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Edição 10047 de 16/05/2019

Destaque

01 - Workshop Trabalhista


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ/MG) e o Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (Sindimaq) realizam hoje, das 14h às 17h30, um Workshop Trabalhista, que vai discutir temas como mudanças no E-Social, eventos de Segurança e Saúde no Trabalho e os impactos da Reforma Trabalhista nas empresas. Erika Morreale (foto), presidente do Conselho de Relações do Trabalho da FIEMG e presidente do Sindicato das Entidades de Assistência Social de Orientação de Formação Profissional no Estado de MG. vai apresentar os dados do Fórum Econômico Mundial que mostram o posicionamento do Brasil no ranking. O Workshop será na avenida do Contorno 4.520 – 10º Andar. Inscrições pelo telefone (31) 3281-9518? ou no srmg@ABIMAQ.org.br.

Fonte: Blog do Pco

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02 - Roadshow da VDI-Brasil na EXPOMAFE apresentou cases de Indústria 4.0 em diferentes níveis de maturidade em transformação digital


Na quarta-feira (8/5), durante a EXPOMAFE – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial, aconteceu o Roadshow VDI: Aplicação de diretrizes oficiais alemãs à Indústria 4.0 no Brasil. O evento reuniu empresas em diferentes níveis de maturidade em transformação digital para tratar sobre o papel das diretrizes no processo de transição.

O Roadshow contou com a presença de Ivo Yoshida, diretor na Valpri, Raquel Goulart, especialista na gerência de tecnologia de automação e inovação na Klabin, Daiani Nogueira, head of South America BASF Smart Manufacturing, e Emerson Antonio, especialista em E&I e Automação na BASF.

O diretor executivo na VDI-Brasil, Johannes Klingberg, deu início à programação abordando sobre a importância de embasar o uso de tecnologias digitais em um planejamento estratégico, ressaltando o papel da Diretriz VDI 4000.

"Desde 2011, quando o termo Indústria 4.0 foi utilizado pela primeira vez, em publicação da VDI, o conceito se expandiu no mundo de maneira considerável. No entanto, muitas empresas ainda o consideram como um projeto de TI e se frustram com o resultado obtido. Por esse motivo, surgiu a necessidade da elaboração de um documento que as orientem nessa transição. Atualmente, mais de 12 mil membros da VDI na Alemanha, incluindo a participação da indústria, academia e governo, trabalham ativamente na construção de diretrizes técnicas (guidelines). Entre elas, está a diretriz VDI/VDE 4000, que trata especificamente sobre o processo de implementação da Indústria 4.0. O objetivo é produzir um documento que estabeleça um conceito comum para todos os usuários de tecnologia digital. A previsão da publicação é para o fim de junho", afirma Klingberg.

Para destacar a questão de digitalização para pequenas empresas, Ivo Yoshida, diretor da Valpri, empresa de embalagens plásticas flexíveis, situada em Campinas/SP, abordou as ações realizadas para superar a falta de ferramentas e técnicas de qualidade e produção por meio da utilização de práticas de Indústria 4.0.

"Há pouco mais de seis anos, a Valpri ainda estava na Indústria 2.0. Praticamente, todas as ações eram realizadas manualmente e não havia coleta de dados para análise. Com base nesse cenário, perguntamo-nos se era possível saltar direto para a Indústria 4.0. Para isso, tivemos como base dois pontos: atualização tecnológica e gestão de pessoas, com mudanças na cultura organizacional" explica Yoshida.

No sentido de atualização tecnológica, os primeiros passos rumo à digitalização da empresa foram dados com a implementação da tecnologia RFID, utilizada para identificar e registrar os motivos das paradas não programadas que ocorrem nas máquinas durante a linha de produção, o tempo de ociosidade e outras informações relevantes. O uso de cartões RFID tornou possível a coleta de dados que fornecem uma visão holística da empresa, detectando os pontos que devem ser melhorados.

"Um dos grandes desafios para as pequenas empresas é a questão de recursos. Sem a possibilidade de fazer altos investimentos em tecnologia, utilizamos uma ferramenta com valor relativamente baixo e que fez toda a diferença na produção. Apenas com a implementação de uma tecnologia simples, porém mantendo a visão holística de implementação, conseguimos diminuir em 50% o tempo de ociosidade e aumentar em 25% a produtividade de equipamentos com o uso dos cartões RFID", diz Yoshida.

Yoshida ressaltou, ainda, a importância da consultoria técnica produtiva que a Valpri recebeu do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e de consultoria organizacional, que capacitou e mobilizou a equipe em torno de um objetivo comum.

"As consultorias externas que recebemos nos últimos anos estão sendo muito importantes nessa fase. A Indústria 4.0 não se trata somente da utilização de tecnologias, também deve haver um esforço na gestão de pessoas e na cultura organizacional. Nesse âmbito, a participação de um consultor que entenda as dificuldades das pequenas empresas e saiba lidar com as fronteiras da Indústria 4.0 faz toda a diferença" encerra Yoshida.

Em seguida, Raquel Goulart, gerente de tecnologia de automação da Klabin, demonstrou como a empresa está realizando múltiplas ações em suas 19 fábricas com o intuito de aplicar as práticas de Indústria 4.0. Destaca-se a parceria da empresa com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) na criação de uma especialização para desenvolver os colaboradores na utilização de práticas 4.0 para solução de problemas e implementação de sistemas.

"A transformação digital se fundamenta em três pilares: pessoas, processos e tecnologia. Entendemos que a questão vai além da tecnologia e, por isso, iniciamos, em agosto do ano passado, o 'Indústria 4.0 in Company' na Klabin, em parceria com a UTFPR, que reúne profissionais de diversas áreas, como gestão, compras, TI, controladoria, manutenção, entre outros, agregando visões de campos diferentes, o que é muito importante para o processo" cita Goulart.

Simultaneamente à especialização, a Klabin trabalhou em uma análise interna para mapear os gargalos em cada área, identificando possíveis ferramentas e ações para solucioná-los. Por meio dessa avaliação, foram priorizados sete projetos: medição de consumo específico de madeira, inovação em segurança do trabalho, utilização de AR e VR, monitoramento de predição de bombas, conexão de informações da área florestal e planta industrial, predição de eficiência energética e, por fim, o Cookpit operacional na unidade de Monte Alegre/PR.

Com a priorização de projetos, foi criada uma gerência de tecnologia da automação, que tem a missão de promover a digitalização nas unidades da Klabin, além da formação de um Comitê Multidisciplinar de Transformação Digital para discutir o desenvolvimento de soluções, abordando pontos de vista de diferentes setores.

"A nossa Unidade Puma, inaugurada em 2016, conta com tecnologias avançadas no setor e, recentemente, anunciamos a expansão da fábrica, que será o maior investimento da história da Klabin, R$ 9,1 bilhões, ou seja, é um cenário totalmente favorável para a transformação digital. Em contrapartida, ainda temos fábricas que foram construídas nos anos 60 e é um desafio aplicar essas práticas em unidades com culturas diferentes" afirma Goulart.

Iniciando o último case, Daiani Nogueira, head of South America na BASF Smart Manufacturing, apresentou os números da empresa no Brasil e no mundo, reforçando o papel das práticas 4.0 em diferentes áreas de atuação. "A BASF é a maior indústria química do mundo, são 6.200 funcionários, em 18 plantas que temos na América do Sul, e 122 mil no resto do mundo. Temos diversos projetos em químicos industriais, produtos de desempenho, materiais e soluções funcionais, soluções agrícolas, entre outros. Esses números tornam evidentes a necessidade de contar com tecnologias e práticas de gestão da Indústria 4.0 para manter a liderança e expertise no setor", diz Nogueira.

Na sequência, Emerson Antonio, especialista em E&I e Automação na BASF, encerrou as apresentações ilustrando as aplicações de Indústria 4.0 em empresas multinacionais, com foco em ações específicas realizadas na fábrica, abordando as particularidades encontradas no Brasil.

"As ações da BASF em Indústria 4.0 são globais, portanto, temos um portfólio abstrato de soluções 4.0 que são aplicadas em todo o mundo. No Brasil, estamos trabalhando, nos últimos cinco anos, em algumas soluções específicas, baseadas nas dificuldades que temos. Uma das principais ferramentas implementadas, nesse sentido, é a Realidade Aumentada voltada para a manutenção. Por se tratar de uma indústria química, há um obstáculo na questão do uso de dispositivos móveis em atmosferas exclusivas" aponta Antonio.

Outro entrave encontrado pela empresa no território brasileiro se deu na certificação dos dispositivos importados para utilização nas fábricas, como destacou Antonio. "Para utilizar a Realidade Aumentada nas fábricas, nós implementamos o HoloLens, porém, o dispositivo não é comercializado e não possui certificação no Brasil. Para importar os equipamentos, é necessário obter uma autorização pela Anatel, o que é um processo demorado. Nós só conseguimos essa autorização uma semana antes do HoloLens ser descontinuado. Esse é apenas um dos vários desafios encontrados" finaliza Antonio.

O encerramento do Roadshow contou, ainda, com um convite do presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso Dias Cardoso, aos participantes, para visitar o "Demonstrador de Tecnologias da Indústria 4.0", apresentado pela ABIMAQ e pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPDMAQ) na EXPOMAFE.

Fonte: Indústria 4.0

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03 - EXPOMAFE 2019 confirmou a retomada da confiança e dos investimentos pela indústria brasileira


Consolidada como a maior feira do seu segmento na América Latina já na segunda edição, a EXPOMAFE 2019 - Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial foi encerrada no último sábado, 11 de maio, e atingiu a meta de atrair 55 mil visitantes profissionais.

A feira aconteceu num momento oportuno e atendeu a necessidade de a indústria nacional continuar modernizando seu parque depois de anos de represamento dos investimentos. Os primeiros movimentos neste sentido já puderam ser sentidos no início deste ano: de acordo com a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a receita líquida da indústria de máquinas e equipamentos cresceu 6% no primeiro trimestre, na comparação com mesmo período de 2018.

"Para reaquecer a economia precisa haver investimento. Nosso parque está desatualizado e na EXPOMAFE os industriais encontraram o que há de mais moderno em tecnologia e inovação", avalia João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ. "A feira deu aos empresários uma visão de tudo de que eles precisam para reduzir custos, ganhar produtividade e competitividade num cenário de reaquecimento da economia".

Durante cinco dias (de 7 a 11 de maio), 750 marcas nacionais e internacionais apresentaram suas inovações em automação industrial, robótica, manufatura aditiva, prototipagem e impressoras 3D, equipamentos hidráulicos e pneumáticos, máquinas e equipamentos para o setor metalmecânico, máquinas-ferramenta, soldagem e corte, e muito mais.
Entre tantas inovações, José Velloso, presidente-executivo da ABIMAQ, destaca o alto grau tecnológico dos produtos e soluções apresentados pelas empresas expositoras. "A cada quadra da EXPOMAFE o visitante encontrou algum tipo de inovação. Tudo que se vê nas grandes feiras internacionais do setor pÒde ser visto aqui também. A EXPOMAFE é hoje uma referência em tecnologia industrial na América Latina", reforça.

O dirigente chama atenção especial para a Indústria 4.0, que se fez presente não só nos estandes dos expositores, mas também na quarta edição do Demonstrador de Tecnologias da Indústria 4.0.

Realizado pela ABIMAQ e IPDMAQ (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos), com parceria de diversas empresas e patrocínio do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Economico e Social), empresas e instituições de ensino, neste ano o Demonstrador trouxe como diferencial um conjunto de clusters com soluções tecnológicas que demonstraram, na prática, as possibilidades para pequenas, médias e grandes empresas avançarem na indústria 4.0.

"Tanto o Demonstrador quanto os expositores mostraram aos visitantes que a Indústria 4.0 não precisa ser implantada toda de uma vez. A feira ofereceu soluções para pequenas empresas que querem dar os primeiros passos nesta direção e mesmo àquelas maiores que desejam migrar por etapas para a indústria digital", ilustra Velloso.

Mercado internacional

Para estreitar as relações entre a indústria brasileira e os fornecedores internacionais de tecnologia, a EXPOMAFE 2019 contou com a presença de 40 empresas expositoras de nove países: Alemanha, China, Coreia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão e República Tcheca.

As empresas norte-americanas apresentaram suas soluções em tecnologias de usinagem em um pavilhão exclusivo promovido pela AMT Brasil, braço brasileiro da AMT USA (The Association for Manufacturing Technology). As associadas da AMT que participaram do US Pavilion tomaram a decisão de vender, suportar e servir produtos de alta qualidade para o mercado nacional, visando estabelecer presença definitiva por aqui. Para diretor Comercial de uma destas empresas, a Ata Tools, Fernando Tamez, a participação valeu a penas já nos dois primeiros dias, com o fechamento de importantes negócios. Além dela, participaram do espaço Rego-Fix, a Transor Fillter, a ACME e a Vektek.

A Alemanha também manteve um pavilhão próprio, promovido pela German Machine Tool Builders? Association (VDW), que reuniu 12 expositores, enquanto a China veio para a EXPOMAFE 2019 com dois pavilhões: um organizado pela Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), voltado para fornecedores de máquinas, e outro pela Chinese Mechanical Engineering Society (CMES), com fornecedores de soluções para solda.

Projeto Comprador

Foram oito compradores, distribuidores e representantes estrangeiros de máquinas-ferramenta, automação industrial e afins, que participaram da 2ª. Rodada Internacional de Negócios, realizada durante EXPOMAFE 2019. As reuniões entre os compradores internacionais, e as 25 fabricantes brasileiras do setor, nos dias 8 e 9, resultaram em US$ 6.577 milhões, em negócios fechados e futuros para os doze meses seguintes. Esse valor representa crescimento de 8% em relação à primeira edição da Rodada Internacional da Negócios, acontecida na EXPOMAFE 2017.

Para esta edição, vieram compradores do Chile, Colombia, México, Peru, Quênia e Turquia. Esta ação de promoção comercial, que tem como objetivo principal potencializar o contato e as negociações entre fabricantes brasileiros do setor com importadores dos mais diversos países, é organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, resultado da parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

"Foram realizadas 103 reuniões, pré-agendadas entre as empresas e os importadores", contabiliza a diretora executiva de Mercado Externo da ABIMAQ e gerente do Programa BMS, Patrícia Gomes. "Mais uma vez cumprimos com o nosso objetivo de propiciar oportunidade para que compradores estrangeiros tenham contato direto com nossos fabricantes de máquinas-ferramenta, automação industrial e afins e de poder ampliar as exportações brasileiras desse grupo de produtos", diz ela.

Projeto Imagem

Durante a EXPOMAFE 2019, o Programa BMS também realizou o Projeto Imagem, que promove e divulga a indústria brasileira de máquinas e equipamentos ao mercado internacional por meio de visitas de jornalistas, formadores de opinião e especialistas ao Brasil para conhecer o setor. Nesta edição, recebeu profissionais do grupo de comunicação Vanguardia Industrial, do México, e da Metalworking, da África do Sul.

A ação é viabilizada pela Apex-Brasil, em parceria com a ABIMAQ. As visitas são planejadas em conjunto com os organizadores da feira e levam em conta os interesses e destaque dos produtos brasileiros do setor nos diversos mercados dos países convidados.

Expositores

Marco Basso, presidente da Informa Exhibitions, reforça que a EXPOMAFE é a feira que tem a maior oferta de tecnologia industrial na América Latina. "É uma feira para quem é apaixonado pela tecnologia". Para o executivo, o sucesso da EXPOMAFE é o sucesso de seus expositores.

Presidente da Comissão Organizadora e representante dos expositores junto aos organizadores, Mauricio Lopes credita o sucesso da EXPOMAFE 2019 à conscientização por parte dos industriais quanto à necessidade de crescimento tecnológico em busca de maior produtividade.

"Neste sentido, a feira reuniu os principais fornecedores de tecnologia do mundo em automação industrial, máquinas-ferramenta, solda, medição e muito mais. Aqui, o empresário visitante, conhecedor de suas necessidades, teve uma visão clara de como e onde ele deve focar seus investimentos", reforça Lopes.

Diretor comercial da Romi, patrocinadora de mais esta edição da EXPOMAFE, Lopes acredita que a feira apresentou resultados compatíveis com a evolução do mercado. "Uma feira visa a gerar oportunidades, e dentro das possibilidades que o País se encontra no momento, a EXPOMAFE cumpriu bem o seu papel. O que vimos nos cinco dias foi um evento focado na modernidade do setor e quem não acompanhar ficará para trás. A feira mostrou isso, abrindo portas para quem quer se atualizar", pontua. Uma das novidades preparadas pela Romi para esta edição foi a linha Romi GL de centros de torneamento horizontal, com alta produtividade, robustez, precisão e tecnologia.

Demais expositores da feira destacam a percepção de que as indústrias retomaram a confiança e os investimentos em função do volume e qualificação dos visitantes nos estandes e de negócios concretizados já durante a feira.

A Stäubli, com vasto portfólio de acessórios para moldes, robos e engates rápidos, ressalta a importância da feira tanto em relação aos negócios com o público quanto com os demais expositores que são parceiros da empresa. Segundo Marcelo Silva, CEO da Stäubli Brasil, na EXPOMAFE 2019 a empresa contou com 150 parceiros. "Todas as nossas metas foram atingidas já no segundo dia do evento, com o fechamento de diversos projetos. Para se ter ideia do sucesso, num único dia, o terceiro, recebemos mais de 600 visitantes em nosso estande", comemora.

A KUKA Roboter do Brasil, responsável por uma das grandes atrações da EXPOMAFE 2019, o RoboCoaster - primeiro robÒ industrial licenciado para carregar pessoas - revela a importância da feira. Segundo Edouard Mekahalian, diretor geral, "o número de visitantes e as oportunidades atingiram os níveis mais elevados. O interesse do público em robótica é grande, o que nos deixou extremamente satisfeitos", disse o diretor. Mekahalian afirma ainda que a empresa notou maturidade do mercado, compreendendo com mais facilidade e com conhecimento prévio a necessidade em investir fortemente na área de automação industrial, com a utilização de robÒs e demais tecnologias referentes a Indústria 4.0. "Para a nossa equipe, foi gratificante estar na EXPOMAFE 2019, pois passamos a olhar o mercado com mais confiança em novos negócios".

A Trumpf destaca a qualidade do público da feira. Para João C. Visetti, diretor presidente da empresa, o evento foi excelente. "Nosso estande ficou movimentado todos os dias, com ótimos contatos e qualidade de visitação??. Além disso, para a empresa, a feira sinalizou um desejo real dos empresários em investir. "Vendemos ou finalizamos na feira a venda de 10 máquinas: TruLaser 1030 fiber, 2 TruLaser 5050 fiber com 10 kW de potência e 1 TruBend".

Para Roberto Manzo, diretor Comercial da Heller, a EXPOMAFE 2019 teve papel fundamental, principalmente em relação ao público. "Temos como objetivo atender a todos os interessados em nossas soluções, seja cliente, fornecedor, estudante ou parceiro, e a feira nos proporcionou essa relação. A Heller veio para fazer relacionamento e fez". Manzo diz que no evento pÒde perceber que o público está mais otimista e "soltando o freio". "A feira trouxe o mercado até nós, o qual se mostrou interessado em tecnologia e inovação, ambas constantes da EXPOMAFE 2019". A Heller divulgou suas séries de centros de usinagem horizontal, com engenharia de aplicação, turn key, assistência técnica e retrofitting.

A Ingersoll prima pela qualidade de seus clientes e na EXPOMAFE encontrou o que procurava. Segundo Raquel AntÒnio, coordenadora de Marketing, os leads durante a feira foram extremamente qualificados, com clientes interessados em soluções, equipamentos e serviços. O visitante veio para a feira com foco nos negócios, o que facilitou o nosso trabalho.
Já pela divisão ARO (fluidos) da Ingersoll, Alexandre de Ponte, responsável pelas vendas da empresa garante: "Sem dúvida voltaremos para a próxima EXPOMAFE, pois não desperdiçamos um minuto do tempo em que estivemos nessa edição. Recebemos importantes visitas e trocamos informações valiosas com quem entendia do nosso produto. Além disso, pudemos perceber o mercado mais otimista em relação aos negócios".

Focada em mostrar conceitos de conectividade no gerenciamento de dados com o software Measurlink, a Mitutoyo destaca a importância da EXPOMAFE 2019 para esse trabalho. "O resultado da nossa parceria com a feira foi ótimo, repercutindo em bons negócios, além da assistência institucional do evento, que superou as expectativas, revela Mayra Mitsuyo, do Marketing da empresa.

O que mais surpreendeu a Mausa foi a rapidez para concretizar os negócios. "Fechamos parcerias nos primeiros dias, o que nos admirou, pois não esperávamos um resultado tão imediato", frisa José Azanha, engenheiro da empresa. Outro destaque vai para a organização da feira que não deixou a desejar. A empresa apresentou seus diversos modelos de máquinas-ferramenta, entre as quais centro de usinagem, fresadoras, tornos e mandriladoras.

A Pilz participou da EXPOMAFE 2019 com soluções em automação industrial e relés de segurança. De acordo com Pedro Medina, diretor geral da empresa, a feira é ideal para o fortalecimento da marca perante os visitantes, já que atrai um público especializado. "Estabelecemos diversos contatos com profissionais com poder de decisão e potencial de negócios", garante Medina.

Conforme Mairon Anthero, diretor administrativo da Schunk Inter-BR, a EXPOMAFE tem grande importância para a empresa "Além de contar com as marcas mais renomadas do mercado, a feira traz um público tomador de decisão e interessado em novas tecnologias". Mairon ainda conta que, durantes os três primeiros dias, a empresa recebeu mais de 1.500 visitantes e mais de 450 leads. A Schunk acredita em uma alta de 30% em vendas ante a edição anterior da feira. "Certamente, essa edição baterá todos os recordes de visitação e negócios em relação a qualquer outra feira que participamos", complementa. Entre os produtos da empresa, destacam-se atuadores pneumáticos, placas de fixação de peças e sensores de toque.

A Dardi registou um balanço positivo, principalmente, no terceiro dia do evento, com visitantes interessados tanto em máquinas de corte por jato d?agua quanto a laser, conforme Marcos Ribeiro, engenheiro e diretor geral. Recebemos clientes interessados em novos equipamentos, sendo que, no quarto dia, já tínhamos vendido seis máquinas. Ainda segundo Ribeiro, esses clientes vieram de diferentes partes do Brasil, principalmente do Sul, Sudeste e interior do Estado de São Paulo.

Tivemos um número expressivo de visitantes qualificados, que geraram muitas consultas e com grandes possibilidades de negócios, sendo que alguns foram concretizados na própria feira, comemora Márcia Garcia, diretora de Soluções Robóticas da Yaskawa Motoman. Como a empresa demonstrou várias aplicações no estande, as demandas foram diversificadas, atendendo não somente ao setor metalmecânico, como também a indústria em geral.

O Grupo Junker, presente na EXPOMAFE 2019 com as marcas Junker, Zema (retíficas de alta performance) e LTA (sistemas de exaustão de ar) externa seu contentamento: "A feira tem o potencial de atrair os visitantes para os nossos produtos e isso aconteceu de modo acima do esperado", festeja Dirk Hüber, diretor geral. E continua: "Houve consulta para projetos e novas soluções. Sem dúvida faremos negócios a partir da feira".

A GRV Software considera que a EXPOMAFE 2019 foi uma grande oportunidade para apresentar o software CNC Monitor. "Conseguimos atrair centenas de visitantes, muitos deles, qualificados", pontua Valdecir Pereira, diretor de P&D da empresa. Durante a divulgação do produto, um programa para monitoramento e gestão de máquinas de usinagem, o público ficou impactado, segundo Pereira. "Acreditamos que ainda temos um longo caminho pela frente, mas a feira ajudou a lançar o produto, cumprindo, assim, o seu papel".

A EXPOMAFE 2019 atendeu as expectativas da ABB, que avalia positivamente a visitação em seu estande. "Além disso, fizemos ótimos contatos e melhoramos o networking", comenta Ana Paula Silva, responsável pelo Marketing da empresa.

Os resultados da Haimer foram melhorando a cada dia do evento. Cada dia que passava, conseguíamos superar o anterior. Fechamos projetos importantes que estavam travados pela retranca do mercado, explica Tatiane Daniel, coordenadora de Marketing. Entre os produtos apresentados pela Haimer, destaque para sensores 3D, máquinas de indução térmica, máquinas de balanceamento, porta-ferramentas térmico e máquinas de pré-ajuste.

Para a Mazak, o evento foi muito bom. Gustavo Vianna, engenheiro de Vendas, considera que a EXPOMAFE 2019 uniu qualidade, foco e bons negócios em uma só feira. O nível do público foi o melhor. A Mazak apresentou automação industrial, centros de torneamento, centros de usinagem, tornos, entre outros equipamentos.

A Zeiss, por sua vez, comemora os objetivos alcançados durante sua participação na EXPOMAFE 2019. "Os leads foram promissores, atingindo nossa expectativa em termos de negócios e visitação", conta Marli Carvalho, do Marketing.

ConteúdoJunto às novidades apresentadas pelas empresas expositoras para continuar provendo a indústria de maior produtividade e competitividade, a inovação esteve presente nas mais de 120 horas da programação técnica do Parque de Ideias, Roadshow VDI: Aplicação de diretrizes oficiais alemãs à indústria 4.0 no Brasil, e o Espaço Tecnologia em Evolução, que reuniu três atrações: o Demonstrador de Tecnologias da Indústria 4.0, o RoboCoaster e uma exposição da aplicação de máquinas-ferramenta na construção dos motores de réplicas dos aviões 14-bis e Demoiselle.

REALIZAÇÃO

ABIMAQ - A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos representa mais de 7.800 empresas dos mais diferentes segmentos fabricantes de bens de capital mecânicos, cujo desempenho tem impacto direto sobre os demais setores produtivos nacionais e está estruturada nacionalmente com a sede em São Paulo, nove regionais e um Escritório Político em Brasília. Muito além da representação institucional do setor, a ABIMAQ tem a sua gestão profissionalizada e as suas atividades voltadas para a geração de oportunidades comerciais para as suas associadas, realizando ações junto às instâncias políticas e econÒmicas, estimulando o comércio e a cooperação internacionais e contribuindo para aprimorar seu desempenho em termos de tecnologia, capacitação de recursos humanos e modernização gerencial.

Sobre a Informa Exhibitions

A Informa Exhibitions, divisão de exposições globais da Informa PLC, permite que as comunidades em todo o mundo se engajem, experimentem e façam negócios, fornecendo-lhes plataformas poderosas para se conectarem a regiões-chave e mercados verticais. O conhecimento do setor, aliado a uma abordagem inovadora e centrada no cliente, oferece aos clientes e parceiros da Informa Exhibitions a oportunidade de criar vantagens comerciais e acessar os mercados, tanto digital quanto presencial, 365 dias por ano.

Sobre a Informa PLC

A Informa PLC é um grupo líder internacional de serviços de informações entre empresas que opera em mais de 30 países. Nós criamos feiras lideradas por transações e eventos baseados em conteúdo, dados de especialistas, produtos de serviços de inteligência e marketing, bem como pesquisas acadêmicas e conteúdo acadêmico especialista orientado por referências. Nossos produtos e serviços ajudam empresas e profissionais a se conectar, aprender, fazer negócio e conquistar uma vantagem sobre a concorrência. A Informa é cotada na Bolsa de Valores de Londres e é membro do FTSE 100.

Fonte: Portal radar, GasNet

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04 - Setor de máquinas tem resultado positivo nas exportações de março, diz ABIMAQ


O setor de máquinas e equipamentos registrou o primeiro resultado positivo no ano em relação às exportações. No mês de março, tanto em relação ao mês anterior (27,2%) como ao mesmo mês do ano anterior (0,6%), houve crescimento. O desempenho das vendas de máquinas e equipamentos no mês de março de 2019 foi atípico ao registrar estabilidade em relação a fevereiro - no segundo mês do ano houve forte crescimento de 21%. Outro dado positivo é a retomada do emprego a partir de 2018, no qual encerrou com 300 mil postos de trabalho, aumento de mais de 10 mil postos.

Os dados foram anunciados, terça-feira, 7, pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), durante coletiva realizada na segunda edição da Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial (Expomafe), no São Paulo Expo. Iniciativa da ABIMAQ, a Expomafe se tornou a principal feira do segmento na América Latina.

No discurso de abertura da Expomafe, o presidente do conselho de administração da ABIMAQ, João Carlos Marchesan, destacou otimismo frente aos sinais de crescimento dos números setoriais que começam a aparecer, assim como o sucesso nas feiras do setor, confirmando a expectativa de que a indústria fabricante de máquinas e equipamentos deverá crescer em 2019.

Marchesan fez questão de destacar também o apoio à reforma da previdência. "O setor produtivo aqui presente apoia incondicionalmente a reforma da previdência para restabelecer o equilíbrio fiscal e maior justiça social". A reforma, reforça ele, irá proporcionar o crescimento econômico, a redução do desemprego e melhor distribuição de renda.

Importações do setor de máquinas

Ao divulgar os números das importações, os sinais foram de crescimento no mercado interno com saldo de 12,2%, quando comparadas com o mês imediatamente anterior. No primeiro trimestre, as importações somaram US$ 3,494 bilhões, mostrando ligeiro crescimento de 0,1% sobre igual período do ano passado. A China continua como a principal origem das importações de máquinas e equipamentos, tanto em valor, como em volume.

Já no consumo aparente de bens da indústria brasileira - que corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações - houve crescimento no trimestre. Apesar da queda mensal, o consumo de máquinas e equipamentos apresentou resultado positivo de 11,1% acima do resultado do primeiro trimestre de 2018. Segundo a ABIMAQ, é importante considerar a variação cambial do período que elevou os valores das máquinas e equipamentos importados.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou 0,4% acima do resultado acumulado do trimestre de 2018. A carteira de pedidos recuou 1% no mês de março/19 contra o mês imediatamente anterior, mas no resultado trimestral a carteira de pedidos continua apresentando melhora (+15,6%).

Fonte: Emobile Cimm

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05 - Santa Catarina concentra maior número de startups voltadas à indústria no Brasil


Três em cada 10 startups que atuam com soluções voltadas para o setor da indústria no país estão localizadas em Santa Catarina, que lidera o ranking que tem São Paulo em segundo lugar (29%) e o Rio Grande do Sul (8%) em terceiro. É o que aponta o Mapa Startup+Indústria, realizado pela aceleradora Spin e a agência A2C, que foi lançado nesta terça (14.05), durante a Expogestão, em Joinville. Responderam ao levantamento um total de 295 startups de 22 estados e 81 cidades.

Apesar da liderança na concentração de empresas em Santa Catarina, a relevância do ecossistema do estado de São Paulo foi determinante no grupo de startups com maior nível de receitas: 29% das startups que superam o faturamento de R$ 5 milhões/ano são paulistas. Contudo, a cidade que lidera o número de empresas nesta faixa é Joinville, principal polo industrial de Santa Catarina. Já na faixa de faturamento anual entre R$ 100 mil e R$ 500 mil - que representa a maior parte das participantes - 37% das startups estão localizadas em Santa Catarina, principalmente nas cidades de Joinville (9%), Blumenau (6%), Florianópolis (5%) e Jaraguá do Sul (5%).

Este é o primeiro estudo do tipo realizado no Brasil e, a partir de agora, os idealizadores planejam percorrer os principais polos industriais do país para apresentar os dados e buscar conexões com startups. "O momento da indústria é muito crítico. As startups são um caminho para a inovação, mas o setor industrial no Brasil ainda não sabe se relacionar com elas. Por outro lado, as startups precisam também ter visão cartesiana, pragmática, saber trabalhar planilha além do power point, mostrar algum retorno sobre o investimento", comentou o CEO e fundador da Spin, Beny Fard. O levantamento contou com apoio de outras entidades, como as associações brasileiras de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Internet Industrial (ABII) e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

DESAFIO: ACESSO A CAPITAL

O mapeamento apontou como principal dificuldade das startups o acesso a capital, como responderam 26% dos que responderam o levantamento - em segundo lugar ficou acesso a mercado (18%). Para 66%, os recursos para os negócios vêm de capital próprio, enquanto 13% tiveram acesso a alguma rodada de investimento anjo.

FUNDADORES E FUNCIONÁRIOS

Quase a metade (47%) das startups afirmam ter 1 ou 2 sócios na formação. Em Santa Catarina, 24% das empresas respondentes são compostas apenas pelo fundador. Do número total de sócios informados, 84% são homens. Apesar de menor, a participação feminina é cada vez mais importante e crescente no ecossistema: o mapa apontou que 39% das startups possuem 1 ou mais sócias mulheres no controle da empresa.

A predominância do número de colaboradores destas startups não ultrapassa os 10 profissionais: 74% do total informam até 10 pessoas na composição total do time, sendo que a média de idade destas equipes fica entre 20 e 30 anos. São Paulo é o estado com o maior número de colaboradores indicados no mapeamento, com cerca de 31% do total informado na pesquisa, seguido por Santa Catarina, com 29% e Minas Gerais, com 10%, logo na terceira posição. SC é o estado que mais possui profissionais do sexo feminino na composição de suas startups, com 32%.

COOPERAÇÃO É INEVITÁVEL

Como conclusão, o relatório evidencia a distância entre a atuação de indústria para com a atuação de startups no cenário nacional: "É fato que a indústria nacional urge em se reinventar para manter-se competitiva frente à pressão causada pela quarta revolução industrial, mas as características históricas de verticalização da indústria, assim como seu comportamento de preferência pela inovação fechada trazem desafios e fricções na interação com startups. O caminho de cooperação e simbiose entre startups e indústrias é inevitável e deve se fortalecer de forma acelerada nos próximos anos considerando-se a pressão multilateral da economia global".

Fonte: SC Inova, NSC Total

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06 - Sérgio Souza questiona instituições bancárias sobre altas taxas de juros


A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados debateu, nesta terça-feira (14), as razões de o Brasil ter taxas tão elevadas de juros e tarifas praticadas pelos bancos. O presidente do colegiado, deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR), pediu esclarecimentos sobre as razões dos juros no país serem tão altos.

"Queria entender porque os juros no Brasil são tão caros? É muito claro para mim e a sociedade brasileira que quando adquirimos um bem financiado pagamos duas vezes o valor dele no final. E está muito claro para mim também, que isso está nas margens de lucros das instituições financeiras imbuído dentro dos seus spreads bancários, que chegam a um valor médio de 30% ao ano, além do custo da capacitação do recurso", esclareceu o parlamentar.

Sergio Souza complementou afirmando que as instituições bancárias são os empreendimentos mais rentáveis do Brasil. "Eu não conheço um investimento nesse país que dobre o seu capital em cinco anos. No mercado imobiliário o capital é duplicado em torno de 25, 30 anos. No mercado agrícola leva 35 a 40 anos para tirar o retorno. Imagina você trabalhar 35, 40 anos para tirar o retorno e o banco com essa margem de cinco anos", comentou.

De acordo com o diretor de Políticas de Regulação Prudencial, Riscos e Economia da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, o Brasil tem uma dispersão muito grande das taxas de juros. "A gente tem mercado livre, mercado direcionado, crédito controlado. Então, na verdade quando a gente está falando desse universo, os números às vezes aparecem diferentes do que na prática são. Os juros são altos no Brasil, é verdade. Mas não são tão altos como as pessoas imaginam se a gente pensar na média das operações", explicou o especialista.

Sardenberg acredita que o brasileiro precisa diminuir o uso do cheque especial, mas que ele não é o vilão dos juros altos. "As pessoas falam muito do cheque especial, mas ele tem um saldo de R$ 24 milhões para um total de R$ 3,2 trilhões em operações. Então, ele é uma quantidade irrisória, do ponto de vista do total de crédito realizado. Ele é um problema, mas muito pequeno em relação ao universo total", explicou o diretor da Febraban.

Participaram, ainda, da reunião a chefe-adjunta do Departamento de Regulação do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil, Paula Ester Farias de Leitão; a gerente divisional de Economia, Estatística e Competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Maria Cristina Zanella; e o diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Ricardo de Barros Vieira.

Fonte: Observador News

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Comércio Internacional

01 - Guerra comercial dos EUA não reduzirá superávit comercial alemão, diz BC da Alemanha


As guerras comerciais prejudicam a economia global, produzem apenas perdedores e são ineficientes em reduzir os desequilíbrios em conta corrente, disse o presidente do banco central alemão, Jeans Weidmann, nesta quinta-feira.

Os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre a China nesta semana ao impor um novo conjunto de tarifas aos produtos chineses, mas notícias sugerem que o governo norte-americano deve adiar a decisão sobre a imposição de tarifas sobre carros, o que pode impactar seu relacionamento com a Alemanha, a maior produtora de automóveis da Europa.

Weidmann, candidato a suceder Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE) no final deste ano, acrescentou que as novas tarifas colocam a economia dos EUA em risco.

"As tarifas de retaliação de outros países provavelmente enfraquecerão ainda mais a economia global e o comércio mundial. As guerras comerciais só possuem perdedores", acrescentou.

Fonte: Reuters

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02 - Superávit comercial da UE com os EUA diminui, déficit com a China se amplia


O superávit comercial da União Europeia em bens com os Estados Unidos diminuiu nos três primeiros meses de 2019, mas o déficit com a China se ampliou, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira.

O superávit do bloco de 28 países com os EUA caiu para 33,9 bilhões de euros entre janeiro e março, de 36,2 bilhões de euros no mesmo período de 2018, informou a agência de estatísticas da UE Eurostat.Com a China, o déficit comercial da UE chegou a 49,4 bilhões, de 46,9 bilhões de euros antes.

Os EUA adotaram tarifas sobre a UE e ameaçaram com mais ao reclamarem da balança comercial. Tanto Washington quanto Bruxelas têm também reclamado que a China quer livre comércio sem jogar limpo. No geral, o déficit comercial de bens da UE aumentou para 24 bilhões de euros entre janeiro e março de 9,6 bilhões um ano antes. Na zona do euro, as exportações cresceram 3,1% em março sobre o mesmo período do ano anterior e as importações aumentaram 6%, levando a um declínio no superávit comercial a 22,5 bilhões de euros, de 26,9 bilhões um ano antes.

Fonte: Reuters

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Conjuntura

01 - Vendas no varejo tem alta de 1,9% em abril, mostra ICVA


As vendas no varejo brasileiro cresceram 1,9% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado, descontada a inflação, de acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), que acompanha 1,2 milhão de pontos de vendas ativos credenciados à empresa de meios de pagamentos no país.

Em termos nominais, que refletem a receita de vendas de fato observada pelo varejista, houve elevação de 7,2% ante abril do ano anterior. De acordo com a Cielo, o calendário afetou positivamente o resultado do mês. Na Páscoa, as vendas fortes que antecederam o feriado compensaram a sexta-feira Santa mais fraca e o benefício do calendário ocorreu devido à troca de dias. O mês também teve uma terça-feira a mais e um domingo a menos que abril de 2018.

Fonte: Reuters

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02 - INPC recua para 0,60% em abril


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,6% em abril deste ano. A taxa ficou abaixo do 0,77% do INPC de março, mas acima de 0,21% de abril do ano passado.

Segundo dados divulgados na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC de abril também ficou acima do IPCA, que mede a inflação oficial e que registrou taxa de 0,57% no mês. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumula taxas de 2,29% no ano de 2019 e de 5,07% nos últimos 12 meses, também acima das taxas registradas pelo IPCA nos períodos: 2,09% e 4,94%, respectivamente. Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,64% em abril, enquanto os não alimentícios tiveram inflação de 0,58% no mesmo período. 

Fonte: DCI

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03 - IPC-S reduz alta a 0,42% na 2ª quadrissemana de maio (0,57% na anterior), diz FGV


O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou o ritmo de alta na segunda quadrissemana de maio em relação à leitura anterior, de 0,57% para 0,42%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (16).

Na segunda medição do mês, seis das oito classes de despesa componentes do IPC-S apresentaram arrefecimento. A principal influência, destaca a FGV, veio do grupo Alimentação (0,45% para 0,14%), com destaque para o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 6,38% para 2,91%. Os outros grupos que tiveram alívio no período foram: Educação, Leitura e Recreação (0,38% para -0,07%), com influência de passagem aérea (-1,89% para -9,08%); Vestuário (0,85% para 0,29%), em que o destaque foram roupas (1,04% para 0,41%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,93% para 0,89%), com contribuição de artigos de higiene e cuidado pessoal (0,87% para 0,17%); Transportes (0,98% para 0,96%), influenciado por tarifa de ônibus urbano (1,32% para 0,78%); e Comunicação (0,05% para -0,10%), beneficiado por pacotes de telefonia fixa e internet (-0,09% para -0,52%). Em contrapartida, registraram aceleração no período os grupos Despesas Diversas (0,75% para 1,00%) e Habitação (0,28% para 0,29%).
 
Nesses segmentos, os destaques foram bilhete lotérico (30,05% para 40,62%) e taxa de água e esgoto residencial (0,26% para 0,33%), respectivamente.

Fonte: O Estado de São Paulo

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04 - Analistas já projetam crescimento abaixo de 1%


Diante dos dados de atividade no primeiro trimestre e da ausência de sinais de recuperação consistente para o restante do ano, o movimento de revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 segue em pleno vapor e alguns economistas já estimam que a economia vai crescer abaixo de 1% este ano, mostra pesquisa preliminar do Projeções Broadcast após a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

O piso das estimativas é de alta de apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), já a maior previsão é de 2,2%, que, por sua vez, deve ser revisada para baixo. A mediana das expectativas de 26 instituições é de 1,1%, abaixo da projeção da pesquisa Focus, de 1,45%. Na terça-feira, o ministro Paulo Guedes admitiu que a estimativa do governo caiu para 1,5%. Essa forte revisão para o número de 2019 também tem influenciado negativamente as previsões para 2020, que variam de 2% a 3%, com mediana de 2,5%.

Parte desse pessimismo deriva da percepção de que o fraco desempenho do período de janeiro a março não deve mudar tanto nos próximos trimestres, uma vez que a principal trava é a incerteza fiscal, segundo economistas, que não deve ser diluída rapidamente. Com a projeção mais baixa para o PIB de 2019, de 0,5%, a Kapitalo Investimentos explica que o número do ano é bastante influenciado pelo resultado do primeiro trimestre. Como a instituição avalia que a queda no período deve ser de 0,4%, calcula que seria necessário crescer 0,7% nos outros trimestres para resultar em um PIB de 1%, sendo que a média de crescimento desde o início da retomada é de 0,3%. O BNP Paribas também já estima PIB abaixo de 1% este ano.

 Ontem, o banco reduziu a projeção de 2% para 0,8%, citando efeito negativo da desaceleração global e o atraso na tramitação da reforma da Previdência.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Industria

01 - Indústria paulista cria 9,5 mil postos de trabalho em abril, diz Fiesp


A geração de emprego na indústria paulista somou 9,5 mil novos postos de trabalho em abril, variação positiva de 0,45% na série sem ajuste sazonal e negativa em 0,21% feito o ajuste, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). No acumulado do ano, o saldo segue positivo em 21,5 mil postos.

Os setores de alimentos e derivados de petróleo e álcool contrataram mais de 12 mil novos trabalhadores em abril, que foram as principais influências positivas para o saldo do mês na indústria paulista.

“Esses setores, que são influenciados pela sazonalidade da cana de açúcar, geraram contratações abaixo da média dos anos anteriores - que é de 27 mil novas vagas. Os demais setores da indústria estão em compasso de espera, em razão do baixo desempenho econômico. Como este ano vem apresentando saldos abaixo do esperado, o resultado do emprego no fechamento do ano é preocupante”, avalia José Ricardo Roriz, 2º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, em comentário enviado à imprensa.

Setores

Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 45% apresentaram variações negativas, com 5 contratando, 10 demitindo e 7 permanecendo estáveis.

Os principais destaques ficaram por conta do segmento de produtos alimentícios? com geração de 10.497 vagas ?; coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (2.216) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (620).

No campo negativo ficaram, principalmente, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-738); veículos automotores, reboques e carrocerias (-682) e couro e calçados (-505).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de Sã Paulo e em 37 Diretorias Regionais do Ciesp. A variação em abril recuou 0,13% na Grande São Paulo (inclusive ABCD) e 0,24% somente no ABCD e subiu 0,72% no interior.

Entre as 37 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 18 que apontaram altas, destaque para Sertãozinho (+5,72%), com geração de 1.900 vagas, influenciada pelo segmento de produtos alimentícios (+8,88%); Ribeirão Preto (+1,88%), com a criação de 1.300 postos de trabalho no segmento alimentício (2,71%) e de máquinas e equipamentos (1,56%).

Das 12 negativas, destaque para Guarulhos (-1,56%), com o fechamento de 1.500 vagas no segmento de produtos de borracha e plásticos (-2,63%) e produtos alimentícios (-2,91%), e Sorocaba (-0,69%), baixa de 700 postos em confecções e artigos do vestuário (-5,99%) e produtos de metal (-2,44%).

Fonte: G1

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Setor

01 - Novo aumento no preço da gasolina em Goiânia entra em vigor nesta quinta (16)


Para quem já está andando com o carro na reserva, é melhor se apressar para abastecê-lo. Isso porque um novo aumento do preço da gasolina está previsto para entrar em vigor nos postos de combustível na próxima quinta-feira (16/5), e Goiânia está inclusa. O aumento deve ser de dois centavos no preço do litro do combustível.

A variação decorre de pesquisas realizadas pelo Estado que estabelece, em seguida, o preço médio dos impostos pagos pelos postos. Em entrevista a um veículo local, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás – Sindiposto -, Márcio Martins, disse que a tabela foi revista e o fato acabou onerando os empresários. Por esse motivo, segundo ele, o valor da gasolina tende a aumentar em até dois centavos.

O presidente do Sindiposto ainda destaca que “normalmente, quando o valor a ser ajustado oscila entre um e dois centavos, muitos empresários nem aderem o reajuste”. Segundo ele, pode ser que isso aconteça agora. “Ou seja, a decisão de reajustar ou não ficará a cargo dos empresários”, explica.

A oscilação do preço final ocorrerá apenas sobre o valor da gasolina. “Os preços cobrados pelo etanol e o diesel devem continuar como estão”, garantiu.

Além do aumento no preço da gasolina, etanol teve reajuste de 10% no mês passado

O aumento no preço da gasolina não foi o primeiro a pegar o motorista de surpresa. Isso porque o etanol também teve um reajuste em abril deste ano, de 10%. O combustível passou de R$ 2,99 para R$ 3,29, em média. Sindicato de postos de combustíveis declarou na ocasião que encarecimento do etanol em Goiânia se deu pelo “aumento nos custos de aquisição dos combustíveis nas distribuidoras”.

O aumento pegou muita gente de surpresa na época, uma vez que o reajuste foi de 10% de uma só vez. Por um app desenvolvido pela UFG em parceria com o Ministério Público, o Olho na Bomba, que mostra o preço médio dos combustíveis em Goiás, e possível ver a padronização do aumento, com exceção de alguns postos, como nos setores Rio Formoso e Eldorado que, conforme a última consulta no app (14h40 de hoje), mantiveram congelado o preço de R$ 2,99 do etanol.

Fonte: Dia Online

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