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Edição 20277 de 14/08/2020

Destaque

01 - Associações defendem importância da APEX para a indústria brasileira


A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) corre o risco de perder sua principal fonte de recursos a depender de uma ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte decidirá, em breve, se a cobrança de 0,3% da folha de pagamento das empresas é constitucional ou não. Diante disso, o Fórum Nacional da Indústria (FNI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reuniu mais de 100 representantes empresariais nesta quinta-feira pela manhã, defendeu o papel da APEX. O presidente da instituição, o contra-almirante Sérgio Segóvia, participou da reunião.

De acordo com Segóvia, em 2019, a Apex apoiou mais de 14 mil empresas, sendo mais da metade da indústria de transformação, além disso as ações da agência contribuíram para 35,5% ou US$ 46,5 bilhões das exportações brasileiras. A APEX mantém 53 projetos setoriais e convênios com 27 entidades ligadas à indústria.

“A promoção da imagem do Brasil no exterior é dividida entre SECOM e Embratur. Mas a Apex se utiliza da boa imagem do Brasil para poder vender os produtos brasileiros. Desta forma, me sinto na obrigação de apoiar quem tem essa tarefa”, afirma Segóvia.

Saiba o que disseram os empresários:

José Veloso, presidente da ABIMAQ

O convênio com a Apex e a ABIMAQ completou 20 anos este ano. Temos vários associados que afirmam que um dos poucos recursos tributados no Brasil que retornam é o dinheiro que vai para a Apex. Temos uma grande preocupação com a imagem do Brasil no exterior, principalmente em função da questão ambiental, porque as informações não são corretas. Temos uma realidade que precisa ser melhorada, mas não é tão ruim como tem sido colocado.

Reinaldo Sampaio, presidente da ABIROCHAS

Somos líder de exportação devido a relação com APEX e a estratégia acertada e o apoio que temos. Falo em apoio de ideias, de conhecimento e não de dinheiro. Nosso setor é o exemplo da importância e do êxito da agência, por isso deixo a nossa preocupação com a ameaça à fonte de recursos da entidade.

João Dornellas, presidente da ABIA

Nós temos muito associados na ABIA, muitos colegas que confirmam que, se tem um dinheiro bem empregado é esse que vai para a APEX, porque ela traz resultado para o País. O setor de alimentação, neste primeiro semestre, exportou US$ 17,6 bilhões, um saldo comercial de US$ 15,3 bilhões. E, posso garantir, que temos muito a agradecer a Apex e a parceira de primeira ordem por essa conquista.

Humberto Barbato, presidente da ABINEE

A pandemia mostrou a vulnerabilidade das cadeias globais de valor. O setor eletro eletrônico viu a quebra na sua cadeia de suprimento nos primeiros dias da pandemia. O que ficou claro é a oportunidade para o setor eletroeletrônico do Brasil de ocupar o lugar um lugar de destaque aqui dentro e no exterior. E a APEX tem o papel importante na atração de investimento que não podemos perder.

Maristela Cusin Longhi, presidente da Abimóvel

No nosso setor, temos empresas que registram crescimento de quase 8% de suas exportações. Como isso foi possível? Com o trabalho da Abimóvel com a Apex-Brasil. Por isso, somos parceiros para vencer esse processo que está no STF. A Apex também tem sido uma grande parceira. Com o apoio da Apex, a Abimóvel aderiou ao Rede Brasil do Pacto Global da ONU, dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o que só reforçou a agenda de responsabilidade do setor. Com a Apex, estamos criando novos projetos e outros projetos virtuais. Temos trabalhado bastante para colocar o móvel brasileiro no mundo.

Fernando Pimentel, presidente da ABIT

Posso dizer quer 34% dos associados da ABIT exportaram em 2019. Em 2020 estamos avançando muito no virtual e preço médio passou US$ 12 para US$ 33 dólares por quilo de vestuário. Temos 35 mil empregos que são preservados em função das exportações e pelo apoio da APEX. Dessas empresas que exportam, 45% são empresas de pequeno e médio porte.

Ricardo Santin, presidente da ABPA

Vou dar um exemplo. Fizemos um projeto setorial de branding em parceria com a APEX com branding para a carne de frango. Atualmente, o frango premium brasileiro é US$ 100 o seu equivalente americano na África. Imagina um frango na categoria premium? Só é possível porque temos um bom trabalho.

João Carlos Basílio, presidente da ABIHPEC

A Apex tem uma grande relevância para os resultados para que atingimos e para os patamares que pretendemos chegar.

Márcio Bosio, diretor institucional da ABIMO

Em função da pandemia, o setor de dispositivos médicos teve uma queda de 9%, até porque alguns produtos tiveram a exportação suspensa para atender o SUS. E atendemos com muito prazer. Agora estamos buscando parceria para ampliar nossos mercados. Estamos com uma parceria com o setor de defesa biológica e estamos participando de uma campanha “Saúde feita no Brasil” para atrairmos a investimentos. Queremos nos aproximar de organismos internacionais na área de saúde para poder chegar em outros mercados e, essa aproximação, só é possível com o apoio da APEX.

Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq

Meu mundo é diferente. É o mundo do brinquedo e da fantasia. Em outubro, esperamos uma aumento das vendas, principalmente com a reclusão doméstica e as fábricas estão trabalhando. Estamos desenhando uma burca, porque queremos ir para Dubai. Mas é preciso que a APEX nos leve para o mundo árabe, porque até vamos sozinhos, mas não conseguimos destravar as negociações.

Haroldo Ferreira, presidente Abicalçados

Neste momento de extrema fragilidade das nossas indústrias, a agência é fundamental para a recuperação da indústria pós-pandêmia.

Fonte: CNI, APEX

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02 - Demanda por alimentos ajuda na recuperação do setor de máquinas agrícolas


Em meio à demanda por alimentos no mercado interno e exportações maiores, principalmente para a China, a produção no campo tem registrado bons resultados, o que deixa a indústria de máquinas agrícolas com boas perspectivas para 2020. Entre março e abril, quando diversas fábricas fecharam as portas temporariamente por conta da pandemia do coronavírus, o setor chegou a prever uma queda de 10% para o ano. No entanto, a reação do segmento da alimentação animou a indústria.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mantém a perspectiva de crescimento de 3% para o ano, o que representaria vendas em torno de 45 mil unidades - foram 43,9 mil em 2019. Já a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) entende que a expansão pode chegar a 5%.

A projeção é baseada no resultado dos dois últimos meses. Segundo balanço da Anfavea, divulgado nesta sexta-feira (7/8), as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias registraram aumento de 15% em julho, com 4.509 unidades, 608 a mais sobre o mês anterior. O número do último mês representa crescimento similar na comparação com julho de 2019 (14,4%), quando foram produzidas 3.941 unidades.

Para o vice-presidente de agronegócios da Anfavea, Alfredo Miguel Neto, além da demanda chinesa aquecida, o anúncio do Plano Safra no último mês deu mais segurança para investimentos por parte dos agricultores.

"O desembolso no Plano Safra cresceu 50% em relação ao ano passado, para R$ 24 bilhões. Em abril e maio, faltaram recursos para o financiamento de máquinas. isso teve um impacto, simultaneamente, com o início da pandemia, quando houve um momento de maior preocupação sobre crise. Hoje, a situação é mais estável", diz o executivo.

Entre janeiro a julho, foram comercializadas 24,142 mil máquinas agrícolas, aumento de 1,3% sobre o mesmo período do ano passado. As vendas registradas pela Anfavea, no entanto, não significam necessariamente mais máquinas no campo, mas uma quantidade maior de unidades para a comercialização nas concessionárias. "Entretanto, claro que uma coisa puxa a outra. Quando você está com o concessionário vendendo mais na ponta, significa demanda mais aquecida por parte do produtor", avalia Miguel Neto.

Sinal da perspectiva mais positiva é que a produção teve uma expansão. Apesar da queda de 6,7 mil unidades na produção de máquinas agrícolas nos sete primeiros meses do ano (-21,5%), entre junho e julho a expansão foi de 53,8%, com 1,8 mil unidades a mais fabricadas no último mês, para o total de 5,1 mil máquinas - outro sinal de expectativa positiva.

"Há uma conscientização, por parte do produtor, que ele precisa ser cada vez mais competitivo. Com isso, ele reduz os custos e tem um aumento de competitividade”, pontuou o executivo da Anfavea.

Faturamento maior

Mesmo com os efeitos da pandemia, com paralisação de unidades produtoras e a dificuldade em importar componentes nos meses de março e abril, a indústria de máquinas registra acréscimo na receita em 2020. Segundo dados da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da ABIMAQ, o faturamento entre janeiro e junho foi 6,5% maior em relação aos seis primeiros meses de 2019, com R$ 8,2 bilhões. Em junho, a expansão foi de 21,4% sobre maio e de 14% sobre o mesmo mês do ano passado, para R$ 1,7 bilhão.

“Houve uma grande valorização do dólar. Na prática, isso eleva os preços dos insumos, mas também aumenta o preço da soja, milho, café e algodão e oferece uma rentabilidade muito boa ao produtor, que está confortável para fazer investimentos”, avaliou Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA.

O desempenho dos segmentos de máquinas agrícolas acabou indo na contramão da indústria, de uma forma geral, que sofreu retração de 8,5% no primeiro semestre, e de 12,4% em junho na comparação com o mês anterior.

"O agronegócio se diferenciou porque é um setor que não parou. O pessoal de grãos está em recuperação. Com o aumento na demanda por proteínas, os embarques por grãos e carnes foram maiores. É algo fora da curva", disse Bastos.

De acordo com os executivos consultados pela Globo Rural, foi necessária uma adaptação do setor por conta do cancelamento das feiras do agronegócio neste ano. Esses eventos concentram boa parte dos lançamentos de máquinas e movimentam bilhões em todo o país.

Para o vice-presidente de agronegócios da Anfavea, as montadoras procuraram apoiar os produtores para estreitar o relacionamento durante a pandemia. “As feiras não resultam, necessariamente, no aumento das vendas. Mas é um canal de contato pessoal e relacionamento. No começo da pandemia, muitas indústrias pararam 20 dias. Os concessionários continuaram apoiando os produtores que estão no campo, mas virtualmente”, explicou Alfredo Miguel Neto.

Segundo o presidente da CSMIA, um efeito prático da suspensão das feiras foi a redução de 16% nos pedidos em carteira em maio e de 22% em junho. Em junho de 2019, por exemplo, eram 8,1 semanas de pedido em carteira ante 6,8 semanas no mesmo mês deste ano. "Como as feiras não aconteceram, a carteira encurtou porque são pedidos para médio prazo. É um resultado bem atípico. Eu nunca presenciei a queda nas carteiras e o aumento nas vendas", admite Pedro Estevão Bastos.

Exportações aquecidas

Já as exportações tiveram retração de 32,8% entre janeiro e julho, com 5 mil unidades, 2,5 mil a menos do que no mesmo período de 2019, de acordo com a Anfavea. Mas as 856 máquinas exportadas no último mês representam aumento de 39,4% sobre junho.

“Houve um crescimento. Isso se deve basicamente às exportações para a Argentina. A demanda no setor agro também esteve aquecida no país vizinho, que, assim como o Brasil, foi puxada pela China. Isso nos possibilitou aumentar as exportações de máquinas para a Argentina, com expansão em torno de 58%”, disse Miguel Neto.

Entre as associadas da Abimaq, a receita cresceu de 3,7% com as vendas externas no primeiro semestre, para o total de US$ 347 milhões. "É um resultado tímido, mas ajuda no desempenho do setor e na manutenção dos empregos", avaliou o presidente da CSMIA.

Fonte: Globo Rural, Safra ES

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03 - A urgência da reforma tributária


*João Carlos Marchesan

No Brasil, o debate sobre a necessidade de uma reforma tributária ocorre há décadas. Neste interim presenciamos inúmeras alterações do sistema na tentativa de melhorar alguns aspectos da legislação tributária brasileira, mas que no fundo vieram para desconfigurar a estrutura original sem trazer ao país melhoria de eficiência necessária.

Atualmente o sistema tributário é um dos principais entraves à competitividade mais elevada da indústria brasileira.  O Brasil possuí um modelo altamente complexo, composto por um número excessivo tributos, com concentração sobre o consumo, e que exige um alto custo administrativo, – no âmbito do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias, existem 27 legislações – trata-se, portanto, de um grande complicador para os contribuintes, o que aumenta consideravelmente as assimetrias sistêmicas do país.

Além disso, a tributação ocorre na origem, o que abre espaço para política de atração de empresas por meio da concessão de benefícios fiscais, levando a distorções nas decisões de investimentos, permite a cumulatividade, dificulta o acesso a créditos relativos às operações, onerando exportações e investimentos.

Este emaranhado de ineficiências combinado à grave crise que passamos, torna ainda mais urgente uma reforma tributária que possa ajudar o Brasil a retomar o crescimento. Estudos recentes divulgados afirmam que a simples mudança para um sistema tributário mais racional e eficiente, aos moldes do previsto na PEC 45, torna possível o aumento do PIB potencial do Brasil em 20% em 15 anos, em razão principalmente do aumento da produtividade total dos fatores e do aumento dos investimentos.

Assim apoiamos veemente uma reforma que simplifique sobremaneira o atual sistema tributário, e, em especial a tributação sobre o consumo, reduzindo a insegurança jurídica e os custos administrativos tanto por parte dos contribuintes como do fisco, aumentando a competitividade dos bens e serviços nacionais nos mercados interno e externo.

Dentre os diversos modelos de tributação em debate, entendemos que o que melhor atende aos anseios do setor produtivo é aquele estruturado por IVA – Imposto sobre Valor Agregado incidente sobre bens e serviços, composto por regime de crédito financeiro, no qual todo o imposto pago pela empresa gere crédito, que permita exportações e investimentos totalmente desonerados e com garantia da devolução imediata dos créditos. Que simplifique e uniformize regras federais, estaduais e municipais.

A simplificação precisa perseguir a unificação de tributos federais (IPI, PIS, Cofins e CSLL) com estaduais (ICMS) e municipais (ISS) num imposto de valor agregado (IVA). É necessário ainda que o novo modelo entre em vigor de forma rápida já que uma transição longa aumentaria a complexidade, burocracia e custos de administração do sistema. Adicionalmente, é necessário pensar num modelo que mantenha o recolhimento de INSS e contribuição ao Sistema S mas que não onere a folha de salário. Isso permitiria preservar mão de obra, especialmente em períodos de encolhimento das receitas de vendas de bens e serviços.

A hora é agora, precisamos com urgência de uma reforma que garanta ao sistema tributário nacional a simplificação, justiça e transparência desejada por todos os contribuintes.

Os benefícios desta ação são muitos, mas destacamos a expressiva melhora do ambiente de negócios do país em razão da redução dos custos relacionados à administração dos tributos e dos litígios, aumento da segurança jurídica, ampliação da taxa de investimento por conta da redução do custo que ocorrerá nas máquinas e equipamentos ao eliminar a cumulatividade do sistema e garantir o crédito imediato. Todos fatores que permitirão aumento da produtividade, ganho de competitividade da produção nacional, expansão dos investimentos, redução do índice de desemprego e em aumento da renda do país.

*João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

Fonte: Jornal do Comércio do Ceara, Congresso em Foco, Diário do Vale

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Comércio Internacional

01 - PIB da Zona do euro cai 12,1% no 2º trimestre, maior queda desde 1995, confirmam dados oficiais


O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro caiu 12,1% no segundo trimestre em comparação ao trimestre anterior e contraiu 15% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Eurostat, o escritório de estatísticas da União Europeia (UE), confirmando os dados da primeira leitura divulgada no final de julho.

No conjunto dos 27 países da UE, o PIB caiu 11,7% no segundo trimestre perante os três meses anteriores e 14,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Essas foram, de longe, as quedas mais acentuadas observadas desde o início da série histórica em 1995.

O desempenho de abril a junho colocou o bloco econômico em recessão técnica (definida por dois trimestres seguidos de retração). No primeiro trimestre, a economia da zona do euro registrou queda de 3,6%, e a da União Europeia, contração de 3,2%.

Entre os países cujas informações já foram divulgadas, a Espanha registrou a maior contração no trimestre, na comparação com os três meses anteriores: 18,5%. Em Portugal, a queda foi de 13,9%, na França, de 13,8%, na Itália, de 12,4%, e na Alemanha, 10,1%. Já a Polônia teve queda de 8,9% no 2º trimestre e entrou em recessão pela primeira vez desde o fim do comunismo.

O Eurostat também informou que o número de pessoas empregadas caiu 2,8% no segundo trimestre face ao primeiro trimestre na zona do euro. Esta foi a maior queda trimestral no emprego desde que os registos começaram, em 1995. A última queda recorde havia sido registada no primeiro trimestre de 2009, quando recuou 0,8%.

Superávit comercial da zona do euro aumenta com queda de importações.

O superávit comercial da zona do euro com o resto do mundo saltou em junho para 21,2 bilhões de euros uma vez que o recuo das importações de bens do bloco superou a queda das exportações em meio em meio a perdas globais no comércio devido à pandemia de Covid-19.

A Eurostat informou nesta sexta-feira que o superávit comercial de junho foi maior do que o registrado um ano antes, quando o bloco teve saldo positivo de 19,4 bilhões de euros. A leitura também superou a expectativa de superávit de 12,6 bilhões.

O dado foi resultado de uma queda de 12,2% nas importações, o que mais do que compensou o recuo de 10% das exportações, mostraram as estimativas.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Ministério da Economia anuncia substitutos de secretários que pediram demissão


O Ministério da Economia anunciou na noite desta quinta-feira (13) os substitutos de Salim Mattar e Paulo Uebel, secretários especiais que pediram demissão nesta terça (11).

O ministro Paulo Guedes indicou o engenheiro Diogo Mac Cord como novo secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, vaga que era de Salim Mattar.

Mac Cord já fazia parte da ala de secretários, mas comandava a área de Desenvolvimento da Infraestrutura do ministério. Segundo a nota divulgada, o engenheiro tem mestrado em administração pública em Harvard, especializações em investimentos em infraestrutura e regulação do setor elétrico, além de passagens pelo setor privado.

Já a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, antes chefiada por Paulo Uebel, passará ao comando do atual diretor-presidente do Serpro, Caio Andrade. O Serpro é uma empresa pública de tecnologia de informação responsável, por exemplo, pela triagem dos cadastros do auxílio emergencial.

De acordo com o Ministério da Economia, Andrade é "empreendedor em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio", com pós em administração e gestão em Harvard e mestrado na universidade de Duke.

"Liderou mais de 20 processos de M&A (fusões e aquisições). É fundador e conselheiro do Instituto Fazer Acontecer, organização auto sustentável que causa impacto positivo em quatro mil crianças e adolescentes por meio do esporte no semiárido baiano", diz o currículo divulgado pela pasta.

Com a saída de Andrade, o Serpro passará a ser gerido pelo atual diretor Jurídico e de Governança e Gestão da empresa, Gileno Barreto.

O pedido de demissão de Paulo Uebel e Salim Mattar, na terça, foi classificado pelo próprio ministro Paulo Guedes como uma "debandada". Segundo ele, os secretários manifestaram insatisfação com o ritmo lento de projetos centrais para as equipes que comandavam – respectivamente, a reforma administrativa e o pacote de privatizações.

“Se me perguntarem se houve uma debandada hoje, houve”, disse Guedes. "Nossa reação à debandada que ocorreu hoje vai ser avançar com as reformas."

Sobre as privatizações, Guedes disse ter ouvido de Salim Mattar que o "estabilishment" comanda esforços contrários à venda dos ativos do governo.

"O que ele me disse é que é muito difícil privatizar, que o estabilishment não deixa a privatização, que é tudo muito difícil, tudo muito emperrado", declarou Guedes.
Em entrevistas na quarta, Salim Mattar confirmou a opinião. À GloboNews, ele afirmou que as privatizações dependem de "vontade política", e que deixou o cargo por não se adequar à "lentidão" do poder público.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pelo ministério.
Nota à imprensa

Ministro da Economia indica novos secretários especiais

Secretários vão assumir as secretarias especiais de Desestatização, Desinvestimento e Mercados e de Desburocratização Gestão e Governo Digital

O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou os nomes de Diogo Mac Cord para assumir a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados e Caio Andrade para a Secretaria Especial de Desburocratização Gestão e Governo Digital.

Diogo Mac Cord é secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério da Economia. É engenheiro mecânico, mestre em Administração Pública pela Universidade de Harvard, onde se especializou em investimentos de infraestrutura, e doutor em Engenharia pela Universidade de São Paulo (USP), onde se especializou em regulação do setor elétrico. Foi professor e coordenador do MBA do setor elétrico da FGV Management e sócio-líder de governo e regulação da infraestrutura da KPMG no Brasil.

Caio Andrade é atual diretor presidente do Serpro. É empreendedor em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio. Tem formação em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduação em Administração e Gestão pela Harvard University e mestrado em Administração de Empresas pela Duke University.

Liderou mais de 20 processos de M&A (fusões e aquisições). É fundador e conselheiro do Instituto Fazer Acontecer, organização auto sustentável que causa impacto positivo em quatro mil crianças e adolescentes por meio do esporte no semiárido baiano.

A presidência do Serpro será ocupada por Gileno Barreto, atual diretor Jurídico e de Governança e Gestão da empresa. É formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), pós-graduado e mestrando em Direito Tributário Internacional, e possui MBA em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP). Possui vasta experiência em projetos de compliance, na redação de proposições legislativas, em planejamento tributário e suporte jurídico-tributário. Foi consultor de grandes empresas, acumulando uma experiência profissional de 25 anos.

O ministro agradece o trabalho realizado pelos secretários Salim Mattar e Paulo Uebel que deixaram os cargos.

Fonte: G1

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Industria

01 - Número de desempregados diante da pandemia teve alta de 31% em 12 semanas, aponta IBGE


Dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de desempregados no Brasil diante da Pandemia do coronavírus teve alta de 31% em 12 semanas, o que corresponde a um aumento de cerca de 3,1 milhões de brasileiros sem trabalho no país no período.

(Correção: O G1 errou ao informar que o aumento do número de desempregados aumentou em 27% em 12 semanas. A informação foi corrigida às 9h11.).

De acordo com a pesquisa, na penúltima semana de julho havia 12,9 milhões de desempregados no país, 550 mil a mais que na semana anterior, quando esse contingente somava cerca de 12,3 milhões - uma alta de 4% . Na primeira semana de maio, quando teve início o levantamento, esse número era de cerca de 9,8 milhões.

Com isso, a taxa de desocupação ficou em 13,7% na penúltima semana de julho, o que o IBGE considera como estabilidade do indicador em relação à semana anterior (13,1%), mas com alta significativa frente à primeira semana de maio (10,5%).

O levantamento foi feito entre os dias 19 e 25 de julho por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

Fonte: G1

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Setor

01 - Petrobras vai elevar preço da gasolina em 4% na quinta-feira; diesel sobe 2%


A Petrobras vai aumentar os preços do diesel em 2% e os da gasolina em 4% a partir de quinta-feira (13) em suas refinarias.

A elevação do diesel é o sexto movimento consecutivo de alta no valor do combustível mais consumido do Brasil, que tem avançado desde o final de maio, de acordo com dados compilados pela Reuters.

Já o novo reajuste da gasolina ocorre após uma redução de 4% realizada no final de julho, que havia sido antecedida por nove altas seguidas.

Com o movimento anunciado nesta quarta-feira, o preço médio do diesel nas refinarias da Petrobras deverá atingir R$ 1,7336 por litro, maior nível desde meados de março, quando o consumo de combustíveis passou a ser fortemente impactado pelas medidas de isolamento social relacionadas à pandemia de coronavírus.

Já o preço médio da gasolina, segundo os números da Reuters, deve chegar a R$ 1,7213 por litro.

No acumulado do ano, o valor do diesel ainda apura queda de 26%, enquanto o da gasolina tem baixa de cerca de 10%.

Melhora no consumo

O reajuste acontece em momento em que as distribuidoras de combustíveis visualizam uma melhora no consumo, diante das flexibilizações das medidas de quarentena.

A Raízen Combustíveis, braço do grupo Cosan, estimou nesta semana que o setor deve recuperar o desempenho no segundo semestre, ficando em linha com os níveis verificados antes da crise causada pela pandemia.

Na terça-feira, ao divulgar seu balanço do segundo trimestre, a BR Distribuidora afirmou que "continua a observar uma gradual recuperação dos volumes vendidos, o que tem acompanhado a contínua retomada da circulação de pessoas".

Ainda no fronte da demanda, pesquisas da associação NTC&Logística indicam que, ao final de julho, a demanda por transportes rodoviários de cargas no Brasil registrava desempenho superior ao visto em meados de março, também impulsionada pela flexibilização do isolamento.

Os preços médios da gasolina e diesel também têm avançado nos postos brasileiros, com 11 semana seguidas de alta, segundo dados da reguladora ANP na última sexta-feira.
Paridade com o exterior

A Petrobras defende que os preços dos combustíveis também acompanham a paridade de importação, que - entre outros fatores - é influenciado pelas cotações do petróleo no mercado internacional e do dólar.

O petróleo Brent tem sido negociado próximo à marca de US$ 45 por barril, distante das mínimas de cerca de US$ 16 vistas em abril. Já o dólar opera ao redor dos US$ 5,45, após máximas de cerca de R$ 6 neste ano.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos, no entanto, não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

Fonte: G1

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