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Edição 20237 de 29/06/2020

Destaque

01 - Setor de máquinas agrícolas já enxerga luz no fim do túnel


Impulsionado pelo agronegócio, mais uma vez o setor de máquinas agrícolas dá mostras de sua capacidade de se destacar do panorama da indústria nacional, a exemplo do ocorrido em outros momentos de crise. Já se ouve de alguns fabricantes que a recuperação talvez seja mais rápida que a prevista anteriomente, pelo menos neste setor industrial, para esta crise provocada pela pandemia de Covid-19.

Esta é, por exemplo, a análise de Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture, em live promovida pela Consultoria Safras, no último dia 25 de junho. “Estou bem otimista. Está melhor do que em projeções anteriores e a tendência é de recuperação mais rápida do que imaginávamos”, comentou.

De acordo com o executivo, após um período de temores, o varejo tem reagido nas vendas de máquinas e agora já estariam em patamares normais, devendo fechar 2020 no mesmo patamar de 2019. “Já o atacado enfrentou um pouco mais de dificuldades, mas também hoje vive um aquecimento e deve fechar com desempenho de 5% a 10% abaixo de 2019 neste ano de pandemia”, disse.

Os números do setor no mercado interno justificam essa postura mais otimista. Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, lembra que antes da pandemia o mercado estava bem aquecido. “Com o advento da Covid-19, houve um período de acomodação das expectativas futuras - em abril havia muita dificuldade de enxergar o real impacto da pandemia”, diz, acrescentando que “passado este período, o mercado voltou bem, considerando a enorme dificuldade de realização do processo de compra e venda com o vírus em circulação”.

Bastos lembra que o faturamento das associadas cresceu 6,5% no primeiro trimestre. “Em abril e maio as vendas caíram em torno de 10%, mas no acumulado do ano o faturamento está positivo em 2%. A perspectiva para o mês de junho também é de queda devido ao esgotamento dos recursos do Moderfrota, a principal linha de financiamento de máquinas agrícolas”.

Em sua opinião, para o segundo semestre, a perspectiva é a de um mercado normal para o período. “Não havendo grandes surpresas, o ano de 2020 deve fechar bem próximo da estabilidade, com pequenas variações de queda ou de crescimento”, disse Bastos, dias antes do anúncio do Plano Safra 2020-2021.

Opinião semelhante tinha Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea - Máquinas Agrícolas e Rodoviárias, no início de junho. “As projeções para 2020 dependem muito do Plano Safra. Nossas novas projeções serão feitas com base no anúncio do Plano, não só no que se refere às condições e volume para financiamento, mas também quando estará efetivamente operacional”, disse.

O balanço de maio do segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias, divulgado no início de junho pela Anfavea, mostra que as vendas de máquinas agrícolas no mercado interno atingiram 3,9 mil unidades em maio, o que representa alta de 23,3% na comparação com maio do ano passado e de 61% na comparação com abril. De janeiro a maio, as vendas totalizaram 15,7 mil unidades, alta de 0,9% sobre igual período de 2019.

Porém, as exportações caíram 39,4%, na comparação entre os meses de maio de 2020 e de 2019; no acumulado do ano, a queda foi de 31,1%. Esses números refletiram na produção do setor, também afetada pela paralisação das atividades nos meses de março e abril, que registra desempenho abaixo do verificado no ano anterior: - 29,5% no que se refere a maio e de - 22,5% no acumulado do ano.

PLANO SAFRA 20/21 - No dia 17 de junho o governo lançou o Plano Safra 2020/2021. Os valores e taxas de financiamento não chegaram a encantar a indústria, mas não foram de todo decepcionantes, tendo em vista o quadro atual. “Diante da conjuntura que estamos vivendo e as dificuldades orçamentárias do Tesouro Nacional por conta dos gastos inesperados que estão sendo feitos devido à crise atual, a minha avaliação é que temos um bom Plano Safra”, afirmou Wilson Vaz de Araújo, diretor do Departamento de Crédito e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em webinar promovido pela ABIMAQ.

Araújo informou que o Plano Safra contará com R$ 236,3 bilhões de recursos para crédito rural, aumento de R$ 13,5 bilhões sobre o montante do plano anterior. Desse total, para o financiamento de máquinas e equipamentos, serão destinados R$ 11,8 bilhões, sendo R$ 9 bilhões para o Moderfrota e R$ 2,8 bilhões no Pronaf Mais Alimentos. A taxa de juros do Moderfrota caiu um ponto percentual em comparação ao plano anterior, de 8,5% para 7,5%. Os financiamentos podem ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021.

“Nos últimos 12 meses esse segmento teve vendas da ordem de R$ 30 bilhões e estimamos que 4 milhões [de agricultores] não conseguiram ter acesso ao financiamento e financiou a juros de mercado, que é mais caro”, comentou Bastos, da Abimaq. “Além disso, o ministério está deixando de lado o grande agricultor, que ficará sujeito a juros mais altos, de mercado”, disse, acrescentando ainda o fato de que, quando se esgotam os recursos (como ocorreu este ano), “as indústrias ficam paradas e o empresário não consegue recuperar os negócios perdidos”.

Fonte: Usinagem Brasil

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02 - Bruno Galhardo, da ABIMAQ: país precisa de política industrial


Ainda baqueada pela crise de 2014, a indústria de bens de capital para o setor de óleo e gás atravessa nova baixa devido à pandemia de Covid-19. Em entrevista ao PetróleoHoje, o recém-nomeado presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais, Offshore e Onshore da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSENO/Abimaq) e gerente de Marine & Offshore da Roxtec Latin America, Bruno Galhardo, analisa o futuro do setor, a política de conteúdo local e as oportunidades que surgem a partir dos descomissionamentos antecipados.

Como o senhor avalia o cenário para a construção naval offshore em meio às reduções de investimentos por parte das petroleiras?

O mercado de construção naval no Brasil foi fortemente atingido pela pandemia de Covid-19 e a redução no preço do barril do petróleo. O mercado já vinha cambaleando devido à falta de leilões de anos anteriores, mas via sinais de recuperação nos últimos anos com a vinda de grandes IOCs e crescente investimento da Petrobras em exploração. De alguns anos para cá, o mercado de construção concentra-se na fabricação de módulos, integração e comissionamento, já que a grande maioria dos projetos teve sua efetiva construção na China. Praticamente um terço de todos os FPSOs operando no mundo estão no Brasil (cerca de 50). Isso mostra a força e a relevância do país nesse mercado, e a perspectiva é que os investimentos sejam retardados, mas não cancelados.

Qual a situação atual das associadas da ABIMAQ? Houve redução de postos de trabalho e queda nas receitas?

Em abril, a indústria de máquinas e equipamentos registrou queda de 27% em seu faturamento. Isso anulou todo o crescimento acumulado pelo setor no primeiro trimestre de 2020, que passou a acumular queda de 6,5%, em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com consultorias internacionais, a demanda global por serviços de campos petrolíferos (oilfield services – OFS) cairá 25% este ano, e já sentimos o crescente número de demissões, principalmente em empresas prestadoras de serviços. Outro ponto preocupante diz respeito à hibernação de 62 plataformas da Petrobras. Isso foi um baque grande, pois a venda de peças e serviços ajudam a movimentar a já combalida indústria de óleo e gás. Nossa visão é que o momento, agora, é de reavaliação dos projetos e enxugamento de custos, principalmente pelo fomento a atividades remotas e home-office, visando à preservação dos empregos.

Que medidas as associadas estão tomando para se recuperar? Há algum tipo de auxílio governamental ou incentivo via BNDES?

Como incentivos do governo, destaco a possibilidade de suspensão do funcionário por pelo período de 90 dias, com parte dos salários pagos pelo governo e estabilidade por igual período após o retorno e possibilidade de negociação para redução de carga horária/salário. Isso foi visto com bons olhos pelo empresariado, pois diminui o desemprego. O BNDES expandiu a oferta de capital de giro para empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões e intensificou o crédito a cadeias produtivas em que a grande empresa atua como âncora, repassando o crédito às empresas menores, com taxas menores. Contudo, diante do cenário de crise, acreditamos que, além das medidas internas adotadas pelas empresas, como a redução de custos, a indústria necessita de políticas públicas de curto prazo para minimizar os impactos sobre a demanda e a oferta mencionados, ou seja, ações que envolvem crédito, carga tributária, infraestrutura, governança da cadeia produtiva, gestão de custos e questões trabalhistas.

Em 2016, a dívida de especialistas contratados pela Petrobras com as associadas da Abimaq chegou a mais de R$ 500 milhões. Esses débitos ainda existem? Qual a situação das negociações?

Não posso responder por todas as empresas que estavam passando por essa situação, mas sei muitas ainda não receberam, inclusive a minha. Buscamos acordos judiciais para viabilizar os pagamentos, mas, mesmo assim, o passivo ainda existe. Muitas empresas optaram por lançar perda contábil e “esquecer” o assunto, após incansáveis tentativas de negociação. Certamente isso deixou uma imagem péssima para o setor e bastante descontentamento para a cadeia de fornecimento nacional e para as matrizes estrangeiras, no caso de empresas multinacionais.

A flexibilização das regras de conteúdo local nos últimos anos afetou a indústria?

Com certeza traz prejuízos à indústria nacional, deixando latente que o Brasil não é competitivo, por diversos aspectos. Defendo fortemente que uma política de conteúdo local seja implementada com início e fim pré-determinados. E que, nesse período, outras ações sejam tomadas para que, após finda essa fase, a indústria não precise mais de conteúdo local para se fazer presente e competitiva nacional e internacionalmente. A reforma tributária seria o maior dos desafios a serem vencidos para o fortalecimento da indústria nacional. Não há dúvida de que temos empresas preparadas para desenvolver qualquer projeto no Brasil, como empresas de engenharia, especialistas, estaleiros, entre outros.
O senhor acredita na implementação de políticas de conteúdo local pelo governo ou outras medidas que possam estimular a indústria nacional?

A palavra da moda é “economicidade”. Não vejo que a simples implementação de conteúdo local seja uma solução perene. Para que o modelo funcione, atrelada a ela é preciso existir uma política forte para que nossa indústria local seja competitiva de verdade, criando condições para que sejamos relevantes inclusive no mercado externo. O que se deve perceber é como transformar a construção nacional “economicamente atrativa” para as NOCs e IOCS. Vivemos em um mundo globalizado, e há enorme competição em todos os segmentos da cadeia. EVTEs [estudos de viabilidade técnica e econômica] são cada vez mais relevantes para tomada de decisão. Países asiáticos têm custo de mão de obra e matéria prima muito mais baratos que nós, sem falar no custo tributário.

A ABIMAQ discute ações para fomentar as atividades industriais associadas à indústria de óleo e gás?

Sim, esse é um papel muito importante da Abimaq e do Conselho de Óleo e Gás, em seu comitê tributário. Atualmente o conselho trata de questões que envolvem o Repetro-Industrialização e o Recof [ Regime de Entreposto Industrial sob Controle Aduaneiro Informatizado], além de dar suporte aos associados nos contratos de fornecimento à Petrobras durante a pandemia e fortalecer a política de conteúdo local junto à ANP. A Abimaq também defende, no âmbito legislativo, ações de política pública para fortalecimento de todos os segmentos industriais brasileiros.

A crise pode acelerar atividades de descomissionamentos offshore. Os estaleiros brasileiros estão preparados para receber essa demanda?

Esse é um mercado muito interessante para um nicho da cadeia, principalmente os estaleiros e empresas de serviço, que, pelo que percebo, já estão se preparando. Estimam-se mais de R$ 26 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos na contratação de serviços para arrasamento e abandono de poços, retirada de equipamentos e recuperação de áreas, entre outros. Instituições de referência no assunto, como a Sobena [Sociedade Brasileira de Engenharia Naval], da qual sou membro, desenvolvem estudos sobre o tema e farão webinars para elevar o nível da discussão.

Como o senhor avalia as novas regras de descomissionamento publicadas pela ANP?

A resolução ANP 817/2020 [que dispões sobre o descomissionamento de instalações de E&P] é um marco para a indústria, pois a modernização e a simplificação dos procedimentos proporcionarão oportunidades de novos negócios e mais investimentos no país. Acredito que existam muitas questões técnicas que ainda precisam ser debatidas e entendidas, principalmente com relação aos equipamentos subsea e à deterioração dos materiais no longo prazo. O grande desafio das empresas será a criação e adequação ao PDI (Plano de Descomissionamento de Instalações) único para ANP, Marinha e Ibama, pois existe um custo para a empresa se adequar às regras, e em contrapartida, é necessária uma previsão de receita que justifique tais investimentos. Outro ponto diz respeito ao correto entendimento ambiental, pois o conceito de descomissionamento engloba a destinação ambientalmente adequada de materiais, resíduos e rejeitos, além da recuperação ambiental da área e, ao meu ver, ainda não há profundo conhecimento sobre todas as variáveis ambientais envolvidas.

Fala-se muito sobre a necessidade de automação nas atividades industriais, evidenciadas pelas medidas de isolamento social e redução de efetivo em razão da pandemia. Como o senhor vislumbra o futuro da indústria de equipamentos navais e offshore?

Hoje vivemos uma “guerra” contra a Covid-19 ,e o lado positivo disso tudo é que descobrimos que é possível trabalhar remotamente, com a tecnologia que usávamos antes. A tão comentada indústria 4.0 já é uma realidade, e a convergência IT/OT [Tecnologias da Informação/ Tecnologias de Operação] estão sendo aplicadas a diversos campos industriais e estão cada vez mais presentes no mercado offshore. Outros assuntos estão vindo à tona no Brasil, como projetos de eólica offshore e conversão de navios em SOVs [embarcações de serviços de operação] para atendimento desses projetos, bem como investimentos em captura e armazenamento de carbono (CCS). As empresas que já enxergaram isso e estão se mexendo rapidamente. Vejo com bons olhos os desafios que empresas lançam para que startups possam apresentar soluções inovadoras; estamos democratizando o acesso à tecnologia. O grande risco que vejo são para as empresas e profissionais que não se adaptarem à nova realidade, pois isso certamente os levará a obsolescência.

Fonte: Brasil Energia

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03 - A indústria precisa ser priorizada


A pandemia da Covid-19 impactou fortemente a indústria brasileira; em um momento onde começava a apresentar sinais de recuperação. Analisando o resultado da pesquisa "Indicadores Conjunturais da Indústria Brasileira de Máquinas e Equipamentos" referente ao mês de abril de 2020, juntamente com os dados da sondagem realizada no nosso setor sobre os impactos da Covid-19, os números deste mês vieram fortemente influenciados pelas restrições impostas pela pandemia.

Em abril/2020 a indústria de máquinas e equipamentos registrou queda de 27% no seu faturamento. Isto anulou todo o crescimento acumulado pelo setor no primeiro trimestre de 2020 que passou a acumular queda de 6,5%, em relação ao mesmo período de 2019.

O recuo ocorreu tanto nas vendas realizadas no mercado interno (-28,5%) quanto no mercado externo (-41,6%) na análise interanual.

A sondagem que fizemos no início do mês de maio, no entanto, revelou que as empresas têm observado restrições de abastecimento, mas que este não é o fator preponderante para a redução da atividade durante este período de quarentena.

O que tem levado alguns fabricantes de máquinas e equipamentos a paralisarem ou reduzirem suas atividades são outros fatores: cancelamento ou adiamento de projetos de investimento unilateralmente por parte dos seus clientes em razão da incertezas de ordem política e econômicas e a restrição da mão de obra em razão das políticas de afastamento adotadas pela própria empresa.

Diante deste cenário de crise, acreditamos que além das medidas internas adotadas pelas empresas, a indústria necessita de políticas públicas de curto prazo para minimizar os impactos sobre a demanda e a oferta mencionados, ou seja, ações que envolvem crédito, carga tributária, infraestrutura, governança da cadeia produtiva, gestão de custos e questões trabalhistas.

Com relação às políticas de longo prazo destacamos os seguintes desafios estruturais pelo lado da demanda: estabelecer dinâmica de crescimento sustentável, manter e criar empregos, políticas fiscais e tributárias harmonizadas com políticas monetárias, regime macroeconômico coerente com desenvolvimento. Do lado da oferta, para além de reduzir o Custo Brasil necessitamos de descentralizar o sistema financeiro, melhorar o suporte às pequenas e médias empresas, desonerar o investimento produtivo, financiar a modernização do maquinário nacional, reduzir burocracia, financiar as exportações e fortalecer o sistema nacional de inovação tecnológica.

Em contrapartida, a pandemia também revelou um lado positivo da indústria, a capacidade de responder rapidamente às dificuldades enfrentadas, o que poderá levar a uma transformação digital sem precedentes e sem volta. Uma tratativa inteligente da crise requer soluções ágeis e embasadas que prezem pelo entendimento entre funcionários, clientes, fornecedores e demais agentes da cadeia produtiva. Junto a sociedade, uma cooperação em torno de um objetivo comum de superação das dificuldades sanitárias, econômicas, políticas e sociais. Que estes aprendizados se multipliquem e orientem a nossa retomada pós pandemia.

Porque será necessário, findada a crise, estimular a demanda. Dificilmente este papel será exercido pelo setor privado após longo período de descapitalização.

O Governo precisará urgentemente retomar os investimentos públicos nas obras de infraestrutura, que estão paradas deste o início da crise da “Operação Lava Jato”, priorizando aquelas que já não dependem mais de projetos ou de licenciamentos. Também precisará priorizar a aprovação do Marco do Saneamento e do novo Marco Legal das PPP e concessões públicas para abrir espaço a iniciativa privada investir.

São medidas que, se bem coordenadas, poderão garantir a sustentabilidade das empresas e famílias durante a crise e alavancar os investimentos intensamente, tão logo a crise chegue ao fim.

João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.

Fonte: Ubaweb

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Comércio Internacional

01 - Dólar abre a semana em queda, mas segue negociado acima de R$ 5,40


O dólar opera em queda nesta segunda-feira (29), após fortes ganhos na semana passada, acompanhando o movimento de queda da divisa norte-americana no exterior e refletindo o fim de semana calmo para a política brasileira, mas continuava sendo negociado acima do patamar de R$ 5,40.

Às 10h43, a moeda norte-americana caía 0,33%, a R$ 5,4431. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 2,34%, a R$ 5,4609, acumulando alta de 2,7% na semana. Foi a terceira semana consecutiva de ganhos frente ao real, depois de chegar a cair abaixo de R$ 5 no início do mês. Na parcial do mês, o avanço é de 2,77%. No acumulado de 2020, a alta está em 36,77%.

Nesta segunda-feira, o Banco Central fará leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021, destaca a Reuters.

Cenário local e externo

Lá fora, prevalece a cautela nos mercados à medida que os investidores evitam apostas mais arriscadas em meio ao ressurgimento dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos e em outros países.

Dados divulgados nesta segunda-feira, porém, mostram que a recuperação da confiança econômica na zona do euro se intensificou em junho após retomada modesta em maio, com melhora em todos os setores. A confiança geral subiu a 75,7 pontos em junho de 67,5 em maio, ainda aquém das expectativas do mercado de 80,0 e bem abaixo da média de 100 desde 2000.

Na cena doméstica, os economistas do mercado financeiro voltaram a piorar as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. A projeção passou de uma retração de 6,50% para 6,54%, segundo o boletim "Focus" do Banco Central. . Os analistas também passaram a prever um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 2,25% ao ano. A nova estimativa é de que a taxa encerre o ano em 2%.

Além da maior incerteza econômica e temores de uma segunda onda global de contágio por coronavírus, a redução da Selic a mínimas históricas é apontada por analistas como fator de impulso para o dólar, uma vez que torna rendimentos locais atrelados aos juros básicos menos atraentes.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Mercado piora previsão para o PIB de 2020 e vê novo corte nos juros


Após uma trégua na semana passada, os economistas do mercado financeiro voltaram a piorar as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020.

A projeção passou de uma retração de 6,50% para 6,54%. Os analistas também passaram a prever um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 2,25% ao ano. A nova estimativa é de que a taxa encerre 2020 em 2%.

Os números fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC). O levantamento foi feito na semana passada e ouviu mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi medida em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia global e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

Em 13 de maio, o governo brasileiro estimou uma queda de 4,7% para o PIB de 2020, tendo como base a perspectiva de que as medidas de distanciamento social terminariam no fim de maio.

O Banco Mundial prevê uma queda de 8% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 9,1%.

Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira.

Para o próximo ano, a previsão do mercado financeiro para o crescimento do PIB permaneceu estável em 3,50%.

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020, de 1,61% para 1,63%, .

Se a previsão for confirmada, será o menor patamar da inflação desde o início da série histórica do IBGE, em 1995. O menor nível já registrado foi em 1998 (1,65%).

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Novo corte nos juros

O mercado também passou a prever um novo corte na taxa básica de juros da economia, a Selic, que atualmente está em 2,25% ao ano. A previsão dos analistas é de que a taxa caia para 2% até o fim de 2020.

Para o fim de 2021, a expectativa permaneceu estável em 3% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.
Outras estimativas

Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.

Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 foi elevada para US$ 53 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado continuou em US$ 55 bilhões de superávit.

Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, foi reduzida para US$ 57,50 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas também foi cortada, para US$ 72,5 bilhões.

Fonte: G1

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Industria

01 - Caixa começa a depositar saque emergencial do FGTS nesta segunda


A liberação do dinheiro será feita para todos os trabalhadores que tenham saldo em contas ativas ou inativas no FGTS até o limite de R$ 1.045 de acordo com o mês de nascimento. Se você tiver R$ 500 no FGTS, poderá sacar esses R$ 500 e se você tiver R$ 500 mil, terá acesso aos R$ 1.045. Cada trabalhador terá direito a um saque, independentemente do número de contas.

A conta social digital é aberta automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores. A movimentação do valor do saque emergencial poderá, inicialmente, ser realizada por meio digital com o uso do aplicativo Caixa Tem.

Após o crédito dos valores na poupança social digital, é possível pagar boletos ou contas, ou utilizar o cartão de débito virtual e QR code para fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos, por meio do aplicativo Caixa Tem.

A partir da data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, também de acordo com o mês de nascimento, os trabalhadores podem transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou realizar o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas, utilizando o código que deve ser gerado no aplicativo Caixa Tem.

Ao todo, são mais de 60 milhões de brasileiros com contas do FGTS, dos quais 20 milhões não têm conta em banco. A medida deve injetar até R$ 36,2 bilhões na economia. Para 30,7 milhões de cotistas, a liberação fará com que a conta do FGTS fique zerada.

O governo anunciou o saque emergencial por meio da Medida Provisória 946, em função da pandemia do coronavírus. O plano inicial era de fato que o pagamento fosse liberado na em 15 de junho, conforme prevê a Medida Provisória 946, e para todos os trabalhadores. No entanto, problemas operacionais fizeram a Caixa ter de adiar o início da liberação dos recursos.

Como consultar o valor

Os trabalhadores podem consultar o valor que vão receber por meio do aplicativo do FGTS ou pelo Internet Banking da Caixa.

No aplicativo FGTS, você precisa baixar o app, selecionar a opção "cadastre-se" e preencher todos os dados solicitados: CPF, nome completo, data de nascimento e e-mail. Depois, deve cadastrar uma senha de acesso, numérica, com seis dígitos.

Para quem já usava o aplicativo, pode repetir o mesmo número de senha que usava antes. Se você é cliente da instituição financeira, pode acessar o extrato do FGTS no internet banking no computador ou no aplicativo Caixa pelo celular ou tablet.

No site da Caixa (na opção Saque Emergencial FGTS), o trabalhador precisa informar o número do CPF ou do NIS (Número de Identificação Social). Depois será preciso informar a senha internet, que é a mesma senha que o trabalhador usa para acessar seu extrato no site da Caixa. Caso não lembre, terá de escolher entre recuperar ou cadastrar nova senha.

Bom lembrar que o NIS (também chamado de NIT) e o PIS/Pasep são o mesmo número, a diferença é que eles são gerados em bases de dados diferentes. Veja aqui como consultar seu número do NIS, NIT e PIS/Pasep.

Vencida a etapa senha, o sistema pede que o usuário informe um número de telefone celular para envio de informações por SMS. Posteriormente, o site exibe o saldo de uma ou mais contas até o limite de R$ 1.045.

Na última etapa - todas as informações aparecem na mesma página - o sistema informa a data em que o dinheiro será depositado na conta poupança social digital e o valor que você terá direito até um salário mínimo. Nesta fase, o trabalhador poderá cancelar o depósito clicando em "Não quero receber".

Mesmo depois que o dinheiro for depositado, o trabalhador poderá desfazer o depósito. E caso o beneficiário não movimente o dinheiro na Poupança Social Digital até 30 de novembro, o valor retorna à conta do FGTS.

Fonte: G1

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Setor

01 - ANP dá autorização para BR Distribuidora comercializar gás natural


A BR Distribuidora informou nesta segunda-feira (29) que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a atividade de comercialização de gás natural em todo o território nacional.

A autorização já está em vigor. A BR argumenta que a comercialização de gás natural está alinhada ao seu plano estratégico.

“A companhia está atenta às oportunidades que serão geradas pela abertura desse mercado. Esse movimento está alinhado à gestão de portfólio, que é uma das dez iniciativas anunciadas pela companhia, logo após a sua privatização”, diz a empresa.

A empresa diz que esse é apenas um passo de “muitos necessários para viabilizar a efetiva atuação como comercializador de gás”, entre os quais destacam-se a regulamentação da figura do consumidor livre nos estados e definições regulatórias acerca do acesso aos gasodutos de transporte.

Fonte: G1

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