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Edição 9948 de 11/01/2019

Destaque

01 - Motivos para não tributar as matérias-primas e, portanto, refugar o IVA


Shotoku Yamamoto, diretor da Sky Corte Laser e diretor conselheiro da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

Dentro da teoria microeconômica, um dos conceitos mais importantes é, sem dúvida, o conceito de elasticidade-preço da procura, criado por Alfred Marshall (1842 – 1924) que mede a sensibilidade dos consumidores diante das variações nos preços dos bens ou serviços. Quando ocorre uma mudança no preço, os consumidores reagem com diferentes intensidades, ou porque não querem ou porque não conseguem. Trata-se de um conceito muito importante porque, dependendo da intensidade das reações dos consumidores, o tamanho do mercado, medido em unidades monetárias, pode aumentar ou diminuir. Por exemplo, se o preço de um bem aumentar em 5% e os consumidores reagirem diminuindo a demanda em apenas 1%, evidentemente a dimensão do mercado ficará maior, ou seja, o dispêndio monetário total dos consumidores aumentará com a compra daquele produto. Todos os bens e serviços disponibilizados no mercado podem ser classificados em duas categorias, calculando-se o coeficiente de elasticidade-preço da procura (E) pela seguinte fórmula:

E = Variação % na quantidade procurada / Variação % no preço

Este coeficiente, repetindo, apresenta duas dimensões importantes:
1. Procura elástica – quando o coeficiente for maior que l (um), neste caso qualquer aumento no preço resultará em diminuição no tamanho do mercado e, qualquer diminuição no preço, aumento do mercado, medido em unidades monetárias.

2. Procura inelástica – quando o coeficiente for menor que 1 (um). Neste caso, evidentemente, o efeito será oposto, o mercado cresce com aumento no preço e diminui com a diminuição no preço, tudo em números relativos.

Portanto, classificar a procura de um produto em elástica ou inelástica é fundamental para, além dos empresários, principalmente àqueles que tomam a decisão de legislar sobre tributação. Para tanto, basta analisar os fatores que influenciam a elasticidade demanda do produto ou serviço, quais sejam:
1. Disponibilidade de bens substitutos para o produto em análise. É claro que quando o produto em questão dispõe de substitutos, os consumidores conseguem reagir a um aumento no preço, passando a procurar um bem substituto e, analogamente, quando o preço diminui, os consumidores de outros produtos substitutos serão atraídos para o mercado do produto, cujo preço diminui.

2. O preço unitário do bem em relação à renda dos consumidores, ou dos tomadores de decisão de compra do produto. Quando o preço unitário é baixo, os consumidores, mesmo que tenha substituto, podem não querer reagir porque um aumento no preço de um produto barato representa pouco dinheiro e, por isso, o tomador de decisão de compra tende a não reagir. O exemplo clássico de produto que tem procura altamente inelástica é o sal de cozinha; além de não ter substituto, o preço unitário de compra é muito baixo. O açúcar refinado, embora tenha substituto, a procura também é inelástica, exatamente, porque o preço unitário é baixo.

Analisando estes dois fatores é possível classificar a procura de todos os bens e serviços em elástica ou inelástica. Um bem cuja procura é inquestionavelmente elástica é o automóvel porque, além de possuir bons substitutos, trata-se de um produto cujo preço é muito alto. As passagens aéreas e diárias de hotéis também são exemplos de serviços de procura elástica. Quando se analisa o preço do bem em relação a renda dos consumidores, ou dos tomadores de decisão de compra, um aspecto importantíssimo é analisar o preço unitário de compra. Quando uma indústria, por exemplo, utiliza o sal como insumo industrial, o preço deixa de ser um fator irrelevante, porque o preço unitário passa a ser por tonelada e, por isso mesmo, deixa de ser um produto de procura inelástica. Portanto, no mercado de atacado, todos os bens e serviços apresentam procura elástica; todas as vezes que o preço diminui, a demanda aumenta mais que proporcionalmente a redução no preço, aumentado a produção, gerando mais empregos, rendas e impostos.

Para finalizar, a conclusão que se pode tirar deste conceito é que aqueles que tem o poder de legislar sobre impostos nunca, jamais, devem tributar as matérias-primas e produtos intermediários nas cadeias produtivas. Por exemplo, o IPI é, entre outros, sem dúvida nenhuma, o imposto mais irracional que pode existir, só é admissível como imposto seletivo para alguns produtos prejudiciais à saúde. O tão defendido IVA também deve ser contestado porque tributa a produção, onde todos os insumos apresentam procura elástica, além do que, a finalidade da produção é melhorar o padrão de vida da sociedade. 

Os impostos indiretos devem tributar o consumo de bens e serviços de procura inelástica. Este mesmo conceito é aplicado na teoria da formação de estratégia de política de preços das empresas, neste caso o conceito passa a ser elasticidade-preço da procura de uma marca do produto.

Fonte: Diário do Comércio, Contabilidade e Auditoria

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02 - Indústria pede mais R$ 3 bi para o Moderfrota


A forte demanda por crédito rural para a compra de máquinas agrícolas observada desde a entrada em vigor do Plano Safra 2018/19, em julho, levou as empresas do segmento a pedirem ao governo um reforço no orçamento do Moderfrota, principal linha de financiamento de tratores e colheitadeiras do país, alimentada com recursos do BNDES.

Foram inicialmente reservados para a linha R$ 8,9 bilhões, para serem desembolsados até 30 de junho, quando termina o ano-safra, mas a indústria calcula que serão necessários pelo menos mais R$ 3 bilhões para que o fluxo de vendas não seja prejudicado. O pedido já foi levado à equipe econômica do presidente Bolsonaro. "O governo precisa alocar esse montante a mais, caso contrário vai ser um caos", afirmou João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

 "As fábricas estão atendendo à demanda, todas aumentaram a produção. O problema é faltar dinheiro e acumular estoque. O custo vai lá para cima", disse ele. Nos primeiros seis meses do atual Plano Safra (julho a dezembro de 2018), os desembolsos do Moderfrota alcançaram R$ 5,2 bilhões, 48,5% mais que no mesmo período do ano-safra anterior (2017/18), quando o mercado ainda estava particularmente fraco. "Quase 60% dos recursos reservados para o Moderfrota já foram emprestados.

 Já alertamos o Ministério da Agricultura e o governo está avaliando como proceder. Esperamos alguma suplementação de recursos neste primeiro trimestre", disse Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo ele, também já escassearam os recursos do Pronamp, linha para médios produtores rurais que também pode ser acessada para a aquisição de máquinas agrícolas, e do Pronaf, voltado à agricultura familiar e que pode financiar pequenos tratores.

"A ministra [da Agricultura] Tereza Cristina conhece bem o setor e é sensível à demanda dos produtores, principalmente os familiares", reforçou Antonio Megale, presidente da Anfavea, em entrevista coletiva realizada ontem na capital paulista sobre os resultados da indústria automotiva como um todo. Segundo dados apresentados pela entidade, as vendas domésticas de máquinas agrícolas e rodoviárias somaram 27.933 unidades entre julho e dezembro de 2018, 26,7% mais que no mesmo período de 2017. Depois de um primeiro semestre ainda morno, esse desempenho levou as vendas anuais a registrarem aumento de 12,7%, para 47.777 unidades. Para 2019, desde que não faltem recursos, a previsão é de aumento para cerca de 53 mil unidades. 

"Ainda há recursos do Moderfrota no mercado, mas não são suficientes para atender toda a demanda", disse ao Valor Marco Túlio Costa, diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, que lidera os desembolsos de crédito rural em geral no país. "Se não houver remanejamento de outras linhas, a linha estará esgotada até o fim de março", afirmou.
O executivo explica que o Moderfrota é irrigado basicamente com duas fontes de recursos, equalizados pelo Tesouro para garantir taxas de juro menores que as praticadas no mercado (7,5% a 9,5%): o BNDES e o próprio Banco do Brasil. Os recursos provenientes do BNDES estão praticamente esgotados. 

Tanto o BB quanto outras instituições financeiras têm recursos a juros livres para emprestar, mas as taxas maiores, que podem chegar a 15%, normalmente esvaziam a procura pelas operações. Marchesan, da ABIMAQ, destaca que a indústria identificou essa possível falta de verba no fim de 2018. A entidade alertou o então ministro Blairo Maggi sobre a questão e conversou com Tereza Cristina e com o ministro da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni, antes mesmo deles assumirem seus cargos. 

O Valor apurou que a ministra da Agricultura já vem tratando do assunto com os novos presidentes dos bancos públicos e que ela também conversou com Roberto Campos Neto, indicado para a presidência do Banco Central. Como não há dinheiro novo na praça, já que o governo não vai ampliar a oferta de crédito rural a taxas de juros subsidiadas, até por causa do teto de gastos públicos, a ideia é mesmo redistribuir recursos de outras linhas do Plano Safra com baixa procura, como já foi feito no passado. Técnicos do governo admitem, porém, que atualmente há pouca margem para esse tipo de remanejamento, uma vez que a demanda por crédito rural em geral está forte. Puxados pelo Moderfrota, os desembolsos de crédito rural para investimentos alcançaram R$ 25 bilhões de julho a dezembro, 33,7% mais que em igual período de 2017. 

No total, incluindo também as operações de custeio e comercialização, as liberações somaram 103,2 bilhões no intervalo, alta de 15,3%.

Fonte: Terra Viva, Ricardo Affonsin

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03 - Abertura


*Por João Carlos Marchesan


A necessidade de novidades, por parte de nossa sociedade, não se restringe ao campo da moda ou do consumo, mas alcança até áreas insuspeitas, como a economia. Nos últimos anos, por exemplo, a solução para o crescimento econômico passou por várias ideias que foram consumidas rapidamente e substituídas sempre pela novidade mais recente.

A moda atual, neste campo, não é propriamente nova, e elege a abertura comercial, de preferência ampla e unilateral, como o remédio infalível para aumentar a produtividade e a competitividade dos produtos brasileiros tanto de bens quanto de serviços, via maior concorrência com os produtores externos, o que traria como consequência a retomada do crescimento.

A ferramenta para tanto é uma forte redução das atuais alíquotas do imposto de importação, eventualmente até zerá-las. Ora, se isto resolve nossos problemas, porquê temos e mantemos o imposto de importação? Antes que alguém pense que se trata de mais uma jabuticaba, é bom esclarecer que todos os países do mundo taxam, em maior ou menor grau, os produtos e serviços que eles importam.

É bom deixar claro que as tarifas alfandegárias não foram criadas para os governos arrecadarem mais, ainda que, eventualmente, seu efeito não seja desprezível. A razão para sua existência é a de cumprir outra função, ou seja, equalizar a diferença de custos de produção internos e externos ou em casos mais específicos proteger a indústria local da concorrência externa.

No caso brasileiro houve alguns períodos nos quais as tarifas alfandegárias foram utilizadas para proteger setores nascentes como no caso da indústria da informática ou, mais antigamente, os governos usaram e abusaram deste recurso para restringir importações, em função das históricas dificuldades do país em conseguir dólares suficientes para pagar nossas importações.

Nas últimas décadas, entretanto, o imposto de importação, em maior ou menor grau, tem cumprido seu papel de compensar as eventuais diferenças de custos internos face aos externos, quando devidas a fatores sistêmicos e não especificamente às deficiências da indústria brasileira. Assim, antes de armar que nossas tarifas são altas, é necessário verificar se elas cumprem o papel para o qual foram criadas, ou seja, se elas compensam o custo Brasil.

Os custos adicionais, em relação aos principais concorrentes externos, que o Brasil impõe a quem aqui produz, ou seja, o custo Brasil é atualmente da ordem de trinta pontos percentuais o que significa que a tarifa média brasileira deveria ser de 21% apenas para compensar o fato de que produzir aqui é mais caro do que lá fora. A consequência é que a produção brasileira, com uma tarifa nominal média ao redor de 14%, não está sendo protegida.

Nossas tarifas alfandegárias tem muitos defeitos começando com o fato das alíquotas de matérias primas serem, às vezes, assemelhadas às de produtos finais mas, as acusações de que são muito altas levam em conta apenas o valor nominal do imposto, quando, na realidade, face ao elevado custo Brasil, são um verdadeiro subsídio às importações, fato comprovado pelos enormes deficits na balança comercial dos manufaturados, em períodos de crescimento do país.

Assim, por uma questão de bom senso, a prioridade a ser enfrentada pelo próximo governo, dentro de uma agenda de competitividade, é a redução sistemática do custo Brasil promovendo uma reforma tributária que simplifique o sistema e redistribua impostos entre os diversos setores e uma redução dos juros reais de mercado ao nível de nossos concorrentes, apenas para ficar com os dois principais fatores. Depois disto poderemos voltar a falar de abertura, sempre negociada.

João Marchesan é empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

Fonte: Fonte: Dia a Dia, Fator Brasil, Voz do Bico, MG Comunicação

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Comércio Internacional

01 - China vai reduzir meta de crescimento do PIB a 6%-6,5% em 2019, dizem fontes


A China planeja determinar uma meta de crescimento econômico mais baixa de 6 a 6,5 por cento em 2019, comparado com o objetivo do ano passado de "em torno" de 6,5 por cento, disseram fontes à Reuters, no momento em que Pequim lida com tarifas mais elevadas dos Estados Unidos e enfraquecimento da demanda doméstica.

A meta proposta, a ser apresentada na sessão anual do Parlamento em março, foi aprovada pelos principais líderes na Conferência Central de Trabalho Econômico realizada em meados de dezembro, de acordo com quatro fontes com conhecimento do resultado da reunião.

Dados a serem divulgados mais tarde neste mês devem mostrar que a economia chinesa cresceu cerca de 6,6 por cento em 2018, o nível mais fraco desde 1990. Analistas preveem mais perda de força este ano, antes que medidas de suporte comecem a fazer efeito. "É muito difícil que o crescimento supere 6,5 por cento (este ano), e pode haver problemas se o crescimento cair abaixo de 6 por cento", disse uma fonte que pediu anonimato devido à sensibilidade do assunto.

À medida que a segunda maior economia do mundo perde força, os principais líderes chineses estão observando de perto os níveis de emprego, já que as fábricas podem ser forçadas a demitir trabalhadores em meio a uma guerra comercial com os Estados Unidos, apesar de um setor de serviços mais resiliente no país. Um crescimento de cerca de 6,2 por cento é necessário nos próximos dois anos para atingir a meta do Partido Comunista de dobrar o Produto Interno Bruto e a receita na década até 2020, e de tornar a China em uma nação "moderadamente próspera".

"Considerando emprego, renda e estabilidade, precisamos de um crescimento de pelo menos 6 por cento este ano", disse uma das fontes. Adotar um intervalo de crescimento como alvo daria às autoridades espaço para realizar manobras em meio a incertezas causadas por uma guerra tarifária com os EUA, conforme os dois lados lutam por um possível acordo para resolver suas diferenças antes de março.

O governo planeja manter uma meta de inflação ao consumidor de 3 por cento para 2019, apesar de uma recente desaceleração nos aumentos de preços, deixando algum espaço para o governo estimular o consumo mais fraco.

Dados divulgados esta semana mostraram que a inflação ao consumidor da China diminuiu para 1,9 por cento em dezembro, de 2,2 por cento no mês anterior, ficando abaixo da meta do governo para o ano todo.

O Gabinete de Informação do Conselho de Estado não respondeu imediatamente a um pedido da Reuters para comentários. O banco central deve injetar mais dinheiro na economia, reduzindo ainda mais os compulsórios bancários depois de já ter realizado um grande corte neste mês, enquanto tenta canalizar mais crédito para empresas pequenas e privadas - que são vitais para o crescimento e o emprego, disseram fontes.

Autoridades permanecem relutantes em cortar a taxa básica de juros apesar da pressão sobre o iuan, temendo que qualquer medida possa provocar saída de capital uma vez que os rendimentos dos títulos de curto prazo da China caíram abaixo daqueles dos EUA, disseram as fontes. A expectativa é de que o governo aumente o estímulo fiscal este ano com cortes mais acentuados de impostos para ajudar as empresas e com um aumento nos gastos em projetos de infraestrutura, disseram as fontes.

Fonte: Reuters

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02 - Alemanha não está a caminho de uma recessão, diz ministro da Economia


A economia alemã não está a caminho de uma recessão, mas o governo discute medidas fiscais para sustentar o crescimento, disse nesta quinta-feira o ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier, segundo jornal. "A Alemanha não está no início de uma recessão, mesmo que existam problemas não resolvidos no comércio internacional com o Brexit e os Estados Unidos", disse Altmaier ao jornal Handelsblatt. 

A economia alemã contraiu 0,2 por cento no terceiro trimestre de 2018. Dados da produção industrial de outubro e novembro indicaram parco crescimento no quarto trimestre. Na próxima terça-feira, o Escritório Federal de Estatísticas alemão deve publicar dados preliminares sobre o desempenho do produto interno bruto no quarto trimestre e no ano de 2018. Economistas consideram uma recessão técnica quando há dois trimestres consecutivos de contração. "Por nove anos, tivemos taxas de crescimento moderadas e saudáveis sem superaquecimento e a economia vai continuar a crescer este ano", disse Altmaier. 

No fim de janeiro, o governo vai apresentar a estimativa atualizada para 2019, disse o ministro. Em outubro, o governo previa 1,8 por cento de crescimento para este ano. Altmaier defendeu impostos menores para ajudar as empresas, mas reconheceu que ainda precisa convencer o ministro das Finanças, Olaf Scholz. "Agora faz sentido estabelecer incentivos ao crescimento", disse Altmaier. "A economia precisa de um vento a favor para ficar mais forte no futuro, para criar empregos e crescimento."

Fonte: Reuters

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03 - BC da França mantém previsão de crescimento de 0,2% para 4º tri


O banco central da França manteve nesta sexta-feira a previsão de crescimento econômico para o quatro trimestre de 0,2 por cento, mesmo com as crescentes pressões de protestos contra o governo sobre a segunda maior economia da zona do euro. O Banco da França, no entanto, acrescentou que sua pesquisa mensal de negócios mostrou que o clima de negócios para o setor industrial subiu para 103 pontos em dezembro, de 101 em novembro.

No mês passado, o banco central havia projetado que a economia francesa iria crescer 1,5 por cento em 2018 e 2019, ante 1,6 por cento para os dois anos em estimativas anteriores. Dados publicados no início desta semana mostraram que os protestos contra o governo dos "coletes amarelos" resultaram em uma queda na confiança do consumidor francês para os níveis mais baixos desde novembro de 2014.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - IPCA sobe 0,15% em dezembro e fecha 2018 com alta de 3,75%, abaixo do centro da meta, diz IBGE


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,15 por cento em dezembro, após baixa de 0,21 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. No acumulado de 12 meses até dezembro, o IPCA teve alta de 3,75 por cento, contra alta 4,05 por cento do mês anterior, e terminou 2018 abaixo do centro da meta do governo de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,13 por cento em dezembro, acumulando em 12 meses alta de 3,70 por cento.

Fonte: Reuters

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02 - IBGE vê recuo de 10,8% no ciclo de 2019


O Brasil deverá produzir 53,4 milhões de sacas de café em 2019, uma queda de 10,8% ante o recorde de 2018, projetou nesta quinta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), à medida que o ciclo de produção tende a ser de baixa para o arábica.

Ainda assim, o volume seria histórico para temporadas de bienalidade negativa, já que o arábica alterna ano de alta com baixa produção. De acordo com o IBGE, a produção de café arábica neste ano deve ser de 38,2 milhões de sacas, queda de 14,9% sobre 2018. Com relação ao robusta, o instituto vê uma safra de 15,2 milhões de sacas, crescimento de 1,5% na mesma base de comparação.

Fonte: Reuters

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03 - Governo estuda desoneração ‘universal’ da folha de pagamento


O novo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, disse na quinta, 10, que o governo estuda conceder desoneração "universal' e 'ampla" da folha de pagamentos. Ele, porém, não deu detalhes do mecanismo que será usado para compensar a perda de arrecadação com essa isenção da folha de salários. "A desoneração da folha de salários aconteceu muito em cima de demandas específicas, pontuais, de negociações muito setoriais. O que estamos trabalhando é na desoneração da folha de maneira universal, ampla, geral e sistêmica. O impacto que terá na economia certamente será muito maior e positivo", disse Cintra ao chegar ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reunião com o ministro Augusto Nardes.

A política de desoneração da folha de pagamento começou a ser adotada em 2011, durante o governo Dilma Rousseff (PT), com a substituição da cobrança de uma alíquota de 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de salários por um porcentual sobre o faturamento. Desde então, a União já abriu mão de R$ 100 bilhões em arrecadação.

A ideia inicial era conceder o benefício de forma temporária para segmentos com problemas de competitividade que haviam sido prejudicados pela crise financeira internacional. Ao longo do tempo, porém, o benefício foi sendo estendido a outros setores e renovado sucessivamente. O elevado custo do programa, no entanto, obrigou a União a rever essa política a partir de 2015, em meio à forte pressão contrária do Congresso. Atualmente, 17 setores ainda têm o benefício, que acaba para todos no fim de 2020.Perguntado como o governo pretende compensar a perda de arrecadação decorrente dessa medida em um momento em que as contas públicas seguem deficitárias, Cintra negou que a recriação da CPMF seja uma das opções sobre a mesa. Ele destacou que o próprio presidente Jair Bolsonaro já disse que não haverá um reedição do chamado "imposto do cheque.

"Buscamos a racionalização do sistema tributário com a redução da carga de impostos. Uma forma de compensação pode vir pelo tributo sobre o faturamento das empresas. Também pode haver uma tributação adicional sobre outras bases e tributos indiretos. A meta é não aumentar a carga, mas, sim, aumentar os empregos", concluiu. Cintra também confirmou a intenção do governo em reduzir as alíquotas do Imposto de Renda, mas afirmou que a prioridade no momento é a aprovação da proposta de reforma da Previdência. "A reforma do Imposto de Renda está na nossa pauta, mas não é uma prioridade imediata. A prioridade para o governo é a aprovação da reforma da Previdência. Com isso, temos mais tempo para elaborar um projeto de reforma não só do IR, mas do sistema tributário como um todo." 

A possibilidade de o governo propor mudanças na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) com a criação de uma alíquota entre 15% e 20% para a maioria dos contribuintes pode provocar uma perda de arrecadação entre R$ 25 bilhões e R$ 45 bilhões ao ano, segundo cálculos do economista Sérgio Gobetti, especialista em tributação. A proposta de mudanças da tabela do Imposto voltou ao debate depois que o presidente Jair Bolsonaro confirmou que o governo estuda reduzir a alíquota máxima do Imposto de Renda para pessoas físicas dos atuais 27,5% para 25%. No mesmo dia, porém, Cintra disse que a medida só será feita quando tiver espaço fiscal. Atualmente, a alíquota de 27,5% é cobrada dos contribuintes que ganham a partir de R$ 4.664,68 por mês.

Fonte: O Estado de São Paulo

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04 - INPC de dezembro sobe 0,14% ante queda de 0,25% em novembro


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,14% em dezembro, após cair 0,25% em novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 3,43% no ano de 2018. Em dezembro de 2017, o INPC tinha sido de 0,26%.O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Fonte: O Estado de São Paulo

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05 - INCC/Sinapi sobe 0,22% em dezembro ante alta de 0,24% em novembro, afirma IBGE


O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) de dezembro, divulgado na manhã desta sexta-feira, dia 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,22% em no último mês do ano, após uma elevação de 0,24% em novembro. No ano de 2018, o índice acumulado ficou em 4,41%. De acordo com o IBGE, o custo nacional da construção alcançou R$ 1.113,88 por metro quadrado em dezembro, valor acima dos R$ 1.111,41 por metro quadrado registrados no mês anterior. A parcela dos materiais teve aumento de 0,45%, enquanto o custo da mão de obra recuou 0,02%, segundo o instituto.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Industria

01 - Em novembro, indústria sobe em seis dos 15 locais pesquisados


Com o ligeiro acréscimo de 0,1% na produção industrial nacional, apenas seis dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas de outubro para novembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Os maiores aumentos foram em Pernambuco (1,4%), Paraná (1,1%) e Ceará (0,9%), mas São Paulo (0,7%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,4%) também tiveram resultados positivos.

Por outro lado, na mesma comparação, a queda mais intensa foi em Goiás (-6,2%), com Amazonas (-3,5%), Rio de Janeiro (-2,2%), Pará (-1,3%), Bahia (-1,2%), Santa Catarina (-0,9%), Região Nordeste (-0,8%), Espírito Santo (-0,8%) e Mato Grosso (-0,4%) também mostrando índices negativos.

O material de apoio da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional) está à direita.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,6% no trimestre encerrado em novembro de 2018 frente ao nível do mês anterior, após também recuar em setembro (-0,9%) e em outubro (-0,9%). Em termos regionais, oito locais apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos mais intensos observados em Goiás (-2,6%), Pernambuco (-2,0%), Paraná (-1,7%), Bahia (-1,6%) e Região Nordeste (-1,6%). Por outro lado, Ceará (0,6%) e Espírito Santo (0,6%) registraram os principais avanços em novembro de 2018.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria recuou 0,9% em novembro de 2018, com oito dos quinze locais pesquisados apontando taxas negativas. Vale citar que novembro de 2018 e novembro de 2017 tiveram o mesmo número de dias úteis (20 dias).

Nesse mês, Goiás (-14,2%) apresentou recuo de dois dígitos e o mais acentuado, pressionado, em grande parte, pelas quedas observadas nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), de produtos alimentícios (açúcar cristal e VHP) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (medicamentos). 

Rio de Janeiro (-5,5%), São Paulo (-3,4%), Amazonas (-2,0%), Mato Grosso (-1,6%) e Região Nordeste (-1,3%) também registraram taxas negativas mais elevadas do que a média nacional (-0,9%), enquanto Minas Gerais (-0,6%) e Bahia (-0,3%) completaram o conjunto de locais com queda na produção nesse mês.

Por outro lado, Rio Grande do Sul (12,7%) e Pará (8,3%) apontaram as expansões mais intensas em novembro de 2018, impulsionados, principalmente, pelos avanços verificados nas atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, reboques e semirreboques, carrocerias para ônibus e autopeças), máquinas e equipamentos (tratores agrícolas e máquinas para colheita) e produtos de metal (construções pré-fabricadas de metal, revólveres e pistolas, espingardas de caça e artefatos de alumínio, ferro e aço para uso doméstico), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no segundo. Espírito Santo (4,1%), Santa Catarina (3,6%), Ceará (2,9%), Pernambuco (1,2%) e Paraná (0,3%) também assinalaram taxas positivas nesse mês.

No período setembro-novembro de 2018, a indústria, ao recuar 0,8%, mostrou perda de ritmo frente ao comportamento positivo dos dois primeiros quadrimestres de 2018: janeiro-abril (4,4%) e maio-agosto (0,7%), comparações contra igual período do ano anterior.

Esse movimento de menor dinamismo da produção industrial nacional na passagem do segundo quadrimestre do ano para o período setembro-novembro de 2018 também foi observado em seis dos quinze locais pesquisados: Rio de Janeiro (de 4,5% para -4,2%), Amazonas (de 1,4% para -4,9%), São Paulo (de 0,6% para -4,5%), Goiás (de -5,3% para -8,7%), Paraná (de 2,9% para 1,0%) e Pernambuco (de 8,3% para 6,8%).

Por outro lado, Rio Grande do Sul (de 3,7% para 13,5%), Espírito Santo (de -1,8% para 4,3%), Ceará (de -3,3% para 2,6%), Bahia (de -0,9% para 1,4%), Mato Grosso (de -2,2% para -0,4%) e Minas Gerais (de -2,1% para -0,3%) apontaram os maiores ganhos entre os dois períodos.

No acumulado do período janeiro-novembro de 2018, frente a igual período do ano anterior, a expansão observada na produção nacional alcançou doze dos quinze locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Pará (9,9%), Rio Grande do Sul (6,3%), Pernambuco (6,1%) e Amazonas (6,1%).

Santa Catarina (4,3%), Paraná (2,1%) e Rio de Janeiro (2,0%) também registraram crescimento acima da média da indústria (1,5%), enquanto São Paulo (1,3%), Região Nordeste (0,8%), Bahia (0,8%), Ceará (0,7%) e Mato Grosso (0,1%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos no fechamento dos onze meses do ano. Por outro lado, Goiás (-4,7%), Espírito Santo (-1,3%) e Minas Gerais (-1,2%) apontaram os recuos no índice acumulado no ano.

No acumulado nos últimos doze meses, a indústria avançou 1,8% em novembro de 2018, mas perdeu ritmo frente aos resultados de julho (3,3%), agosto (3,1%), setembro (2,7%) e outubro (2,3%). Doze dos quinze locais pesquisados mostraram taxas positivas em novembro de 2018, mas treze apontaram menor dinamismo frente aos índices de outubro último. As principais desacelerações entre outubro e novembro de 2018 foram em Goiás (de -1,7% para -4,1%), Rio de Janeiro (de 3,4% para 2,4%), São Paulo (de 2,8% para 1,9%) e Pernambuco (de 6,5% para 5,9%), enquanto dois estados mostraram ganhos: Rio Grande do Sul (de 4,8% para 5,9%) e Espírito Santo (de -1,8% para -1,6%).

Fonte: Agência IBGE

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Setor

01 - Petrobras eleva em 2% o preço médio da gasolina nas refinarias nesta sexta


A Petrobras anunciou alta de 2% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido a partir desta sexta-feira, 11, para R$ 1,4624. Além disso, a estatal manteve o preço do diesel, em R$ 1,9009, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em dezembro de 2018, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar no qual a empresa pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, "conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral". Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

Fonte: O Estado de São Paulo

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