mostram que o desemprego aumentou no país antes mesmo do inicio das medidas restritivas e de isolamento impostas no país para tentar frear a propagação do coronavírus.

Segundo o IBGE, o número de desempregados aumentou em 479 mil em relação ao trimestre encerrado em novembro, mas caiu em 711 mil na comparação com 1 ano atrás.

Já a população ocupada somou 93,7 milhões, o que representa uma redução de 0,7% em relação ao trimestre anterior anterior (706 mil pessoas a menos). Frente ao mesmo trimestre do ano interior, porém, houve alta de 2% (mais 1,8 milhão de pessoas).

"Não tínhamos visto essa reversão em janeiro, no entanto, ela veio agora no mês de fevereiro, provocada por uma queda na quantidade de pessoas ocupadas e um aumento na procura por trabalho”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

"Não tínhamos visto essa reversão em janeiro, no entanto, ela veio agora no mês de fevereiro, provocada por uma queda na quantidade de pessoas ocupadas e um aumento na procura por trabalho”, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Informalidade cai, mas ainda tinge 38 milhões de pessoas

Já a taxa de informalidade caiu para 40,6% no trimestre encerrado em fevereiro, ante de 41,1% no trimestre de setembro a novembro de 2019. O país, no entanto, ainda reúne um total de 38 milhões de informais. Nesse grupo estão os trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregadores sem CNPJ, os conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

A queda da informalidade foi puxada pela redução de contingentes de trabalhadores por conta própria sem CNPJ e também de trabalhadores empregados sem carteira.
“A gente ainda vive sob a influência do mês de dezembro, em que tivemos um desempenho muito bom das contratações com carteira trabalho. Muitas pessoas foram contratadas via carteira de trabalho no comércio, o que deu um pouco mais de consistência aos dados de formalidade. Isso pode estar contribuindo para a queda na quantidade de informais”, avaliou a pesquisadora.

Recorde de pessoas fora da força de trabalho

A Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) do IBGE mostrou ainda que o total de pessoas fora da força de trabalho chegou a 65,9 milhões, patamar recorde desde o início da pesquisa, no primeiro trimestre de 2012, com alta de 1,3% (mais 815 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior.
Neste grupo estão as pessoas que não procuram trabalho, mas que não se enquadram no desalento (pessoas que desistiram de procurar emprego).
Os desalentados somaram 4,7 milhões no trimestre encerrado em fevereiro quadro estatisticamente estável em relação ao trimestre móvel anterior e ao mesmo período do ano passado.
26 milhões de subutilizados
Segundo o IBGE, a população subutilizada somou 26,8 milhões de pessoas e ficou estatisticamente estável frente ao trimestre móvel anterior (26,6 milhões) e caiu 3,6% (menos 998 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019. A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 23,5%.
O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 6,5 milhões, com queda de 6,7% (menos 463 mil pessoas) frente ao trimestre móvel anterior, e estável em relação ao mesmo trimestre de 2019.


Fonte: G1

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