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Edição 20210 de 22/05/2020

Destaque

01 - Sindicatos propõem mais proteção à indústria


Os sindicatos de metalúrgicos ligados à Central Única dos Trabalhadores entregaram nesta semana a entidades empresariais propostas para tentar minimizar os efeitos da crise no nível de emprego da categoria. As ideias giram em torno de proteção à indústria local, como concessão de crédito, aumento no índice de nacionalização e estímulo à pesquisa.

Assinado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pela Federação dos Metalúrgicos da CUT, o documento, que contém seis propostas, foi entregue à Anfavea, Sindipeças, ABIMAQ e Abinee, que representam, respectivamente, as indústrias de veículos, autopeças, máquinas e elétrica e eletrônica.

A ideia, diz o presidente do sindicato do ABC, Wagner Santana, é levar o Brasil a redefinir sua indústria a partir da pandemia.

Santana diz que seu desejo seria propor uma comissão tripartite, envolvendo o poder público. Mas ele acha que “não dá nem para pensar” na possibilidade de o atual governo receber o movimento sindical”.

O documento preparado pelos sindicatos fala, ainda, em “reconversão industrial” para ampliar a participação do setor metal-mecânico na ajuda à produção local de equipamentos relacionados ao enfrentamento da pandemia. Para os executivos, essa tem sido uma ação voluntária e solidária, sem muitas perspectivas de diversificação em novos mercados.

 Mas o movimento sindical acredita que, ampliada, essa ajuda poderia reduzir a ociosidade do parque industrial. “Até as partes mecânicas de camas hospitalares podemos fazer”, afirma.

O documento toca, ainda, numa discussão histórica, que nenhum governo quis levar adiante - a renovação da frota de veículos. Para Santana, nem mesmo o governo do PT se sentiu estimulado a lançar um programa dessa natureza porque o mercado se expandia sem a necessidade de estimular a renovação da frota. Mas agora o cenário é outro.

Principalmente no segmento de caminhões, prevalece, inclusive na indústria, a defesa de um plano para tirar os veículos mais velhos das estradas por motivos de segurança e ambiental.

Fonte: Valor Econômico

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02 - ABIMAQ e Spin Startups debatem a transformação da indústria em tempos pandemia


O presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, participou de uma live realizada pela aceleradora de startups Spin Startups, no dia 12 de maio, e apresentou as transformações da indústria perante aos cenários de crise. A reunião via internet também contou com participação do CEO da Spin, Beny Fard.

Questionado sobre como a indústria de máquinas está vendo a situação da pandemia e o que ela pode fazer para minimizar seus efeitos deletérios, Velloso pontuou um histórico de problemas enfrentados na economia brasileira, as medidas adotadas e as soluções criadas para manter as empresas funcionando.

O executivo da ABIMAQ adiantou que a economia veio de uma crise de 2014/2015, não conseguiu se recuperar e já está em outra. “Não saímos daquela crise porque ela deixou uma quantidade enorme de desempregados no Brasil e muita gente abaixo da linha da pobreza. Ou seja, os efeitos deletérios dela não foram resolvidos e, em 2019, a nossa economia estava começando a melhorar e os próprios números da ABIMAQ e da indústria para 2020 traziam boas previsões”.

Velloso também destacou que um dos grandes entraves para o crescimento econômico está relacionado ao Custo Brasil e alertou que abrir um negócio no País, empregar capital humano e honrar os tributos são alguns dos piores problemas enfrentados por possíveis investidores. “O Brasil é o país que tem a carga tributária mais injusta do mundo. Sem carga tributária tão alta seriamos mais competitivos”.

Quantos as medidas adotadas pela ABIMAQ para mitigar os efeitos deletérios do novo coronavírus, Velloso adiantou que a entidade tem trabalhado junto ao governo federal para garantir a manutenção do emprego e das atividades do setor e atuou para torná-lo essencial e não parar, além de mostrar várias iniciativas para melhorar o capital de giro das empresas.

Na visão do presidente executivo, a crise fez com que os responsáveis pelas indústrias se adaptassem ao cenário atual e investissem ainda mais em tecnologias que facilitassem a comunicação e o trabalho entre seus colaboradores, clientes e fornecedores, garantindo assim a operação das atividades. “Essa transformação digital nos trouxe diversas reuniões online por dia e isso proporcionou uma aproximação no ambiente digital. Tivemos que nos reinventar e colocar os colaboradores em home office, não só na ABIMAQ, mas no mundo inteiro”.

Dentro deste cenário – afirma Velloso - as empresas aproveitaram para reverem seus processos industriais como instalações e planejamento, aquisição de ferramentas de gestão, desenvolvimento de novos negócios e acesso a novos nichos de mercado.

Esse, de acordo com Velloso, é um caminho irreversível, muitas empresas do setor se reinventaram e lançaram mão de ferramentas 4.0 em função da pandemia, dando um salto tecnológico, com inovações inexoráveis e o trabalho da ABIMAQ tem sido o de mostrar que esse é um caminho sem volta, apoiando os seus associados para facilitar essa transição.
CEO da Spin, Beny Fard, mostrou que o momento é oportuno para que os países repensem e avaliem o desempenho de suas economias. “É uma oportunidade de ouro que nós temos no Brasil e no mundo para que as nações pensem na sua soberania econômica do ponto de vista de reindustrialização e verticalização daquilo que é prioritário e usar a tecnologia para dar alguns saltos”.

Fonte: Gazeta da Semana, Segs

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03 - 17ª edição da Febratex terá espaço exclusivo para produtos têxteis e indústria nacional


A Febratex, uma das maiores feiras do mundo para a indústria têxtil e a maior das Américas, já tem uma nova data marcada: será de 02 a 05 de fevereiro, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). Na 17a edição, o evento terá diversas novidades, como um espaço para palestras, conteúdos, mostra de produtos inovadores e têxteis tecnológicos, que será o Febratex Conecta.

“O Febratex Conecta tem o propósito de promover o conhecimento, conexões e negócios entre pessoas e empresas que trabalham na indústria têxtil e de confecção. Palestras, conteúdo, mostra de produtos inovadores e têxteis tecnológicos, tudo isso em um espaço diferenciado”, explica a diretora executiva do Febratex Group, Giordana Madeira. Ela desataca a importância de se buscar alternativas, na economia pós-Covid, de reindustrialização dos países para tornarem-se independentes de matéria prima e produtos vindos da Ásia e produzirem tanto para fornecimento interno, como para a exportação. “O Brasil é um país que tem grande potencial de matéria prima e que pode e deve produzir mais e melhor para competir com os demais países”, aponta Giordana.

Com a intenção de conectar pessoas e empresas importantes para a cadeia da indústria têxtil, Giordana acredita que o Febratex Conecta pode lançar uma luz às incertezas do momento e ajudar a indústria têxtil a encontrar novos modelos produtivos após a pandemia. “A valorização dos produtos nacionais, as mudanças no comportamento de consumo e de produção precisarão ganhar espaço no debate sore o cenário atual para o setor. O Febratex Conecta certamente será um grande aliado nesse sentido”, aposta Giordana.

Inovação

O Febratex Group, uma das principais promotoras de feiras têxteis da América Latina, segue com projetos de inovações em feiras de negócios e eventos, e, para próxima edição está lançando além do Febratex Conecta, outras novidades. São elas:

Mostra de Tecidos do Futuro: apresentará tecidos, malhas, couros sustentáveis e têxteis do futuro. Quem irá expor serão empresas que desenvolvem produtos sustentáveis e tecnológicos para a cadeia produtiva têxtil.

Conferência Febratex: será um fórum de conhecimento, com três dias repletos de palestras e conteúdos relevantes, com palestrantes líderes do mercado têxtil nacional e internacional que abordarão sobre inovação, business e sustentabilidade para os profissionais da indústria têxtil.

Preview do Febratex Summit 2021: será um dia com conteúdos especiais do que acontecerá na edição de 2021 do Febratex Summit que tem como propósito promover o conhecimento, apresentar tecnologias, indicar caminhos para a digitalização da indústria têxtil brasileira e torná-la ainda mais competitiva no mercado globalizado. O Febratex Summit 2021 vai apresentar cases de sucesso divididos em três trilhas de conteúdo: Gestão, Inovação e Sustentabilidade.

Green Circle: promovido pelo Citeve - Centro Tecnológico da Indústria Têxtil e do Vestuário de Portugal pela primeira vez fora da Europa. O espaço alinhará moda, tecnologia e sustentabilidade, apresentando produtos como tecidos, fios e roupas especiais com tecnologias inovadoras e com o viés da sustentabilidade.
Sobre a Febratex

A Febratex é a maior feira de máquinas e tecnologias têxteis das Américas. É reconhecida como a 3ª maior feira mundial do setor têxtil e estrategicamente esperada pelo mercado para exibição de lançamentos da indústria e de confecção. O evento ocorre a cada dois anos. Na última edição, em 2018, foram 330 expositores representando 2,4 mil marcas, em 24 mil m2 de evento. Cerca de 50 mil visitantes estiveram presentes durante os quatro dias de feira. Os segmentos são matérias prima, tecelagem, acabamento, fiação e confecção. Em 2021, a Febratex realizará a sua 17ª edição, contando com amplo reconhecimento internacional, pois movimenta toda a indústria de máquinas e equipamentos para o setor têxtil do Brasil e das Américas.

Apoio:

Sintex, ABTT, Abit e Abimaq. Patrocinador Master: Santander
Agenda Febratex 2021
Data: 02 a 05 de fevereiro de 2021
Local: Parque Vila Germânica, Blumenau/SC
Mais informações: www.febratex.com.br

Fonte: Sincor – SC, Start Life

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Comércio Internacional

01 - Dólar opera em queda pelo segundo dia seguido


O dólar opera em queda pelo segundo dia seguido nesta quinta-feira (21), após alcançar a mínima em duas semanas na véspera, ainda que acompanhando as tensões políticas vindas de Brasília e o clima negativo nos mercados externos.

Às 9h24, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,6561, em queda de 0,55%.

Na quarta, o dólar terminou o dia em baixa de 1,20%, a R$ 5,6875 - abaixo de R$ 5,70 pela primeira vez desde 5 de maio. No mês, a moeda passou a acumular alta de 4,56%, e no ano, de 41,84%.

Tensão política interna

Apesar da queda na véspera, para Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do Travelex Bank, ainda é "muito cedo" para se falar em reversão de tendência de alta. Ele cita, entre os fatores, a incerteza sobre o andamento da crise de saúde pública no Brasil. "Estamos com os números (de mortes e casos de coronavírus) nas máximas, mas não sabemos se isso é o pico ainda", disse.

A leitura é que, quanto mais demorar para achatar a curva de casos e mortes no Brasil, mais tempo a economia levará para se recuperar. Pellegrini calcula que o dólar deverá operar num intervalo entre R$ 5,40 e R$ 5,80 ao longo deste ano. "Mas, no curto prazo, é possível que cheguemos aos R$ 6,20", afirmou.

Evidência da incerteza do investidor com o câmbio, a volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses segue como a mais alta entre as principais divisas emergentes, bem acima de 20% e perto dos picos do ano, enquanto medidas equivalentes para vários rivais do grupo estão em queda há semanas.

"Estão todos esperando a decisão do (ministro do STF) Celso de Mello sobre o vídeo da reunião ministerial. Dependendo do teor desse vídeo podemos ter uma guinada para cima ou para baixo (no dólar)", disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Arbetman se referiu a um vídeo apontado como importante prova dentro do inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir no comando da Polícia Federal. Celso de Mello, relator do caso, vai decidir se divulga o vídeo da reunião ministerial.

Expectativas globais

Lá fora, os mercados reagem mal ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China agravando as preocupações sobre o ritmo de recuperação econômica diante da crise causada pelo coronavírus, mesmo enquanto vários países flexibilizam as restrições.

Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, mirou Pequim, chamando os US$ 2 bilhões de dólares que a China prometeu para combater a pandemia de "insignificantes".

Na Europa, o clima é negativo com os últimos dados de atividade empresarial revelando o impacto danoso da crise do coronavírus. Dados divulgados mais cedo mostraram que o efeito devastador da pandemia na economia da zona do euro diminuiu um pouco em maio depois que os bloqueios impostos para conter a propagação do vírus começaram a ser atenuados, mas ainda estava longe de marcar um crescimento.

Depois de ter caído para o fundo do poço em abril, o Índice de Gerentes de Compras Composto preliminar do IHS Markit se recuperou para 30,5, contra leitura de 13,6 de abril.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Pandemia afeta trabalho em mais da metade das famílias, aponta FGV


Mais da metade das famílias brasileiras já tiveram algum impacto no trabalho de seus membros desde o início da pandemia, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas. De 1,3 mil consumidores consultados, 53,5% afirmam que suas famílias sofrerem algum tipo de impacto.

Entre os afetados, 43,9% ficaram impedidos de trabalhar em virtude do isolamento social. Segundo a FGV, os efeitos atingiram mais as famílias de menor renda, que ganham até R$ 2.100: 20,6% delas foram afetadas. Outros 24,9% tiveram redução salarial proporcional à jornada de trabalho, 14,7% informaram que pelo menos um membro da família teve o contrato de trabalho suspenso, e 12,7% citaram que uma pessoa do núcleo familiar amargou a demissão.

Efeitos no consumo

Os efeitos do trabalho também se refletem no consumo: de acordo com a pesquisa, 79,5% das famílias estão comprando apenas o essencial. Outros 5% das famílias apontam que estão postergando compras supérfluas e a prazo, enquanto 15% afirmam que não tiveram seus gastos afetados.

“Mais da metade dos consumidores entrevistados tiveram impacto na renda de suas famílias", aponta em nota Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do FGV Ibre. "A elevada incerteza e preocupação com os próximos meses fazem com que haja uma postergação de consumo, que não deve retornar imediatamente mesmo com a flexibilização das medidas de isolamento, pois a renda reduzida do período levará naturalmente a um aumento no nível de inadimplência dos consumidores".

Nesse quesito, as famílias mais pobres também sofrem mais: entre as famílias com renda até R$ 2,1 mil, 86,3% estão comprando apenas o essencial. Na faixa de renda entre R$ 2,1 mil e R$ 4,6 mil, esse percentual é de 83,8%.

E os consumidores não estão confiantes em uma retomada rápida da economia: para 69,9%, a volta à normalidade na economia deve levar mais de 6 meses. Apenas 2,4% veem um retorno já no próximo mês.

Empresas se adaptam

O estudo também consultou 2.528 empresas para compreender, dentre outros temas, como estavam se adaptando à nova fase de isolamento social.

Em todos os setores, exceto no comércio, a maioria afirmou ter adotado parcial ou integralmente o teletrabalho (ou home office) como uma das estratégias para enfrentar o período. O home office foi adotado por 80,4% das indústrias, 68,6% das empresas prestadoras de serviços e 59,6% das empresas de construção. No comércio, apenas 26,6% das empresas passaram a se utilizar deste artifício.

Fonte: G1

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Industria

01 - Prévia da confiança da indústria indica leve recuperação em maio, diz FGV


A prévia da confiança da indústria sinaliza alguma recuperação em maio diante da mudança nas expectativas dos investidores em relação aos próximos meses, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo a prévia da Sondagem da Indústria, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) saltará 2,4 pontos em maio, a 60,6 pontos, depois de ter registrado queda recorde a nova mínima da série histórica no mês de abril.

A FGV disse em nota que "a leve alta da confiança em maio é resultado de uma reavaliação das expectativas dos empresários para os próximos três e seis meses".

O Índice de Expectativas -- que mede a percepção sobre o futuro da indústria -- deve apresentar alta de 4,6 pontos, para 54,2 pontos, o que seria uma devolução de 10% da perda sofrida em abril.

Já o Índice de Situação Atual deve ficar praticamente estável, subindo de 67,4 pontos para 67,7 pontos no mês de maio.

O cenário se dá num momento de incerteza diante das medidas de contenção da pandemia de coronavírus, que interromperam as atividades empresariais e frearam os gastos do consumidor em todo o mundo.

Fonte: G1

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Setor

01 - Petrobras eleva preço médio da gasolina em 12% a partir de quinta; mantém diesel


A estatal Petrobras aumentará os preços médios da gasolina em suas refinarias em 12% a partir de quinta-feira (21), informou a companhia em nota nesta quarta-feira (20). As cotações do diesel, por outro lado, seguirão estáveis, acrescentou a empresa, por meio da assessoria de imprensa.

É o terceiro aumento nos preços da gasolina da Petrobras neste mês, em meio a uma recuperação nos preços do petróleo, que influenciam os reajustes da companhia.

A Petrobras também já informou um reajuste no diesel, de 8%, aplicado a partir da última terça-feira, no que foi a primeira elevação desse combustível nas refinarias da estatal no ano.

Preços ao consumidor

O repasse de ajustes em valores dos combustíveis cobrados nas refinarias aos consumidores finais, nos postos, não é imediato e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

Na semana passada, os preços dos combustíveis nos postos voltaram a recuar, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo o levantamento da agência, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 0,4%, a R$ 3,808. O preço do litro do diesel caiu 0,7% no período, para R$ 3,077.

Fonte: G1

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