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Edição 9810 de 23/08/2018

Destaque

01 - Trabalhos com Eletricidade


No próximo dia 28 (terça-feira), na sede da ABIMAQ, das 9h às 18h, acontece o curso NR-10 Segurança em Trabalhos com Eletricidade. Mesmo proporcionando grande conforto à sociedade, a eletricidade também cria perigos e riscos na sua utilização e que devem ser identificados para não haver acidentes. O curso objetiva discutir conceitos básicos sobre eletricidade, sua geração, transmissão e distribuição até os consumidores finais; perigos e riscos envolvidos nesses processos, bem como abordar ferramentas e recomendações de segurança para garantir a proteção dos trabalhadores e consumidores. Para mais informações e inscrição, acesse (www.abimaq.ogr.br) ou pelo tel. (11) 5582-6321.

Fonte: Empresas & Negócios

Índice

02 - Comércio de tratores e implementos agrícolas tem retomada lenta


O comércio de máquinas agrícolas no Vale do Caí já observa uma retomada positiva nas vendas. Os índices de crescimento, entre 15% e 40% no primeiro semestre deste ano superam, inclusive, a média nacional de 10%. Todavia, é preciso ter claro que o cálculo é feito sobre uma retração violenta durante a crise entre 2016 e 2017. A esperança de melhoras nos próximos seis meses está alicerçada na queda de juros do financiamento Mais Alimentos e na Expointer, que inicia sábado.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), o setor observou um primeiro semestre com vendas aquecidas, especialmente no Centro-Oeste do Brasil, com montadoras relatando melhorias acima de 10%. Entretanto, aqui no Sul, não foi verificada a mesma performance, com relatos de quedas e indicadores muito parecidos com os do ano passado.

No cômputo geral, a estimativa dos técnicos na ABIMAQ é de que houve um incremento em torno de 8% nos negócios deste semestre, em relação ao ano passado. E tranquilizam ao informar que o segundo semestre normalmente é mais aquecido, sendo que a entidade trabalha com estimativa de fechar o ano com faturamento acima do de 2017.

Tiago Kleber, sócio-proprietário da Kleber Máquinas Agrícolas, classifica 2018 como “bom”. A loja registra crescimento de 10% a 15% na venda de implementos agrícolas periféricos, apesar da influência negativa da greve dos caminhoneiros, em maio. O maior impulsionador tem sido o novo Plano Safra, divulgado em julho, que trouxe a boa notícia da queda na taxa do Mais Alimentos (veja box). “O governo também estava perdendo”, observa Tiago, referindo-se à retração econômica diante dos juros cobrados no financiamento ao agricultor.

Há quatro meses, a loja é representante dos tratores Mahindra, marca indiana com montadora em Dois Irmãos. Assim, o sócio ainda não pode fazer uma projeção, pois hoje cada negócio no segmento é positivo. “Não podemos nos queixar. Para nós, é novidade e vai indo devagar”, reitera. E esse bom momento da Kleber é ilustrado pela expansão da unidade, com mais um pavilhão do outro lado da RSC-287.

O empresário também conta com a Expointer para alavancar de vez os negócios. E a grande novidade da Mahindra terá a cara do Vale do Caí, caracterizado pelos pomares. O trator “fruteiro” de 57 cavalos, com eixos mais estreitos, será lançado em Esteio. Com tecnologia de última geração, é ideal para podas, colheita e pulverização. “A marca é a mais vendida do mundo, com 46 mil unidades por ano”, salienta Tiago.

Loja vende 90% pelo Mais Alimentos

A vocação agrícola da região a torna ideal para negócios no segmento. O gerente da Unyterra Montenegro, Marcos Milech, observa que aqui são os médios e pequenos tratores – de 12 a 85 cv – que vendem bem. “Mas o que mais sai aqui é o de 55 cavalos”, afirma, referindo se ao modelo 11.554 da marca Yanmar. A robustez com dimensões reduzidas se encaixa também no trabalho em viveiros e no cultivo de hortifrutigranjeiros.

A loja, que ainda comercializada implementos para o campo e escavadeiras para construção civil, observa um semestre com 30% de aumento nas vendas: 15% em tratores e 15% em implementos. Milech explica essa melhora através da intensificação das ações de trabalho, inclusive com a contratação de mais um vendedor. “Mas a economia, é claro que está se movimentando novamente”, afirma, ao avaliar que, aos poucos, o cenário como um todo melhora.

O gerente aposta no Mais Alimentos, tendo em vista que 90% das vendas na Unyterra são financiadas pelo programa federal, com recursos do BNDES. A loja investe ainda na expansão física, para ainda em 2018 abrir uma nova linha de tratores com tecnologia japonesa Yanmar. Esses produtos, inéditos no Brasil, serão lançados no estande de Unyterra na Expointer. Um dos equipamentos oferecidos pela marca é o reversor, que permite, ao toque de uma alavanca, dar ré em qualquer marcha que estiver para frente.

Na New Holland, igual a 2017

A Líder Tratores, representante da New Holland, não compartilha do entusiasmo do mercado. O gerente de vendas da rede, Gabriel Cardoso, afirma que a loja de Montenegro repete em 2018 o desempenho do primeiro semestre de 2017. Os negócios não caíram, mas também não cresceram. E, novamente, a expectativa para o restante do ano é depositada no Mais Alimentos. “Agora a tendência é de aumentar”, afirma. A New Holland e a Líder também estarão na Expointer oferecendo, entre outros, um produto ideal aos citricultores. Os modelos “fruteiros” T3 e T4 serão lançados a partir de sábado.

Lucro reduzido para manter competitividade

A Verdes Vales é a concessionária John Deere no segmento tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores e implementos. E, no geral, suas vendas tiveram em 2018 um aumento de 13% em relação ao mesmo período de 2017. A constatação é do gerente Claudio Pereira, que aponta ainda a linha de tratores com aumento isolado de 14,5%. Já na linha de implementos, o crescimento foi de 11%.

“O crescimento das vendas é um ponto muito positivo, mas o resultado líquido está abaixo da expectativa”, revela. Isso aconteceu devido à redução de margens necessárias para que a Verdes Vales mantivesse a competitividade no mercado. Apesar da alta performance da John Deere nas colheitadeiras, Pereira reitera que, no Vale do Caí, o maior volume de comercialização é no segmento de tratores de pequeno porte.

Quanto ao avanço da tecnologia embarcada nos tratores, destaca um aumento na procura por equipamentos de maior porte, pois o cliente está buscando maior eficiência em menor tempo aplicado na realização das tarefas. “Pelo que já nos foi apresentado, 2019 será um divisor de águas em matéria de tecnologia embarcada em máquinas agrícolas”, revela Pereira. Inclusive, a loja de Montenegro está iniciando a comercialização de tratores com piloto automático integrado de fábrica, um belo diferencial.

Todos aguardam pelo que acontecerá no país

Outro comércio que vê suas vendas de tratores e implementos agrícolas estagnadas é a Reis Tratores. Rafael Reis também aposta forte na Expointer para alavancar a comercialização dos italianos da marca Landini. Em 2017, a loja montenegrina foi à Feira com uma expectativa ruim, mas se surpreendeu com o grande fluxo de negócios, impulsionado por um período significativo em que os agricultores não compraram.

Agora, a Expointer se torna uma incógnita. Há muita incerteza no ar, seja referente a quem vai vencer a eleição, quanto às últimas movimentações deste governo na economia. “Está todo mundo muito apreensivo quanto ao o que vai acontecer no Brasil”, observa.

Reis comenta que tudo depende da retomada definitiva dos vários setores produtivos, mas é justamente aí que esbarra a falta de confiança para fazer investimentos.
Clima favorece colheita e anima empresa

Outra conceituada loja na região, a Brenner Tratores, teve um incremento de negócios da ordem de 25% no comparativo dos primeiros semestres de 2017 e 2018. Ela é representante de tratores Agrale e máquinas e ferramentas Stihl, sendo que o gerente Astor Weizenmann também assinala a procura pelo Mais Alimentos, que representa 75% de seus negócios. “Não posso dizer que está ruim”, afirma, ao separar do cálculo os tratores com aumento de vendas em torno de 15%.

O gerente é otimista e aponta que cresce a confiança do agronegócio na recuperação do mercado, com boas vendas nas próximas safras. O preço dos citros e a boa colheita dos hortifruti, favorecidos por clima normal melhoram o desempenho do setor.

Apenas o Reflorestamento (plantio de mato) cruzou o semestre estagnado. O termômetro é a venda de motosserras, que não entrou nos 25%.

O vendedor Daniel Luft destaca a tecnologia dos tratores Agrale. Por exemplo, a do modelo 575 – 75 cv – com dimensões ideais às necessidades aqui no Vale, que conta como Super Redutor de caixa.Ele permite um deslocamento contínuo e lento, percorrendo 50 metros por hora na 1ª marcha e 200 metros/ hora na 5º. O sistema é útil para colheita, poda ou plantio com equipamentos. “A plantadeira precisa de uma velocidade constante para um plantio com intervalo regular”, explica o gerente Astor.

LS registra o maior crescimento do Vale

A Concessionária Kim, representante da LS Tratores, é outro comércio de peso no Vale. Seu gerente de vendas, Lucas Barreto, revelou que o primeiro semestre teve um incremento de 40% nas vendas da loja, localizada na ERS-240. “O que não quer dizer que é bom. Mas antes estava péssimo”, comentou. Na sua visão, precisaria de mais de 40% para recuperar a retração dos últimos dois anos.

Ele ainda não aposta na plena recuperação da economia brasileira, observando, por exemplo, que o mês de julho não foi bom. Em parte, no caso da microrregião Caí, a culpa é da Expointer. Barreto destaca que a Feira é muito importante, todavia os clientes não investem agora para esperar lançamentos e promoções de negócios no Parque de Exposições.

A montadora LS é sul-coreana e está no Brasil desde 2013. Tecnologias como o reversor de direção, cabine climatizada e câmbio sincronizado, que em outras marcas são opcionais, nos LS são de série. Apenas o GPS, que permite rastrear a rota na lavoura, é opcional. A marca também oferece modelos adequados à região, com destaque ao R60 (60 cv) financiado pelo Mais Alimentos.

Fonte: Jornal Ibia

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03 - Startup cria plataforma online para compra e venda de resíduos e transforma custos em oportunidades de negócio


Em essência, startups são criadas com o objetivo de oferecer soluções novas para problemas antigos. O Brasil enterra anualmente R$120 bilhões ao destinar a aterros e lixões resíduos que poderiam ser reinseridos em cadeias produtivas, conforme divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). Analisando este cenário, o carioca Renato Paquet, formado em Ecologia, com ênfase em ecologia industrial e gestão, criou a Polen – Solução e Valoração de Resíduos, um marketplace (mercado) online voltado à compra e venda destes resíduos. É similar ao Mercado Livre, porém apenas de resíduos empresariais.

“Percebemos, olhando para o mercado, que o que era resíduo para uma empresa poderia ser matéria-prima para outra. Por meio de nossa plataforma, unimos as duas pontas e transformamos os resíduos em oportunidades de negócio”, conta Renato.

A limalha de latão que sai de uma indústria de cadeados, por exemplo, se transforma em acessórios e bijuterias. Em outro exemplo, engenheiros de produto de um gigante da siderurgia mostraram que os resíduos de sua produção (agregado siderúrgico) poderiam ser empregados em processos da construção civil.

A plataforma funciona da seguinte maneira: o vendedor do resíduo cadastra a sua venda, ou o comprador cadastra sua demanda. A Polen, que possui um time de vendedores interno, busca encontrar um comprador ou vendedor qualificado para a empresa, não somente na plataforma, mas em toda rede de contatos offline que ela possui. Os vendedores cuidam de toda a negociação e atualizam as empresas através de ligações e e-mails. Tudo isso sem investimentos.

Além da diminuição de custos, o impacto ambiental no aproveitamento dos resíduos é outro aspecto essencial do negócio criado pela Polen: o produto gerado a partir de matéria-prima reciclada vem com pegada muito reduzida de carbono. Sendo assim, a Polen emite um certificado ambiental e um relatório de sustentabilidade para todos seus clientes envolvidos na transação, isto é, o comprador e o vendedor.

A startup, graduada no Founder Institute (maior pré-aceleradora de startups do mundo), também é uma solução para ajudar as indústrias a se adequarem à Lei de Logística Reversa (Lei 12.305/10). De acordo com a lei, a indústria passa a responder, no exercício de 2018, pela reinserção em cadeias produtivas de 22% dos resíduos de embalagem que levar ao mercado – até outubro de 2020, este percentual se estenderá a 50%. Além de facilitar a reinserção através de uma vasta gama de compradores de resíduos cadastrados na plataforma, é possível comprar créditos de logística reversa.

“A exemplo do que se faz com o crédito de carbono, criamos na plataforma a compra e venda de créditos de logística reversa: se a indústria não conseguiu recuperar as embalagens no percentual indicado pela lei, ela pode adquirir créditos de alguma outra que os tenha de sobra ou de cooperativas de reciclagem, que, apesar de não fornecerem produtos embalados ao consumidor final, fazem uma boa parte do trabalho de reinserção de resíduo pós-consumo em novos processos produtivos”, conta o CEO da Polen.

A indústria recorria a uma cooperativa de reciclagem e comprava notas fiscais que atestavam que ela vendera seus resíduos a um reciclador – que, por sua vez, teria feito o trabalho de retornar a embalagem ou outro tipo de resíduo a um destino eficiente. A Polen percebeu, no entanto, que este modelo não trazia segurança à operação. Existe o risco de a mesma nota ser comprada por duas ou mais empresas. A solução, conta Renato Paquet, foi encontrada no blockchain, sistema que assegura a segurança e transparência absolutas das transações em criptomoedas.

“Estudamos muito o sistema, e criamos, junto à EOS – Rio, a nossa própria aplicação que funciona sobre a blockchain da EOS. A Polen é capaz, agora, de criar um registro único da operação de compra de créditos de logística reversa, criptografando e “tokenizando” a nota fiscal. O que vendemos à indústria é apenas o token, a parte criptográfica, que representa a nota. É impossível haver duplicidade do token”, garante.

Além do mais, a Polen criou o Blog da Polen, um espaço online gratuito exclusivamente dedicado ao compartilhamento, divulgação e publicação de notícias, artigos, colunas e relatórios sobre o universo dos resíduos sólidos no Brasil e no mundo. O blog é excelente para entender e se atualizar sobre os assuntos que tangem os resíduos.

Fonte: Dino, Exame, Gazeta de Votorantim, Comunique-se, Terra, Mundo do Marketing, Agência Estado, Negócios em Foco, Agência o Globo, Casa de Notícias, O Diário

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04 - ABIMAQ no Canal Rural – Tecnologia no Campo


O programa Tecnologia no Campo, do último sábado (18), esteve na 17ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, que trouxe como tema principal os desafios e as oportunidades da exportação da produção da agricultura brasileira.

Fonte: Canal Rural

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05 - Negociação coletiva é tema de evento no Sindifer


Nesta quinta-feira (23), empresários, gerentes de RH e advogados de empresas associadas ao Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do ES (Sindifer-ES) poderão tirar dúvidas acerca da negociação coletiva, durante evento ministrado pela advogada do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (SINDIMAQ), Camila de Moura Machado Toledo, na sede do Sindicato, em Vitória, a partir das 15h.

Camila abordará as novas regras da reforma trabalhista e o novo modelo de negociação coletiva que será implantado. Segundo ela, a negociação coletiva pode modificar o que está na lei, além de favorecer o dia a dia das empresas e funcionários.

O evento é promovido pelo Sindifer e ABIMAQ, com apoio do Sebrae/ES.


Fonte: Jornal Empresarial, O Giro ES 24 HORAS

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Comércio Internacional

01 - Guerra comercial entre EUA e China se intensifica com novas tarifas


Os Estados Unidos e a China intensificaram sua guerra comercial nesta quinta-feira com a adoção de tarifas de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em mercadorias um do outro, mesmo que autoridades de ambos os lados tenham retomado negociações em Washington. As duas maiores economias do mundo adotaram agora tarifas sobre um total combinado de 100 bilhões de dólares em produtos desde o início de julho, com mais por vir, ampliando os riscos ao crescimento econômico global.

O Ministério do Comércio da China disse que Washington "permanece obstinado" em implementar as mais recentes tarifas, que entraram em vigor por ambos os lados como previstos à 01h01 (horário de Brasília)."A China se opõe firmemente a isso, e continuará a adotar contramedidas necessárias", disse o ministério em comunicado, acrescentando que Pequim entrará com uma reclamação junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou colocar tarifas sobre quase todos os mais de 500 bilhões de dólares em bens chineses exportados aos EUA anualmente a menos que Pequim concorde com mudanças a suas práticas de propriedade intelectual, programas de subsídio à indústria e estruturas tarifárias, e compre mais produtos norte-americanos.

Esse número representaria bem mais do que a China importa dos EUA, levantando preocupações de que Pequim poderia avaliar outras formas de retaliação.

As tarifas entraram em vigor em meio a dois dias de negociações em Washington entre autoridades de ambos os lados, as primeiras discussões formais desde que o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reuniu-se com o assessor econômico chinês, Liu He, em junho em Pequim.

Grupos empresariais demonstraram expectativas de que a reunião marcaria o início de negociações sérias sobre o comércio chinês e mudanças na política econômica exigidas por Trump. Entretanto, na segunda-feira Trump disse à Reuters em entrevista que ele não "esperava muito" das negociações.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - Investimentos no País terão aumento contido e a partir de março de 2019


O avanço dos investimentos em 2019 ainda depende do resultado eleitoral e da melhora das condições financeiras no País. As expectativas do Itaú Unibanco são de crescimento contido por parte do setor privado e somente a partir de março do ano que vem. “Conforme o PIB avance, os investimentos tendem a crescer também, mas tudo depende muito do encaminhamento da governabilidade e da melhora das condições financeiras”, explica o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, afirmando que ainda é cedo para dizer para onde vai o investimento.

“O setor público tem uma capacidade bem limitada de investir. Da mesma forma, existem várias dificuldades a serem consideradas no setor de infraestrutura, o que não nos dá a capacidade de antecipar se os investimentos devem seguir essa direção”, completou o economista. Em relação à atividade dos próximos meses – o que traria as principais tendências para o Brasil – os especialistas projetam queda de 0,2% para julho, mas enxergam um terceiro trimestre positivo.

“O PIB no terceiro trimestre vem entre 0% e 0,5%, mas boa parte do crescimento acaba sendo uma questão técnica”, comenta o economista do Itaú, Felipe Salles, comentando que, para os últimos três meses, no entanto, “muita coisa pode mudar”. “Precisamos ver como as condições financeiras evoluirão, o que também reflete o que está acontecendo no mundo, como em relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China, o possível aumento de juros pelo Fed [Banco Central norte-americano], a situação do México e outros fatores”, acrescenta Salles. 

As condições financeiras correspondem ao nível de juros, liquidez, condições de crédito e de risco, bem como consideram a situação de alta ou baixa do mercado acionário, por exemplo. No ambiente doméstico, o economista-chefe da instituição reforça que a atual volatilidade do câmbio é “normal acontecer no mês que antecede o início do primeiro turno eleitoral” e que, passadas as votações, essas oscilações tendem a diminuir. “Depois da eleição, em geral, a volatilidade deve cair. Ao mesmo tempo, não tenho razão para acreditar que o novo governo não será comprometido com a governança e a solvência da dívida pública, mas o cenário só deve ficar mais claro a partir de março de 2019”, avalia Mesquita.

Projeções 

Para o câmbio, o banco privado mantém as projeções para o dólar, cotado ao patamar de R$ 3,90 ao final de 2018 e 2019.

“Apesar dos picos da moeda nos últimos dias, o dólar deverá se acomodar após o primeiro turno. O noticiário ainda muda muito”, diz Mesquita, reiterando que a expectativa é de que o BC “mantenha, em 2019, a mesma atuação no câmbio que exerceu este ano”. Além disso, os economistas do Itaú ponderaram que mesmo com a alta volatilidade do câmbio, a inflação desse e dos próximos meses deve permanecer em baixos patamares.

“Há dois motivos para acreditarmos que a inflação está ancorada. O primeiro é pela baixa atividade econômica e, o segundo, é o desemprego ainda elevado. Esse cenário sugere que a inflação de serviços continua baixa por muito tempo”, comenta Salles. O Itaú projeta que o Indicador de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2018 em 4,1% e em 4,2% em 2019.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - IPC-S desacelera alta a 0,10% na 3ª quadrissemana de agosto, diz FGV


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou a alta a 0,10 por cento na terceira quadrissemana de agosto, de 0,19 por cento na segunda prévia do mês, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).A principal contribuição para o resultado partiu do grupo de Habitação, que apresentou variação positiva de 0,49 por cento, ante o avanço de 0,71 por cento registrado na apuração anterior.    

Fonte: Reuters

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03 - Consumidores esperam inflação de 5,7% em 12 meses a partir de agosto


A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses ficou em 5,7% em agosto, ante 5,4% em julho, informou nesta quinta-feira, 23, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve recuo de 0,6 ponto porcentual no indicador.

"O aumento da inflação esperada para os próximos meses reflete em grande medida a percepção de aceleração dos preços durante a greve dos caminhoneiros, captada pelos indicadores de preços de maio e junho", avaliou a economista Viviane Seda Bittencourt, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Na distribuição por faixas de inflação, 56,3% dos consumidores projetaram uma taxa dentro dos limites de tolerância da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano, ou seja, entre 3% e 6%. A proporção de consumidores indicando inflação abaixo do limite inferior de 3% recuou de 14% em julho para 8,2% em agosto. A fatia de entrevistados com previsões acima do limite superior de 6% aumentou de 34,0% em julho para 35,5% em agosto.

A expectativa de inflação avançou em todas as faixas de renda em agosto, com destaque para as famílias que recebem até R$ 2.100,00 mensais (com aumento de 0,5 ponto porcentual na inflação esperada). Para as famílias com renda mais elevada, acima de R$ 9.600,00 mensais, a expectativa avançou para 5,0%, o maior nível desde setembro de 2017 (5,1%)."A alta (no indicador) ocorre de forma disseminada entre as classes de renda e regiões pesquisadas, sugerindo haver no momento uma grande sensibilidade do consumidor ao tema, o que pode levar a novas altas enquanto a conjuntura continuar sendo de grande incerteza política e sujeita a fatores adicionais de pressão como a recente desvalorização do real frente ao dólar", completou Viviane.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

Fonte: O Estado de São Paulo

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04 - IPCA-15 sobe 0,13% em agosto, diz IBGE


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,13 por cento em agosto, sobre alta de 0,64 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,11 por cento para o período.

Fonte: Reuters

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Industria

01 - Saldo líquido de emprego formal no Caged foi positivo em 47.319 vagas em julho


O Brasil encerrou o mês de julho com a abertura de 47.319 vagas de emprego com carteira assinada, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os números ainda não foram divulgados pelo Ministério do Trabalho, mas já constam do banco de dados do Caged. 

Esse foi o melhor resultado para o mês de julho desde 2013.O resultado mensal de julho veio acima do esperado pelos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. Entre as 20 estimativas coletadas, a mediana apontava para a criação de 24.250 vagas, sem ajuste sazonal. Essas projeções variavam do corte de 8.872 postos formais até a criação de 65.000 empregos. Com a criação de vagas no mês passado, o mercado de trabalho volta a registrar saldo positivo após o fechamento de 661 empregos formais no mês de junho. No acumulado dos sete primeiros meses do ano de 2018, o cadastro de emprego registra a abertura de 448.263 vagas com carteira assinada. Em 12 meses até julho, foram criados 286.121 empregos formais.

O resultado mensal positivo foi puxado pelo agronegócio, que registrou a abertura de 17.455 empregos com carteira assinada no mês. Em seguida, aparecem os serviços, que geraram saldo líquido de 14.548 postos de trabalho, e a construção civil, que ganhou 10.063 empregos. Entre os demais segmentos da economia, a indústria de transformação gerou 4.993 vagas, os serviços de utilidade pública ganharam 1.335 empregos e o segmento de extração mineral, 702 postos. Por outro lado, a administração pública perdeu 1.528 empregos e o comércio registrou fechamento de 249 postos de trabalho.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - PIS/Pasep tem R$ 17 bi para saque até setembro


Cerca de 23 milhões de pessoas têm direito a sacar R$ 17,3 bilhões do fundo do PIS/Pasep até o dia 28 de setembro, segundo o Ministério do Trabalho. Desde o fim do ano passado, quando o governo ampliou a liberação desses recursos como forma de impulsionar a economia, quase 5 milhões de cotistas já sacaram R$ 6,6 bilhões. Desde terça-feira da semana passada, 14, todos os cotistas com menos de 60 anos que trabalharam com carteira assinada entre 1971 e 1988 podem sacar o dinheiro. Só nesta semana, quando tiveram início os saques sem limite de idade, 1,3 milhão de trabalhadores resgataram R$ 1,2 bilhão. Somados os demais trabalhadores com mais de 60 anos, a ação tem potencial de injetar R$ 39,3 bilhões na economia e poderia reforçar o Produto Interno Bruto (PIB) em até 0,55 ponto porcentual, segundo o Ministério do Planejamento.

Estimativa do governo indica que, na média, cada conta do PIS/Pasep registra valor médio de R$ 1.000. Trabalhadores da iniciativa privada devem procurar a Caixa Econômica Federal. Já os servidores públicos precisam se dirigir ao Banco do Brasil. Os dois bancos já oferecem pela internet uma plataforma para verificar se o trabalhador tem recursos a receber. Os fundos do PIS e do Pasep funcionaram de 1971 a 1988 e davam direito ao trabalhador de receber o rendimento das cotas e sacar o dinheiro em caso de aposentadoria, doença grave ou ao completar 70 anos.

A partir de outubro de 1988, após a promulgação da Constituição, a arrecadação do PIS/Pasep passou para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que faz empréstimos a empresas. Em meio à mudança, muitos que tinham direito ao dinheiro não sacaram os recursos. Por isso, o governo tem ampliado o limite de idade e estipulado calendários para incentivar os saques e injetar dinheiro na economia. Até o dia 28 de setembro será possível sacar os recursos sem exigência de idade. 

Após essa data, o benefício volta a ser concedido exclusivamente para o público habitual, formado por cotistas maiores de 60 anos, aposentados, pessoas em situação de invalidez (inclusive seus dependentes), pessoas acometidas por enfermidades específicas, participantes do Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) e herdeiros de cotistas falecidos.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Setor

01 - ANP cobra transparência da Petrobras na formação de preço de combustíveis


As novas regras para dar transparência aos ajustes de combustíveis que estão sendo elaboradas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vão obrigar as empresas a informar qual a referência internacional que utilizam para fazer os ajustes e o custo que têm com a internação dos produtos no Brasil, explicou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone. A agência foi criticada por acenar com novas regras para a divulgação dos preços dos combustíveis que poderiam colocar em risco estratégias comerciais da Petrobras, por ter que revelar dados estratégicos. "Algumas das prerrogativas que ela (Petrobras) tinha como braço estatal deixam de estar presentes e aumenta a necessidade de haver regulação. Uma empresa que age para maximizar legitimamente seu lucro, e sou favorável a isso, não deve ser monopolista no refino, não deve ter concentração excessiva em nenhum mercado - e ela tem no gás natural -, e tem que ser mais transparente na formação de preço, enquanto a competição não vem", afirmou.

Fonte: O Estado de São Paulo

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02 - Petrobras pagará nesta quinta-feira R$652,2 mi em juros sobre capital próprio


A Petrobras informou que pagará nesta quinta-feira Juros sobre o Capital Próprio (JCP) no montante de 652,2 milhões de reais, correspondente a um valor bruto de 0,05 real por ação ordinária ou preferencial, com base na posição acionária de 13 de agosto de 2018.Em fato relevante ao mercado, a empresa disse que o pagamento será efetuado pelo Banco do Brasil, instituição depositária das ações escriturais.

Fonte: Reuters

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