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Edição 9950 de 14/01/2019

Destaque

01 - Petrobras deve reestruturar venda de ativos


Especialistas do setor de óleo e gás esperam poucas mudanças no plano de negócios e gestão da Petrobras 2019-2023, com previsão de investimentos de US$ 84,1 bilhões, pela gestão do presidente Roberto Castello Branco. Na avaliação deles, as principais alterações devem ocorrer no programa de desinvestimentos, que prevê levantar US$ 26,9 bilhões no período, a partir de uma reestruturação mais ousada do plano de venda de ativos, principalmente em refino.

O próprio Castello Branco já indicou que deve fazer apenas ajustes pontuais no plano de negócios, mas sinalizou que ativos que não fazem parte da competência principal da companhia - exploração e produção (E&P) - serão avaliados para possível venda. "Em princípio, ele [o plano] é muito bom. Depois vamos ter oportunidade de olhar com maior profundidade", disse o executivo, durante a cerimônia de sua posse no cargo, há duas semanas. "Tais ativos [campos terrestres e em águas rasas, ativos de logística e refino e abastecimento] devem ser objeto de análise para inclusão no programa de gestão de portfólio da companhia com vistas ao desinvestimento."

Para Alexandre Calmon, especialista em petróleo e gás natural e sócio do escritório Tauil & Chequer, a principal medida que a Petrobras deverá implementar a partir de agora é uma reestruturação do plano de venda de ativos, com destaque para o refino.

Dois fatores contribuem para isso. O primeiro foi a recomendação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que a Petrobras venda a totalidade das quatro refinarias que integram hoje o seu plano de desinvestimentos (sendo duas no Nordeste e duas no Sul). O desenho inicial da Petrobras previa a venda de 60% de participação nessas unidades. O Cade recomendou ainda que a estatal venda uma refinaria no Sudeste.

O segundo fator é que, caso a Petrobras decida pela venda integral dessas refinarias, a operação de desinvestimento será simplificada e, em tese, livre de impedimento judicial. Na hipótese inicial, a Petrobras terá que criar uma subsidiária responsável pelas participações nas refinarias que serão vendidas. Hoje, porém, há uma liminar em vigor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski que impede a venda de estatais e subsidiárias sem a aprovação prévia do Legislativo. Mas, se a Petrobras vender a participação de 100% na refinaria, não haverá necessidade de criação de uma subsidiária e, com isso, não haverá efeito da liminar do STF.

Segundo o especialista, outra mensagem nessa linha foi a indicação de Anelise Lara para a diretoria de Refino e Gás Natural. Anelise respondia anteriormente pela gerência executiva de Aquisições e Desinvestimentos da companhia.

Paulo Valois, especialista em petróleo e gás do escritório Schmidt Valois, também vê espaço para a Petrobras aperfeiçoar a sistemática de desinvestimentos, para tornar mais rápido o processo de venda de ativos. "A Petrobras tem que ter um modelo mais célere de venda de ativos", afirmou, defendendo que o processo leve ao todo oito meses, desde o anúncio ao mercado até o fechamento da operação.

Segundo ele, por exemplo, o "rebid", ou seja, quando há uma segunda rodada de ofertas por potenciais compradores para determinado ativo, toma muito tempo e nem sempre traz o benefício esperado pela petroleira.

Com relação ao plano de negócios, Calmon, do Tauil & Chequer, destacou como fator positivo o aumento de investimentos em exploração, o que trará efeito de longo prazo para a indústria petrolífera. "Antes, a Petrobras priorizou o 'P' [de produção, na sigla E&P]. Agora, ela volta a ter investimentos em exploração", afirmou o especialista.

Dos US$ 84,1 bilhões de investimentos previstos no plano de negócios, US$ 68,8 bilhões serão para E&P. Desses, 16% (US$ 11 bilhões) estão previstos especificamente para exploração. O valor é 66% superior ao destinado para exploração no plano anterior (2018-2022), de US$ 6,6 bilhões.

De forma geral, Valois também elogiou o plano. "Ele é mais realista do que os anteriores. Espero que a Petrobras se desalavanque mais rapidamente". A nova meta de endividamento da estatal é de 1,5 vez a dívida líquida sobre o Ebitda em 2020, ante a meta de 2,5 vezes em 2018, contida no plano anterior.

Para Ludmilla Corkey, advogada especialista em Energia do escritório SV Law, as frentes de atuação definidas no plano da Petrobras levarão à melhoria financeira da companhia e ao desenvolvimento do setor. "Ao que aparenta, o plano busca crescimento e um crescimento que busca olhar para as novas demandas globais, esperamos, assim, que não sofra muitas alterações pela nova gestão", disse ela.

Na mesma linha, Bruno Gandolfo, especialista em Petróleo e Gás do Stocche Forbes Advogados, enxerga continuidade no plano de negócios, mas destaca um olhar da companhia para as fontes renováveis. "O plano apresenta uma tendência já seguida por outras petroleiras internacionais para investimento, ainda que tímido, em fontes renováveis de geração de energia, como por exemplo a eólica, tanto onshore [terrestre] quanto offshore [marítima], e fotovoltaica, com o intuito, majoritariamente, de cumprir com a agenda estabelecida pelo Acordo de Paris, do qual o Brasil é signatário", disse.

A Petrobras prevê US$ 400 milhões para energia eólica, solar e de biocombustíveis até 2023.

Na cadeia fornecedora, a expectativa também é positiva. "As notícias são boas, porque a quantidade de investimentos que serão feitos é muito grande. O plano é bastante satisfatório, ainda mais se você imaginar que estamos saindo de uma crise dos últimos quatro, cinco anos, em que as vendas de bens de capital para este setor caíram muito. Seria uma retomada", afirmou José Velloso, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Fonte: Valor Econômico

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02 - ABIMAQ cria Conselho de Mercado da Indústria de Defesa


Com propósito de desenvolver ações de cunho institucional e mercadológico com vistas à maior integração das associadas, promover articulação com órgãos públicos e demais empresas estatais e privadas, a ABIMAQ criou o Conselho de Mercado da Indústria de Defesa.

Viabilizar ações junto aos órgãos do Governo Federal; unificar entidades setoriais e fóruns específicos para debater o desenvolvimento do setor; aproximar e divulgar as associadas como provedoras estratégicas de máquinas e equipamentos para as Forças Armadas; e trabalhar no Poder Legislativo para definir posicionamento da entidade em relação proposições em tramitação no Congresso Nacional são algumas das ações do conselho.

Os trabalhos iniciais do Conselho de Mercado da Indústria de Defesa serão focados nas 13 câmaras setoriais (CSBM, CSDAER, CSENO, CSHPA, CSMAM, CSMGG, CSMR, CSQI, CSTM,, CSVI, SINDESAM, CSMF, CSPEP) e nos dois grupos de trabalho (GT- ARM e GT- GUINDASTES), que terão seus presidentes e coordenadores como membros.

Também farão parte do conselho de mercado representantes de órgão públicos (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e os ministérios da Defesa, Relações Exteriores, Indústria, Comércio Exterior e Serviços), e entidades (ABIMDE, AIAB, FIESP, CNI, BNDES e Banco Mundial).



Fonte: Dia a Dia, Band Press

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03 - A indústria e o próximo governo


O presidente que assumir em janeiro de 2019 herdará um país que cresce de forma insuficiente e que acumula entre desempregados, pessoas que desistiram de procurar emprego e trabalhadores em tempo parcial, um contingente de quase trinta milhões de pessoas, ou seja, mais de um quarto da população economicamente ativa. 

Soma-se a este quadro um Estado que gasta mais do que arrecada, o que se reflete numa dívida pública crescente, que obriga a cortar   investimentos com a consequente piora da infraestrutura, já claramente insuficiente, e que corta despesas essenciais ao funcionamento dos serviços públicos que tem piorado de forma consistente.

Face a este cenário entendemos que o futuro presidente, a par da obrigação de adotar providências para o equacionamento do deficit fiscal, deverá tomar imediatamente as medidas emergenciais necessárias para criar empregos privilegiando investimentos em obras de infraestrutura, que sejam de rápida implementação e intensivos em mão de obra.

Uma vez encaminhados, até meados do próximo ano estes dois grandes problemas, o desafio do futuro presidente será o de recuperar o crescimento sustentado, perdido desde a década de 80, de forma que este seja superior à média do crescimento mundial para reduzir de forma contínua a distância entre o Brasil e os países desenvolvidos.

Nos preocupa que a grande maioria dos candidatos não tenha um projeto claro neste sentido e ache que, uma vez feita a reforma da previdência e uma maior abertura da economia brasileira, o crescimento irá ocorrer automaticamente, ainda que a reforma da previdência leve anos para fazer efeito e que uma abertura unilateral, sem isonomia competitiva, agrave o processo de desindustrialização.

Por isso defendemos um modelo de desenvolvimento econômico centrado na produção de bens complexos e serviços sofisticados condição indispensável para garantir o crescimento sustentado. Para tanto um ambiente macroeconômico ajustado e a contínua redução do ‘Custo Brasil’ até sua eliminação num arco de dois mandatos é essencial para a competitividade de bens e serviços brasileiros.

Precisamos que os ‘spreads’ bancários sejam reduzidos ao nível de países assemelhados e aumentar o crédito para produção e exportação a juros compatíveis com o retorno das empresas. É necessário reduzir o custo de capital para investimentos produtivos e fazer uma reforma tributária que simplifique a gestão dos impostos e elimine os impostos não recuperáveis que aumentam nossos custos.

O câmbio deverá estar em um patamar competitivo e com baixa volatilidade. Precisamos de maior segurança jurídica, de uma revisão das alíquotas de importação que ao mesmo tempo reduzindo a alíquota média brasileira ao nível médio dos países em desenvolvimento restabeleça a escalada tributária para garantir maior competitividade à produção nacional. 

Todos esses temas são muito importantes para o desenvolvimento do país. Entretanto, sem um ambiente macroeconômico favorável ao investimento produtivo e sem a redução consistente e progressiva do ‘Custo Brasil’, é grande o risco das políticas industriais simplesmente não funcionarem como ocorreu, aliás, nas últimas três décadas.

A ABIMAQ já encaminhou aos candidatos à Presidência um documento intitulado “O caminho para o desenvolvimento” que consolida as propostas da indústria brasileira fabricante de bens de capital para a retomada do crescimento. 

João Carlos Marchesan
Empresário e presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

Fonte: Ferramental, Espaço 10

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Comércio Internacional

01 - Exportações da China têm maior contração em 2 anos e aumentam riscos para economia global


As exportações da China caíram inesperadamente pelo ritmo mais forte em dois anos em dezembro, enquanto as importações também contraíram, indicando mais fraqueza na segunda maior economia em 2019 e deterioração da demanda global.

Dados divulgados nesta segunda-feira também mostraram que a China teve em 2018 o maior superávit comercial com os Estados Unidos já registrado, o que pode levar o presidente norte-americano, Donald Trump, a ampliar as ameaças sobre Pequim em sua disputa comercial.

Alguns analistas já especulam que Pequim pode ter que acelerar e intensificar suas políticas de afrouxamento e medidas de estímulo este ano, após a atividade industrial ter encolhido em dezembro.

As exportações da China em dezembro encolheram inesperadamente 4,4 por cento na comparação com o ano anterior, com a demanda na maioria de seus principais mercados enfraquecendo. As importações também surpreenderam, encolhendo 7,6 por cento, em seu maior declínio desde julho de 2016.Analistas esperavam que o crescimento das exportações desacelerasse a 3 por cento, com as importações avançando 5 por cento.

"Os dados de hoje refletem um fim ao adiamento dos carregamentos e o início dos efeitos de rebote, enquanto a desaceleração global pode também pesar sobre as exportações da China", escreveram economistas do Nomura em nota, referindo-se ao aumento dos embarques para os EUA durante a maior parte do ano passado, conforme as empresas correram para se antecipar às tarifas.

O superávit da China com os EUA aumentou no ano passado em 17,2 por cento, para 323,32 bilhões de dólares, o mais elevado já registrado desde 2006, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados da alfândega. O grande superávit comercial da China com os EUA é há tempos um ponto sensível com Washington, que tem exigido que Pequim adote medidas para reduzí-lo com força.

Fonte: Reuters

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02 - Produção industrial da zona do euro tem queda de 1,7% em novembro


A produção industrial da zona do euro sofreu queda de 1,7% em novembro ante outubro, segundo dados publicados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Analistas consultados pela Trading Economics previam baixa menor na produção, de 1%.Na comparação anual, a indústria do bloco produziu 3,3% menos em novembro. Também neste caso, a previsão do mercado era de recuo menos acentuado, de 1,7%.

A Eurostat revisou para baixo o dado mensal de produção industrial de outubro, de ganho de 0,2% para acréscimo de 0,1%.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Conjuntura

01 - Retomada mais forte do PIB espera aprovação de ajuste fiscal do governo


O Produto Interno Bruto (PIB) ficará com crescimento próximo de zero até a aprovação das reformas. Com a expectativa de melhora do emprego e da renda das famílias, o impulso da atividade em 2019 virá apoiado nos setores de comércio e serviços.As projeções da 4E Consultoria, por exemplo, apontam para um crescimento de 0,3% na atividade econômica do primeiro trimestre deste ano. Segundo Giulia Coelho economista da consultoria, o movimento vem pela falta de uma sinalização mais forte de que as reformas necessárias serão aprovadas.

“O governo ainda é uma grande caixa preta. Temos algumas reformas, principalmente a da Previdência que, dependendo se sair ou não, vai ter um impacto muito significativo na economia deste ano”, avalia a especialista.

Na Tendências Consultoria, que trabalha com a perspectiva de aprovação das reformas, a expectativa é de que a composição da atividade econômica para 2019 seja trazida pelo maior consumo das famílias, pelo crescente investimento das empresas e pela melhora do crédito.

“O que permite essa expansão adicional é a perspectiva de que o mercado de trabalho melhore e a estimativa de que o quadro inflacionário continue benigno ao longo deste ano. Mas é importante perceber que mesmo com a maior confiança dos agentes, ainda temos um cenário internacional desfavorável e um governo que não terá mais papel de propulsor da economia”, complementa o analista da Tendências, Thiago Xavier.

Já na análise setorial, o economista da Pezco Economics Helcio Shiguenori Takeda aponta melhores avanços em comércio e serviços, mas um retorno ainda baixo na indústria, e a depender da resolução sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos, possíveis reflexos no agronegócio.

“Se o ritmo continuar, teremos comércio e serviços puxando a retomada da atividade econômica e, em seguida, o setor industrial indo na esteira de um processo de recomposição dos estoques e criando uma dinâmica mais favorável. Já em agro, é possível que haja redução na comparação interanual, já que a base de 2018 foi bastante robusta no setor”, comenta o especialista.

Projeções No entanto, os movimentos mais próximos da estabilidade já serão vistos nos resultados do quarto trimestre de 2018. Apesar das projeções da 4E serem de uma alta de 0,8% frente aos três meses imediatamente anteriores, tanto a Pezco quanto a Tendências preveem um estacionamento do PIB na mesma relação – alta de 0,2% e estabilidade, nesta ordem.

“Existem duas justificativas para o dinamismo dos últimos três meses de 2018. Primeiro, o impacto que a greve dos caminhoneiros teve na atividade econômica e, em segundo lugar, a volatilidade e as incertezas das eleições”, analisou Takeda, da Pezco Economics. Segundo a economista da 4E, os resultados do quarto trimestre devem sentir a baixa recuperação da Indústria, a qual ainda “deve decepcionar um pouco” em termos de retomada. “Desde a greve dos caminhoneiros, a indústria é um segmento que tem sofrido muito”, avalia Coelho.

Para Xavier, no entanto, mesmo que o crescimento dos últimos três meses de 2018 estejam próximo à estabilidade, a base de comparação está elevada desde a mudança vista entre o segundo e o terceiro trimestres. “O efeito denominador com base mais fraca dá um alívio nessa relação, mas mostra o quanto a economia está demorando para recuperar as perdas da crise. A expectativa é de melhora gradativa ao longo de 2019”, conclui.

Fonte: DCI

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02 - Top-5 eleva expectativa para a Selic este ano a 7% na Focus


O grupo dos economistas que mais acertam as previsões na pesquisa Focus do Banco Central elevou a expectativa para a taxa básica de juros a 7 por cento neste ano, mostrou o levantamento divulgado nesta segunda-feira.

Por duas semanas, o chamado Top-5 projetou que a Selic permaneceria ao longo deste ano no atual patamar de 6,5 por cento, mas agora passou a ver duas altas de 0,25 ponto percentual, uma em outubro e outra em dezembro. Os economistas como um todo também veem a Selic a 7 por cento no final de 2019 na mediana das projeções, mantendo a previsão do levantamento anterior, prevendo também altas de 0,25 ponto em outubro e em dezembro. Para 2020, também permanece o cálculo de taxa básica de juros a 8 por cento.

A pesquisa realizada semanalmente pelo BC com uma centena de economistas mostrou ainda ajuste de 0,01 ponto percentual para cima na perspectiva para a alta do IPCA em 2019, projetada agora a 4,02 por cento. Para 2020, a expectativa é de uma inflação de 4 por cento.

Em 2018, a inflação terminou com alta acumulada de 3,75 por cento, abaixo do centro da meta oficial. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Focus mostra que a projeção é de crescimento de 2,57 por cento este ano, de 2,53 por cento calculados antes, com a atividade crescendo 2,50 por cento em 2020.

Fonte: Reuters

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03 - Leve alta do IPCA prevista para o ano deve reduzir ganho real no Tesouro


O investidor terá um rendimento real menor este ano do que o obtido em 2018, nas aplicações em títulos indexados à taxa básica de juros (Selic), segundo analistas de mercado.Enquanto os papéis Tesouro Selic tiveram rentabilidade líquida de 1,38% em 2018, a expectativa para 2019 é que o ganho real caia para uma faixa entre 0 e 1%, calcula o administrador de investimentos Fábio Colombo. A remuneração real é o retorno que o investidor tem depois de descontar a inflação, o Imposto de Renda (IR) – que varia de 15% a 22,5% – e as taxas de custódia e de administração de bancos, corretoras e B3. “A rentabilidade real do Tesouro Selic será pior este ano do que em 2018”, reforça Colombo. 

“A taxa Selic se estabilizou [a partir de março de 2018], mas a inflação começou a cair mais rapidamente, cenário que proporcionou um ganho real um pouquinho mais alto ao investidor do que, provavelmente, ele terá em 2019”, diz o administrador de investimentos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do País, registrou alta de 3,75% nos 12 meses até dezembro de 2018, ao passo que a taxa básica terminou em 6,5%. Já para este ano, os analistas de mercados ouvidos pelo Banco Central (BC), esperam uma variação maior do IPCA, uma alta em torno de 4%, enquanto a perspectiva para a Selic é de que a taxa se mantenha no atual patamar de 6,5%.

“Com uma inflação se aproximando mais da taxa de juros, podemos esperar rendimentos menores”, enfatiza a professora de finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Margarida Gutierrez. Caderneta de poupança A poupança, por sua vez, deverá render ainda menos que Tesouro Selic. De acordo com Colombo, a remuneração anual da caderneta será 1,5 ponto percentual menor do que as aplicações a juros.

“A poupança rende 70% da Selic”, reforça o coordenador dos cursos de graduação de Administração, Gestão Financeira e Processos Gerenciais da Faculdade Fipecafi, Estevão Garcia de Oliveira Alexandre.

Já as Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B), conhecidas como Tesouro IPCA+ continuam sendo papéis interessantes para aplicações de longo prazo, principalmente pelos juros reais de 4% a 4,5% ao ano oferecidos. Apesar disso, Colombo lembra que este juro já foi maior e que vem caindo desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) venceu as eleições no ano passado.

“Se a economia brasileira entrar nos eixos, se reformas estruturais forem aprovadas no Congresso e se o fiscal do País for ajustado, esse juro vai cair ainda mais”, comenta Colombo. Em momentos de incertezas políticas e econômicas, os investidores costumam pleitear um juro maior para a remuneração dos títulos. “Eles [investidores] estão mais calmos”, afirma Colombo. 

Depósitos remunerados 

Os ganhos reais em fundos DI, por sua vez, são um pouco menores do que o Tesouro Selic, devido a cobrança de taxas de administração no varejo que variam de 1% a 1,5% ao ano. “A expectativa é que o rendimento real em 2019 fique na faixa de -1 a 1% ao ano, após inflação, taxas e imposto de renda (IR)”, comenta Colombo. Já a rentabilidade dos certificados de depósito bancário indexados ao DI (CDB-DI) varia muito de banco para banco. Sobre isso, Alexandre, da Fipecafi, comenta que há uma grande variedade no retorno dessas aplicações. Segundo ele, há desde instituições que pagam 80% da taxa DI até 115% do DI nos CDBs. Alexandre aconselha que os investidores pesquisem muito bem cada título para saber como obter melhor remuneração, especialmente neste momento em que o País possui estabilidade, tanto nos preços, como em relação aos juros. Segundo ele, durante períodos de volatilidade, fica mais fácil identificar as melhores taxas de retorno. “É preciso pesquisar cada um dos investimentos para saber quais deles são mais rentáveis”, disse.

Fonte: DCI

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04 - Governo indica novos conselheiros para Petrobras; almirante deve comandar colegiado


A estatal Petrobras informou que o governo federal, controlador da companhia, indicou três novos membros para seu Conselho de Administração, incluindo o nome do almirante de esquadra e até então comandante da Marinha Eduardo Bacellar Leal Ferreira, apontado para presidir o colegiado. Além de Leal Ferreira, foram indicados ainda o geólogo John Milne Albuquerque Forman e o economista João Cox, de acordo com comunicado da petroleira ao mercado nesta segunda-feira.

As nomeações vêm após os conselheiros Luiz Nelson Carvalho e Francisco Petros terem pedido para deixar os cargos em 1° de janeiro e na sequência de um pedido de renúncia de Durval José Soledade Santos, apresentado nesta segunda-feira e válido a partir de 4 de fevereiro, acrescentou a Petrobras.

O anúncio da companhia acontece dias após fontes terem afirmado que o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, vinha pressionando pela saída de Santos e do conselheiro Segen Farid Estefen desde a renúncia de Carvalho e Petros, conforme publicado pela Reuters na sexta-feira. "Foi um ciclo que se encerrou. Uma nova era se inicia com uma visão estratégica de longo prazo e objetivo de geração de valor para os acionistas e para o Brasil. As modificações na administração da Petrobras refletem a nova orientação", afirmou Castello Branco em nota, no comunicado divulgado pela estatal.

Ele ressaltou, ainda, que políticas de governança corporativa e normas de integridade e conformidade adotadas pela companhia nos últimos anos "serão preservadas e se necessário reforçadas".  

NOMES

Os nomes indicados ao Conselho ainda serão submetidos aos procedimentos de governança da Petrobras, que incluem análises de conformidade e integridade e apreciação por um comitê de indicação, pelo próprio Conselho e por uma Assembleia Geral de Acionistas, disse a Petrobras. O escolhido para chefiar o conselho, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, é almirante de esquadra e foi comandante da Marinha até janeiro de 2018, segundo a Petrobras. Ele substituirá Jerônimo Antunes, que preside o colegiado interinamente desde a saída de Carvalho, que ocupou o posto durante o governo Michel Temer.

Já John Forman é graduado em geologia e Master of Science em Geologia pela Universidade de Stanford (Califórnia, EUA). Ele já foi presidente da Nuclebrás, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e diretor de empresas.

João Cox, por sua vez, é economista com especialização em economia petroquímica pela Universidade de Oxford, Reino Unido, e já atuou como conselheiro em diversas companhias, como Tim, onde preside o colegiado, Embraer e Braskem."A nova composição do Conselho de Administração, após aprovadas as indicações, manterá o percentual mínimo de 40 por cento de membros independentes, em estrita observância ao Estatuto Social da companhia", adicionou a Petrobras no comunicado.

Fonte: Reuters

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05 - Governo do Rio vai contingenciar R$ 12 bilhões do orçamento


O secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, disse hoje (12) que o estado contingenciará R$ 12 bilhões do orçamento previsto para 2019. Segundo ele, no esforço de reduzir o gasto público, a orientação é para que cada secretaria renegocie seus contratos buscando um corte de 30% nos valores.

O contingenciamento não leva em conta apenas o décit de R$ 8 bilhões, previsto na Lei Orçamentária Anual de 2019, aprovada no m ano passado. A estimativa é de R$ 72,3 bilhões de receita e de R$ 80,3 bilhões em despesas. "Há rubricas que não são certas e, por precaução, se deve contingenciar despesa", explicou Luiz Claudio, após reunião do secretariado com o governador Wilson Witzel.

O secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, disse hoje (12) que o estado contingenciará R$ 12 bilhões do orçamento previsto para 2019.

Segundo ele, no esforço de reduzir o gasto público, a orientação é para que cada secretaria renegocie seus contratos buscando um corte de 30% nos valores.

O contingenciamento não leva em conta apenas o decit de R$ 8 bilhões, previsto na Lei Orçamentária Anual de 2019, aprovada no m ano passado. A estimativa é de R$ 72,3 bilhões de receita e de R$ 80,3 bilhões em despesas. "Há rubricas que não são certas e, por precaução, se deve contingenciar despesa", explicou Luiz Claudio, após reunião do secretariado com o governador Wilson Witzel.

Ao deixar a reunião com o secretariado, o governador Witzel disse que o contingenciamento é necessário para que o estado possa cumprir seus compromissos. Ele afastou, no entanto, o risco de atraso nos salários dos servidores, como ocorreu no governo Luiz Fernando Pezão.

"O salário do servidor nós teremos condições de pagar com a arrecadação do tesouro mais os royalties do petróleo, que fazem parte da arrecadação extraordinária. O que corre risco, é honrar os contratos. Não vamos deixar de pagar o servidor. Mas vamos trabalhar para que também os contratos sejam pagos e a administração possa prestar um bom serviço público", disse.

Fonte: Agência Brasil

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Industria

01 - Indústria antecipa demandas ao governo Bolsonaro


Parte importante do agronegócio brasileiro – a de produção de aves e suínos – já está se mobilizando junto ao governo para tentar emplacar algumas de suas demandas. Na última quarta-feira, representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) se reuniram com dois ministros de Jair Bolsonaro (PSL): Tereza Cristina, da Agricultura, e Onyx Lorenzoni, da Casa Civil. Na pauta do encontro, demandas do setor foram apresentadas.

A aproximação da indústria da proteína animal apenas nove dias depois da posse do novo presidente é estratégica. A intenção é expor problemas e apresentar sugestões antes de o governo engrenar e de que decisões desfavoráveis sejam tomadas. A pauta mais urgente é a possibilidade de a embaixada do Brasil em Israel ser transferida para Jerusalém, como sinalizou o presidente.

Para o setor, a retaliação do mercado árabe ao Brasil seria duro golpe nos negócios por causa da relevância da região para as exportações brasileiras. Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de mercados da ABPA, confirmou que o tema ainda é fonte de preocupação. A entidade fez algumas sugestões ao governo para contornar a situação, como construir um centro de eventos ou de negócios na cidade santa, o que não se pode é transferir a embaixada de Telavive.  “Pedimos que haja cautela na avaliação dessa proposta, que nenhuma decisão seja tomada de afogadilho”, explica.

O encontro com Tereza Cristina (ex-líder da bancada do agronegócio na Câmara dos Deputados) e Lorenzoni – formado em medicina veterinária e que também tem ligações com o agronegócio – serviu também para que o setor de proteína animal falasse sobre alguns problemas que afetam a competitividade do Brasil – o maior exportador de frango e o quarto de suínos no mundo. Entre eles, segundo Santin, estão dificuldades logísticas, por exemplo, no escoamento dos grãos, seu principal insumo, questões trabalhistas e o custo com energia elétrica.

A ABPA começou a elaborar estudo para identificar os gargalos e a forma de aumentar a competitividade dos produtores brasileiros. Ficou acertado que os dois ministérios receberão relatórios a cada etapa concluída desse diagnóstico, que deverá estar finalizado antes de agosto, quando será realizado o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura, em São Paulo. Foi acertado ainda que a ministra da Agricultura viajará para São Paulo e terá encontro com representantes da indústria.

Paralelamente a esse movimento de aproximação com o governo, os produtores de aves e suínos estão buscando formas de aumentar o desempenho do setor no exterior. A previsão, segundo Santin, é de que a ABPA passe a ter, ainda neste ano, três escritórios no exterior. Serão abertas representações em Dubai, Bruxelas e Pequim.

Descontentes 

Antes mesmo da posse, as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o posicionamento do país em relação a temas ligados às relações internacionais colocaram representantes de segmentos exportadores em estado de atenção. O caso mais alarmante foi deflagrado com a afirmação de que a Embaixada do Brasil em Israel seria transferida de Telavive para Jerusalém. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que participou da posse de Bolsonaro, garantiu ter ouvido de Bolsonaro que a mudança será feita. 

Assim que as declarações da família Bolsonaro sobre a mudança da embaixada de Israel começaram a ser divulgadas, a Liga Árabe (organização de Estados árabes formada por 22 países) mostrou seu descontentamento e enviou carta ao presidente pedindo que não aplicasse medidas que “solapem o status legal” de Jerusalém “para preservar os laços de amizade e as relações históricas dos países árabes e do Brasil”.

Fonte: DCI

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02 - Veja profissões que estarão em alta em 2019, segundo empresas de recrutamento


O mercado de trabalho ainda sofre com a retomada lenta da economia. Nos últimos anos, os empregadores tiveram de reduzir custos, priorizar projetos e reestruturar setores. A consequência foi o encolhimento no quadro de colaboradores.

Mas, com a melhora da perspectiva econômica para este ano, as empresas terão condições de retomar projetos e expandir suas atividades, abrindo novas vagas, preveem diretores especializados em recrutamento.

Para eles, o ano de 2019 será um período de planejamento e reestruturação para profissionais e empregadores.

Os levantamentos das empresas de recrutamento Michael Page, Page Personnel, Robert Half e Catho trazem as profissões com maior possibilidade de demanda a partir de análises de mercado e tendências de contratações das empresas para o próximo ano.

Os cargos considerados nessa lista são de média e alta gerência e de nível técnico e suporte à gestão, e estão divididos por áreas como tecnologia, saúde, agronegócio, comunicação, marketing e recursos humanos.

Os segmentos de tecnologia, marketing, finanças e vendas seguem fortes como nos anos anteriores. Entre os cargos com boas perspectivas estão gerente de desenvolvimento de negócios, consultor de investimentos, gerente de vendas, cientista de dados e desenvolvedor mobile.

Fonte: G1

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03 - Desemprego foi pior para quem estudou e fez curso técnico, diz Dieese


Possuir um curso técnico ou de capacitação profissional não adiantou nada e foi até pior na hora de conseguir trabalho durante os piores anos da recessão econômica, quando as taxas de desemprego dispararam no país.

Essa é uma das principais conclusões de um estudo publicado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), feito com base em dados de 2014 a 2016 da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo o levantamento, em 2016, as taxas de desemprego entre aqueles com cursos profissionalizantes, em alguns casos, foi pior do que a taxa média de desocupação para o total da população.

No geral da população, a taxa de desemprego foi de 11,3%.

Quem estudou mais e fez curso técnico, que dá diploma de nível médio, teve desemprego de 11,9%. O grupo dos que também se qualificaram, mas num nível menor, de curso livre, sem grau de escolaridade, registrou taxa de desemprego de 10,7%.

Os dados de desemprego são referentes ao terceiro trimestre de 2016.

Profissional acaba em vagas de menor qualificação "Fazer esse tipo de formação não necessariamente facilita a entrada no mercado de trabalho", disse a pesquisadora do Dieese Camila Ikuta, uma das realizadoras do estudo. "As pessoas acabam encontrando dificuldades e indo para postos que não exigem necessariamente a capacitação que ela possui, e essa situação se agrava em momentos de desemprego alto."

O levantamento mostra que, em 2014, dos 8,4 milhões de trabalhadores que possuíam um dos cursos de qualificação sem grau superior, quase a metade (47,7%) nunca tinha trabalhado na área em que fez a especialização.

Entre os jovens de 15 a 29 anos com esse tipo de curso (4,1 milhões de pessoas), o número fica ainda pior: 62% deles não estavam nem nunca estiveram colocados na área para a qual estudaram.

São os mais velhos que estão fazendo curso técnico. Outra tendência destacada pelo estudo é o fato de que são os mais velhos, e não os mais jovens, que engrossam as
salas de aula dos cursos profissionalizantes, mesmo sendo um tipo de qualificação geralmente ligada ao fim do ensino básico e ao começo de carreira.

Em 2016, 36% dos 2,3 milhões de estudantes que frequentavam um curso de qualificação profissional tinham entre 30 e 49 anos, enquanto apenas 17% estavam na faixa de 14 a 17 anos.

"As pessoas estão buscando uma qualificação tardia, enquanto os jovens, que, no Brasil, começam a trabalhar muito cedo e são quem precisa desse tipo de preparação para o mercado de trabalho, têm uma participação pequena", disse Camila.

Fonte: G1

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01 - Preço do litro da gasolina tem queda 1,4% em Campo Grande, aponta ANP


O preço da gasolina sofreu redução de 1,44% em Campo Grande, atingindo média de R$ 4,011. Este é o 6º valor mais barato entre todas as capitais brasileiras, segundo levantamento realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) entre 6 e 12 de janeiro.

Campo Grande fica atrás apenas de Manaus (R$ 3,634), Macapá (R$ 3,909), Curitiba (3,952), Florianópolis (R$ 3,970) e Boa Vista (3,988). 

O valor mais barato do combustível na Capital foi encontrado a R$ 3,849, também o mais barato no Estado. O preço da gasolina também sofreu redução em Coxim (0,68%), chegando aos R$ 4,331, e Três Lagoas (0,40%), onde o litro ficou em média na casa dos R$ 4,182.

Por outro lado, Dourados apresentou leve alta de 0,24%, chegando à média de R$ 4,036. Em Nova Andradina o aumento foi de 1%, atingindo os R$ 4,201, onde também foi encontrado o mais caro do Estado, chegando a R$ 4,499. Corumbá (R$ 4,474) e Ponta Porã (R$ 4,244) não sofreram mudanças.

A média de preço dos 87 estabelecimentos pesquisados no Estado ficou em R$ 4,068, queda de 0,90% em comparação com a pesquisa realizada entre 30 de dezembro e 5 de janeiro. O valor é 5,32% mais barato que a média nacional (R$ 4,297) e 4,66% mais em conta que a média da região Centro-Oeste (R$ 4,267).

A exemplo de Campo Grande, Mato Grosso do Sul teve o 6º menor valor entre todos os Estados. A lista dos mais baratos conta com Amazonas (R$ 3,731), Amapá (R$ 3,905), Roraima (R$ 3,988), Santa Catarina (4,023) e Distrito Federal (4,040).


Fonte: Campo Grande News)

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