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Edição 10236 de 13/02/2020

Destaque

01 - Seminário debate geração de empregos e demandas com o Pró


O seminário Pró-Ferramentaria SP será realizado na próxima quarta-feira, dia 19, às 8h30, no Instituto Mauá de Tecnologia, Praça Mauá, 1, São Caetano, Auditório H - 201.

O diretor executivo do Sindicato, Wellington Messias Damasceno, ressaltou a importância da participação dos trabalhadores no setor, representantes de montadoras, sistemistas e ferramentarias da região.

"É fundamental entender como vai ser o programa e como ele pode se traduzir em demandas para o setor de ferramentaria, com geração de empregos", afirmou.

"A ideia é ter a participação de todos os envolvidos do setor. Defendemos a liberação dos recursos retidos de ICMS das montadoras para compra de ferramental e como o projeto pode se viabilizar para recuperar o parquet industrial. Além disso, defendemos a capacitação dos trabalhadores no processo", explicou.

O governo de São Paulo apresentará como irá funcionar a modelagem do projeto. Já as montadoras irão explicar o processo de compra e as expectativas de utilização dos recursos. Também haverá um painel sobre a ferramentaria no Rota 2030.

O debate é organizado pelos Metalúrgicos do ABC, CNM-CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT) em conjunto com as associações ABINFER, ABIMAQ, o APL de Ferramentaria do Grande ABC e o Instituto Mauá de Tecnologia.

O decreto do Pró-Ferramentaria foi publicado em dezembro de 2019. Em agosto de 2017, o Sindicato participou da assinatura do Protocolo de Inteções para fortalecimento do setor em reunião do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, além de uma série de conversas e reuniões para que o programa se viabilizasse.

Quando as montadoras e as autopeças exportam, realizam o pagamento do ICMS, porém elas adquirem um crédito como forma de incentivar as exportações.

Este recurso fica parado no caixa do governo do Estado. Pela proposta, o governo libera o crédito desde que as empresas se comprometam a utilizá-lo em investimento no setor.

Fonte: Revista Ferramental

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02 - Máquinas agrícolas: BNDES disponibilizará R$ 1,5 bi em Finame Rural


O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) anunciou o lançamento do Finame Rural para 10 de março de 2020. De acordo com circular, a instituição liberará R$ 1,5 bilhão para "apoiar as atividades agropecuárias e agroindustriais por meio de financiamentos para aquisição de máquinas e equipamentos". As taxas de juros devem ser parecidas com as do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

A instituição determina que os beneficiários finais precisam ser produtores rurais pessoa física ou jurídica e cooperativas rurais, com sede e administração no Brasil. "As máquinas e equipamentos passíveis de financiamento neste programa deverão ser novos, de fabricação nacional e constar do Credenciamento Finame", ressalta.

A medida deve dar fôlego ao setor de máquinas e implementos agrícolas. Em meados de janeiro, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) solicitou à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, um aporte de R$ 3 bilhões para o Moderfrota.

Fonte: Jetibá Online

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03 - Tendências do mercado da indústria de embalagens serão discutidas em evento na ABIMAQ


Com o principal objetivo de discutir a indústria de embalagens no Brasil, a ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos realiza no dia 18 de fevereiro, das 8h30 às 13h30, o evento "Tendências e Desafios da Indústria: Tecnologia, Processos e Embalagens" em sua sede na Av. Jabaquara, 2925, em São Paulo.

De acordo com Lariza Pio, gerente divisional de feiras, marketing e eventos, o debate será totalmente focado nos Desafios e Tendências de Mercado, Economia Circular e Rastreabilidade e contará com a presença de especialistas de marcas como a Tetra Pak, Seara, Braskem, Grupo Petrópolis, ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos - SAA, Instituto de Embalagens e GS1 Brasil, que apresentarão temas para fortalecimento da cadeia do setor.

Além dos temas elencados, a gerente divisional esclarece que os debates incluirão temas como superar os desafios do mercado de processos e embalagens e se preparar para as mudanças que se aproximam. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas.

Inscrições pelo link

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeHiB9LN7gjupzwcHlBl9A_DtPwklAgAAPnNOVocW6U_Pocjg/viewform

Fonte: Feiras Industriais, Segs

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Comércio Internacional

01 - Dólar opera em alta e chega a R$ 4,38


O dólar segue batendo recordes nesta quinta-feira (13). A moeda segue em alta após quatro recordes consecutivos em relação ao real, batendo o patamar de R$ 4,38.

Às 9h05, a moeda norte-americana era vendida a R$ 4,3734, em de 0,53%. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 4,3830. Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar encerrou o dia vendido a R$ 4,3505, em alta de 0,55%. Na máxima da sessão, chegou a R$ 4,3535, também o maior valor nominal (ou seja, sem considerar a inflação) já alcançado durante as negociações. No mês, o dólar acumula valorização de 1,53% e, no ano, de 8,5%.

Já o dólar turismo, vendido nas casas de câmbio, fechou a R$ 4,54 sem acréscimo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Polêmica

O câmbio virou motivo de polêmica na quarta-feira. Em evento em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o dólar mais baixo permitia empregadas domésticas irem à Disney, nos Estados Unidos. O ministro acrescentou que a alta do dólar fará "todo mundo conhecer o Brasil".

"Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada. Mas espera aí? Espera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai ali passear nas praias do Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu. Vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil, que está cheio de coisa bonita para ver", declarou.

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Redução dos juros

A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 diminuiu o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. Isso elevaria a cotação da moeda.

Um dos bancos que tem recomendado emergentes que oferecem diferencial de juros maior é o Credit Suisse. “Temos preferido apostar em moedas que oferecem altas taxas de juros reais e nominais, um balanço de pagamentos estável e riscos políticos, no mínimo, bem conhecidos”, diz um relatório recente do banco. “O rublo russo e a lira turca são dois exemplos dessa descrição. Entre as moedas latino-americanas, nenhuma além do peso mexicano.”

Separadamente, o J.P. Morgan revisou sua perspectiva para a moeda brasileira de “compra” para “neutra”. O banco americano - elegeu o Brasil como uma de suas principais apostas para 2020 em dezembro - nota que as perspectivas de médio prazo do país continuam positivas. No entanto, a deterioração do sentimento de risco e os potenciais efeitos sobre a economia real levaram o banco a interromper a aposta sobre a moeda brasileira.

Fonte: G1

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Conjuntura

01 - Consumo de novas tecnologias ajuda a manter inflação baixa


A mudança no hábito do consumo das famílias provocada pela popularização dos aplicativos de transporte e compras em geral está contribuindo para um comportamento mais favorável dos preços dos serviços no país e ajudando a manter a inflação mais baixa.

As principais consequências da incorporação dos aplicativos no consumo diário são o aumento da concorrência em vários setores e a possibilidade de comparar valores, o que leva a uma tendência de queda dos preços.

Os benefícios dessa onda tecnológica ficam evidentes na inflação de serviços: em 2019, ela marcou 3,5%, abaixo da inflação geral, que ficou em 4,31%. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o IPCA ficou em 4,19%, enquanto a inflação de serviços atingiu 3,3%.

Até o fim de 2020, mesmo com a expectativa de aceleração da atividade econômica, a inflação de serviços deve seguir comportada: entre 3,5% e 4,6%, segundo analistas consultados pelo G1.

A inflação de serviços sempre foi um entrave para a economia brasileira porque, historicamente, rodou acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil. No cálculo de serviços entram, por exemplo, gastos com cuidados pessoais, como manicure, despesas com hotéis, transporte e alimentação fora de casa, entre outros.

Nas economias mais avançadas, o impacto da tecnologia na inflação tem sido chamado de "efeito Amazon". A gigante de tecnologia se tornou símbolo desse movimento porque criou um modelo de distribuição de produtos que reduziu os custos de operação e, consequentemente, os preços – e que passou a ser copiado mundo afora.

"Essas novidades tecnológicas produzem 2 efeitos relevantes. O primeiro é a comparação de preços: Amazon, Buscapé, Rappi e outras empresas, colocam todas as lojas disponíveis em uma mesma plataforma e [o consumidor] consegue comparar. Isso traz um grau de competitividade maior e faz com que haja um reajuste de preços de forma mais coordenada", diz Júlia Passabom, economista do Itaú-Unibanco.

"O segundo é a própria competição. Novos competidores às vezes chegam com políticas de preços mais agressivas", completa.

Os efeitos do impacto da tecnologia da inflação devem começar a ficar mais evidentes nas próximas divulgações do IPCA. Com as mudanças de comportamento do consumidor apontadas na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alterou a lista de itens que serão apurados para calcular a inflação.

Saem da conta itens que caíram em desuso e cujo peso ficou menor no orçamento das famílias, como aparelhos de DVD, máquinas fotográficas, microondas e liquidificadores; e entram serviços e produtos que ganharam importância na última década, como transporte por aplicativos e serviços de streaming, por exemplo.

"O que os modelos mostram é que a inflação de serviços deve seguir muito baixa em 2020, também em 3,5%. O PIB está acelerando, tem alguma retomada da atividade, mas a inflação segue num ritmo comportado e, talvez, isso não seja só pelo nível do emprego", diz Marcela.

Novos hábitos

Levantamento realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) revela bem como a tecnologia mudou o hábito de consumo do brasileiro.

Em 2018, de acordo com o Cetic.br, 70% dos brasileiros (126,9 milhões de pessoas) utilizavam a internet. Desses, 60% realizaram algum tipo de pesquisa de preço, 34% compraram ou encomendaram produtos ou serviços, e 19% divulgaram ou venderam produtos ou serviços.

O estudo também mostrou que 32% dos usuários de internet pediram táxis ou motoristas por aplicativos. Além dos aplicativos de transporte, outros serviços foram realizados online:

28% pagaram por serviços de filme ou série pela internet;

12% fizeram pedidos de refeições em sites ou aplicativos;

8% pagaram por serviços de música pela internet

5% fizeram reservas de quartos ou acomodações pela internet em site e aplicativos

Depois que a estação Moema, do metrô de São Paulo, foi inaugurada em 2018, o designer Celso Soares, de 30 anos, decidiu vender o carro. Para se locomover na capital paulista, ele começou a utilizar um aplicativo que mostra as rotas de transporte público.

"Sou de Brasília e lá a maioria das pessoas utiliza carro. Antes, até a inauguração da estação do metrô do lado da minha casa, não tinha o costume de usar transporte público", afirma.

Celso ainda não fez as contas de quanto economizou com a troca do carro pelo transporte público, mas lembra que passou a não ter gastos com estacionamento e gasolina.
Inflação de serviços, velho problema


A mudança tecnológica ajuda a explicar apenas uma parte da fraqueza da inflação de serviços no IPCA. Os analistas também ponderam que a lenta retomada da atividade econômica tem sido responsável pelo comportamento desse grupo de preços.

"A inflação de serviços fica mais baixa porque o produto [economia] não está crescendo perto de seu potencial", diz Júlia Passabom, do Itaú.

A inflação de serviços costuma responder ao desempenho da economia. Se a atividade acelera e a taxa de desemprego cai, os preços de serviços costumam subir. O oposto também ocorre: se há aumento do desemprego, os custos dos serviços tendem a desacelerar, já que há menos gente disposta a consumir. No trimestre encerrado em fevereiro, o desemprego seguia elevado.

Essa dinâmica se dá porque, quando a economia está aquecida, há mais margem para o repasse de preços. "Não vemos pressão na inflação vindo da atividade econômica", afirma Lais Carvalho, economista do banco Santander. "A recuperação da economia já era gradual, e ela tende a ser ainda mais", afirmou.

Por anos, a economia brasileira lidou com uma inflação de serviços bastante elevada. Em 2011, por exemplo, subiu 9,6%. Naquele momento, a economia brasileira ainda mantinha um certo ritmo de crescimento, e o país tinha pleno emprego. Ao longo dos últimos anos, a inflação de serviços só cedeu em 2017, quando o encerrou o ano em 4,5%.

Fonte: G1

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Industria

01 - Varejo e indústria em descompasso


Pela visão mais otimista, o consumo continuou vigoroso e o varejo se acomodou em patamar elevado, em dezembro, depois de sete meses de crescimento. Além disso, o aumento das vendas completou três anos consecutivos. 

Em 2019, a comercialização de comida, roupas, calçados, eletrodomésticos, medicamentos e outros artigos da pauta básica de consumo foi 1,8% maior que a de 2018. Com a inclusão de veículos, partes e peças e material de construção, o aumento chegou a 3,9%. Este foi o desempenho do chamado varejo ampliado. Com esses números, pode parecer consolidada a recuperação iniciada em 2017, depois de dois anos de recessão.

A imagem de acomodação em patamar elevado foi usada pela gerente de pesquisa Isabella Nunes, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para explicar o recuo mensal de 0,1% do varejo restrito e de 0,8% do ampliado. 

O avanço em três anos seguidos “confirma a atividade do comércio como vetor de aceleração da atividade econômica”, acrescentou a gerente.

Que o comércio tenha sido o setor de crescimento mais firme entre 2017 e 2019 está fora de dúvida.

Mas seu papel como “vetor de aceleração” tem sido menos que brilhante. No primeiro ano depois da recessão, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3%, resultado repetido em 2018. O número do ano passado ainda é desconhecido, mas a estimativa mais divulgada está em torno de 1,1%. Se isso se confirmar, o desempenho terá sido inferior ao de 2017 e 2018.

Além disso, onde se manifestou esse efeito de aceleração? A produção industrial cresceu 2,5% em 2017, avançou 1% em 2018 e caiu 1,1% no ano passado, segundo o IBGE. No trimestre final de 2019 o produto da indústria continuava 18% abaixo do pico registrado em maio de 2011. A reação do consumo proporcionou algum impulso à atividade industrial, principalmente nos dois primeiros anos de retomada, mas a expansão do varejo está longe de sinalizar uma efetiva reativação econômica.

Dentro do conjunto da indústria, a de transformação ainda conseguiu crescer 0,2% em 2019. 

No acumulado de 12 meses, foi o primeiro resultado positivo desde maio. O segmento de bens de consumo produziu 1,1% mais que no ano anterior, refletindo alguma melhora no emprego e os estímulos ao consumo oferecidos a partir de setembro.

Combinados todos os pontos positivos, as apostas no desempenho da indústria em 2020 continuam modestas e cautelosas. A mediana das projeções do mercado subiu de 2,19% para 2,21% em quatro semanas, segundo a última pesquisa Focus publicada pelo Banco Central (BC). Considerando-se a base muito baixa, esse crescimento, se confirmado, ainda será pouco significativo.

A crise argentina ainda continuará limitando as exportações brasileiras de produtos industriais, mas os principais entraves à expansão do setor são mesmo internos. O baixo poder de competição internacional e a escassa integração nas cadeias globais de valor dão uma ideia desses entraves ou, mais precisamente, das fraquezas do setor. Há dúvidas, no entanto, sobre a real condição da indústria, embora seja indiscutível seu baixo dinamismo. 

Algumas dessas dúvidas – sobre a dimensão da capacidade ociosa, por exemplo – apareceram na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, formado por diretores do BC.

Num ambiente de baixo investimento, a indústria continua dependendo quase exclusivamente do impulso dado pelo consumo. Sobre esse ponto há uma nova dúvida, manifestada por analistas do mercado: haverá estímulo suficiente, se o recuo do varejo em dezembro indicar mais que uma acomodação temporária?

Divulgadas as vendas, alguns economistas falaram sobre a possibilidade de rever as projeções econômicas para 2020. Podem ter sido precipitados, mas seria prudente a equipe econômica dar um pouco mais de atenção à indústria e ao dia a dia da atividade econômica.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Setor

01 - Setor de serviços cresce 1% em 2019 e tem 1ª alta em 5 anos


O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1% em 2019, interrompendo sequência de 4 anos sem crescimento, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, 4 das 5 atividades pesquisadas tiveram crescimento no ano passado, com taxas positivas em 55,4% dos 166 tipos de serviços investigados.

Em dezembro, porém, o volume de serviços no país caiu 0,4% frente ao mês anterior, a segunda queda consecutiva do setor.

Já a receita nominal dos serviços prestados no país, cresceu 4,5% em 201 na comparação anual. Em dezembro, houve alta de 0,3% ante novembro.

No acumulado no ano, apenas 13 das 27 unidades da federação mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo ocorreu em São Paulo (3,3%), seguido por Amazonas (3,9%), Santa Catarina (1,2%) e Mato Grosso do Sul (3,2%). As maiores influência negativas vieram do Paraná (-2,3%) e Mato Grosso (-7,1%).

Atividades de comunicação e tecnologia puxam alta

O crescimento do setor em 2019 foi puxado principalmente pelo segmento de informação e comunicação, que acumulou alta de 3,3% no ano. Segundo o IBGE, o crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento da receita das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e serviços de informação na Internet e de tecnologia da informação.

“Essa atividade inclui, por exemplo, as ferramentas de busca. Esse crescimento é justificado também pela forma em que essas multinacionais fazem propaganda nas mídias sociais, o que reflete no aumento da receita”, explicou Lobo.

Outro destaque do ano foram serviços de locação de automóveis, que passaram a ser mais demandados tanto pela mudança de comportamento do consumidor, que opta por não ter carro, quanto pelo aumento de motoristas de aplicativo, que alugam veículos para trabalhar.

Impulsionadas por locadoras, vendas de carros para empresas são quase metade do total no ano

A única atividade que fechou 2019 no vermelho foi a de transportes, afetada principalmente pela queda da produção industrial, que influencia bastante a demanda por transporte rodoviária de cargas.

Veja a variação do volume de serviços em 2019, por atividade e subgrupos:

Serviços prestados às famílias: 2,6%
Serviços de alojamento e alimentação: 2,8%
Outros serviços prestados às famílias: 1,5%
Serviços de informação e comunicação: 3,3%
Serviços de tecnologia da informação e comunicação: 3,7%
Telecomunicações: -0,8%
Serviços de tecnologia da informação: 13%
Serviços audiovisuais: 0,5%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,7%
Serviços técnico-profissionais: 3,1%
Serviços administrativos e complementares: -0,2%
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -2,5%
Transporte terrestre: -2,7%
Transporte aquaviário: 2,7%
Transporte aéreo: -5,3%
Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -2,5%
Outros serviços: 5,8%

Atividades turísticas crescem 2,6% no ano

O índice de atividades turísticas apontou expansão de 2,6% em 2019, impulsionado, sobretudo, pelos ramos de locação de automóveis, de hotéis e de Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Do lado oposto, o principal impacto negativo ficou com o segmento de transporte aéreo de passageiros.

Regionalmente, 9 dos 12 locais investigados pela pesquisa registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (5,1%), Rio de Janeiro (2,4%), Minas Gerais (2,8%) e Ceará (4,8%). Já o Distrito Federal (-6,2%), o Paraná (-3,1%) e Santa Catarina (-2,3%) assinalaram as principais influências negativas.

Em dezembro, houve crescimento de 1,5% frente ao mês imediatamente anterior, após recuo de 2,3% em novembro.

Queda em dezembro foi a 2ª seguida

Na passagem de novembro para dezembro, o volume de serviços caiu 0,4%, segundo decréscimo seguido, com uma perda de 0,5% entre novembro e dezembro.

Três das 5 atividades apresentaram taxas negativas em dezembro, com destaque para o setor de transportes e correio (-1,5%), pressionado principalmente pelo setor de transporte terrestre (-3,7%). Os outros recuos foram dos setores de serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,3%) e de serviços prestados às famílias (-1,3%).
Já no confronto com igual mês do ano anterior, o volume de serviços avançou 1,6% em dezembro, alcançando a quarta taxa positiva consecutiva.

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação recuaram em dezembro ante novembro. As maiores quedas ocorreram em Minas Gerais (-2,1%), Distrito Federal (-2,7%), Mato Grosso (-5,6%), Paraná (-1,3%) e Bahia (-2,3%). Já os principais resultados positivos vieram de São Paulo (0,4%) e Rio de Janeiro (0,7%).

O índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços apontou estabilidade no trimestre encerrado em dezembro frente ao nível do mês anterior, após 3 meses de avanços de igual magnitude (0,7%).

PIB de 2019 e perspectivas

Na véspera, o IBGE divulgou que vendas do comércio varejista cresceram 1,8% em 2019, na terceira alta anual seguida, mas perderam ritmo na comparação com o avanço registrado em 2017 (2,1%) e 2018 (2,3%).

Já a produção da indústria acumulou queda de 1,1% em 2019, após 2 anos de alta.

O mercado financeiro trabalha com uma estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 um pouco acima de 1%, após registrar avanço de 1,3% tanto em 2017 como em 2018%. O governo projeta uma alta de 1,12% no PIB do ano passado.

Para 2020, os analistas das instituições financeiras projetam um desemprenho melhor da economia, com crescimento de 2,30% do PIB, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Fonte: G1

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