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Edição 9339 de 27/04/2017

Destaque

01 - ABIMAQ na TV Band – Jornal da Band


Um indicador que trouxe confiança aos empresários, já que no trimestre o faturamento foi abaixo do esperado. O setor prevê uma retomada no segundo semestre.

Assista a entrevista do Presidente do Conselho de Administração ABIMAQ / SINDIMAQ, João Carlos Marchesan, para o Jornal da Band.


Fonte: TV Band

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02 - ABIMAQ na Rádio Jovem Pan – Jornal da Manhã


Confira entrevista de Mario Bernadini, diretor de competitividade da ABIMAQ, sobre o aumento do faturamento do setor de bens de capital em março.

Clique para ouvir

Fonte: Confira entrevista de Mario Bernadini, diretor de competitividade da ABIMAQ

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03 - Setor de máquinas agrícolas tem alta de 15% e fatura R$ 2,38 bilhões no 1º trimestre


O setor de máquinas agrícolas fechou o primeiro trimestre com um faturamento de R$ 2,386 bilhões e alta de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos de Oliveira.

O segmento, predominante entre os expositores da Agrishow 2017, que acontece entre 1º e 5 de maio em Ribeirão Preto (SP), sentiu a retomada de confiança dos empresários a partir do segundo semestre, depois de um período de instabilidade política vivido pelo país, afirma o representante.

Em 2016, as máquinas voltadas para o campo faturaram em torno de R$ 11 bilhões, 13% a mais do que em 2015, de acordo com Oliveira, que projeta no mercado interno o principal foco das indústrias.

"A agricultura de uma forma geral está muito bem econômica e financeiramente, só que ano passado se deixou de comprar um pouco no primeiro semestre por causa da falta de confiança no governo. Em um processo de impeachment as pessoas seguram investimento para saber o que vai acontecer. À medida que o cenário político ficou mais ou menos calmo o pessoal voltou a fazer investimento", disse.

A projeção de alta destoa do balanço trimestral referente a todo o setor de bens de capital mecânico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), que fechou o período com uma receita líquida total de R$ 15,58 bilhões, 3,4% a menos na comparação com o ano passado.

No lançamento da Agrishow, o presidente do Conselho de Administração da entidade, João Carlos Marchesan, disse que o agronegócio é um ponto fora da curva em relação aos demais segmentos de máquinas e deve ter um aumento de 15% nas vendas na Agrishow. A expectativa dos organizadores é de ao menos repetir o volume de negócios de 2016, de R$ 1,95 bilhão.

Demanda por maquinário

Segundo Oliveira, o momento aquecido de grãos como soja e milho, com safras recordes em 2016, gerou uma demanda por máquinas nas diferentes etapas do processo agrícola, da fertilização à colheita no mercado interno, que responde por 85% dos pedidos.

Mais otimistas que no ano passado, os empresários apontam uma elevação pontual no preço do aço - cujas indústrias reduziram sua projeção de crescimento de vendas pela metade para 2017 -, mas consideram a inflação baixa, de acordo com o representante da câmara setorial.

"Basicamente é todo o maquinário do ciclo da lavoura: máquina para plantio, adubação, pulverização e colheita, e os tratores. Não se tem uma máquina específica. Você tem as máquinas direcionadas para a cultura, para todas as operações tem uma demanda", diz.

Exportações

De acordo com dados da ABIMAQ, as máquinas agrícolas fecharam o período entre janeiro e março com alta de 54,9% nas exportações, com uma participação de 11,6% em tudo que foi comercializado pelo segmento de bens de capital mecânico brasileiro no trimestre.

A elevação, no entanto, é vista com cautela, diante de fatores desfavoráveis como a cotação do real em relação ao dólar. "Alguma coisa aconteceu fora do normal, mas para o ano não esperamos crescimento da exportação. A taxa de câmbio não é favorável. Favorável é em torno de R$ 3,60, aí seria razoável", afirma.

Oliveira também atribui a desconfiança ao preço menos lucrativo dos grãos para produtores de outros países, que têm reduzido suas produções. "No exterior o agricultor não está com lucratividade boa. Ele produz, mas com lucratividade menor. Quando você tem lucratividade menor é natural que se diminua o investimento."

Fonte: G1 Ribeirão Preto

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04 – Faturamento da indústria de máquinas sobe 31,5% em março, diz Abimaq


Balanço divulgado nesta quarta-feira, 26, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, mostra que o faturamento do setor subiu 31,5% na passagem de fevereiro para março. Na comparação com igual período de 2016, houve queda de 3,4%.

As fábricas de bens de capital mecânicos fecharam mês passado com faturamento de R$ 6,43 bilhões, o que leva para R$ 15,59 bilhões o total faturado no primeiro trimestre, recuo de 7,4%.

O desempenho do mês reflete a queda de 12%, na comparação anual, do consumo de máquinas no País, num total de R$ 7,98 bilhões. Nos três primeiros meses do ano, as compras de bens de capital, um termômetro dos investimentos das empresas nas linhas de produção, registraram queda de 19%, totalizando R$ 21,19 bilhões.

Na comparação entre março deste ano e o mesmo período de 2016, as exportações do setor, de US$ 945 milhões, subiram 14,5%, enquanto as importações de máquinas no País ficaram praticamente estáveis (leve queda de 0,5%), chegando a US$ 1,26 bilhão.

O déficit comercial ficou, então, 28,4% menor do que o saldo negativo de um ano antes, somando US$ 318,1 milhões em março.

O balanço da ABIMAQ revela ainda que a utilização da capacidade instalada nas fábricas de máquinas brasileiras foi 0,7% maior que a registrada em fevereiro.

A ocupação no setor, no mesmo intervalo de tempo, subiu 0,2%. A indústria de máquinas terminou o mês passado empregando 292,7 mil pessoas.

Fonte: O Estado de São Paulo, O Povo, O Liberal, Jornal de Brasília, Cimm, Guarulhos Web, R7, Repórter Diário, A crítica de Campo Grande-MS, Jovem Pan, DCI, Folha de Valinhos, O Diário – Maringá, Portal do Holanda, Massa News, Folha Vitória, Diário de Notíc

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05 - Exportação de máquinas cresce 55%


A exportação brasileira de máquinas avançou 55% em março sobre fevereiro e 14,5% sobre o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) nesta quarta-feira (26). A receita com as vendas somou US$ 945 milhões.

No acumulado dos três primeiros meses do ano, o Brasil faturou US$ 1,9 bilhão com exportação de bens de capital, valor 4,3% do que no período de janeiro a março de 2016. Como o País importa muito mais máquinas do que exporta, porém, o saldo da balança do setor ficou negativa tanto no trimestre quanto em março individualmente.

Fonte: Agência de Notícias Brasil-Árabe, Brazil Modal

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06 - Indústria de máquinas e equipamentos fatura 5% mais


Os indicadores começam a deixar o patamar negativo para sinalizar uma recuperação em 2017, mas a indústria de máquinas e equipamentos em Minas Gerais ainda sofre as consequências da paralisia da economia nacional. Em março, o faturamento do setor no Estado apresentou ligeira alta de 5% frente a fevereiro. No entanto, quando comparado com o desempenho do mesmo mês em 2016, os ganhos das empresas seguiram caminho oposto, com recuo de 22%.

As exportações mineiras, puxadas pelo comércio de maquinário agrícola, também avançaram de um mês ao outro, registrando incremento de 20% no confronto com fevereiro. A mesma intensidade não se repetiu em relação a março de 2016. No intervalo de um ano, as vendas de máquinas e equipamentos para o mercado externo subiram só 8%, segundo dados divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos em Minas Gerais (ABIMAQ­MG).

Vice-­presidente regional da ABIMAQ-MG, Marcelo Luiz Moreira Veneroso reconhece que houve melhoras nos indicadores de atividade do setor neste ano. O dirigente, porém, pondera que o progresso verificado ainda não é consistente o suficiente para consolidar a desejada retomada da indústria. “Nos últimos meses, vemos, em nível nacional, que realmente o indicador de faturamento deu uma melhorada, mas ainda está longe de recuperar os anos anteriores”, afirma.

Com a produção de bens de capital pouco demandada no Brasil, o nível de emprego da indústria de máquinas e equipamentos segue em baixa. De março de 2016 até igual período deste ano, foram encerrados em Minas 1.500 postos de trabalho, retração de 12%. A perda de vagas na região se deu em ritmo mais forte do que no País, que, no mesmo intervalo, registrou recuo de 5,3%, com o corte de 16,3 mil empregos. No confronto com fevereiro, a retração no Estado foi de 0,3%. A situação da utilização da capacidade instalada (UCI) nas indústrias mineiras não é diferente.

Em março, o nível de UCI das empresas se manteve igual na comparação com fevereiro, mas, frente ao mesmo mês do ano passado, houve uma retração de 25%.

Produção local ­ Para alcançar efetivamente a recuperação e o crescimento do setor, o dirigente avalia que o governo precisa promover medidas que incentivem a produção local. Entre elas estariam a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, já encaminhadas ao Congresso Nacional, a redução ainda mais acentuada da taxa básica de juros Selic e a adoção de uma política cambial favorável à realização de negócios. 

Fonte: Diário do Comércio

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07 - A indústria se move


Os empresários industriais estão mais otimistas quanto a condições do mercado interno, exportações e compra de matérias-primas, e menos pessimistas quanto à evolução do emprego, segundo a nova sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Todos os indicadores de expectativa subiram em abril e até a intenção de investimentos continuou melhorando, embora continue abaixo da linha de indiferença. A atividade mostrou fôlego no mês passado, segundo o relatório. A produção normalmente sobe de fevereiro para março, mas desta vez o índice atingido foi o maior para o mês em sete anos. O indicador bateu em 54,8 pontos, bem acima da fronteira (50 pontos) entre as áreas de alta e de queda de produção. O número mais próximo desses, no mesmo mês, foi anotado em 2012, quando a sondagem apontou 54,6 pontos.
 
Apesar da atividade mais intensa, ainda sobrou muita capacidade ociosa nas fábricas. O uso da capacidade instalada continuou aumentando e o indicador atingiu 41,2 pontos, mas permaneceu abaixo do padrão habitual, indicado pela linha de 50 pontos. A diferença é a menor desde dezembro de 2014, no começo da recessão.

A mensuração mais direta dá uma ideia do enorme potencial desperdiçado. De um mês para outro a ocupação da capacidade produtiva passou de 62% para 65%. Há cerca de um terço, portanto, de equipamentos desligados ou mantidos em baixo ritmo de funcionamento. É fácil entender por que a intenção de investimento permanece em território negativo, embora o índice tenha subido 8 pontos em um ano.

Apesar disso, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos cresceu 31,5% de fevereiro para março, de acordo com a associação das indústrias do setor (ABIMAQ). Mas no primeiro trimestre as compras de bens de capital – nacionais e importados – ainda ficaram 19% abaixo do total contabilizado um ano antes. Mesmo com alguns sinais positivos no cenário, os empresários ainda levarão algum tempo para se preocupar com a ampliação da capacidade produtiva. Eles deverão esperar um aumento mais firme da demanda interna. Oportunidades de exportação também poderão apressar a reativação dos negócios e a ocupação do parque produtivo, mas a maior parte do impulso terá de vir do mercado interno.

O ritmo da recuperação dependerá tanto da confiança dos empresários, nos vários setores, como das expectativas do consumidor. A curto prazo os indicadores podem divergir, compondo, à primeira vista, um quebra-cabeça. Em abril, o índice de confiança do empresário do comércio atingiu 102 pontos. O número foi 2,1% maior que o de março e 27,7% superior ao de abril do ano passado, segundo a Confederação Nacional do Comércio. No mesmo mês o índice de confiança do consumidor caiu 3,1 pontos, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com a queda, o indicador perdeu um quarto da alta de 12,2 pontos nos três meses anteriores. Houve piora tanto da avaliação do quadro atual como da expectativa em relação aos meses seguintes.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda Bittencourt, “o aumento da incerteza, principalmente no ambiente político, parece agir como uma ducha de água fria no sentimento dos consumidores”. Ela menciona como um dos possíveis fatores de mau humor a divulgação da lista de políticos mencionados nas planilhas de controle da Odebrecht.

É razoável apontar a insegurança quanto à evolução das condições políticas como um fator negativo para a disposição do consumidor. Mas talvez seja o caso de levar em conta o cenário ainda muito ruim do mercado de emprego e as incertezas quanto às condições de renda nos próximos meses. As últimas informações indicaram cerca de 13,5 milhões de pessoas desempregadas no trimestre entre dezembro e fevereiro. O aumento da confiança dos empresários da construção, também divulgado pela FGV, pode indicar parte da solução. Investimentos em infraestrutura e habitação podem ampliar de forma importante as contratações. Isso dependerá em boa parte da agilidade do governo.

Fonte: O Estado de São Paulo

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08 - Economia continua ruim para setor de máquinas e equipamentos


O setor de bens de capital apresentou um crescimento no faturamento de 31,5% em março, em relação a fevereiro, um forte desempenho, atribuído, contudo, à força da sazonalidade. Mas longe do desempenho das empresas antes do início da crise. 

Para recompor as perdas dos últimos anos, serão necessários investimentos de pelo menos 9 bilhões de reais. Atualmente os investimentos chegam a 5,5 bilhões. No primeiro trimestre, as vendas do setor continuaram em terreno negativo, com queda de 7,4% e, na média mensal, as empresas estão faturando apenas metade do que faturavam quatro anos atrás. 

Para o presidente da ABIMAQ, João Marchesan, o cenário econômico continua ruim. O programa de recuperação tributária que o governo anunciou não teve repercussão, porque a maior parte das empresas não teve acesso ao crédito. Sem investimentos e sem perspectivas, Marchesan não acredita em um crescimento expressivo para este ano. Pela condução da economia pelo governo, ele acredita que o crescimento neste ano não será expressivo e não se surpreenderá se for zero.

Fonte: Blog do PCO

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09 – Indústria de máquinas fecha primeiro trimestre com menor resultado desde 1999


As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos atingiram R$ 6,42 bilhões em março, 3,4% a menos do que o registrado no mesmo mês de 2016. No acumulado dos três primeiros meses, as vendas somaram R$ 15,58 bilhões, 7,4% inferior ao obtido no mesmo período no ano passado. O resultado do trimestre foi o pior da série histórica iniciada em 1999. Os dados, divulgados hoje, 26, são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Já as exportações de março (US$ 945 milhões) marcaram o segundo melhor resultado da série histórica e representaram um crescimento de 14,5%, quando comparado com o mesmo mês do ano passado. No trimestre, as exportações chegaram a US$ 1,99 bilhão, 4,2% superior aos três primeiros meses de 2016.

As importações em março atingiram US$ 1,26 bilhão e, no trimestre, US$ 3,29 bilhões. O resultado mensal é 0,5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2016 e o trimestral é 10,2% menor que o de igual período do ano passado.

De acordo com a ABIMAQ, a indústria de máquinas e equipamentos encerrou o mês de março com 292,7 mil pessoas empregadas, 16,3 mil postos de trabalho a menos que no mesmo mês de 2016. Desde 2013, quando teve início a queda de faturamento da indústria de máquinas, já foram eliminados mais de 87,6 mil postos de trabalho no setor.

Fonte: Agência Brasil, IstoÉ, Portal Contábil SC, Exame, Poder 360, Diário de Pernambuco, Primeira Hora, TN Online, Money Times, Folha Democrática Notícias, Cenário MT, Jornal do Brasil, Ceará Agora, Diário Indústria & Comércio

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10 - Exportação e importação de máquinas aumentam no primeiro trimestre


Em março, os investimentos em máquinas e equipamentos registraram crescimento de 27,9% em relação a fevereiro de 2017. Entretanto, esse dado não pode ser considerado como retomada de investimentos, pois na comparação com 2016 é observada queda de 12%. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Competitividade, Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Com relação às exportações, no mês avaliado as vendas externas foram de US$ 945 milhões, crescimento de 55,6% quando comparado com fevereiro/17. Na comparação interanual, o resultado também foi positivo (14,5%). Com isto, no 1º trimestre, o desempenho passa a ser positivo em 4,2%, marcado por exportações pontuais em determinados setores.

A China, que até fevereiro/17 tinha participação de 1,8% nas exportações brasileiras, com as vendas ocorridas em março/17, elevou esse percentual para 11,3%.

As importações também aumentaram no mês (+ 38,6%), igualmente marcadas por eventos pontuais. O crescimento das importações foi observado em todos os setores compradores de máquinas.

Fonte: Sem Fronteiras

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11 - Governo faz política industrial às avessas, diz presidente executivo da Abimaq


José Velloso Dias Cardoso sobe tom de queixas e fala em "lobby das petroleiras"

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso Dias Cardoso, elevou o tom das queixas contra as medidas adotadas até sobre o conteúdo nacional no fornecimento de equipamentos para o setor de óleo e gás. Fala em "lobby das petroleiras" e "política industrial às avessas".

Como a ABIMAQ decidiu fazer parte do movimento Produz Brasil?

Em outubro de 2016, percebemos um grande lobby da indústria internacional de petróleo, com Mobil, Statoil e Shell sendo recebidas na Presidência. Depois, percebemos que o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e o secretário de óleo e gás do ministério, Márcio Félix, haviam encampado o discurso das petroleira. Em seguida, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, que tem mais visibilidade, acabou sendo também porta-voz do setor de óleo e gás. Ele pode defender o que quiser, porque é presidente da estatal. O ministro tem de representar a sociedade brasileira.

A indústria fornecedora do segmento de óleo e gás e as empresas de engenharia não se sentiam representadas pelo Ministério de Minas e Energia. Sentimos a necessidade de juntar toda a indústria brasileira. Esse grupo foi formado por sete federações dos Estados com interesse no petróleo (a Fiergs está representada) e sete associações, como de máquinas, eletroeletrônicos, engenharia e aço, além do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore). Começamos a trabalhar para ajudar o governo com sugestões de política industrial.

O que vocês chamam de lobby?

O segmento de óleo e gás é o mais subsidiado no Brasil, por meio do Repetro, regime especial que isenta impostos, como PIS, Cofins e IPI, dos bens comprados. O lobby era para manter o Repetro e, ao mesmo tempo, acabar com a obrigatoriedade de se comprar no Brasil. O ponto principal que precisa de esclarecimento para a sociedade brasileira é o seguinte: há críticas ao conteúdo local, de que é protecionismo para a indústria nacional, e faz com que a Petrobras pague mais nas compras. É mentira.

Em 1997, (o então presidente) Fernando Henrique Cardoso, ao abrir o setor de petróleo, tinha uma visão, e havia duas alternativas: o modelo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), em que as empresas exploram o petróleo sem conteúdo local, e a outra era o modelo do Mar do Norte, de Noruega e Reino Unido.

Qual a diferença?

Se o petróleo ficar no fundo do mar, não vale nada, não é riqueza. Três dos países em que mais cresceu a exploração de petróleo na década de 1990 são da Opep: Venezuela, Angola e África do Sul. Na Venezuela, o petróleo representa 15% do PIB. Na Angola, 8%. Na África do Sul, 7%. Mesmo com esse peso enorme de petróleo, não são países ricos.

No caso de Noruega e Reino Unido, descobriram petróleo no fim da década de 1980. E começaram grandes investimento nos anos 1990, obrigaram a comprar insumos, máquinas e equipamentos nos dois países. A Noruega não tinha indústria, e isso fez com que muitos investimentos fossem para lá. A produção, no começo da década de 2000, chegou ao ápice de 3,5 milhões de barris por dia. Hoje, o Brasil produz 2,1 milhões por dia.

Depois, começou a cair e hoje está em pouco mais de 2 milhões de barris por dia em Reino Unido e Noruega. Mas o PIB gerado pela indústria do petróleo ainda aumenta, porque usaram petróleo para gerar riqueza no país. Agora, exportam máquinas. A cada R$ 10 bilhões de demanda de máquinas no Brasil, são gerados 282 mil empregos, entre diretos, indiretos e efeito renda.

Qual o potencial de geração de empregos no segmento de máquinas e equipamentos?

Só de máquinas e equipamentos, o Brasil tem potencial para gerar 1,5 milhão de empregos. A exploração de petróleo não gera emprego. Se você falar de fim de conteúdo nacional com o ministro (de Minas e Energia) Fernando Coelho Filho e o secretário contra o conteúdo local, vão lhe chamar de mentiroso. Por quê?Porque foi mantido o conteúdo local sem separar bens de serviços.

O conteúdo local nas plataformas é de 25%. Em cada campo, a parcela de 50% é de serviços, 50% de bens, entre máquinas, equipamentos e materiais como tintas, lubrificantes, tubos e aço. Os 25% de conteúdo local podem ser atingidos com serviços, que não se pode importar. Gera empregos, mas de baixo valor agregado.

A indústria nacional não quer subsídios. O problema é que o subsídio dado ao setor de óleo e gás para justificar a política de conteúdo local não foi retirado. As petroleiras podem comprar lá fora e não pagam nada de imposto, graças ao Repetro, que representa renúncia fiscal de R$ 10 bilhões por ano, sem contar financiamento subsidiado do BNDES e principalmente do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

A principal crítica ao modelo anterior é de que elevou preços e prazos...(interrompe) Não concordo com isso. Apresentação feita por Graça Foster (ex-presidente da Petrobras) e outra por Bendine (Aldemir, ex-presidente de Banco do Brasil e Petrobras) mostram que houve mais atraso em sondas importadas do que em construídas no Brasil. Teve sonda importada que atrasou 800 dias. Se você pegar as plataformas FPSO da Petrobras afretadas, compradas para (o campo de) Libra, das nove, cinco foram entregues antes do tempo. O maior atraso foi de cinco meses.

O que estava sendo feito nessas plataformas?

Os cascos vieram de fora. Foram feitos no Brasil módulos e integração. Os maiores atrasos foram nas sondas. Mas não houve distinção entre atrasos entre as produzidas no Brasil e no Exterior. Com o Repetro, no primeiro elo da companhia de petróleo, que é o estaleiro, tudo que é comprado é suspenso de impostos, inclusive quando importa-se um bem. Quando compro insumos no Brasil, pago impostos. Mas, quando vendo para a Petrobras, há suspensão do Repetro. O que acontece é que acumulo impostos, e não tenho o que fazer com eles.

É uma política industrial às avessas, com tributação no que é nacional e sem no que é importado. Há caso ainda mais grave no tributo de importação. No momento em que fabrico um compressor, 20% dele é importado. Sobre essa parcela, pago imposto de importação, Pis, Cofins, ICMS, tudo. O imposto de importação não gera créditos. Paguei, morreu. Agora, se a Petrobras comprar 100% desse compressor importado, não paga o imposto de importação.

Quando você fala que esse tributo é mais caro, considera-se o Repetro ou não? O Repetro encarece nossos produtos, em média, 15% a mais do que o importado. Outra questão é: o que no Brasil é mais barato do que lá fora? Nem tomada. No Brasil, pegando como exemplo a indústria automobilística, que tem proteção do imposto de exportação de 35%, e o Inovar Auto dá mais 30% de IPI. O Brasil tem indústria automobilística há 30 anos, com o quinto maior mercado do mundo, as maiores companhias estão aqui. Temos tudo, e precisamos de proteção.

Não existe nenhum bem industrial no Brasil mais barato do que na China e em Singapura. Por que máquinas serão mais baratas aqui do que lá? Se pegarem uma indústria alemã e trazê-la de helicóptero para o Brasil, com a mesma estrutura, ficará 25% mais cara. É o Custo Brasil. Agora, em óleo e gás ainda existe a questão do Repetro. Por que tenho de pagar mais caro pela gasolina do que lá fora?

O movimento recebeu alguma sinalização de que será ouvido pelo governo?

O (ministro da Fazenda, Henrique) Meirelles prometeu no dia 11 de abril que resolverá o problema do Repetro. Garantiu que vai tirar o viés importador. Estamos esperando. E passou a incumbência para o Jorge Rachid (secretário da Receita Federal). Estamos cobrando.

Qual a parcela do segmento de óleo e gás na indústria nacional de máquinas? Hoje, não representa nem 4%. Mas tem potencial para chegar a cerca de 15%.

Fonte: Zero Hora

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12 - Agrishow: hora de ser protagonista


Principal palco de tendências e inovações tecnológicas no setor, a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação) chega à sua 24ª edição para, assim como o agronegócio, reafirmar sua posição de protagonista.

E não à toa: estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) aponta que a safra 2016/2017 de grãos está estimada em 222,9 milhões de toneladas – aumento de 19,5% da safra anterior e garantia de oferta de alimentos para o País e o mundo.

Não à toa também, as principais entidades do setor trabalham para realizar a Agrishow – Abag (Associação Brasileira de Agronegócio), ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), Faesp (Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo) e SRB (Sociedade Rural Brasileira).

Para conhecer um pouco mais da grandiosidade do evento, dê uma olhada nos números da feira. Vá também para as próximas páginas e confira as atrações. Não à toa, vai ficar fácil entender porque a Agrishow é maior feira de agronegócio da América Latina.

Agrishow em números

- 5 mil empregos temporários criados

- R$ 2bilhões é a expectativa do montante de negócios a serem realizados este ano

- 440.000m² de área dentro da Agrishow

- 800 marcas nacionais e internacionais trazendo novidades para o produtor – de maquinário a peças e serviços

- 150 mil visitantes esperados

- 70 países participando da feira

Serviço

QUANDO: 1º a 5 de maio

ONDE: Rodovia Antonio Duarte Nogueira, km 321, Ribeirão Preto (SP)

HORÁRIO: 8h às 18h

Fonte: CBN Ribeirão Preto

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Comércio Internacional

01 - Trump propõe cortes profundos nos impostos sobre empresas


A reforma tributária proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentada nesta quarta­feira pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e pelo conselheiro econômico Gary Cohn, propõe profundas reduções nos impostos corporativos e grandes mudanças no sistema de impostos para pessoas físicas para tentar revigorar a agenda econômica e legislativa do governo dias antes da conclusão dos simbólicos cem primeiros dias da administração atual à frente do país.

O projeto se baseia, em grande parte, nas propostas de redução de impostos que Trump fez durante sua campanha presidencial no ano passado, mas inclui várias mudanças cruciais. A mais notável é a revogação de uma disposição do código tributário que permite aos indivíduos deduzir os impostos estaduais e locais de acordo com suas declarações de renda. A medida pode prejudicar os residentes de Estados de alta tributação, como
Nova York, Nova Jersey e Califórnia e estimular objeções de alguns congressistas republicanos nesses Estados. Trump propõe um teto máximo de 35% para os impostos individuais, abaixo da taxa atual de 39,6%, mas acima dos 33% que prometeu durante a campanha.

O imposto sobre as empresas cairá de 35% para 15% e as companhias americanas passariam a dever pouco ou nenhum imposto sobre os lucros futuros obtidos no exterior. A taxa de imposto sobre o rendimento de atividades empresariais declarado por indivíduos também cairá para 15%, em vez de ser tributado como taxa de imposto individual. O plano pretende ainda revogar a taxa mínima de imposto e o imposto sobre herança.

A reforma tributária proposta, porém, deixa várias questões cruciais não resolvidas. Entre elas, saber se as empresas poderão amortizar imediatamente as despesas de capital, onde estabelecer a alíquota única sobre os rendimentos estrangeiros acumulados das empresas americanas, como será estruturada uma pausa para a assistência à infância e como serão definidas as faixas de tributação para pessoas físicas.

Mnuchin, e Gary Cohn, diretor do Conselho Econômico Nacional de Trump, disseram que essas questões serão trabalhadas mais tarde, em parte nas negociações com o Congresso."Claramente temos uma oportunidade única de fazer algo importante aqui", disse Cohn a um pequeno grupo de repórteres na Casa Branca nesta quarta­feira. "É nossa intenção criar um enorme corte de impostos e igualmente importante uma enorme simplificação do sistema tributário nos Estados Unidos".

A agenda fiscal de Trump é dirigida a um caminho desafiador no Congresso, onde barreiras orçamentárias e políticas complexas poderiam dificultar a obtenção de uma vitória ágil. A menos que o presidente possa atrair votos democratas ­ o que parece improvável ­ o plano deve obedecer aos procedimentos legislativos que permitem uma votação de partido no Senado.

A chave para esses procedimentos é que nenhuma reforma tributária pode aumentar os déficits orçamentários para além de um período de dez anos.

A equipe de Trump pretende argumentar que seus cortes de impostos estimularão o crescimento econômico e aumentarão a receita, o que ajudará a evitar déficits maiores. Mas os congressistas responsáveis pela política fiscal do Congresso ­ o Comitê Conjunto de Tributação ­ precisam concordar com essa avaliação para dar andamento à pauta. "A combinação de reforma tributária, cortes de impostos, alívio regulatório e políticas comerciais é o que vai levar este país de volta ao seu crescimento econômico sustentável
adequado", disse Mnuchin.

O secretário do Tesouro disse que o corte de impostos seria o maior de toda a história. Questionado como ele mediu isso, Mnuchin apontou para o tamanho do corte da taxa paras as empresas de 35% para 15%.

Os republicanos em grande parte elogiaram o plano nos dias e horas que antecederam o anúncio de quarta-­feira, embora tenham alertado que há divergências. Os republicanos estão divididos em relação ao tamanho do corte de impostos que eles acreditam ser viável e há vários detalhes que podem dividir legisladores do partido em temas regionais.

"Realmente deixa claro o compromisso do presidente sobre a reforma tributária o fato de entregá-­la de forma muito ousada este ano", disse o deputado republicano Kevin Brady, nesta quarta-­feira. "Ainda temos trabalho a fazer, não há dúvida sobre isso."

Os democratas disseram que o plano parece fortemente inclinado para favorecer as famílias de alta renda. Eles apontaram para taxas mais baixas sobre os indivíduos, a taxa de 15% para as empresas e a revogação do imposto de propriedade como benefícios significativos para alguns dos contribuintes mais ricos.

O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, de Nova York, disse que a proposta de cortar as alíquotas para os “negócios de passagem” só beneficiaria pessoas de alta renda como o próprio presidente.

A maioria das empresas dos EUA é “de passagem” e recebem esse nome porque suas rendas e deduções passam para as restituições individuais de seus donos. Esse grupo inclui muitas de pequeno porte, mas também grandes escritórios de advocacia globais, fundos de hedge e os próprios negócios do setor imobiliário e de branding do presidente americano. Essas empresas não pagam a alíquota do imposto corporativo.

"Os muito ricos estão indo muito bem nos EUA", disse Schumer no plenário do Senado na quarta-­feira. "Deus os abençoe, que eles façam bem, eles não precisam de outro grande imposto", ironizou.

Cohn, por sua vez, declarou que o objetivo do plano não é entregar reduções de imposto às famílias de maior renda. "O que estamos fazendo é que estamos apenas ampliando a base de renda tributável", disse ele. "A taxa efetiva é o que você precisa olhar." Mas o conselheiro econômico do governo também disse que a administração ainda não tinha um objetivo específico sobre como isso será medido.

Entre as maiores mudanças que a reforma tributária propõe está a revogação da dedução de impostos estaduais e locais. O efeito disso seria deslocar a carga tributária dos Estados de baixa tributação, como o Texas e a Flórida, para Estados de alta tributação, como Nova York e Nova Jersey. Eliminar a dedução poderia levantar mais de US$ 1 trilhão ao longo de uma década, e traz o plano de Trump mais perto de uma aprovação na Câmara.

"Não é trabalho do governo federal ficar subsidiando os Estados", disse Mnuchin. "Nós não estamos buscando necessariamente aumentar os impostos dos 1% ricos, mas queremos tirar o governo federal dos negócios que são responsabilidade dos Estados."

As objeções democratas forçam os republicanos a encontrar quase unanimidade em suas próprias fileiras para aprovar a reforma. "Estamos de acordo com 80%, e então sobre 20%, estamos no caminho", disse o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan.

Antes da apresentação oficial à tarde, em um evento nesta quarta-­feira pela manhã, Mnuchin também já havia adiantado que a proposta não endossará a taxa de ajustamento de fronteira da maneira defendida pelo Partido Republicano. A disposição tenta aumentar a receita tributando as importações, mas não as exportações. O secretário disse que a administração não se opôs ao conceito e que gostou de aspectos dela, mas afirmou que “não funcionará desta forma". 

Fonte: Valor Econômico

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Conjuntura

01 - Crédito dá primeiros sinais de recuperação e juro começa a cair


O mercado de crédito começa a sair do fundo do poço, com um leve crescimento do volume de operações em março e uma primeira queda nos juros e nos spreads bancários. A incipiente reação é reflexo da distensão monetária promovida pelo Banco Central (BC) desde fins de 2016, da reavaliação dos riscos pelas instituições financeiras num cenário de estabilização da atividade econômica e da desalavancagem e fortalecimento dos índices de confiança de famílias.

Segundo dados divulgados ontem pelo BC, o estoque dos empréstimos e financiamentos bancários da economia cresceu 0,2% em março, ante fevereiro, chegando a R$ 3,076 trilhões. O crédito ainda sofre uma queda no período de 12 meses, de 2,7%, mas a retração é um pouco mais suave do que o recuo de 3,5% em período semelhante até fevereiro. O BC chamou a atenção para o fato de que os juros médios nas operações com crédito livre, que refletem mais diretamente os movimentos na taxa básica de juros da economia, recuaram de 53,4% ao ano para 52,5% ao ano. Os spreads bancários, que representam a diferença entre os custos de captação dos bancos e os juros cobrados dos clientes, também recuaram, de 42,7 pontos percentuais para 42,3 pontos.

"Nossa expectativa é que esse movimento de queda continue nos próximos meses e que venha a se intensificar, em linha com o ciclo de distensão da política monetária", disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. 
Ainda assim, tanto a retomada na expansão do crédito quanto a queda dos juros ocorrem de forma ainda frágil e desigual. A leve alta no volume de crédito deve­se apenas ao desempenho das operações com pessoas físicas, que cresceram 0,6% em março, enquanto as operações com empresas tiveram retração de 0,3%.

O elo mais fraco do mercado de crédito continua a ser os empréstimos a empresas, com recuo de 8,5% nos 12 meses até março. Maciel nota, porém, que a contração desse mercado vem ocorrendo a taxas cada vez menores. Em janeiro, a queda era de 10,4% e, em fevereiro, de 9,7%.

Os juros médios cobrados nas operações de crédito direcionado subiram, de 9,9% ao ano para 10,5% entre fevereiro e março, assim como os spreads, que passaram de 4,1 pontos a 4,3 pontos. O BC explicou que isso se deveu apenas a fatores estatísticos. Em março houve mais dias úteis que fevereiro, e isso fez com que a taxa referencial (TR) passasse de 0,23% para 1,13% entre um mês e outro, puxando os juros do crédito imobiliário. Também cresceram os repasses de empréstimos do BNDES, que têm juros mais altos do que as operações diretas da instituição. 

Excetuando o crédito direcionado, a queda dos juros e dos spreads bancários é bastante disseminada entre as linhas de crédito. No caso das pessoas jurídicas, ocorreu em 16 dos 20 segmentos, incluindo capital de giro, que responde por cerca de metade do estoque de crédito para empresas. Para as pessoas físicas, houve queda nas taxas em 9 dos 11 segmentos de mercado que compõem as estatísticas do BC. As exceções são o cheque especial e o rotativo do cartão.

No caso dos cartões de crédito, a previsão do BC é que, a partir de abril, as taxas comecem a sofrer uma sensível queda, com a entrada em vigor da regra que determina que empréstimos no crédito rotativo sejam automaticamente transformados em crédito parcelado depois de 30 dias. "Os primeiros dados, até o dia 7 de abril, mostram queda", disse Maciel, sem abrir os percentuais.

Alguns analistas privados concordam com a visão do BC de que os juros vão cair e que o mercado dá indícios de melhora. "Esperamos que as condições de crédito permanecerão rígidas, mas começarão a relaxar gradualmente na margem, apoiadas pelos sinais iniciais de estabilização da economia e pela antecipação do ciclo de distensão monetária pelo Banco Central", afirma o Goldman Sachs em nota assinada pelo seu economista­chefe, Alberto Ramos.

Ele ressalta, porém, que a demanda e oferta de crédito devem seguir limitadas devido à fraqueza do mercado de trabalho e ao alto grau de endividamento das famílias.

Já o BC vê progressos na desalavancagem da economia. Em apresentação a investidores em Washington há alguns dias, o diretor de Assuntos Internacionais do BC, Tiago Berriel, disse que "o processo de desalavancagem está bem avançado". "É possível que esteja ocorrendo de forma mais rápida para as famílias do que para empresas", reforçou Maciel. Ele nota que os índices de confiança dos consumidores também subiram mais rápido do que a confiança das empresas.

O comprometimento de renda das famílias com serviços das dívidas, exceto financiamentos imobiliários, chegou a 18,7% em fevereiro, menor percentual desde dezembro de 2010. A queda do comprometimento de renda se concentrou sobretudo na amortização de débitos, enquanto os compromissos com juros se mantiveram estáveis. Isso significa que, à medida que os juros bancários caírem, o comprometimento de renda tenderá a ter novas reduções.

Normalmente, os juros bancários levam cerca de seis meses para responder ao ciclo de afrouxamento monetário, mas parte dos especialistas temiam que a resposta poderia não ocorrer, devido aos altos níveis de incerteza e os receios dos bancos de sofrerem perdas nos empréstimos.

A taxa de inadimplência vem oscilando no intervalo entre 3,7% e 3,8% dos empréstimos desde agosto de 2016. No ano passado, os bancos públicos aumentaram de 4,3% para 5,3% o seu nível de provisões, enquanto que os bancos privados nacionais aumentaram as provisões de 8,2% para 9,1%. No começo deste ano, os bancos assumiram uma posição menos defensiva.
Inicialmente, as provisões se estabilizaram no primeiro bimestre, e tiveram uma leve queda em março, de 0,1 ponto percentual.

Com todos os sinais de melhora, o mercado de crédito segue bastante frágil. O BC projeta para 2017 uma alta de apenas 2% do volume de crédito, bem abaixo da inflação esperada para o ano pelo mercado, de 4,04%. O crédito voltou a cair na sua proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), passando de 48,7% em fevereiro para 48,6% em março.

O BC prevê uma relação de 48% do PIB para dezembro de 2017. Caso se confirme, será uma queda de 1,6 ponto do PIB no ano, mantendo condições financeiras restritivas na economia. 

Fonte: Valor Econômico

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02 - IGP-M cai 1,10% em abril, menor taxa desde junho de 1989


O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP­M) registrou deflação de 1,10% em abril, após alta de 0,01% em março. É a menor taxa para qualquer mês desde o início da série do índice, em junho de 1989, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em abril de 2016, o IGP­M tinha avançado 0,33%.

A queda de abril foi maior que a de 1% esperada por economistas consultados pelo Valor Data. O intervalo das estimativas ia de baixa de 1,19% a recuo de 0,85%. Com o resultado de abril, o IGP­M acumula queda de 0,36% no ano e elevação de 3,37% em 12 meses.

Todos os subindicadores do IGP­M desaceleraram, com destaque para o atacado, em que a queda dos preços do minério de ferro, da soja e de bens intermediários para a indústria aprofundou a deflação do setor.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) cedeu 1,77% em abril, após decréscimo de 0,17% em março. Os produtos agropecuários saíram de queda de 0,99% para recuo de 4,30%, enquanto os produtos industriais foram de alta de 0,13% para decréscimo de 0,85%.

No estágio inicial da produção, o índice das matérias ­primas registrou queda de 5,22%, após ceder 0,05% em março. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram minério de ferro (5,95% para ­5,24%), soja em grão (­4,99% para ­9,38%) e milho (­5,06% para ­14,52%). 

O índice dos bens intermediários declinou 0,77% em abril, seguindo queda de 0,39% um mês antes. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de avanço de 0,15% para baixa de 0,79%. Já os bens finais subiram 0,36%, após queda de 0,08% no mês anterior, influenciados por combustíveis para o consumo (de ­4,43% para 0,15%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,33% em abril, depois de marcar aumento de 0,38% no terceiro mês de 2017. Metade de suas oito classes de despesa registraram taxas menores. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,84% para 0,02%), influenciado pela tarifa de eletricidade residencial (de 4,14% para ­1,73%). Foram para o campo negativo Transportes (0,15% para ­0,25%) e Vestuário (0,22% para ­0,65%).

Por sua vez, subiram menos Despesas Diversas (0,76% para 0,37%).

Houve uma aceleração no ritmo de alta em Alimentação (0,40% para 0,90%)e Saúde e Cuidados Pessoais (0,56% para 1,07%). Mudaram de direção Comunicação (­0,69% para 0,21%) e Educação, Leitura e Recreação (­0,29% para 0,16%). Nestas classes de despesa, destacaram­se: hortaliças e legumes (2,93% para 14,86%), medicamentos em geral (0,13% para 1,43%), tarifa de telefone residencial (­2,70% para ­1,05%) e passagem aérea (­15,54% para 4,31%), respectivamente.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) caiu 0,08% em abril, após alta de 0,36% um mês antes.

Fonte: Valor Econômico

Índice

03 - Gastos administrativos do governo federal caíram 10,2%


No primeiro trimestre de 2017, os gastos administrativos do governo federal foram de R$ 3,114 bilhões, uma queda de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, descontado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em valores nominais, as despesas somaram R$ 3,109 bilhões, uma queda de 6% em relação aos três primeiros meses de 2016.

Os dados são da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. De acordo com o órgão, a redução é resultado do controle de gastos e custeios e da implementação de novos modelos de gestão, como compra direta de passagens aéreas e o TáxiGov.

“A ideia é acompanhar a parte de custeio administrativo para que se comporte de forma aderente ao resto do fiscal para que consigamos ter espaço para investimentos”, afirma o Secretário de Orçamento Federal, George Soares.

A redução nas despesas foi influenciada principalmente pelo menor gasto com energia elétrica e água, que passou de R$ 420,2 milhões para R$ 282,4 milhões (queda de 32,8%). 

O gasto com material de consumo registrou queda de 25% e com comunicação, de 12,6%. A categoria Locação e Conservação de Bens Imóveis recuou 8,9% e Serviços de Apoio, 8%.

Despesas com serviços bancários, na contramão, apresentaram alta de 30,6% em razão do restabelecimento do fluxo de pagamento de serviços aos bancos. 

TáxiGov

Em 72 dias de funcionamento do TáxiGov, houve uma economia em torno de 54% com transporte administrativo, nos órgãos que já implantaram o modelo – Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O TáxiGov substitui carros próprios e locados e a previsão é que, até o início de 2018, todos os ministérios localizados no Distrito Federal estejam utilizando o serviço. A estimativa é que, ao final da implantação, sejam economizados aproximadamente R$ 20 milhões por ano com a iniciativa.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Planejamento

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Industria

01 - Produção industrial é a maior para março desde 2011, mostra CNI


A produção industrial cresceu de forma intensa e disseminada em março, em relação ao mês anterior, conforme avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução da produção, que registrou 54,8 pontos, é o maior para o mês desde 2011. Apesar da alta, o setor continuou reduzindo vagas – o indicador de evolução do emprego chegou a crescer, mas ficou abaixo dos 50 pontos (47,5 pontos).

As informações fazem parte da “Sondagem Industrial”, divulgada pela entidade. Os índices variam de zero a 100, sendo que os que ficam acima dos 50 pontos indicam aumento na produção e no emprego e os que ficam abaixo desse valor sinalizam queda. A última edição do levantamento foi realizada entre os dias 3 e 17 abril deste ano e ouviu 2.339 empresas.

De acordo com os dados, a indústria operou, em média, com 65% da capacidade instalada, alta de 2 pontos percentuais na comparação com fevereiro. Esse foi o primeiro crescimento da utilização da capacidade instalada (UCI) após três meses consecutivos em 63%. “Apesar do aumento no indicador, a ociosidade na indústria continua elevada, já que a UCI está 6 pontos percentuais abaixo da média histórica para março”, destacou a CNI.

Já a utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual cresceu 3,5 pontos frente a fevereiro e atingiu 41,2 pontos – maior alta no indicador desde abril de 2010. “Embora ainda mostre considerável ociosidade do parque produtivo em relação ao usual para março, pois o índice permanece bem inferior a 50 pontos, o indicador revela que a diferença entre a UCI usual e a efetiva é a menor desde dezembro de 2014”, assinalou a pesquisa.

Ainda de acordo com a Sondagem Industrial, os estoques permaneceram praticamente estáveis, com índice de evolução de estoques em 49,1 pontos em março, próximo da linha dos 50 pontos. Além disso, eles se mantiveram próximo ao planejado pelas empresas, cujo indicador foi de 50,3 pontos no terceiro mês de 2017.

Segundo a CNI, as empresas continuaram insatisfeitas com a situação financeira e com o lucro operacional no primeiro trimestre, cujos índices ficaram abaixo da linha dos 50 pontos. O indicador de satisfação financeira aumentou 0,5 ponto em comparação ao quarto trimestre de 2016, para 42,8 pontos. Já o índice de satisfação com o lucro operacional teve alta de 0,3 ponto e alcançou 38,2 pontos no primeiro trimestre.

“O ranking de problemas enfrentados pela indústria nos primeiros três meses do ano se manteve inalterado frente ao do último trimestre de 2016. A elevada carga tributária foi apontada como o principal problema, com 48,1% das assinalações, um crescimento de 2,2 pontos percentuais sobre o trimestre anterior. A falta de demanda, apontada por 40,4% das empresas, foi o segundo maior desafio para as empresas, e a taxa de juros elevada se manteve na terceira posição, assinalada por 24,2% dos entrevistados.”

Também de acordo com a pesquisa, todos os índices de expectativas cresceram em abril na comparação com março. O indicador de demanda teve o segundo aumento consecutivo e atingiu 56,2 pontos neste mês. O índice de expectativa de compras de matérias­primas registrou 53,7 pontos em abril, o maior valor desde maio de 2014. O indicador de quantidade exportada atingiu 54 pontos e foi o maior desde agosto de 2013, sinalizando perspectivas de crescimento nas vendas para o mercado externo.

Já o índice de expectativas para número de empregados, embora tenha registrado melhoria pelo segundo mês seguido, continua abaixo da linha dos 50 pontos – em 49,1 pontos em abril. “No entanto, é o maior desde maio de 2014, sinalizando que os empresários ainda devem reduzir as vagas de trabalho na indústria, mas em ritmo menor”, informou a CNI.

A confederação reforçou que a intenção de investimentos no setor continua melhorando, embora o indicador se mantenha abaixo da linha dos 50 pontos. Com aumento apenas de 0,4 ponto frente a março, o índice foi de 47 pontos em abril. Ante abril de 2016, o indicador ficou 8 pontos maior. 

Fonte: Valor Econômico

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Setor

01 - BNDES assina acordo de US$ 300 milhões com Novo Banco de Desenvolvimento


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou hoje (26) um acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, sigla em inglês para New Development Bank) que prevê um empréstimo inicial no valor de US$ 300 milhões para apoio a investimentos em geração de energias renováveis no Brasil. O empréstimo do NDB ao BNDES tem prazo de 12 anos, com um período de carência de três anos e meio e taxa de juros baseada na Libor ( London InterBank Offered Rate –  taxa de juros média interbancária utilizada por um grande número de bancos no mercado monetário londrino para empréstimos mútuos sem garantia).

De acordo com o Ministério do Planejamento, o empréstimo, que contará com contrapartida brasileira no valor de US$ 300 milhões, representa o início de uma parceria que tem como finalidade o desenvolvimento do setor de energias renováveis. A parceria prevê o financiamento a projetos de geração eólica, solar, hidroelétrica (pequenas centrais hidrelétricas),  entre outros.

O empréstimo, ainda segundo o ministério, pode viabilizar investimentos que adicionarão em torno de 600 megawatts (MW) à capacidade de geração brasileira. “O BNDES usará os recursos do NDB para diversificar e ampliar suas fontes de recursos e promover suas linhas de financiamento existentes para o setor de energias alternativas, como já o faz com os recursos provenientes de outros organismos multilaterais e agências oficiais de crédito”, informou o ministério em nota.

Criando em 2014, o Novo Banco de Desenvolvimento é um banco de desenvolvimento multilateral, operado pelos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África da Sul). O banco está configurado para promover uma maior cooperação financeira e de desenvolvimento entre os cinco mercados emergentes sócios. A instituição tem como principais objetivos atender às necessidades de financiamento dos BRICS e de outros países em desenvolvimento, complementando os recursos de outros bancos multilaterais, regionais e nacionais de desenvolvimento, sobretudo para investimentos em infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência Brasil

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